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domingo, 23 de agosto de 2026

Santa Rosa de Lima

Nascida no Peru, Santa Rosa encontrou na espiritualidade, na simplicidade e no serviço ao próximo o caminho para viver sua fé. 

Tornou-se um símbolo de devoção, caridade e força interior, sendo reconhecida como padroeira da América Latina.

Que neste dia possamos nos inspirar em sua história para cultivar mais amor, compaixão e luz em nossas atitudes.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós.

Agenda Esotérica

segunda-feira, 27 de abril de 2026

São João Paulo II

São João Paulo II foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014 (Domingo da Divina Misericórdia), na Praça de São Pedro, Vaticano, junto com João XXIII. Foi uma das canonizações mais rápidas da história, ocorrendo apenas nove anos após sua morte, impulsionada pelo reconhecimento de milagres e aclamação popular ["Santo Súbito"]. 

Principais detalhes da canonização:
  • Milagre Reconhecido: A cura inexplicável da costarriquenha Floribeth Mora Diaz, que sofria de um grave aneurisma cerebral, ocorrida no dia da beatificação de João Paulo II (1º de maio de 2011).
  • Cerimônia Histórica: A missa de canonização foi celebrada pelo Papa Francisco e concelebrada pelo papa emérito Bento XVI, um evento inédito na história moderna da Igreja
    .
  • Aclamação: Milhares de fiéis pediram a canonização imediata logo após sua morte em 2 de abril de 2005, com faixas de "Santo Subito" (Santo Já).
  • Beatificação: João Paulo II foi beatificado por Bento uXVI em 1º de maio de 2011.
  • Legado: Conhecido por seu longo pontificado (27 anos), viagens internacionais e papel na queda do comunismo, foi declarado santo junto com João XXIII, o papa do Concílio Vaticano II.
A canonização oficializou João Paulo II como um modelo de fé e entrega para a Igreja Católica mundial.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

São Tomás de Aquino

“Para quem tem fé, nenhuma explicação é necessária. Para quem não tem fé, nenhuma explicação é suficiente.”

Essa frase de São Tomás de Aquino toca um ponto essencial: a fé não nasce da ausência de razão, mas do limite consciente da razão. Há um momento em que o intelecto chega ao seu ápice — e, justamente aí, reconhece que nem tudo pode ser reduzido a prova, cálculo ou argumento.

Tomás, um dos maiores pensadores da história, nunca opôs fé e inteligência. Pelo contrário: ensinou que a razão conduz até a porta do mistério, mas não atravessa sozinha. A fé começa onde a explicação já cumpriu seu papel.

Essa frase não fala de cegueira espiritual. Fala de confiança lúcida. De saber quando explicar e quando simplesmente habitar o sentido.

Em tempos de excesso de justificativas, São Tomás lembra:
nem tudo o que sustenta a vida precisa ser demonstrado — algumas verdades precisam ser acolhidas.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Previsão Astrológica

O céu do dia 14 de fevereiro de 2026 ativa temas de vínculo, verdade emocional e escolhas conscientes. Não é um dia de romance automático. É um dia de alinhamento — ou ruptura.

A energia predominante favorece relações que suportam clareza. O que depende de idealização tende a vacilar. O que tem base real se aprofunda.

Tendência geral do dia

Afetos passam por filtro de realidade
Conversas ganham peso decisivo
Gestos valem mais que declarações
Menos promessa, mais presença

Há um chamado coletivo para diferenciar desejo de necessidade. Relações baseadas em carência mostram fissuras. Relações baseadas em escolha consciente se fortalecem.

Amor e relações

Este não é um 14 de fevereiro açucarado.
É um dia de amor adulto.

- Relações estáveis: favorece acordos, redefinições e planos concretos.
- Relações instáveis: o silêncio fala alto; evasão cobra preço.
- Solteiros: atração ocorre por afinidade intelectual e emocional, não por impulso.

Quem evita conversas importantes sente o peso do dia. Quem encara, amadurece.

Emoções e interioridade

Sensibilidade elevada, porém menos tolerância a jogos emocionais. O céu pede coerência entre sentimento e atitude.

Autovalor em foco: amar sem se diminuir.

Trabalho e decisões

Bom dia para decisões que envolvam parceria, sociedade ou contratos. O que não está equilibrado tende a ser revisto.

Palavra-chave do dia

Verdade relacional.

Conselho astrológico

Não celebre por obrigação.
Não prometa por medo.
Escolha com lucidez.

Em 14 de fevereiro de 2026, o céu não pergunta quem você ama.
Pergunta como você ama — e a que custo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

São Brás e a palavra que cura

São Brás é conhecido como o santo protetor da garganta, mas reduzir sua simbologia à cura física é perder a parte mais profunda de sua força espiritual. São Brás rege aquilo que passa pela voz: a palavra dita, a palavra calada e a palavra engolida ao longo da vida.

Bispo e médico, São Brás une dois campos essenciais: conhecimento e cuidado. Sua história atravessa perseguições, silêncio forçado e martírio — e é exatamente por isso que ele se torna guardião da expressão. Ele protege não apenas o corpo, mas o direito de dizer a própria verdade.

No plano simbólico, a garganta é um portal. Ela liga o pensamento ao mundo, o sentimento à ação, a intenção à realidade. Quando esse centro está bloqueado, surgem não só doenças, mas distorções: falar demais para esconder o essencial, calar para evitar conflito, adoecer por não se autorizar a ser.

O dia 3 de fevereiro é propício para observar como você tem usado sua voz.
Você fala para se alinhar ou para se defender?
Cala por sabedoria ou por medo?

São Brás ensina que cura começa quando a palavra encontra coerência. Nem toda verdade precisa ser dita de uma vez, mas toda verdade ignorada cobra seu preço.

Mais do que pedir proteção, este é um dia para ajustar o tom interno: falar menos por impulso, falar mais por consciência. A palavra certa, no momento certo, também é uma forma de milagre.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Severino de Nórica


O vidente que via além do tempo

Severino de Nórica é geralmente lembrado como monge, missionário e santo cristão do século V. Mas há um aspecto pouco explorado de sua história que atravessa séculos e fronteiras espirituais: sua fama como vidente.

Relatos históricos, especialmente os escritos por Eugípio, seu discípulo e biógrafo, descrevem Severino como alguém dotado de uma percepção incomum do invisível. Ele não apenas interpretava sinais espirituais — antecipava acontecimentos com precisão.

A visão como dom, não como espetáculo

Diferente do imaginário popular sobre videntes, Severino não usava seu dom para impressionar. Suas visões tinham caráter prático, ético e coletivo. Ele alertava cidades inteiras sobre invasões bárbaras, fomes iminentes e colapsos políticos — muitas vezes sendo ignorado, apenas para depois ser reconhecido quando a previsão se cumpria.

Há registros de que:

- previu a queda de governantes locais;
- anunciou destruições antes de ataques efetivos;
- orientou migrações e retiradas estratégicas para salvar populações inteiras.

Na linguagem esotérica moderna, diríamos que Severino operava em um estado de clarividência profética, combinada com leitura de campos coletivos.

Severino e a tradição da vidência cristã primitiva

Antes da separação rígida entre mística e religião institucional, o cristianismo primitivo abrigava figuras como Severino: visionários, profetas, intérpretes do tempo. Ele se encaixa numa linhagem que inclui João do Apocalipse, os profetas do Antigo Testamento e os chamados “homens do Espírito”.

Sua vidência não vinha de técnicas oraculares, mas de uma escuta profunda, silêncio interior e conexão espiritual contínua. Isso o torna particularmente interessante para a espiritualidade contemporânea, que busca integrar fé, intuição e consciência expandida.

O vidente que escolheu servir

O mais impressionante não é que Severino via o futuro — é que ele colocava suas visões a serviço dos outros. Não acumulou poder, não fundou seitas, não buscou títulos. Usou o que via para proteger, orientar e preparar.

Talvez por isso sua história atravesse os séculos com tanta força: Severino de Nórica não foi apenas alguém que enxergava além do tempo, mas alguém que compreendia o peso de ver.

E sabia o que fazer com isso.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

São Francisco de Assis

Senhor,

Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.

Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,

Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.

Onde houver Discórdia, que eu leve a União.

Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.

Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.

Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.

Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.

Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,

fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando, que se recebe.

Perdoando, que se é perdoado e

é morrendo, que se vive para a vida eterna.

Amém!

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Oração de São Miguel Arcanjo para libertação

Glorioso São Miguel Arcanjo,
poderoso vencedor das batalhas espirituais,
vinde em auxílio das minhas necessidades
espirituais e temporais.

Afugentai de minha presença todo mal
e todo ataque e ciladas do inimigo.
Com sua poderosa espada de luz,
derrotai todas as forças malignas
e iluminai meus caminhos
com a luz de tua proteção.

Arcanjo Miguel,
do mal: libertai-me;
do inimigo: livrai-me;
das tempestades: socorrei-me;
dos perigos: protegei-me;
das perseguições: salvai-me!

Glorioso São Miguel Arcanjo,
pelo poder celeste a vós conferido,
sê para mim o guerreiro valente
e conduzi-me nos caminhos da paz.

Amém!

Pintura: Lielzo Fonseca de Azambuja





 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020


Santo Edano foi um bispo e monge irlandês que restaurou o cristianismo em Nortúmbria, na região norte da Inglaterra, no século VII.  
O rei Oswaldo, da Nortúmbria, queria difundir o cristianismo em suas terras e conter a expansão pagã. Para isso, pediu ao mosteiro da ilha de Iona, na Escócia, que lhe enviasse um monge com a missão de converter novos cristãos. Edano foi convocado para a tarefa e escolheu, para ser a sede de sua diocese, a ilha de Lindisfarne, que ficava próxima à fortaleza real de Bamburgo.
Edano chegou à Nortúmbria por volta do ano 635 e aos poucos, as comunidades foram se convertendo ao cristianismo. Mas em 651, um exército pagão atacou Bamburgo tentando incendiar as suas muralhas. Edano teria rezado pedindo a proteção divina para afastar os invasores. De repente, a direção do vento mudou fazendo com que a fumaça e o fogo fossem na direção do inimigo. Isso os fez recuar e abandonar o ataque. Por esse episódio, Santo Edano se tornou padroeiro dos bombeiros.
Faleceu no dia 31 de agosto, em 651. É venerado também como padroeiro de Nortúmbria.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

São Moisés, o Negro


São Moisés, o Negro, foi um hieromonge que viveu no Egito, no século IV. Nasceu em 330, em Axum, no Egito.
Ele era um servo que foi acusado pelo seu patrão de ter cometido um assassinato na propriedade em que trabalhava. Para não ser preso, fugiu e passou a viver na marginalidade. Como seu porte favorecia, era alto e forte, passou a cometer pequenos roubos para poder se alimentar e sobreviver.
Conta a história que em um desses roubos, um cachorro o viu e começou a latir chamando a atenção do seu dono. Para não ser pego, saiu correndo enquanto era perseguido. Correu tanto que quando se deu conta, havia entrado no deserto. Durante sua fuga, se deparou com alguns monges do Mosteiro Paromeu. Foi convidado a ficar com eles e conhecendo de perto a vida monástica de dedicação e paz, se tornou cristão. Abandonou a antiga vida na marginalidade. Foi batizado e se uniu à comunidade.
Em uma ocasião, já como monge, Moisés provou que fizera a escolha certa. Ele  foi atacado por um grupo de ladrões e reagindo contra eles, os prendeu levando-os até os monges para saber o que deveria fazer nesses casos. Agora que era um cristão, sabia que não podia ferir o próximo e contou a sua história de que antes de se tornar um monge, foi um líder de uma gangue de marginais assim como eles. Os ladrões, vendo como Moisés havia se transformado em outro homem, se inspiraram nele e também se converteram passando a viver no mesmo mosteiro.
No ano 405, quando estava com 75 anos de idade, correu a notícia que de o mosteiro seria atacado por bárbaros. Moisés pediu para que os monges fugissem enquanto ele ficaria. Ele disse: quem viveu pela espada deve morrer por ela. Seis monges resolveram ficar com Moisés e infelizmente, todos os que ficaram no mosteiro foram mortos.
É venerado nas igrejas ortodoxa, ortodoxa oriental, católica romana, comunhão anglicana e no luteranismo. Sua festa litúrgica acontece no dia 28 de agosto para as igrejas católicas romanas e as ortodoxas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

São Bernardo de Claraval


São Bernardo de Claraval, foi um religioso de muitas qualidades. Defendeu os
direitos da igreja contra abusos de reis, aconselhou Papas e também reis, inspirou vocações religiosas e fez progredir a ordem na qual escolheu como missão de sua vida.
Nasceu em 1090, na região de Borgonha, França, e desde criança sua sabedoria e inteligência se faziam notar. Era o terceiro dos sete irmãos e o único que queria seguir uma vida religiosa. Com 22 anos ingressou no mosteiro da Ordem de Cister (ordem católica beneditina reformada), recém fundada, que contava apenas com 20 membros.
São Bernardo, apesar de sua profunda modéstia e humildade, convenceu pai, irmãos, primos, tios e amigos para também fazerem parte da Ordem. Ao todo, arregimentou 30 pessoas para seguirem seus passos como cistercienses.
Em 1115, com apenas 25 anos, Bernardo foi enviado para a Abadia de Claraval (vale claro) para ser o seu primeiro abade. Seu dom da oratória e o seu carisma, fez a Abadia ser conhecida em toda a França. E seu mosteiro chegou a ter 700 monges.
Ao longo de sua vida, fundou mais de 70 casas cistercienses na França e em vários países da Europa, participou de vários concílios, exercendo grande influência nos assuntos da Igreja e também foi chamado para pregar a segunda cruzada. Ficou conhecido como Pai dos fiéis, Coluna da Igreja, Apoio da Santa Sé e Anjo Tutela do Povo de Deus.
São Bernardo faleceu no dia 20 de agosto de 1153, aos 63 anos de idade.
Foi canonizado em junho de 1174, pelo Papa Alexandre III, e declarado Doutor da Igreja, por suas pregações e obras escritas, pelo Papa Pio VIII, em 1830.


quarta-feira, 19 de agosto de 2020

São João Eudes


João Eudes foi um reformador religioso que viveu no século XVII. Além de ter fundado algumas instituições e realizado mais de 100 missões em toda a França, também enfrentou um dos períodos que a peste assolou a Europa.
Nasceu no norte da França em novembro de 1601, na Vila de Ri. Fez os primeiros estudos num colégio jesuíta e aos 22 anos, entrou para a Congregação do Oratório, onde foi ordenado padre dois anos mais tarde.
Quando houve a epidemia da peste em 1627, cuidou dos enfermos e de suas famílias sem temor de pegar a doença. E para que seus companheiros da congregação não fossem contaminados, dormia num barril do lado de fora de casa.
Sua experiência em ir até onde o povo estava, o levou a repensar a forma como o Clero se relacionava com os cristãos. Na sua concepção, o clero era uma forma da misericórdia divina se expressar para atender os mais necessitados.
Em 1643, fundou a Congregação de Jesus e Maria e também uma ordem feminina, Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, que tinha por missão atender às mulheres e crianças abandonadas.
São João Eudes faleceu em Caen, norte da França, em 1680, no dia 19 de agosto, aos 78 anos de idade. Foi beatificado em abril de 1909, pelo Papa Pio X, e canonizado em maio de 1925,  pelo Papa Pio XII.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

São Nicola Saggio

 

Nicola Saggio foi um religioso que viveu entre os séculos XVII e XVIII. Nasceu em Longobardi, Itália, a 6 de janeiro, de 1650, batizado como nome de Giovanni Battista Clemente.

Seus pais lhe deram uma educação cristã com valores morais e espirituais elevados. Quando criança, visitou o convento dos Mínimos, que despertou nele o desejo de seguir uma vida religiosa. A Ordem dos Mínimos, foi fundada por São Francisco de Paula e enfatiza a vocação da humildade, a penitência, a prática da caridade, o amor, a oração e a ascese física. Quando Giovanni entrou para a Ordem dos Mínimos mais tarde, escolheu nome Nicola.

Em 1683, fez uma peregrinação de Longobardi a Loreto para pedir à Deus que libertasse Viena dos turcos.

São Nicola Saggio faleceu em 1709, em Roma. Estava com uma doença pulmonar. Suas últimas palavras foram “paraíso, paraíso”.

Foi beatificado em 17 de setembro, de 1786, pelo Papa Pio VII e canonizado em 23 de novembro, de 2014, pelo Papa Francisco. Sua festa litúrgica é comemorada dia 10 de agosto. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

São Caetano de Thienne

São Caetano foi um sacerdote católico italiano, conhecido como Santo da Providência, patrono do pão e do trabalho. Nasceu em Vicenza, em outubro de 1480. Seu pai faleceu quando ele ainda era muito pequeno e, sua mãe, o educou na fé cristã.


Em Pádua, São Caetano estudou direito civil e canônico. Depois de formado, trabalhou como diplomata para o Papa Júlio II, em 1506, em Roma. Dez anos mais tarde, tornou-se sacerdote. Tinha 36 anos quando celebrou sua primeira missa na Basílica de Santa Maria Maior. Nessa época, ele contou que teve um sonho com Nossa Senhora. Ela apareceu-lhe e colocou em seus braços o Menino Jesus.


São Caetano se preocupava mais com a cura espiritual do que com as doenças do corpo físico. Acreditava que estas, tinham uma causa que estava além da matéria. Fundou um asilo para idosos e hospital para enfermos, principalmente para aqueles que tinham doenças incuráveis e estavam desenganados. Ainda em vida, era chamado de “padre santo”.


Quando o Papa Júlio II morreu, em 1523, São Caetano fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, ou Clérigos Regulares, junto com Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chieti (Theates), à época. Eles desejavam uma reforma religiosa cujo objetivo era renovar o espírito e a essência missionária dos sacerdotes. Como regra, não deviam possuir nada e nem pedir nada. As ofertas dos fiéis teriam que ser espontâneas. Eram chamados de Teatinos, por causa do nome da cidade de Theates. Mais tarde, o bispo de Theates se tornou o Papa Paulo IV, vindo a ser um dos grandes reformadores da Igreja.


São Caetano de Thienne, também ficou conhecido como pacificador dos tumultos populares. Morreu de fadiga, no dia 7 de agosto de 1547, em Nápoles. Foi canonizado em 1671, pelo Papa Clemente X.

sábado, 1 de agosto de 2020

Santo Afonso Maria de Ligório


Afonso Maria de Ligório foi um bispo católico cuja maior contribuição foi no campo da teologia moral. Afonso nasceu em 27 de setembro, de 1696, em Marianella, Reino de Nápoles, parte sul da península itálica. 

Aos 12 anos, Afonso entrou para a faculdade de direito, se formando quatro anos depois. Fez doutorado nos direitos civil e canônico. Mas não se sentia feliz advogando. Seu desejo era assegurar a salvação de sua alma. Depois de 8 anos, finalmente abandonou a carreira de advogado e decidiu se tornar noviço no Oratório de São Filipe Néri. Sua intenção era ser padre. A família tentou dissuadi-lo mas ele estava determinado. 

Foi ordenado padre aos 26 anos. Passou a cuidar dos jovens mendigos e marginalizados de Nápoles. Os ajudava incentivando-os a buscarem um propósito na vida. Criou as “Capelas Noturnas”, que eram gerenciadas pelos próprios mendigos. Rapidamente, essas capelas viraram centros de oração, pregação, atividades comunitárias e educação. Quando faleceu, em 1787, já existiam 72 funcionando com mais de dez mil participantes ativos. 

No ano 1732, Afonso fundou a “Congregação do Santíssimo Redentor”, com o objetivo de ensinar e pregar nas favelas das cidades maiores e em regiões empobrecidas. Trinta anos mais tarde, em 1762, Afonso foi consagrado bispo de Santa Ágata dos Godos. Durante seu episcopado escreveu sermões, livros e artigos que encorajavam a devoção ao Santíssimo Sacramento e à Virgem Maria. 

Afonso recebeu a permissão de se aposentar no ano 1775. Foi viver em Pagani, Reino de Nápoles, numa comunidade redentorista e morreu em 1 de agosto de 1787, aos 90 anos de idade.  Foi beatificado, em 1816, pelo Papa Pio VII e canonizado, em 1839, pelo Paga Gregório XVI. Em 1950, o Papa Pio XII, declarou-o santo padroeiro dos confessores e moralistas.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

São Germano de Auxèrre


São Germano foi um nobre que nasceu em Auxèrre, na Gália, região atual da França, no ano 378. E, em um determinado momento de sua vida, abandonou a riqueza para abraçar a Cristo.

Quando jovem, estudou letras, na Gália, e direito, em Roma. Foi também em Roma que casou-se com Eutásquia, uma nobre. Exerceu o ofício da jurisprudência por cinco anos mas o imperador romano, à época, Flávio Honório, tinha outros planos para o seu futuro. Germano foi enviado de volta à Gália para que se tornasse duque e governador de várias províncias. Além de cumprir suas funções administrativas, Germano também se tornou general do exército das terras que estavam sob o seu comando.

No ano 418, o Bispo de Auxèrre, pressentindo que em breve morreria, chamou Germano para que este fosse o seu sucessor, mas sem o assunto lhe adiantar. Após Germando entrar na igreja, o bispo ordenou que as portas fossem fechadas e que ninguém mais entrasse. Passado algumas horas, quando as portas se abriram, saiu de lá um outro Germano. Ele havia sido convertido ao cristianismo e teve os seus cabelos cortados pelo bispo. Quando alguém se torna clérigo, abandona vaidade, ostentação e riquezas, caso as tenha. E se isso acontece com um duque, ele é destituído do seu ducado e também renuncia aos seus direitos.

Não ficou registrado para à história como o Bispo de Auxèrre convenceu Germano a se tornar seu sucessor. Pouco tempo depois, o novo bispo distribuiu seus bens para os pobres abdicando de uma vida luxuosa. Durante o seu bispado, Germano construiu um grande mosteiro dedicado aos Santos Cosme e Damião.

Em 429, o bispo Germano lutou na Gália e na Bretanha contra o pelagianismo, doutrina segundo a qual o homem era responsável por sua própria salvação. Esse fundamento, minimizava o papel da graça divina. Foi durante essa viagem à Bretanha que avistou uma menina no meio da multidão que o rodeava e apontando para ela disse que seria desposada por Cristo. Estava o Bispo Germano profetizando o futuro da jovem que se tornaria Santa Genoveva.

Quando seguia para sua segunda viagem à Inglaterra, 16 anos mais tarde, encontrou Genoveva apoiando pagãos francos para promover sua expansão e incentivando-os à conversão cristã. Genoveva era para Germano uma filha espiritual. 

Quando chegou em terras britânicas, ajudou os ingleses no contra ataque a invasores pictos e saxões, com o grito de guerra “Aleluia”. O som ecoou nas montanhas de uma tal forma que o exército invasor, temendo estar diante de um número de soldados gigantesco, recuou. Abandonaram suas armas e bateram em retirada. 

Pouco tempo depois, Germano viajou até Ravena para pedir ao Imperador clemência para os habitantes de Armórica, região da Gália que incluía a península da Bretanha. Os habitantes tinham se rebelado contra o duque e general romano Flavio Aécio. Germano conseguiu alcançar seu objetivo, mas faleceu durante sua estada em Ravena, na Itália, no dia 31 de Julho de 448, aos 70 anos de idade.

São Germano de Auxèrre se tornou um santo venerado pela igrejas católica e ortodoxa. É padroeiro de Auxèrre e bastante idolatrado na França e na Grã-Bretanha.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

São Crisólgo, Bispo de Ravena


Pedro Crisólogo foi um bispo católico que nasceu em Ímola, uma província de Ravena, na Itália, no ano 380. Seu cognome vem do grego e significa, palavra de ouro. Autor de belas homilias, é também conhecido como Doutor da Igreja por causa de suas belas homilias. É venerado por católicos e ortodoxos.

Pedro era filho de pais cristãos. Educado na fé, logo cedo foi ordenado diácono. Seus discursos eram curtos mas muito inspiradores. Ele justificava os textos curtos dizendo que temia entediar seus ouvintes.

Em 433, o Imperador romano, Valentiniano III, filho da imperatriz romana Galla Placídia, indicou Pedro para ser Bispo de Ravena. E ele se tornou o primeiro bispo ocidental a ocupar a diocese, sendo consagrado pelo Papa Xisto III.

Ganhou a fama de palavras de ouro, quando Placídia, após ouvir a primeira homilia de Pedro, enquanto bispo, chamou-o de Crisólogo. A partir de então, a imperatriz começou a financiar os projetos do recém nomeado bispo.

Sua pregações eram um exemplo de fé e de amor ao Evangelho. Escreveu ao todo, que se tem registro, 176 homilias de cunho popular. Nelas, explica os dogmas e liturgias da igreja de forma simples, direta e atrativa. Também defendeu o direito dos fiéis de poder comungar todos os dias. Foi um religioso prudente e zeloso.

Em 450 pressentiu que chegara a sua hora. Pediu dispensa do bispado e retornou à sua terra natal. Um dia após chegar em Ímola, rezou pela manhã a Santa Missa, na igreja de São Cassiano, e pediu aos seus fiéis que fosse enterrado perto do altar. Poucas horas depois, ao meio dia, faleceu.

Há controvérsias sobre a data de sua morte. Uma antiga referência, aponta para 2 de dezembro, de 450. Enquanto, outra, 31 de julho, de 451.  Quando foi declarado Doutor da Igreja, em 1729, pelo Papa Bento XIII, sua festa, que até então era comemorada dia 4 de dezembro, passou a ser 30 de julho e, o ano de sua morte, 450.

Eis alguns trechos de suas homilias:
"Os que passaram, viveram para nós; nós, para os vindouros, e ninguém para si."  

"Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto, em seu benefício, o coração de Deus, não feche o seu a quem o suplica."
"A oração é uma das três coisas que sustentam a fé. As outras duas são o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum obtém e a misericórdia recebe. Unidos, a oração, o jejum e a misericórdia tudo podem. O jejum é a alma da oração, e a misericórdia a vida do jejum. Não os separeis jamais. Quem um não tiver, nenhum dos três terá; donde se segue que quem ora deve jejuar, e quem jejua deve exercer obras de misericórdia."

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Olavo II, da Noruega


Olavo II Haraldsson, também conhecido como Olavo, o Santo, foi rei da Noruega entre 1015 a 1028. Era filho de um líder Vïking, que descendia do primeiro rei da Noruega unificada.

Aos 12 anos iniciou suas aventuras no mar comandando uma pequena frota e vários homens. Durante sua juventude, viveu como um verdadeiro viking. Além de pilhar cidades e ameaçar seus habitantes, também atuou em algumas batalhas em nome do rei da Inglaterra. Viajou por vários países, sobretudo pelo norte da Europa. Mas perto de completar 20 anos de idade, Olavo II teve um sonho profético que mudou seu destino. Ele sonhou que estava sendo coroado rei da Noruega. Considerou o sonho um pedido de Deus e decidiu retornar para a sua terra natal.

No caminho de volta, Olavo II atracou na Normandia, e ali passou o inverno. Ficou hospedado na corte de Ricardo II, o Bom, e no tempo em que esteve lá, se converteu ao cristianismo.

Vale lembrar que a Noruega, à essa época, estava sendo governada por dinamarqueses que a ocuparam no ano 1000. Então, quando Olavo II chega ao seu país de origem, em 1015, reúne provas de que é descendente do rei Haroldo I, consegue ser proclamado rei e expulsa os governantes dinamarqueses.

No seu reinado, Olavo II introduziu uma administração centralizada, deu seguimento a conversão dos noruegueses iniciada com os monarcas anteriores, e ergueu várias igrejas por todo o território. Apesar de não ser clérigo, pregava o Evangelho. Reformulou as leis do seu país com base nos mandamentos bíblicos. Combateu superstições, heresias, idolatrias e crenças contrárias ao cristianismo.

Após 13 anos do reinado de Olavo II, os dinamarqueses invadiram a Noruega e tomaram de novo o poder. O rei, sem conseguir proteger seu povo da invasão, se afastou. Durante dois anos, Olavo II procurou um modo de recuperar seu trono. A oportunidade aconteceu numa batalha que ficou conhecida como Batalha de Stiklestad, uma das mais célebres da Noruega. Mas foi neste combate, no dia 29 de julho, de 1030, que Olavo II foi martirizado e ferido mortalmente.

Se Olavo II começou a vida como pagão e guerreiro, e depois tendo se convertido ao cristianismo, após a sua morte passou a operar milagres. O primeiro milagre aconteceu quando estavam preparando o seu corpo para o funeral. Um homem cego que estava próximo, tocou na água que estava sendo usada para tirar as manchas de sangue da ferida de Olavo II. O cego, ao tocar com as mãos molhadas os olhos, passou a enxergar. Pouco tempo depois, outros milagres aconteceram e rapidamente seus feitos milagrosos se espalharam pela Escandinava, Inglaterra e outras terras do mar Báltico.

Um ano após sua morte, quando seu caixão fora aberto, seu corpo estava milagrosamente bem preservado. Foi declarado santo. Em 1164, Olavo II, foi canonizado por um bispo a mando do Papa Alexandre III e tornou-se patrono da Noruega. É hoje um dos poucos santos noruegueses reconhecidos pela igreja católica.

Fontes: Wikipedia, ZAP-aeiou e Seguindo Passos da História 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Santa Natália de Córdoba


Santa Natália nasceu e viveu em Córdoba numa época em que a Ibéria visigótica cristã era dominada pelos muçulmanos. A dominação impunha a lei islâmica, sharia, em todo o território assim como um imposto por pessoa a que cristãos e judeus estavam sujeitos. Apesar de Natália ser filha de maometanos, ela foi criada por um cristão. Seu pai biológico morrera quando ela ainda era bem pequena e sua mãe, Liliana, se casara de novo com um cristão, Félix, que a converteu. Santa Natália cresceu nos preceitos cristãos e se casou com um cristão também. 

Nessa época, reinava o emir Abderramán II que acreditava que se perseguisse os cristãos, o cristianismo perderia força. Muitos mosteiros foram fechados e os cristão impedidos de professarem sua fé em público. 

Um dia, o esposo de Santa Natália, São Aurélio, presenciou uma cena que lhe causou repugnância. Ele viu um cristão amarrado a um jumento e com o rosto voltado para a cauda do animal, ser arrastado até o local de sua execução. A partir desse dia, Aurélio e sua esposa, tomou coragem para praticar sua religião na intenção de encorajar outros cristãos a não renegarem sua fé. A eles se juntaram o casal Liliana e Félix. Os quatro distribuíram tudo que tinham aos mais pobres e foram pregar o cristianismo. 

Em pouco tempo, foram presos e persuadidos a renegarem sua fé. Foram submetidos a 4 dias de tortura para ver se mudavam de ideia. Mas em vão. Por fim, foram condenados à morte e degolados a 27 de julho do ano 852.

sábado, 25 de julho de 2020

São Cucufate


São Cucufate foi um mártir que viveu entre os séculos IV e V da Era Cristã. Ele nasceu em Scillium, província romana de Cartago, na época, e foi um grande divulgador do cristianismo. Seu nome tem origem fenícia e significa “o que brinca”.  Há também uma corrente que traz outro significado para este nome: “poupa”.

Segundo a história, ele era diácono da igreja cristã em Cartago e se mudou para Barcelona para evangelizar novos cristãos. Cucufate teria trabalhado como comerciante nessa cidade, enquanto pregava o cristianismo e batizava os convertidos. Pelos relatos, ele era um homem generoso para com os pobres e também costumava pregar o cristianismo ao lado de São Félix. Em uma dessa pregações, Cucufate, que estava em Ampúrias, foi preso devido às perseguições impostas aos cristãos pelo imperador romano Diocleciano.

Cucufate não renegou sua fé e foi condenado ao martírio. No entanto, após sofrer todo o tipo de tortura, foi degolado. Sua festa litúrgica é comemorada no dia 25 de julho.