Neste livro, você vai conhecer a samaritana ainda criança, quando já caminhava até o poço e começava, sem saber, a construir sua relação com aquele lugar. Vai acompanhar seus sonhos, suas perdas, seus afetos, suas escolhas e as marcas deixadas pelo tempo.
sábado, 22 de agosto de 2026
A Samaritana do Poço, a história
Neste livro, você vai conhecer a samaritana ainda criança, quando já caminhava até o poço e começava, sem saber, a construir sua relação com aquele lugar. Vai acompanhar seus sonhos, suas perdas, seus afetos, suas escolhas e as marcas deixadas pelo tempo.
terça-feira, 28 de abril de 2026
A Samaritana do Poço
domingo, 5 de abril de 2026
Domingo de Páscoa: o ponto de virada invisível
Depois do silêncio do sábado, da pausa, da espera e da aparente ausência de sentido, a Páscoa surge como ruptura. É o instante em que a morte deixa de ser fim e passa a ser passagem. O que parecia encerrado se revela apenas transformado.
No campo simbólico e espiritual, esse domingo representa:
- Renascimento — ciclos que se encerram para dar lugar ao novo- Restauração — aquilo que foi ferido encontra possibilidade de cura
- Luz após a travessia — não como negação da dor, mas como consequência dela
- Consciência ampliada — a compreensão de que há algo além do imediato
A ressurreição, nesse sentido, não precisa ser vista apenas como um acontecimento externo. Ela ecoa internamente. Fala sobre tudo aquilo que, dentro de cada um, pode ser reerguido depois de um período de queda, dúvida ou escuridão.
A Páscoa não ignora o sofrimento vivido antes dela. Ao contrário: ela só existe por causa dele. É justamente essa travessia que dá sentido ao renascimento.
No ritmo do mundo atual, onde tudo exige rapidez e respostas imediatas, o Domingo de Páscoa propõe outro tipo de tempo: o tempo da transformação silenciosa. Nem sempre visível, nem sempre compreendida no momento em que acontece.
É um convite a observar o que, na própria vida, já morreu — hábitos, pensamentos, ciclos — e o que começa, ainda que discretamente, a nascer no lugar.
Porque, no fundo, a Páscoa não é apenas sobre voltar à vida.
É sobre voltar diferente.
sábado, 17 de maio de 2025
Júnia, a apóstola esquecida
Em Romanos 16:7, o apóstolo Paulo menciona com ternura e
respeito:
"Saúdem Andrônico e Júnia, meus parentes e
companheiros de prisão; são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo
antes de mim."
Por séculos, esse verso passou despercebido. Ou pior: foi
distorcido. Júnia, uma mulher que brilhou entre os apóstolos nos primórdios do
cristianismo, foi silenciada por traduções e interpretações patriarcais que tentaram
transformar seu nome em “Júnio” — nome masculino que não existia na Roma
antiga. Mas a verdade floresce, mesmo quando enterrada.
Júnia era mulher. Júnia era apóstola. Júnia era livre em
Cristo.
Sua presença no Novo Testamento revela uma realidade que muitas vezes foi esquecida: as mulheres também foram líderes, mestras, anunciadoras da Boa Nova.
E mesmo presa com Paulo, Júnia foi reconhecida como “notável entre os
apóstolos” — um título de autoridade espiritual raríssimo.
Hoje, ao lembrarmos de Júnia, resgatamos não só uma
personagem bíblica, mas todo um legado de mulheres que viveram, pregaram e
acolheram em nome do Cristo.
Júnia representa a cura da história espiritual das mulheres.
Que seu nome volte a brilhar em nossos corações e estudos,
como farol da presença feminina no sagrado.
Que todas as Júnias silenciadas sejam lembradas. E honradas.
domingo, 30 de agosto de 2020
Santa Narcisa de Jesus
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Santa Sabina de Roma
Sabina de Roma viveu numa época em que os cristãos só eram martirizados se fossem denunciados. Filha de Herodes Metalário e viúva do senador Valenciano, Sabina se converteu ao cristianismo ouvindo as histórias que sua escrava, Seráfia, lhe contava. As duas também saíam à noite para ir às catacumbas, como chamavam os cemitérios daquela época, para estar com os cristãos que se reuniam clandestinamente para não serem vistos.
De acordo com a história, Seráfia acabou sendo denunciada e presa para ir a julgamento. Ela deveria fazer uma homenagem aos deuses romanos para que a denúncia contra ela fosse anulada e ela ficasse livre. Mas a serva se recusou. Foi, então, entregue a dois algozes para que abusassem dela. Mas sem que eles esperassem, foram acometidos por uma dor terrível que os fez cair doentes. Seráfia foi chamada de bruxa e por isso, apedrejada até a morte. Sabina conseguiu levar o corpo de sua serva para ser enterrado no mausoléu de sua família. O prefeito Elpídio descobriu o que Sabina fez e a acusou de ser cristã. Sabina foi presa e interrogada. Ela também rejeitou os deuses romanos e exaltou a sua fé no cristianismo.
Foi então morta no dia 29 de agosto, do ano 125, e canonizada mais tarde. Ela é representada com um livro e uma folha de palma nas mãos e uma coroa na cabeça.
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Santa Monica de Hipona
terça-feira, 25 de agosto de 2020
São Genésio de Roma
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Santa Helena de Constantinopla
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Santa Clara de Montefalco
Clara nasceu em Montefalco, na Itália, em 1268. Com apenas 6 anos de idade, seguiu os passos de sua irmã mais velha, Joana, e foi ter uma vida de oração e penitência numa clausura construída por seu pai, na propriedade da família.
Clara era uma criança cheia de vida mas comprometida com a sua fé. Uma vez quebrou a regra do silêncio dada pela irmã e como penitência, ela mesma se impôs ficar sobre um cubo de gelo, com os braços para cima rezando 100 vezes o Pai Nosso. A pequena Clara também teve que lutar contra seus desejos alimentares pois tinha que jejuar constantemente.
A entrada de Clara para o claustro, aumentou o número de postulantes a viver da mesma forma. Em 1978, se mudaram para uma ermida maior, mas esta só tinha metade do teto. Passaram muito frio e também fome pois se alimentavam de ervas colhidas da natureza.
Alguns anos mais tarde, foram autorizadas a pedir esmola para manter a vida de oração e penitência. Clara, que já contava com 15 anos de idade, se ofereceu para fazê-lo. Saiu e só voltou 40 dias depois. Não queria retornar sem completar seu objetivo. Sua irmã, pensando em protege-la, decidiu que Clara não devesse mais sair do convento.
Clara, além de rezar 10 horas por dia e passar a noite de joelhos, rezando o Pai Nosso, também praticava atos de mortificação. Com 20 anos de idade, começou a ter crises de insegurança, o que aumentou ainda mais seu martírio a ponto de sua irmã ter que impor restrições a ela para que não prejudicasse sua saúde.
Em 1290, o local foi ampliado e transformado em mosteiro passando a se chamar “Mosteiro da Cruz”. No ano seguinte, Joana faleceu e Clara, com então 23 anos, foi a escolhida para sucedê-la. Apesar de Clara aceitar o cargo contra a sua vontade, pois considerava-se indigna, a comunidade religiosa cresceu a partir da sua direção. Ela soube organizar a vida comunitária, propôs trabalho manual para todas as irmãs que o desejassem fazê-lo, e cuidou amorosamente da instrução e necessidade de cada uma.
Conta a história que em 1294, no jardim do mosteiro, Cristo apareceu para Clara como um viajante e lhe deu o cajado pedindo que o plantasse. Ela plantou o cajado e ele se transformou numa árvore viçosa. Chamada de “árvore de Santa Clara”, as sementes dos seus frutos eram utilizadas para fazer rosários com os quais rezava pedindo que os doentes fossem curados.
Em julho de 1308, Clara adoeceu e foi obrigada a ficar de cama. No dia 17 de agosto, pediu para ser levada à igreja que construíra no mosteiro e nela, deu seu último suspiro.
As irmãs resolveram conservar seu corpo, mas para isso tinham que extrair seus órgãos. Para a surpresa de todos, o coração tinha uma mancha com o desenho de um cristo crucificado. Encontraram também outros símbolos de Cristo e no abdômen três pedras de igual tamanho e peso. Foi interpretado como um sinal da Santíssima Trindade incorporado nela. Rapidamente, a fama de santidade de Clara foi se difundindo e milagres acontecendo em seu nome.
Foi beatificada em 1737 pelo Papa Clemente XII e canonizada pelo Papa Leão XII.
domingo, 16 de agosto de 2020
A Imagem de Edessa
A Imagem de Edessa é venerada pelas igrejas do Oriente e pelas Igrejas católicas ortodoxas da Grécia, da Rússia, de Israel, do Líbano e do Egito.
É um sudário, tal como o de Turim, transformado em relíquia sagrada. É um tecido cortado em retângulo que possui o rosto de Jesus impresso.
Segundo a lenda, na época de Cristo, o Rei Abgar, de Edessa, estava muito doente e pediu, em carta, que seria levada pelo seu servo, que Jesus viesse em seu auxílio. Quando o servo chegou em Jerusalém, encontrou Jesus lavando o rosto. Após ler a carta, Jesus teria dito que não podia se ausentar pois já era o tempo da Páscoa, mas que um de seus discípulos o visitaria. E após enxugar o rosto com uma toalha, pediu que o servo real a entregasse para Abgar.
Tadeu de Edessa foi o discípulo enviado por Jesus e que milagrosamente, quando chegou no palácio de Abgar, o rei estava curado.
É festejada na Igreja Ortodoxa, no dia 16 de agosto, por ser a data do translado de Edessa, na Turquia, para Constantinopla, atual Istambul.
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
São Nicola Saggio
Nicola Saggio foi um religioso que viveu entre os séculos XVII e XVIII. Nasceu em Longobardi, Itália, a 6 de janeiro, de 1650, batizado como nome de Giovanni Battista Clemente.
Seus pais lhe deram uma educação cristã com valores morais e espirituais elevados. Quando criança, visitou o convento dos Mínimos, que despertou nele o desejo de seguir uma vida religiosa. A Ordem dos Mínimos, foi fundada por São Francisco de Paula e enfatiza a vocação da humildade, a penitência, a prática da caridade, o amor, a oração e a ascese física. Quando Giovanni entrou para a Ordem dos Mínimos mais tarde, escolheu nome Nicola.
Em 1683, fez uma peregrinação de Longobardi a Loreto para pedir à Deus que libertasse Viena dos turcos.
São Nicola Saggio faleceu em 1709, em Roma. Estava com uma doença pulmonar. Suas últimas palavras foram “paraíso, paraíso”.
Foi beatificado em 17 de setembro, de 1786, pelo Papa Pio VII e canonizado em 23 de novembro, de 2014, pelo Papa Francisco. Sua festa litúrgica é comemorada dia 10 de agosto.
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
São Caetano de Thienne
São Caetano foi um sacerdote católico italiano, conhecido como Santo da Providência, patrono do pão e do trabalho. Nasceu em Vicenza, em outubro de 1480. Seu pai faleceu quando ele ainda era muito pequeno e, sua mãe, o educou na fé cristã.
Em
Pádua, São Caetano estudou direito civil e canônico. Depois de formado, trabalhou
como diplomata para o Papa Júlio II, em 1506, em Roma. Dez anos mais tarde, tornou-se
sacerdote. Tinha 36 anos quando celebrou sua primeira missa na Basílica de
Santa Maria Maior. Nessa época, ele contou que teve um sonho com Nossa Senhora.
Ela apareceu-lhe e colocou em seus braços o Menino Jesus.
São
Caetano se preocupava mais com a cura espiritual do que com as doenças do corpo
físico. Acreditava que estas, tinham uma causa que estava além da matéria. Fundou
um asilo para idosos e hospital para enfermos, principalmente para aqueles que
tinham doenças incuráveis e estavam desenganados. Ainda em vida, era chamado de
“padre santo”.
Quando o Papa Júlio II morreu, em 1523, São Caetano fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, ou Clérigos Regulares, junto com Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chieti (Theates), à época. Eles desejavam uma reforma religiosa cujo objetivo era renovar o espírito e a essência missionária dos sacerdotes. Como regra, não deviam possuir nada e nem pedir nada. As ofertas dos fiéis teriam que ser espontâneas. Eram chamados de Teatinos, por causa do nome da cidade de Theates. Mais tarde, o bispo de Theates se tornou o Papa Paulo IV, vindo a ser um dos grandes reformadores da Igreja.
São Caetano de Thienne, também ficou conhecido como pacificador dos tumultos populares. Morreu de fadiga, no dia 7 de agosto de 1547, em Nápoles. Foi canonizado em 1671, pelo Papa Clemente X.
domingo, 2 de agosto de 2020
Dia do Perdão
-"Pede o que deseja para a salvação das almas", disse Jesus.
A resposta de Francisco foi imediata.
- "Santíssimo Pai, eu sei que sou um miserável e pecador, te peço para que todos os penitentes que se confessarem e irem visitar esta igreja seja lhes concedido amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todos as culpas".
- "Aquilo que tu me pedes, Francisco, é grande", lhe disse o Senhor. "Porém de coisas maiores tu és digno e as terás. Acolho, portanto, o teu pedido, mas quero que tu peças ao meu vigário na terra, de minha parte, esta indulgência".
São Francisco foi então pedir ao Papa Honório II o perdão das almas aflitas. O Papa concedeu-lhe um dia por ano a indulgência do perdão para aqueles que fossem visitar a Igreja de tal revelação. Tempos depois, o Papa Pio XII estendeu a indulgência para toda a Igreja Católica.
sábado, 25 de julho de 2020
São Cucufate
terça-feira, 21 de julho de 2020
Santa Praxedes
Dois anos depois, houve nova perseguição contra os cristãos e apesar de Praxedes conseguir esconder muitos deles durante um tempo, os legionários do reinado de Antonino Pio, foram avisados. Eles prenderam e mataram todos os que se diziam cristãos. Inclusive Praxedes, que nessa época tinha 20 anos de idade. O presbítero Pastor, a enterrou ao lado de seus familiares no cemitério de Santa Priscila.
No século V, as relíquias mortais das Santas foram levadas para a igreja que ela construiu e três séculos depois, o Papa Adriano I, mandou construir uma igreja em seu nome, sobre a estrutura anterior. No século IX, o Papa Pascoal I, ampliou e decorou a basílica, nomeando-a de Santa Prassede.

















