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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sabina de Roma


Sabina de Roma viveu numa época em que os cristãos só eram martirizados se fossem denunciados. Filha de Herodes Metalário e viúva do senador Valenciano, Sabina se converteu ao cristianismo ouvindo as histórias que sua escrava, Seráfia, lhe contava. As duas também saíam à noite para ir às catacumbas, como chamavam os cemitérios daquela época, para estar com os cristãos que se reuniam clandestinamente para não serem vistos.
De acordo com a história, Seráfia acabou sendo denunciada e presa para ir a julgamento. Ela deveria fazer uma homenagem aos deuses romanos para que a denúncia contra ela fosse anulada e ela ficasse livre. Mas a serva se recusou. Foi, então, entregue a dois algozes para que abusassem dela. Mas sem que eles esperassem, foram acometidos por uma dor terrível que os fez cair doentes. Seráfia foi chamada de bruxa e por isso, apedrejada até a morte. Sabina conseguiu levar o corpo de sua serva para ser enterrado no mausoléu de sua família. O prefeito Elpídio descobriu o que Sabina fez e a acusou de ser cristã. Sabina foi presa e interrogada. Ela também rejeitou os deuses romanos e exaltou a sua fé no cristianismo.
Foi então morta no dia 29 de agosto, do ano 125, e canonizada mais tarde. Ela é representada com um livro e uma folha de palma nas mãos e uma coroa na cabeça.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Santa Susana de Roma

Susana foi uma mártir italiana que viveu no século III de nossa Era. Morreu por se recusar a se casar com o sucessor do então imperador Diocleciano. Suzana era sobrinha do Imperador e ele a queria como nora para que o poder continuasse em sua família. Mas ela se recusou se mostrando uma cristã fervorosa. Renegou os deuses romanos e por isso, foi condenada à morte. 

No dia 11 de agosto, do ano  294, foi morta em sua própria casa, que mais tarde, se transformou numa igreja.

A esposa de Diocleciano, Serena, também era cristã mas não revelava abertamente a sua fé. Ela mandou que transportassem o corpo de Susana para o Cemitério de Santa Felicidade e sugeriu aos demais cristãos que começassem sua devoção à Susana. Na madrugada do dia seguinte à sua morte, o Papa Caio celebrou uma missa no mesmo local de seu martírio. 

Santa Susana de Roma é co-padroeira de Santiago de Compostela, junto com São Roque. É venerada na igreja católica e ortodoxa. Sua festa litúrgica acontece no dia 11 de agosto.


domingo, 9 de agosto de 2020

Santa Teresa Benedita da Cruz

Edith Theresa Hedwig Stein foi canonizada como Santa Teresa Benedita da Cruz. Nasceu em Breslávia, na Alemanha, em 1891, numa família judia. Era a caçula de 11 irmãos. 

Na adolescência, Edith passou por uma crise de fé, se tornou agnóstica e parou de estudar por alguns anos. Mas após retornar seus estudos, conseguiu entrar para a universidade onde cursou história, filosofia e psicologia.

Quando a Primeira Guerra Mundial começou, trabalhou como voluntária sendo enfermeira da Cruz Vermelha alemã. Mas isso não a impediu de terminar seu doutorado. Sua tese “Sobre o problema da empatia”, foi publicada em 1917.

Em 1920, passou por outra crise interna e desta vez, encontrou o que considerou a verdade. Ao ler o “Livro da Vida”, de Santa Teresa de Ávila, se identificou com ela dizendo a si mesma: é esta a verdade. Edith Stein se converteu ao catolicismo no dia primeiro de janeiro, de 1922, se tornando um freira Carmelita Descalça.

Mesmo tendo doutorado e diversos livros publicados, Edith não era aceita nas universidades para dar aulas pelo simples fato de ser mulher. Mas era chamada para dar palestras e participou de  conferências internacionais na Alemanha e Suíça.

Em 1932, Edith finalmente conseguiu um cargo como docente, no Instituto Alemão de Pedagogia Científica. Só que no ano seguinte Hitler scendeu ao poder e proibiu que judeus ocupassem cargos públicos. Demitida e impedida até de continuar a dar palestras, Edith decidiu entrar para o Mosteiro das Carmelitas de Colônia. Cinco anos depois, fez os votos definitivos passando a se chamar Teresa Benedita da Cruz.

O cerco aos judeus começou a se intensificar e Edith resolveu fugir para a Holanda se abrigando no Carmelo de Echt. Sua irmã, Rosa, já já havia se refugiado no mosteiro. Em 1941, dois de seus irmãos, uma cunhada e uma sobrinha foram deportados para um campo de concentração e mortos. No ano seguinte, foi a vez de Edith e Rosa serem presas pela polícia nazista, a Gestapo, e enviadas para um campo de concentração. Foram mortas no dia 9 de agosto de 1942. Edith contava com 50 anos de idade.

Em 11 de outubro, de 1998, Edith canonizada pelo Papa João Paulo II que a chamou de “Ilustre filha de Israel” . Em 1918, ao término de uma Audiência Geral, no Vaticano,  Papa Francisco a recordou como “Mulher de diálogo e de esperança”. Santa Teresa Benedita da Cruz é também copadroeira da Europa.

sábado, 25 de julho de 2020

São Cucufate


São Cucufate foi um mártir que viveu entre os séculos IV e V da Era Cristã. Ele nasceu em Scillium, província romana de Cartago, na época, e foi um grande divulgador do cristianismo. Seu nome tem origem fenícia e significa “o que brinca”.  Há também uma corrente que traz outro significado para este nome: “poupa”.

Segundo a história, ele era diácono da igreja cristã em Cartago e se mudou para Barcelona para evangelizar novos cristãos. Cucufate teria trabalhado como comerciante nessa cidade, enquanto pregava o cristianismo e batizava os convertidos. Pelos relatos, ele era um homem generoso para com os pobres e também costumava pregar o cristianismo ao lado de São Félix. Em uma dessa pregações, Cucufate, que estava em Ampúrias, foi preso devido às perseguições impostas aos cristãos pelo imperador romano Diocleciano.

Cucufate não renegou sua fé e foi condenado ao martírio. No entanto, após sofrer todo o tipo de tortura, foi degolado. Sua festa litúrgica é comemorada no dia 25 de julho.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Santa Praxedes


Santa Praxedes era filha de São Pudêncio e irmã de Santa Pudenciana, São Donato e São Timóteo. Segundo a história, ela viveu no século II da Era Cristã, período este em que os cristãos sofriam com perseguições e mortes. As duas irmãs enterravam os corpos dos mártires e ajudavam seu pai na tarefa de converter e batizar muitos pagãos. 
São Pudencio, com a ajuda de um presbítero chamado Pastor, havia transformado sua casa numa igreja. Após a sua morte, Praxedes e Pudenciana, com o consentimento do Papa Pio I, continuaram o trabalho do pai.
Pouco tempo depois, Pudencia morre com 16 anos de idade e é enterrada ao lado de seu pai na Catacumba de  Priscila. Praxedes constroi uma outra igreja no terreno que fora de um de seus irmãos, também já falecido. 
Dois anos depois, houve nova perseguição contra os cristãos e apesar de Praxedes conseguir  esconder muitos deles durante um tempo, os legionários do reinado de Antonino Pio, foram avisados. Eles prenderam e mataram todos os que se diziam cristãos. Inclusive Praxedes, que nessa época tinha 20 anos de idade. O presbítero Pastor, a enterrou ao lado de seus familiares no cemitério de Santa Priscila.
No século V, as relíquias mortais das Santas foram levadas para a igreja que ela construiu e três séculos depois, o Papa Adriano I, mandou construir uma igreja em seu nome, sobre a estrutura anterior. No século IX, o Papa Pascoal I, ampliou e decorou a basílica, nomeando-a de Santa Prassede. 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Santa Vilgeforte


Santa Vilgeforte, também conhecida como Santa Liberata, nasceu na Lusitânia, hoje Portugal, em 119, mas seu culto, se intensificou a partir do século XIV de forma lendária.

De acordo com a lenda, Vilgeforte foi prometida em casamento para um rei pagão. Mas ela não desejava se casar. Queria seguir a vida religiosa e rezou pedindo a Deus que se tornasse repugnante fisicamente. No dia seguinte, quando acordou, estava com barba. Suas súplicas foram ouvidas pois seu noivado foi cancelado. No entanto, seu pai ficou furioso e ordenou que Vilgeforte fosse crucificada.

Apesar de ter sido bastante popular na Idade Média, no século XVI, essa lenda perdeu força. Mas no século XX, na Baviera, Áustria, norte da França e Bélgica, Santa Vilgeforte voltou a ser venerada. Na Argentina e no Panamá, ela é chamada de Santa Librada.

O dia da sua festa litúrgica é 20 de julho. É retratada com barba e vestindo uma túnica azul cumprida. Historiadores de arte defendem que o culto à Santa Vilgeforte tenha se originado em imagens de Cristo crucificado vestindo uma túnica azul. E que, séculos depois, após ser levada por peregrinos e comerciantes para a Europa Setentrional, criaram uma narrativa para explicar o Cristo andrógino.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Santa Felicidade e os Sete Irmãos


A história registra que Felicidade teria sido uma das primeiras mártires cristãs a ser venerada como santa. Tendo nascido no ano 101, da Era Cristã, em Roma, durante o Império Romano, faleceu aos 64 anos.
 
Diz-se que Felicidade era uma viúva rica, piedosa e bastante dedicada à caridade. Por ter convertido muitos à fé cristã, provocou a ira de sacerdotes pagãos. Estes foram até o imperador romano, Marco Aurélio, lhe dizer que os deuses estavam furiosos com tal mulher e exigiram que ela e seus sete filhos fizessem sacrifícios. 

O imperador concordou e mandou que Felicidade fosse levada até o prefeito de Roma, Públio, para que este tomasse uma providência a respeito. Públio tentou fazer com que ela renegasse a fé cristã e passasse a adorar os deuses romanos. Mas, em vão. Também fez o mesmo com os sete filhos e estes, seguiram o exemplo da mãe.

Sem escolha, o prefeito entregou o destino da mãe e de seus filhos a quatro juízes, que os condenaram à morte sob diferentes martírios. Felicidade implorou a Deus que fosse a última a morrer para poder dar coragem e conforto aos seus filhos durante as torturas pelas quais eles passariam antes de morrerem. E assim foi feito. Felicidade foi a última a ser martirizada.

Os nomes dos sete irmãos eram: Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial. Assim como Felicidade, os irmãos foram considerados mártires do cristianismo, tornando-os santos, e celebrados em conjunto no dia 10 de julho.