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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Santa Dulce dos Pobres

 

Santa Dulce dos Pobres foi uma religiosa católica brasileira que ficou mundialmente conhecida pelo seu ativismo social .

Batizada como Maria Rita de Souza Brito Lopes Ponte, irmã Dulce nasceu no dia 26 de maio de 1914, em Salvador, Bahia. 

Sua preocupação com os necessitados começou na infância mas foi na adolescência, que mostrou sua verdadeira vocação. Começou a acolher mendigos e doentes na residência da família transformando-a mais tarde num centro de atendimento, que ficou conhecido pelo nome de “A Portaria de São Francisco”. Foi nessa época que a adolescente Maria Rita manifestou o desejo de seguir uma vida religiosa.

Após se formar com professora, em fevereiro de 1933, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade chamada São Cristóvão, em Sergipe. E em agosto do mesmo ano, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias adotando o nome de sua mãe, Irmã Dulce.

Sua missão na Congregação era lecionar no colégio da Ordem mas seu pensamento estava sempre no trabalho dedicado aos mais pobres e doentes. Dois anos depois, passou a se dedicar a ajudar comunidades carentes. Fundou hospitais, escolas e outras instituições filantrópicas.

Seus feitos como ativista humanitária, em que se dedicava à caridade e amor ao próximo, ganharam repercussão mundial. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Irmã Dulce nunca teve uma saúde boa. Tinha dificuldades respiratórias que foram se agravando ao longo dos anos. Em novembro de 1990, teve que ser internada e de lá, não saiu mais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, em 1991, a visitou. Recebeu benção e extrema unção papal.

Morreu de causas naturais no final da tarde do dia 13 de março de 1992, aos 77 anos de idade.

Foi beatificada em 22 de maio, de 2011, por Dom Geraldo Cardeal Majella Agnelo, enviado especial do Papa Bento XVI, e canonizada em 13 de outubro, de 2019, pelo Papa Francisco.

“Há momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos d’Ele.” Irmã Dulce

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

São Nicola Saggio

 

Nicola Saggio foi um religioso que viveu entre os séculos XVII e XVIII. Nasceu em Longobardi, Itália, a 6 de janeiro, de 1650, batizado como nome de Giovanni Battista Clemente.

Seus pais lhe deram uma educação cristã com valores morais e espirituais elevados. Quando criança, visitou o convento dos Mínimos, que despertou nele o desejo de seguir uma vida religiosa. A Ordem dos Mínimos, foi fundada por São Francisco de Paula e enfatiza a vocação da humildade, a penitência, a prática da caridade, o amor, a oração e a ascese física. Quando Giovanni entrou para a Ordem dos Mínimos mais tarde, escolheu nome Nicola.

Em 1683, fez uma peregrinação de Longobardi a Loreto para pedir à Deus que libertasse Viena dos turcos.

São Nicola Saggio faleceu em 1709, em Roma. Estava com uma doença pulmonar. Suas últimas palavras foram “paraíso, paraíso”.

Foi beatificado em 17 de setembro, de 1786, pelo Papa Pio VII e canonizado em 23 de novembro, de 2014, pelo Papa Francisco. Sua festa litúrgica é comemorada dia 10 de agosto. 

domingo, 12 de julho de 2020

São Luís Martin e Santa Zélia Guerín


São Luís Martin e Santa Zélia Guerín Martin, ele relojoeiro e ela rendeira, foram pais de Santa Teresinha do Menino Jesus. Ambos tentaram seguir a vida religiosa quando jovens. Ele não foi aceito na ordem dos agostinianos, por não saber latim, e ela, ao tentar entrar para a ordem das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, pois ali percebeu que Deus lhe reservou um outro caminho.

O primeiro encontro dos dois aconteceu na ponte de São Leonardo, em Alençon, França, em 1858. Poucos meses depois se casaram e tiveram nove filhos, sendo que quatro deles morreram por terem nascido prematuros. Teresa é a caçula das cinco filhas que sobreviveram.

Quatro anos depois do nascimento de Tereza, Zélia morreu de câncer e Luís achou melhor se mudar com as filhas para Lisieux, onde morava seu cunhado. Todas as cinco filhas seguiram a vida religiosa.

Perto de chegar aos 70 anos de idade, Luís foi internado num sanatório e morreu ao perder suas faculdades mentais. O casal foi beatificado em 2008, na Basílica de Santa Teresa, em Lisieux, em nome do Papa Bento XVI e canonizado em 18 de outubro de 2015, na Praça de São Pedro, pelo Papa Francisco.  Eles foram o primeiro casal a ser canonizado em uma mesma cerimônia. A memória litúrgica acontece no dia 12 de julho.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá


A história da devoção à Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá, começou no século XVI, na Colômbia, à época das expedições dos conquistadores do Novo Mundo. Conta os registros, que o espanhol Dom Antonio de Santana, em 1560, foi chamado para administrar os povoados de Suta e Chiquinquirá. Como era dever dos administradores, Santana construiu uma casa com várias dependências para acolher a própria família, a administração dos colonos, dos escravos e dos índios que moravam ao redor dos povoados. E, como de costume, construiu também uma capela para os cultos religiosos. 

Como era devoto de Nossa Senhora do Rosário, Santana encomendou ao pintor espanhol, Alonso Narváez, um quadro com a imagem da Virgem do Rosário. Como a manta que serviu de tela era grande, Dom Antonio determinou que também fossem retratados Santo Antônio de Pádua e o apóstolo Santo André, posicionados um de cada lado de Nossa Senhora. Ao ficar pronta, a manta foi colocada numa moldura e exposta na capela. 

Após a morte de Dom Antonio, sua esposa, Juana de Santana, se mudou para Chiquinquirá, hoje município do distrito de Boyacá, levando consigo o quadro. No entanto, não o colocou na capela da nova propriedade. Dez anos depois, quando Maria Ramos, irmã do falecido Dom Antonio, veio morar com a cunhada, encontrou o quadro guardado num ambiente úmido e sem o devido cuidado. Maria limpou o quadro e, apesar de estar manchado e com a pintura envelhecida e descolorada, o colocou na capela. No dia seguinte, ao voltar para a capela na companhia de Isabel, uma índia cristã, a aparência da tela chamou a sua atenção. A pintura que antes estava perdendo a cor, parecia vibrante e cercada por pontos brilhantes. Maria Ramos e Isabel ficaram assombradas com a transformação na pintura e o brilho que envolvia a tela. As cores estavam tão claras que iluminavam toda a capela. Juana de Santana escutou suas vozes de exclamação e foi ver o que estava se passando. 

A pintura fora renovada sem que houvesse qualquer intervenção humana. Logo, este evento se espalhou pela vizinhança e devotos de toda parte acorreram para Chiquinquirá para ver o milagre da tela. Quando a informação chegou até as autoridades eclesiásticas, o arcebispo de Bogotá, Luís Zapata de Cárdenas, mandou construir uma Igreja para abrigar o objeto milagroso. Escolheram um local menos exposto aos terremotos e a chamaram de Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

Quase três séculos depois, em 1829, o Papa Pio VII a declarou Padroeira da Colômbia e a canonização da sagrada imagem aconteceu em 9 de julho de 1919. A pintura original já foi vista por três pontífices. O Papa Paulo VI, em 1968, o Papa João Paulo II, em 1986, e o Papa Francisco, em 2017, consagrando a nação à Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Papa e o Muro das Lamentações.


No seu último dia de visita à Terra Santa, o Papa Francisco visitou o muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do Judaísmo, que fica no centro antigo de Jerusalém. O pontífice se aproximou do Muro, colocou suas mãos sobre ele e deixou uma mensagem entre as pedras, como é a tradição entre os judeus.

Diante de uma multidão que o recebeu na mesquita em Jerusalém,
Papa Francisco convidou cristãos, muçulmanos e judeus a serem ‘agentes da paz e da justiça’. Para as pessoas e comunidades ‘que se reconhecem em Abraão’, as três religiões monoteístas, disse: 

"Minha peregrinação não seria completa se não incluísse também o encontro com as pessoas e as comunidades que vivem nesta terra e por isto fico feliz de poder estar com vocês, amigos muçulmanos.
Respeitemos e amemos uns aos outros como irmãos e irmãs."

Fonte: Globo.com
Foto: Andrew Medichini / Pool / Via AFP Photo

domingo, 25 de maio de 2014

Papa Francisco na Terra Santa.


Papa Francisco, em sua visita à Terra Santa, pediu a palestinos e israelenses que iniciem "êxodo" rumo à paz para pôr fim ao sofrimento que castiga a região há décadas.

Em suas palavras: "Encorajo os povos palestino e israelense, assim como suas respectivas autoridades, a empreender este feliz êxodo rumo à paz com a coragem e a firmeza necessária para todo êxodo."

São três dias de viagem onde visita Amã, capital da Jordânia, Belém e Jerusalém. Entre os lugares escolhidos para visitar está a gruta onde Jesus Cristo teria nascido e a Basílica do Santo Sepulcro, onde se acredita que ele foi crucificado.

No seu primeiro discurso, quando chegou à Jordânia, disse: "A liberdade religiosa é um direito fundamental e eu não posso deixar de manifestar a minha esperança de que seja mantida em todo o Oriente Médio. Isso inclui a liberdade individual e coletiva de seguir sua própria consciência em matéria religiosa, ou seja, a liberdade de culto, a liberdade de escolher a religião que acreditamos ser verdadeira e de manifestar publicamente sua própria fé.

Peço às autoridades do reino jordaniano que perseverem em seus esforços para buscar uma paz duradoura em toda a região. Este grande objetivo necessita urgentemente de uma solução pacífica para a crise na Síria, assim como de uma solução para o conflito entre palestinos e israelenses.

Este país acolhe generosamente uma grande quantidade de refugiados palestinos, iraquianos e de outras regiões em crise, principalmente da vizinha Síria, destruída por um conflito que já dura muito tempo. Esta acolhida merece reconhecimento e a ajuda da comunidade internacional."

O Papa Francisco também agradeceu o rei Abdullah por estimular a convivência pacífica entre as diferentes religiões. Mais de 90% da população da Jordânia é muçulmana. A redução dos cristãos na região, vítimas de perseguição, é uma grande preocupação do Papa e ele espera que a sua visita possa encorajá-los a permanecer na Terra Santa.

Fonte: O Globo

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Papa Francisco na JMJ - 2013 (2).

--> "O futuro exige hoje reabilitar a política, uma das formas mais altas de caridade."
disse, de improviso, durante discurso feito à sociedade civil no Theatro Municipal do Rio


"A igreja sabe ainda ser lenta no tempo para ouvir, na paciência para costurar novamente e reconstruir? Ou a própria igreja já se deixa arrastar pelo frenesi da eficiência?"
questionou Francisco durante discurso feito a bispos brasileiros


"Não há lugar para o idoso, nem para o filho indesejado; não há tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. Às vezes parece que, para alguns, as relações humanas sejam regidas por dois dogmas modernos: eficiência e pragmatismo."
disse Francisco em missa para o clérigo na Catedral Metropolitana do Rio


"Candelária, nunca mais. Violência, nunca mais, só amor"
disse o pontífice em encontro com oito menores infratores no Palácio São Joaquim


"Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química."
afirmou o papa, em discurso no hospital São Francisco de Assis


"Eu quero agito nas dioceses, que vocês saiam às ruas. Eu quero que a Igreja vá para as ruas, eu quero que nós nos defendamos de toda acomodação, imobilidade, clericalismo. Se a Igreja não sai às ruas, se converte em uma ONG. A igreja não pode ser uma ONG"
disse papa, em espanhol, em discurso a argentinos na Catedral Metropolitana do Rio


Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Papa Francisco na JMJ - 2013 (1).

"Deus é brasileiro e vocês queriam um papa?"
ainda no voo para o Brasil, brincando com jornalistas

 
"Queria bater em cada porta, dizer 'bom dia', pedir um copo de água, beber um cafezinho, e não um copo de cachaça"
arrancando risadas da público em Manguinhos

 
"Estou fazendo como você falou: não estou respeitando as regras e fazendo a maior bagunça"
em conversa bem-humorada com o "professor" Paes, prefeito do Rio

 
"Não é deixando livre o uso das drogas que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química"
condenando propostas de legalização das drogas

 
"Saiam às ruas como fez Jesus"
pedido feito pelo papa aos jovens em seu discurso na praia de Copacabana no sábado

 
"Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo!"
fala de Francisco ao convocar os fiéis a se transformarem em "atletas de Cristo"

 
Fonte: Folha de São Paulo