sábado, 2 de maio de 2026

Marco Antonio Petit

O ufólogo Marco Antonio Petit investiga o fenômeno UFO desde 1975 e é um dos nomes mais influentes da ufologia brasileira. Esteve diretamente envolvido na apuração e divulgação de casos históricos da ufologia militar, como a Noite Oficial dos UFOs, Operação Prato e o Caso Varginha.

Realizou entrevistas inéditas com altas patentes das Forças Armadas e liderou o mais longo estudo de campo do país, na Serra da Beleza (RJ), onde documentou mais de 400 ocorrências ao longo de mais de duas décadas.

Petit é Presidente da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e um dos criadores da campanha “UFOs: Liberdade de Informação, Já”, que foi peça-chave na liberação de documentos oficiais sobre o tema no Brasil.

Ele integra hoje o time do Esquadrão UFO, série do History Channel, exibido aos sábados.

Esquadrão UFO, às 19h45, no History Channel.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cordélia, entre o mito e a verdade

Cordélia é uma figura curiosa. Ela não nasce como deusa, nasce como personagem e, ainda assim, atravessa o tempo sendo tratada como algo maior.

Entre o neopaganismo moderno e a literatura clássica, ela ocupa um lugar intermediário: não é exatamente mito, mas também não é apenas ficção.

Na obra de William Shakespeare, Cordélia é a filha que não exagera.

Enquanto suas irmãs usam palavras infladas para conquistar o rei, ela responde com simplicidade. Sem performance. Sem teatro.

E por isso, é rejeitada.

Esse é o núcleo do arquétipo:
a verdade que não se vende — e por isso incomoda.

No neopaganismo moderno, especialmente em releituras de matriz celta, Cordélia começa a ser associada à figura de Creiddylad — uma personagem da tradição galesa ligada à primavera e ao florescimento.

Aqui acontece algo importante: reconstrução simbólica.

Cordélia passa então a representar: renovação emocional, florescimento interno e abertura para o amor e para o ciclo da vida

Muitas vezes associada a Beltane (1º de maio), ela surge como uma energia suave, ligada à beleza e à transição.

A Cordélia de Shakespeare e a Cordélia neopagã parecem diferentes — mas se encontram em um ponto: ambas representam autenticidade.

Uma, pela recusa em fingir, outra, pelo florescimento natural

Nos dois casos, não há esforço para agradar. Há coerência.

Cordélia é um arquétipo contemporâneo, que dialoga com tradições, mas não depende delas para existir. Ela não precisa ser uma deusa para ter poder. Ela é mais incômoda que isso. O que a sua figura nos leva a perguntar é se estamos sendo verdadeiros em nossas relações ou se estamos querendo só ser convincentes.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Dia Nacional da Mulher

O Dia Nacional da Mulher foi instituído em 1980 através da Lei nº 6.791. A escolha da data é uma homenagem ao dia de nascimento, 30 de abril, da enfermeira brasileira que liderou o movimento feminista no Brasil, Jerônima Mesquita.

Nascida em Leopoldina, Minas Gerais, Jerônima nasceu no ano de 1880. Casou-se aos 17 anos, teve um filho e pediu a separação aos 20. Uma decisão que, para a época, era vista como um escândalo. Era um período em que o divórcio sequer era permitido, enfrentando não apenas a estrutura legal, mas o peso social de uma escolha considerada inaceitável.

Quando a I Guerra Mundial eclodiu, ela estava na França. Ingressou como voluntária da Cruz Vermelha de Paris e depois serviu à Cruz Vermelha suíça. Por ter trabalhado como enfermeira, na Europa, durante a guerra, conheceu o movimento escoteiro. E ao regressar para seu país de origem, fundou a Associação das Girl Guides do Brasil (primeiro nome da Federação de Bandeirantes do Brasil), em 1919.

O Movimento Bandeirante trazia a proposta de uma educação pioneira, por acreditar na importância da mulher em assumir um papel mais atuante nas mudanças da sociedade.

No Brasil, Jerônima participou da fundação da Cruz Vermelha, organização que dava assistência aos doentes e refugiados; dos Pequenos Jornaleiros, entidade para meninos órfãos ou carentes e da Pró-Matre, instituição para gestantes carentes.

Foi também uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) em 1922 e uma das pioneiras na luta pelo direito ao voto feminino, participando ativamente do movimento sufragista de 1932. Com Bertha Lutz e Maria Eugênia, em 14 de agosto de 1934, lançaram um manifesto à nação, chamado de Manifesto feminista.

Em 1947, ao lado de um grupo de companheiras fundou o Conselho Nacional de Mulheres (Rio de Janeiro).

Dedicou sua vida ao Bandeirantismo e foi homenageada com o título de Chefe Fundadora do Movimento Bandeirante brasileiro.

Seu legado passa por conquistas que fizeram a diferença na vida das mulheres, além do direito ao voto, como mudanças nas leis de família, acesso a métodos contraceptivos e legislação de proteção contra a violência.

Jerônima Mesquita faleceu em 10 de dezembro de 1972, com 92 anos de idade.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Inanna - Deusa Suméria

Inana (ou Inanna) é a principal deusa suméria do amor, sexualidade, fertilidade e guerra, reverenciada como "Rainha do Céu". Associada ao planeta Vênus e à cidade de Uruque, ela simboliza o poder feminino, a dualidade entre amor e fúria, e a renovação da vida. Mais tarde, foi associada à deusa acádia Istar. 

Os principais aspectos da deusa:

Deusa Complexa: Representava tanto o amor erótico e a fertilidade quanto a ferocidade da guerra e da batalha.

Rainha do Céu: Centrada no templo Eana em Uruque, era a divindade mais venerada na Suméria.

Símbolos e Arquétipo: Frequentemente representada com leões e estrelas de oito pontas. É descrita como uma divindade jovem, caprichosa e poderosa.

Mitos Importantes: O mais famoso é a "Descida de Inana ao Submundo", onde ela morre e ressuscita, simbolizando os ciclos de morte e renascimento.

Identidade: Embora tenha origens sumérias, foi fundida com a deusa acádia Istar, tornando-se uma figura central em toda a Mesopotâmia.

Aspectos Sociais: Protetora de amantes, poetas e, por vezes, associada à mudança de gênero e identidades não binárias na antiguidade. 

A deusa Inana representa a força da natureza em sua capacidade de criar e destruir, sendo uma figura divina multifacetada e de grande poder.

terça-feira, 28 de abril de 2026

A Samaritana do Poço

A Bíblia registrou um encontro junto ao poço. Mas não contou tudo. Quem era a mulher samaritana antes daquele meio-dia? E no que ela se tornou depois dele? Este romance atravessa o silêncio das Escrituras para imaginar a vida, a dor, a identidade e a transformação daquela que, depois de ser vista por Cristo, já não pôde permanecer a mesma. Da sede interior ao testemunho público, esta narrativa acompanha não apenas a mulher do poço, mas a mulher que segue adiante: aquela que anuncia, que enfrenta o mundo e que, segundo a tradição cristã, teria se tornado pregadora da fé, mártir e santa. Mais do que recontar uma passagem bíblica, este livro recria uma travessia: a da mulher que saiu do anonimato para se tornar voz, memória e testemunho.


 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

São João Paulo II

São João Paulo II foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014 (Domingo da Divina Misericórdia), na Praça de São Pedro, Vaticano, junto com João XXIII. Foi uma das canonizações mais rápidas da história, ocorrendo apenas nove anos após sua morte, impulsionada pelo reconhecimento de milagres e aclamação popular ["Santo Súbito"]. 

Principais detalhes da canonização:
  • Milagre Reconhecido: A cura inexplicável da costarriquenha Floribeth Mora Diaz, que sofria de um grave aneurisma cerebral, ocorrida no dia da beatificação de João Paulo II (1º de maio de 2011).
  • Cerimônia Histórica: A missa de canonização foi celebrada pelo Papa Francisco e concelebrada pelo papa emérito Bento XVI, um evento inédito na história moderna da Igreja
    .
  • Aclamação: Milhares de fiéis pediram a canonização imediata logo após sua morte em 2 de abril de 2005, com faixas de "Santo Subito" (Santo Já).
  • Beatificação: João Paulo II foi beatificado por Bento uXVI em 1º de maio de 2011.
  • Legado: Conhecido por seu longo pontificado (27 anos), viagens internacionais e papel na queda do comunismo, foi declarado santo junto com João XXIII, o papa do Concílio Vaticano II.
A canonização oficializou João Paulo II como um modelo de fé e entrega para a Igreja Católica mundial.

domingo, 26 de abril de 2026

Mami Wata e o chamado das águas profundas

Mami Wata é uma das figuras espirituais mais fascinantes das tradições africanas e afro-diaspóricas. Seu nome, que pode ser traduzido como “Mãe das Águas”, atravessa culturas da África Ocidental, Central e do Caribe, assumindo diferentes formas — ora sereia, ora mulher de beleza hipnotizante, muitas vezes acompanhada por serpentes, símbolo de poder e transformação.

Mas reduzir Mami Wata a uma “sereia mística” é superficial. Ela representa algo mais profundo: o encontro entre desejo, mistério e poder espiritual.

Mami Wata não é apenas bela — ela é magnética. Sua presença está ligada ao fascínio que atrai, envolve e transforma. Nos relatos tradicionais, ela pode aparecer em sonhos, visões ou encontros inesperados, oferecendo prosperidade, cura ou conhecimento… mas sempre exigindo algo em troca.

Aqui está o ponto que muitos ignoram: não existe relação com essa energia sem troca. Mami Wata simboliza exatamente isso — o equilíbrio entre o que se deseja e o que se está disposto a entregar.

A água, em praticamente todas as tradições espirituais, representa passagem, emoção e inconsciente. No caso de Mami Wata, ela é o próprio portal.

Rios, mares e lagos não são apenas cenários — são territórios de conexão espiritual. É ali que o invisível se manifesta com mais força. Por isso, oferendas, rituais e práticas ligadas a Mami Wata frequentemente envolvem água corrente ou o mar.

Mas cuidado com interpretações simplistas: não se trata de “cultuar a água”, e sim de compreender a água como meio de transição entre planos.

Mami Wata também está associada à prosperidade material e à cura espiritual. Muitos relatos falam de pessoas que, após experiências com essa entidade, alcançaram sucesso financeiro ou dons mediúnicos mais intensos.

Só que existe um contraponto claro: o excesso.

A energia de Mami Wata pode levar ao desequilíbrio quando mal compreendida — obsessões, ilusões, dependência emocional ou material. É a mesma força que cura, podendo também confundir.

Mais do que uma entidade externa, Mami Wata pode ser entendida como um espelho interno:

  • Seus desejos mais profundos
  • Seu relacionamento com prazer e poder
  • Sua capacidade de lidar com o desconhecido

Mami Wata representa uma força ancestral que lida com desejo, troca e transformação.

o que dentro de você responde ao chamado das águas?

sábado, 25 de abril de 2026

ESQUADRÃO UFO estreia no History Brasil

No dia 25 de abril, o History Channel Brasil abre espaço para uma investigação que atravessa décadas de mistério: a série Esquadrão UFO. A produção mergulha em relatos, documentos e análises sobre fenômenos aéreos não identificados, propondo uma abordagem que mistura ciência, inteligência militar e testemunhos humanos.

Para quem acompanha os sinais do invisível, Esquadrão UFO não é apenas entretenimento. É um convite à reflexão. O que antes era descartado como fantasia começa a ocupar espaço no debate público. E talvez a pergunta mais importante não seja mais “isso existe?”, mas “o que estamos prontos para compreender?”.

No episódio de estreia, pilotos experientes relatam luzes misteriosas nos céus do Rio Grande do Sul — movimentos incomuns, registros reais e análises que colocam tudo à prova.

E mais: os enigmáticos agroglifos em plantações de trigo em Ipuaçu (SC). Marcas perfeitas, surgidas sem explicação… ação humana ou algo além?

O ufólogo Rafael Amorim lidera o Esquadrão UFO na investigação de casos intrigantes. Em campo e no laboratório, a equipe analisa evidências para revelar se os avistamentos são fenômenos naturais, tecnologia humana ou algo além da Terra. Produção original do History Brasil.

Além de Amorim, a produção conta com os ufólogos e pesquisadores Marco Antonio Petit, Fernanda Pires, Thiago Ticchetti en Inajar Antonio Kurowski. 

A investigação começa agora.

Estreia da série Esquadrão UFO

Dois novos episódios a cada sábado.

Co-produção com a @clipprodutora

Imagem: @rafaelamorim.ufologo 



sexta-feira, 24 de abril de 2026

Pégasus: o impulso que eleva a consciência

Pégasus, o cavalo alado da mitologia grega, é mais do que uma figura lendária. Ele representa um dos movimentos mais sutis e poderosos do caminho interior: a elevação.

Nascido do sangue da Medusa após ser derrotada por Perseu, Pégasus surge exatamente de um momento de ruptura. Isso não é aleatório. Simbolicamente, indica que algo elevado pode nascer até mesmo de um cenário de caos, dor ou confronto.

Ele não pertence à terra. Pégasus é movimento ascendente. É a capacidade de sair do plano denso e alcançar um nível mais alto de percepção. Seu voo não é físico, é simbólico. Representa a mente que se expande, a consciência que ultrapassa limites e a inspiração que surge de forma inesperada.

Na tradição simbólica, ele também está ligado às fontes de água sagrada, especialmente ao criar a fonte Hipocrene com o toque de seu casco. Aqui, dois elementos se encontram: ar e água. Pensamento e emoção. Ideia e sensibilidade. Pégasus atua exatamente nessa ponte, elevando o que é interno para algo mais refinado.

Mas há um ponto importante. Ele não pode ser dominado facilmente. Na mitologia, apenas quem possui preparo e alinhamento consegue montá-lo. Isso revela algo essencial: estados elevados de consciência não são conquistados pela força, mas pela sintonia. Tentar controlar o que é sutil leva à queda. Aprender a acompanhar o movimento, leva ao voo.

Pégasus, então, não é sobre fuga da realidade. É sobre mudança de perspectiva. Ver de cima. Ampliar o olhar. Sair da limitação sem negar a origem. Ele simboliza o momento em que a consciência deixa de andar — e começa a voar. E esse movimento não depende de asas.

Depende de direção.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

São Jorge e a força silenciosa da coragem

No dia 23 de abril, celebra-se São Jorge, uma das figuras mais fortes do imaginário espiritual e simbólico. Sua imagem atravessa séculos porque não fala apenas de devoção, mas de algo mais profundo: a coragem de enfrentar aquilo que ameaça a integridade da alma. A cena clássica do santo montado em seu cavalo, vencendo o dragão, permanece viva justamente porque toca uma verdade universal. O dragão não representa apenas um inimigo externo. Ele simboliza o medo, o caos, os impulsos destrutivos, os conflitos internos e tudo aquilo que tenta nos desviar do eixo.

São Jorge não é lembrado por fugir, nem por esperar que a batalha desapareça sozinha. Ele avança. E é isso que faz dele um símbolo tão poderoso. Sua força não está apenas na luta, mas na postura diante dela. Há nele uma coragem que não depende da ausência de medo, mas da decisão de não se deixar governar por ele. Sua lança, nesse sentido, não é apenas uma arma. É consciência aplicada contra aquilo que ameaça romper a ordem interior.

Por isso, São Jorge representa mais do que proteção. Representa posicionamento. Representa a fé que se move, que não se limita à esperança passiva, mas se traduz em ação, firmeza e resistência. Sua imagem fala ao ser humano que precisa atravessar desafios sem perder a dignidade, ao espírito que precisa seguir em frente mesmo quando o caminho exige força, disciplina e clareza.

No Brasil, sua presença ganha ainda mais potência por se entrelaçar com outras tradições espirituais, ampliando seu significado como arquétipo de abertura de caminhos, defesa e combate justo. Isso faz de São Jorge uma figura que vai além de uma única leitura religiosa. Ele se torna expressão de uma energia universal: a capacidade de permanecer firme diante da adversidade.

Talvez seja por isso que sua imagem nunca envelhece. Porque todos, em algum momento, enfrentam seus próprios dragões. E o que São Jorge recorda, no plano mais profundo, é que a verdadeira vitória não está apenas em derrotar o obstáculo, mas em não abandonar a própria coragem no meio do caminho.