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sábado, 22 de agosto de 2026

A Samaritana do Poço, a história


Neste livro, você vai conhecer a samaritana ainda criança, quando já caminhava até o poço e começava, sem saber, a construir sua relação com aquele lugar. Vai acompanhar seus sonhos, suas perdas, seus afetos, suas escolhas e as marcas deixadas pelo tempo.

Vai conhecer a mulher por trás da passagem bíblica — sua história antes daquele encontro, os caminhos que a levaram até ali e tudo o que existia dentro dela quando, em uma tarde aparentemente comum, encontrou Jesus junto ao poço.
Antes de ser a mulher que pediu da água viva, ela foi menina, filha, mulher, alguém que amou, sofreu, buscou respostas e teve sede.
Esta é a história que A Samaritana do Poço — Entre a Sede e a Fonte procura contar.

À venda na Amazon e-book por R$ 8,90 e no Clube de Autores na versão impressa (preço no link).

terça-feira, 28 de abril de 2026

A Samaritana do Poço

A Bíblia registrou um encontro junto ao poço. Mas não contou tudo. Quem era a mulher samaritana antes daquele meio-dia? E no que ela se tornou depois dele? Este romance atravessa o silêncio das Escrituras para imaginar a vida, a dor, a identidade e a transformação daquela que, depois de ser vista por Cristo, já não pôde permanecer a mesma. Da sede interior ao testemunho público, esta narrativa acompanha não apenas a mulher do poço, mas a mulher que segue adiante: aquela que anuncia, que enfrenta o mundo e que, segundo a tradição cristã, teria se tornado pregadora da fé, mártir e santa. Mais do que recontar uma passagem bíblica, este livro recria uma travessia: a da mulher que saiu do anonimato para se tornar voz, memória e testemunho.


 

domingo, 5 de abril de 2026

Domingo de Páscoa: o ponto de virada invisível

O Domingo de Páscoa marca, dentro da tradição cristã, o momento da ressurreição de Jesus Cristo — não apenas como um evento histórico ou religioso, mas como um símbolo profundo de transição, renovação e recomeço.

Depois do silêncio do sábado, da pausa, da espera e da aparente ausência de sentido, a Páscoa surge como ruptura. É o instante em que a morte deixa de ser fim e passa a ser passagem. O que parecia encerrado se revela apenas transformado.

No campo simbólico e espiritual, esse domingo representa:

- Renascimento — ciclos que se encerram para dar lugar ao novo
- Restauração — aquilo que foi ferido encontra possibilidade de cura
- Luz após a travessia — não como negação da dor, mas como consequência dela
- Consciência ampliada — a compreensão de que há algo além do imediato

A ressurreição, nesse sentido, não precisa ser vista apenas como um acontecimento externo. Ela ecoa internamente. Fala sobre tudo aquilo que, dentro de cada um, pode ser reerguido depois de um período de queda, dúvida ou escuridão.

A Páscoa não ignora o sofrimento vivido antes dela. Ao contrário: ela só existe por causa dele. É justamente essa travessia que dá sentido ao renascimento.

No ritmo do mundo atual, onde tudo exige rapidez e respostas imediatas, o Domingo de Páscoa propõe outro tipo de tempo: o tempo da transformação silenciosa. Nem sempre visível, nem sempre compreendida no momento em que acontece.

É um convite a observar o que, na própria vida, já morreu — hábitos, pensamentos, ciclos — e o que começa, ainda que discretamente, a nascer no lugar.

Porque, no fundo, a Páscoa não é apenas sobre voltar à vida.
É sobre voltar diferente.

sábado, 17 de maio de 2025

Júnia, a apóstola esquecida

Em Romanos 16:7, o apóstolo Paulo menciona com ternura e respeito:

"Saúdem Andrônico e Júnia, meus parentes e companheiros de prisão; são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim."

Por séculos, esse verso passou despercebido. Ou pior: foi distorcido. Júnia, uma mulher que brilhou entre os apóstolos nos primórdios do cristianismo, foi silenciada por traduções e interpretações patriarcais que tentaram transformar seu nome em “Júnio” — nome masculino que não existia na Roma antiga. Mas a verdade floresce, mesmo quando enterrada.

Júnia era mulher. Júnia era apóstola. Júnia era livre em Cristo.

Sua presença no Novo Testamento revela uma realidade que muitas vezes foi esquecida: as mulheres também foram líderes, mestras, anunciadoras da Boa Nova.

E mesmo presa com Paulo, Júnia foi reconhecida como “notável entre os apóstolos” — um título de autoridade espiritual raríssimo.

Hoje, ao lembrarmos de Júnia, resgatamos não só uma personagem bíblica, mas todo um legado de mulheres que viveram, pregaram e acolheram em nome do Cristo.
Júnia representa a cura da história espiritual das mulheres.

Que seu nome volte a brilhar em nossos corações e estudos, como farol da presença feminina no sagrado.

Que todas as Júnias silenciadas sejam lembradas. E honradas.


domingo, 30 de agosto de 2020

Santa Narcisa de Jesus


Santa Narcisa de Jesus mostra um caminho de perfeição cristã e oferece um exemplo de uma vida dedicada a Deus e aos irmãos, nas palavras do Papa Bento XVI, quando a canonizou em 12 outubro de 2008.
Narcisa nasceu em 1832 numa família católica e abastada financeiramente. Moravam numa fazenda no povoado de Nobol, província de Guaias, no Equador. Sua mãe faleceu quando Narcisa tinha 4 anos de idade. Com a ajuda de uma professora particular e de sua irmã mais velha, aprendeu a ler, escrever, tocar violão e até a cozinhar. E mesmo sendo pequena, era a sexta de nove irmãos, ajudou a cuidar dos irmãos mais novos e mais tarde a educa-los.
Quando fez sete anos, foi crismada e passou a dedicar longas horas do seu dia à oração. Havia uma goiabeira perto da fazenda onde costumava passar horas sob a sua sombra rezando. Seu pai vendo a dedicação com que Narcisa se debruçava a oração, reservou um dos aposentos da casa para que servisse de “capela”. Narcisa colocou ali uma imagem esculpida em madeira, do menino Jesus.
Aos 15 anos de idade, aprendeu a costurar, arte pela qual desenvolveu o domínio de tecer e bordar. Costurava para sua família e também na casa dos vizinhos. Mais tarde, todo o dinheiro que ganharia com as costuras e os bordados, seria doado para os pobres e desafortunados.
Três anos depois, seu pai faleceu e Narcisa se mudou para Guayaquil onde viviam alguns parentes. A casa onde foi morar ficava ao lado da catedral e foi onde passou a trabalhar dando aulas de catecismo para crianças e jovens. Se desfez de seus bens materiais herdados da família para ajudar os necessitados.
     Também foi nessa cidade que Narcisa encontrou uma amiga de infância, Mercedes Molina, e passou a ajudá-la na tarefa de cuidar de um orfanato. Narcisa além de participar na formação das crianças, também confeccionou as indumentárias delas.
Durante toda a sua vida, a dedicação que tinha à oração, penitência e caridade, a fez ser convidada, em 1868, a morar num convento dominicano em Patrocínio, em Lima, no Peru. Foi nesse convento que, tendo intensificado suas orações e penitências, teve uma visão de Jesus lhe mostrando seu coração e dizendo: Jamais concedi igual graça a uma alma.
No ano seguinte, Narcisa novamente vislumbrou não só Jesus, mas também Nossa Senhora. Eles lhe pediram que manifestasse alguma graça que desejasse obter. Narcisa pediu pelos mais necessitados e também rogou que fosse logo para o Céu. E foi após essa revelação, que Narcisa, então com 37 anos de idade, ficou doente e faleceu em poucos mais de dois meses.
Após a sua morte, ficaram conhecendo a verdadeira vida que Narcisa levava na reserva de sua cela, como eram chamados os quartos dos religiosos. Ela tinha feito voto privado de castidade perpétua, pobreza, obediência, clausura, jejum de pão e água, comunhão diária, confissão, mortificação e oração. Os médicos que a assistiram nos seus últimos dias, ficaram surpreendidos de que tivesse vivido com tão pouco alimento por tanto tempo.
Narcisa foi beatificada em 25 de outubro de 1992 pelo Papa João Paulo II e canonizada em 12 de outubro de 2008 pelo Papa Bento XVI. É a terceira santa equatoriana. O dia da sua festa litúrgica é 30 de agosto.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sabina de Roma


Sabina de Roma viveu numa época em que os cristãos só eram martirizados se fossem denunciados. Filha de Herodes Metalário e viúva do senador Valenciano, Sabina se converteu ao cristianismo ouvindo as histórias que sua escrava, Seráfia, lhe contava. As duas também saíam à noite para ir às catacumbas, como chamavam os cemitérios daquela época, para estar com os cristãos que se reuniam clandestinamente para não serem vistos.
De acordo com a história, Seráfia acabou sendo denunciada e presa para ir a julgamento. Ela deveria fazer uma homenagem aos deuses romanos para que a denúncia contra ela fosse anulada e ela ficasse livre. Mas a serva se recusou. Foi, então, entregue a dois algozes para que abusassem dela. Mas sem que eles esperassem, foram acometidos por uma dor terrível que os fez cair doentes. Seráfia foi chamada de bruxa e por isso, apedrejada até a morte. Sabina conseguiu levar o corpo de sua serva para ser enterrado no mausoléu de sua família. O prefeito Elpídio descobriu o que Sabina fez e a acusou de ser cristã. Sabina foi presa e interrogada. Ela também rejeitou os deuses romanos e exaltou a sua fé no cristianismo.
Foi então morta no dia 29 de agosto, do ano 125, e canonizada mais tarde. Ela é representada com um livro e uma folha de palma nas mãos e uma coroa na cabeça.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Santa Monica de Hipona

Santa Monica de Hipona, foi mãe de Santo Agostinho. Ela representa aquela mãe que não desiste de salvar um filho que está na erraticidade.
Segunda a história, Monica era uma mulher muito religiosa e orava para que sua família, marido e três filhos, se convertesse ao cristianismo.
Seu marido era pagão e se comportava de forma rude com ela. Apesar de ter sido muito ultrajada, rezava para vê-lo cristão. E conseguiu. Mas Agostinho, o filho mais velho, vivia uma vida de vícios e de pecados mundanos. Mesmo assim, ela nunca parou de rezar por ele. Até mesmo quando o proibiu de entrar em casa, para ensiná-lo a ter responsabilidades nesse mundo, deixou de pedir a sua conversão.
Após 30 anos rezando sem desanimar, suas preces foram ouvidas pois Agostinho se transformou num santo que influenciou todo o Ocidente cristão. Em uma de suas obras, Santo Agostinho citou sua mãe escrevendo: "ela foi o meu alicerce espiritual, que me conduziu em direção da fé verdadeira. Minha mãe foi a intermediária entre mim e Deus."
Santa Mônica faleceu no ano 387, aos 56 anos. Foi canonizada pelo Papa Alexandre lll, por ter sido a responsável pela conversão de Santo Agostinho, ensinado a fé cristã, a moral e a mansidão. É padroeira das Associações das Mães Cristãs e sua festa litúrgica é comemorada no dia 27 de agosto.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

São Genésio de Roma


São Genésio de Roma foi um comediante no século III que se converteu ao cristianismo enquanto parodiava uma cena cristã para o imperador Diocleciano. Genésio era ator profissional, e além de atuar para o imperador , também liderava um grupo de teatro.
De acordo com a história, Genésio ridicularizava a fé cristã quando, no momento em que fazia o sacramento do batismo, foi tocado por Cristo e se converteu. Diocleciano achou a encenação realista demais e questionou o ator, que imediatamente se proclamou cristão.
O imperador não aceitou e ordenou que voltasse a cultuar os deuses pagãos. Genésio não aceitou e foi torturado defendendo o cristianismo. Morreu enquanto clamava “Não há outro rei senão Cristo”.
É padroeiro dos atores, músicos, humoristas e advogados. E invocado também contra a epilepsia. Sua festa litúrgica acontece no dia 25 de agosto.


terça-feira, 18 de agosto de 2020

Santa Helena de Constantinopla


Santa Helena de Constantinopla, foi uma mulher que viveu entre os séculos III e IV de nossa Era e que teve um papel muito importante no desenvolvimento do cristianismo. É chamada também de Helena Augusta, Helena da Paz ou Helena de Constantinopla.
Helena nasceu no ano 250, em Drepanon, cidade na província de Bitínia, na Ásia Menor, atual Turquia, e foi batizada como Flávia Júlia Helena. Segundo a história, a sua beleza chamava a atenção e foi ela que atraiu o general romano Constâncio Cloro. Ele passava pela região quando viu Helena e se apaixonou. Se casaram e tiveram um filho, Constantino. Viveram juntos por muitos anos, até que o imperador Maximiliano ofereceu colocá-lo como seu sucessor se ele se casasse com sua filha, Flávia Maximiliana Teodora. Constâncio se separou de Helena e se casou com Flávia.
Durante 14 anos, Helena sofreu com a separação. Também foi nesse período que ela se converteu ao cristianismo e passou a se dedicar à sua fé.  Quando seu ex-marido morreu, Constantino se tornou imperador e apesar de ter sido criado pelo pai como pagão, tinha sido instruído por sua mãe no cristianismo. Um dia antes da batalha que iria travar entre Saxa Rubra e Ponte Milvio, o imperador sonhou que pegava uma cruz no caminho e que a mesma continha uma legenda que dizia: “Com este sinal vencerás”.
No dia da batalha, Constantino levou uma cruz consigo e exclamou: “Confio no Cristo em que minha mãe Helena crê”. O imperador, recém convertido, foi vitorioso e a partir desse episódio libertou a religião católica da perseguição romana, que já durava 3 séculos.
Constantino deu a sua mãe o título de Augusta e mandou cunhar moedas com a sua imagem, lhe dando também plenos poderes para utilizar o dinheiro do governo na causa dos cristãos.
Helena reformou Constantinopla, que se tornou a nova capital do império, e também viajou à Terra Santa em busca de relíquias cristãs, construiu templos como Natividade, em Belém, e o Santo Sepulcro, em Jerusalém. Mas pouco depois de retornar à Constantinopla, em 330, Helena faleceu. Já contava com 80 anos de idade.
É venerada nas igrejas Católica, Ortodoxa, Anglicana e Luterana. Sua festa litúrgica acontece no dia 18 de agosto. É padroeira dos arqueólogos, dos convertidos e dos casamentos em crise.

Fontes: Wikipedia e Acidigital

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Santa Clara de Montefalco

 

Clara nasceu em Montefalco, na Itália, em 1268. Com apenas 6 anos de idade, seguiu os passos de sua irmã mais velha, Joana, e foi ter uma vida de oração e penitência numa clausura construída por seu pai, na propriedade da família.

Clara era uma criança cheia de vida mas comprometida com a sua fé. Uma vez quebrou a regra do silêncio dada pela irmã e como penitência, ela mesma se impôs ficar sobre um cubo de gelo, com os braços para cima rezando 100 vezes o Pai Nosso. A pequena Clara também teve que lutar contra seus desejos alimentares pois tinha que jejuar constantemente.

A entrada de Clara para o claustro, aumentou o número de postulantes a viver da mesma forma. Em 1978, se mudaram para uma ermida maior, mas esta só tinha metade do teto. Passaram muito frio e também fome pois se alimentavam de ervas colhidas da natureza.

Alguns anos mais tarde, foram autorizadas a pedir esmola para manter a vida de oração e penitência. Clara, que já contava com 15 anos de idade, se ofereceu para fazê-lo. Saiu e só voltou 40 dias depois. Não queria retornar sem completar seu objetivo. Sua irmã, pensando em protege-la, decidiu que Clara não devesse mais sair do convento.

Clara, além de rezar 10 horas por dia e passar a noite de joelhos, rezando o Pai Nosso, também praticava atos de mortificação. Com 20 anos de idade, começou a ter crises de insegurança, o que aumentou ainda mais seu martírio a ponto de sua irmã ter que impor restrições a ela para que não prejudicasse sua saúde.

Em 1290, o local foi ampliado e transformado em mosteiro passando a se chamar “Mosteiro da Cruz”. No ano seguinte, Joana faleceu e Clara, com então 23 anos, foi a escolhida para sucedê-la. Apesar de Clara aceitar o cargo contra a sua vontade, pois considerava-se indigna, a comunidade religiosa cresceu a partir da sua direção. Ela soube organizar a vida comunitária, propôs trabalho manual para todas as irmãs que o desejassem fazê-lo, e cuidou amorosamente da instrução e necessidade de cada uma.

Conta a história que em 1294, no jardim do mosteiro, Cristo apareceu para Clara como um viajante e lhe deu o cajado pedindo que o plantasse. Ela plantou o cajado e ele se transformou numa árvore viçosa. Chamada de “árvore de Santa Clara”, as sementes dos seus frutos eram utilizadas para fazer rosários com os quais rezava pedindo que os doentes fossem curados.

Em julho de 1308, Clara adoeceu e foi obrigada a ficar de cama. No dia 17 de agosto, pediu para ser levada à igreja que construíra no mosteiro e nela, deu seu último suspiro.

As irmãs resolveram conservar seu corpo, mas para isso tinham que extrair seus órgãos. Para a surpresa de todos, o coração tinha uma mancha com o desenho de um cristo crucificado. Encontraram também outros símbolos de Cristo e no abdômen três pedras de igual tamanho e peso. Foi interpretado como um sinal da Santíssima Trindade incorporado nela. Rapidamente, a fama de santidade de Clara foi se difundindo e milagres acontecendo em seu nome.

Foi beatificada em 1737 pelo Papa Clemente XII e canonizada pelo Papa Leão XII.

domingo, 16 de agosto de 2020

A Imagem de Edessa

 

A Imagem de Edessa é venerada pelas igrejas do Oriente e pelas Igrejas católicas ortodoxas da Grécia, da Rússia, de Israel, do Líbano e do Egito.

É um sudário, tal como o de Turim, transformado em relíquia sagrada. É um tecido cortado em retângulo que possui o rosto de Jesus impresso.

Segundo a lenda, na época de Cristo, o Rei Abgar, de Edessa, estava muito doente e pediu, em carta, que seria levada pelo seu servo, que Jesus viesse em seu auxílio. Quando o servo chegou em Jerusalém, encontrou Jesus lavando o rosto. Após ler a carta, Jesus teria dito que não podia se ausentar pois já era o tempo da Páscoa, mas que um de seus discípulos o visitaria. E após enxugar o rosto com uma toalha, pediu que o servo real a entregasse para Abgar.

Tadeu de Edessa foi o discípulo enviado por Jesus e que milagrosamente, quando chegou no palácio de Abgar, o rei estava curado.

É festejada na Igreja Ortodoxa, no dia 16 de agosto, por ser a data do translado de Edessa, na Turquia, para Constantinopla, atual Istambul.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

São Nicola Saggio

 

Nicola Saggio foi um religioso que viveu entre os séculos XVII e XVIII. Nasceu em Longobardi, Itália, a 6 de janeiro, de 1650, batizado como nome de Giovanni Battista Clemente.

Seus pais lhe deram uma educação cristã com valores morais e espirituais elevados. Quando criança, visitou o convento dos Mínimos, que despertou nele o desejo de seguir uma vida religiosa. A Ordem dos Mínimos, foi fundada por São Francisco de Paula e enfatiza a vocação da humildade, a penitência, a prática da caridade, o amor, a oração e a ascese física. Quando Giovanni entrou para a Ordem dos Mínimos mais tarde, escolheu nome Nicola.

Em 1683, fez uma peregrinação de Longobardi a Loreto para pedir à Deus que libertasse Viena dos turcos.

São Nicola Saggio faleceu em 1709, em Roma. Estava com uma doença pulmonar. Suas últimas palavras foram “paraíso, paraíso”.

Foi beatificado em 17 de setembro, de 1786, pelo Papa Pio VII e canonizado em 23 de novembro, de 2014, pelo Papa Francisco. Sua festa litúrgica é comemorada dia 10 de agosto. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

São Caetano de Thienne

São Caetano foi um sacerdote católico italiano, conhecido como Santo da Providência, patrono do pão e do trabalho. Nasceu em Vicenza, em outubro de 1480. Seu pai faleceu quando ele ainda era muito pequeno e, sua mãe, o educou na fé cristã.


Em Pádua, São Caetano estudou direito civil e canônico. Depois de formado, trabalhou como diplomata para o Papa Júlio II, em 1506, em Roma. Dez anos mais tarde, tornou-se sacerdote. Tinha 36 anos quando celebrou sua primeira missa na Basílica de Santa Maria Maior. Nessa época, ele contou que teve um sonho com Nossa Senhora. Ela apareceu-lhe e colocou em seus braços o Menino Jesus.


São Caetano se preocupava mais com a cura espiritual do que com as doenças do corpo físico. Acreditava que estas, tinham uma causa que estava além da matéria. Fundou um asilo para idosos e hospital para enfermos, principalmente para aqueles que tinham doenças incuráveis e estavam desenganados. Ainda em vida, era chamado de “padre santo”.


Quando o Papa Júlio II morreu, em 1523, São Caetano fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, ou Clérigos Regulares, junto com Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chieti (Theates), à época. Eles desejavam uma reforma religiosa cujo objetivo era renovar o espírito e a essência missionária dos sacerdotes. Como regra, não deviam possuir nada e nem pedir nada. As ofertas dos fiéis teriam que ser espontâneas. Eram chamados de Teatinos, por causa do nome da cidade de Theates. Mais tarde, o bispo de Theates se tornou o Papa Paulo IV, vindo a ser um dos grandes reformadores da Igreja.


São Caetano de Thienne, também ficou conhecido como pacificador dos tumultos populares. Morreu de fadiga, no dia 7 de agosto de 1547, em Nápoles. Foi canonizado em 1671, pelo Papa Clemente X.

domingo, 2 de agosto de 2020

Dia do Perdão

Segundo a história, em 1216, São Francisco de Assis estava na pequena igrejinha da Porciúncula, quando viu uma luz sobre o altar. Era Cristo revestido de luz e, à sua direita, Nossa Senhora cercada por anjos.

-"Pede o que deseja para a salvação das almas", disse Jesus.


A resposta de Francisco foi imediata.


- "Santíssimo Pai, eu sei que sou um miserável e pecador, te peço para que todos os penitentes que se confessarem e irem visitar esta igreja seja lhes concedido amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todos as culpas".


- "Aquilo que tu me pedes, Francisco, é grande", lhe disse o Senhor. "Porém de coisas maiores tu és digno e as terás. Acolho, portanto, o teu pedido, mas quero que tu peças ao meu vigário na terra, de minha parte, esta indulgência".

São Francisco foi então pedir ao Papa Honório II o perdão das almas aflitas. O Papa concedeu-lhe um dia por ano a indulgência do perdão para aqueles que fossem visitar a Igreja de tal revelação. Tempos depois, o Papa Pio XII estendeu a indulgência para toda a Igreja Católica.

sábado, 25 de julho de 2020

São Cucufate


São Cucufate foi um mártir que viveu entre os séculos IV e V da Era Cristã. Ele nasceu em Scillium, província romana de Cartago, na época, e foi um grande divulgador do cristianismo. Seu nome tem origem fenícia e significa “o que brinca”.  Há também uma corrente que traz outro significado para este nome: “poupa”.

Segundo a história, ele era diácono da igreja cristã em Cartago e se mudou para Barcelona para evangelizar novos cristãos. Cucufate teria trabalhado como comerciante nessa cidade, enquanto pregava o cristianismo e batizava os convertidos. Pelos relatos, ele era um homem generoso para com os pobres e também costumava pregar o cristianismo ao lado de São Félix. Em uma dessa pregações, Cucufate, que estava em Ampúrias, foi preso devido às perseguições impostas aos cristãos pelo imperador romano Diocleciano.

Cucufate não renegou sua fé e foi condenado ao martírio. No entanto, após sofrer todo o tipo de tortura, foi degolado. Sua festa litúrgica é comemorada no dia 25 de julho.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Santa Praxedes


Santa Praxedes era filha de São Pudêncio e irmã de Santa Pudenciana, São Donato e São Timóteo. Segundo a história, ela viveu no século II da Era Cristã, período este em que os cristãos sofriam com perseguições e mortes. As duas irmãs enterravam os corpos dos mártires e ajudavam seu pai na tarefa de converter e batizar muitos pagãos. 
São Pudencio, com a ajuda de um presbítero chamado Pastor, havia transformado sua casa numa igreja. Após a sua morte, Praxedes e Pudenciana, com o consentimento do Papa Pio I, continuaram o trabalho do pai.
Pouco tempo depois, Pudencia morre com 16 anos de idade e é enterrada ao lado de seu pai na Catacumba de  Priscila. Praxedes constroi uma outra igreja no terreno que fora de um de seus irmãos, também já falecido. 
Dois anos depois, houve nova perseguição contra os cristãos e apesar de Praxedes conseguir  esconder muitos deles durante um tempo, os legionários do reinado de Antonino Pio, foram avisados. Eles prenderam e mataram todos os que se diziam cristãos. Inclusive Praxedes, que nessa época tinha 20 anos de idade. O presbítero Pastor, a enterrou ao lado de seus familiares no cemitério de Santa Priscila.
No século V, as relíquias mortais das Santas foram levadas para a igreja que ela construiu e três séculos depois, o Papa Adriano I, mandou construir uma igreja em seu nome, sobre a estrutura anterior. No século IX, o Papa Pascoal I, ampliou e decorou a basílica, nomeando-a de Santa Prassede. 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Santa Vilgeforte


Santa Vilgeforte, também conhecida como Santa Liberata, nasceu na Lusitânia, hoje Portugal, em 119, mas seu culto, se intensificou a partir do século XIV de forma lendária.

De acordo com a lenda, Vilgeforte foi prometida em casamento para um rei pagão. Mas ela não desejava se casar. Queria seguir a vida religiosa e rezou pedindo a Deus que se tornasse repugnante fisicamente. No dia seguinte, quando acordou, estava com barba. Suas súplicas foram ouvidas pois seu noivado foi cancelado. No entanto, seu pai ficou furioso e ordenou que Vilgeforte fosse crucificada.

Apesar de ter sido bastante popular na Idade Média, no século XVI, essa lenda perdeu força. Mas no século XX, na Baviera, Áustria, norte da França e Bélgica, Santa Vilgeforte voltou a ser venerada. Na Argentina e no Panamá, ela é chamada de Santa Librada.

O dia da sua festa litúrgica é 20 de julho. É retratada com barba e vestindo uma túnica azul cumprida. Historiadores de arte defendem que o culto à Santa Vilgeforte tenha se originado em imagens de Cristo crucificado vestindo uma túnica azul. E que, séculos depois, após ser levada por peregrinos e comerciantes para a Europa Setentrional, criaram uma narrativa para explicar o Cristo andrógino.

domingo, 19 de julho de 2020

Santa Macrina, a Jovem


Santa Macrina, a Jovem, foi uma religiosa católica que viveu no século IV da Era Cristã. Foi a primogênita de uma família de 10 filhos. Seu pai chamava-se Basílio, o Velho, e sua mãe, Emília de Cesareia. Ela era neta de Santa Macrina Maior, mãe de Basílio.  

Basílio, o Velho, foi criado numa província romana mas durante a perseguição aos cristãos, sob o imperador romano Galério, se mudou para a costa do Mar Negro, onde conheceu Emília. Dos dez filhos que tiveram, cinco se tornaram santos. São eles, Basílio Magno, Gregório de Nissa, Pedro de Sebaste, Naucrácio e Macrina, a Jovem.

Por ser a filha mais velha, Macrina ajudou sua mãe na criação dos irmãos mais novos. Aos 12 anos, fora prometida em matrimônio mas seu noivo falecera antes do casamento. Depois desse episódio, ela pediu que não arrumassem outro noivo para ela pois pretendia seguir uma vida de oração. Aos 15 anos, seu pai morreu e Macrina decidiu que nunca iria se afastar de sua mãe. Quando os irmãos já estavam crescidos, ela e sua mãe resolveram ser monjas. Macrina já contava com 27 anos de idade quando mudou-se com sua mãe para uma propriedade da família em Anési, próximo ao rio Íris, no Ponto, e junto com outras mulheres, as antigas servas, transformaram a casa num convento. Escolheram ter uma vida sem luxo, realizando além das orações e assistência às jovens que procuravam seguir uma vida religiosa, trabalhos manuais e domésticos. Mas não sem antes, vender as outras propriedades da família para ajudar os pobres.   

À Macrina, foram atribuídos milagres ainda em vida. Um deles, a curou de uma doença. Macrina teve um tumor no peito, abaixo do pescoço, que lhe causava muita dor. Mas sua fé a fez se ajoelhar e passar uma noite em oração pedindo a Deus que a curasse. As suas lágrimas, que caíram no chão, se misturaram com a terra e se transformaram numa lama milagrosa. Macrina passou essa lama no seu peito e de manhã, quando sua mãe a viu “suja” de lama, foi limpá-la. Quando tirou a lama do seu peito, Macrina não tinha mais o tumor. Ficara apenas a marca de um corte no lugar.

Em outro milagre relatado, Macrina teria curado uma enfermidade ocular de uma menina. A aparência de um dos olhos da criança causava repulsa pois possuía uma membrana esbranquiçada e também a impedia de enxergar. Os pais dela estavam visitando o convento quando Macrina convidou-os a cear com ela prometendo que lhes daria depois o remédio para a cura da menina. Após o jantar, e já distante do convento, o pai lembrou que esqueceu de pegar o tal remédio prometido. E quando ele estava prestes a voltar para o convento, eis que sua esposa olha para a filha e vê que o remédio já havia sido dado.  

Com Macrina, nasceu o ideal ascético cristão feminino de mulheres consagradas à Cristo e comprometidas com um cânon. Sua mãe, Santa Emília, faleceu no ano 375 e tornou-se padroeira da viuvez, sendo venerada nas igrejas orientais da Rüssia e da Grécia. Santa Macrina, a Jovem, morreu com 53 anos de idade, no ano 380. Sua festa litúrgica é comemorada dia 19 de julho.

sábado, 11 de julho de 2020

Papa Pio I


Nascido em Aquileia, na Itália, Pius Desposyni, foi o décimo Papa da Igreja Católica. Antes de se tornar o Papa Pio I, jejuou e orou durante três dias consecutivos pedindo a Deus para que os fiéis romanos fizessem uma boa escolha na eleição para o novo pontífice. E foi ele o escolhido. Em alguns registros históricos, o consideram um dos príncipes antigos aparentados com Jesus, devido a sua filiação.

O Papa Pio I atuou numa época em que o cristianismo ainda era primitivo e os cristãos sofriam muitas perseguições. Mesmo assim, lutou para consolidar a presença e a soberania do catolicismo. À época, Roma teve como imperadores Antonino Pio e Marco Aurélio. Eles eram romanos não convertidos ao cristianismo. Isso dificultava seu objetivo de consolidação cristã. Pio I também teve problemas com os judeus convertidos e com os hereges. Entre estes, estava Marcião, o criador de uma seita cristã que rejeitava o Antigo Testamento por considerá-lo ultrapassado. Os adeptos do marcionismo, como era chamada a seita religiosa, faziam oposição entre justiça e amor, lei e evangelho. E também defendiam visões mais espiritualizadas dos evangelhos.

O papado de Pio I, que se iniciou no ano 142 d.C., durou cerca de 12 anos. Acabou no ano 155, quando Pio I foi martirizado por degolamento aos 55 anos de idade. O Papa Pio I foi quem criou a tradição de celebrar a Páscoa aos domingos e também o responsável pela construção de uma das igrejas mais antigas de Roma, a de Santa Pudenziana. A festa litúrgica de Pio I acontece no dia 11 de julho.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Santa Felicidade e os Sete Irmãos


A história registra que Felicidade teria sido uma das primeiras mártires cristãs a ser venerada como santa. Tendo nascido no ano 101, da Era Cristã, em Roma, durante o Império Romano, faleceu aos 64 anos.
 
Diz-se que Felicidade era uma viúva rica, piedosa e bastante dedicada à caridade. Por ter convertido muitos à fé cristã, provocou a ira de sacerdotes pagãos. Estes foram até o imperador romano, Marco Aurélio, lhe dizer que os deuses estavam furiosos com tal mulher e exigiram que ela e seus sete filhos fizessem sacrifícios. 

O imperador concordou e mandou que Felicidade fosse levada até o prefeito de Roma, Públio, para que este tomasse uma providência a respeito. Públio tentou fazer com que ela renegasse a fé cristã e passasse a adorar os deuses romanos. Mas, em vão. Também fez o mesmo com os sete filhos e estes, seguiram o exemplo da mãe.

Sem escolha, o prefeito entregou o destino da mãe e de seus filhos a quatro juízes, que os condenaram à morte sob diferentes martírios. Felicidade implorou a Deus que fosse a última a morrer para poder dar coragem e conforto aos seus filhos durante as torturas pelas quais eles passariam antes de morrerem. E assim foi feito. Felicidade foi a última a ser martirizada.

Os nomes dos sete irmãos eram: Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial. Assim como Felicidade, os irmãos foram considerados mártires do cristianismo, tornando-os santos, e celebrados em conjunto no dia 10 de julho.