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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sabina de Roma


Sabina de Roma viveu numa época em que os cristãos só eram martirizados se fossem denunciados. Filha de Herodes Metalário e viúva do senador Valenciano, Sabina se converteu ao cristianismo ouvindo as histórias que sua escrava, Seráfia, lhe contava. As duas também saíam à noite para ir às catacumbas, como chamavam os cemitérios daquela época, para estar com os cristãos que se reuniam clandestinamente para não serem vistos.
De acordo com a história, Seráfia acabou sendo denunciada e presa para ir a julgamento. Ela deveria fazer uma homenagem aos deuses romanos para que a denúncia contra ela fosse anulada e ela ficasse livre. Mas a serva se recusou. Foi, então, entregue a dois algozes para que abusassem dela. Mas sem que eles esperassem, foram acometidos por uma dor terrível que os fez cair doentes. Seráfia foi chamada de bruxa e por isso, apedrejada até a morte. Sabina conseguiu levar o corpo de sua serva para ser enterrado no mausoléu de sua família. O prefeito Elpídio descobriu o que Sabina fez e a acusou de ser cristã. Sabina foi presa e interrogada. Ela também rejeitou os deuses romanos e exaltou a sua fé no cristianismo.
Foi então morta no dia 29 de agosto, do ano 125, e canonizada mais tarde. Ela é representada com um livro e uma folha de palma nas mãos e uma coroa na cabeça.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Santa Clara de Montefalco

 

Clara nasceu em Montefalco, na Itália, em 1268. Com apenas 6 anos de idade, seguiu os passos de sua irmã mais velha, Joana, e foi ter uma vida de oração e penitência numa clausura construída por seu pai, na propriedade da família.

Clara era uma criança cheia de vida mas comprometida com a sua fé. Uma vez quebrou a regra do silêncio dada pela irmã e como penitência, ela mesma se impôs ficar sobre um cubo de gelo, com os braços para cima rezando 100 vezes o Pai Nosso. A pequena Clara também teve que lutar contra seus desejos alimentares pois tinha que jejuar constantemente.

A entrada de Clara para o claustro, aumentou o número de postulantes a viver da mesma forma. Em 1978, se mudaram para uma ermida maior, mas esta só tinha metade do teto. Passaram muito frio e também fome pois se alimentavam de ervas colhidas da natureza.

Alguns anos mais tarde, foram autorizadas a pedir esmola para manter a vida de oração e penitência. Clara, que já contava com 15 anos de idade, se ofereceu para fazê-lo. Saiu e só voltou 40 dias depois. Não queria retornar sem completar seu objetivo. Sua irmã, pensando em protege-la, decidiu que Clara não devesse mais sair do convento.

Clara, além de rezar 10 horas por dia e passar a noite de joelhos, rezando o Pai Nosso, também praticava atos de mortificação. Com 20 anos de idade, começou a ter crises de insegurança, o que aumentou ainda mais seu martírio a ponto de sua irmã ter que impor restrições a ela para que não prejudicasse sua saúde.

Em 1290, o local foi ampliado e transformado em mosteiro passando a se chamar “Mosteiro da Cruz”. No ano seguinte, Joana faleceu e Clara, com então 23 anos, foi a escolhida para sucedê-la. Apesar de Clara aceitar o cargo contra a sua vontade, pois considerava-se indigna, a comunidade religiosa cresceu a partir da sua direção. Ela soube organizar a vida comunitária, propôs trabalho manual para todas as irmãs que o desejassem fazê-lo, e cuidou amorosamente da instrução e necessidade de cada uma.

Conta a história que em 1294, no jardim do mosteiro, Cristo apareceu para Clara como um viajante e lhe deu o cajado pedindo que o plantasse. Ela plantou o cajado e ele se transformou numa árvore viçosa. Chamada de “árvore de Santa Clara”, as sementes dos seus frutos eram utilizadas para fazer rosários com os quais rezava pedindo que os doentes fossem curados.

Em julho de 1308, Clara adoeceu e foi obrigada a ficar de cama. No dia 17 de agosto, pediu para ser levada à igreja que construíra no mosteiro e nela, deu seu último suspiro.

As irmãs resolveram conservar seu corpo, mas para isso tinham que extrair seus órgãos. Para a surpresa de todos, o coração tinha uma mancha com o desenho de um cristo crucificado. Encontraram também outros símbolos de Cristo e no abdômen três pedras de igual tamanho e peso. Foi interpretado como um sinal da Santíssima Trindade incorporado nela. Rapidamente, a fama de santidade de Clara foi se difundindo e milagres acontecendo em seu nome.

Foi beatificada em 1737 pelo Papa Clemente XII e canonizada pelo Papa Leão XII.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

São Caetano de Thienne

São Caetano foi um sacerdote católico italiano, conhecido como Santo da Providência, patrono do pão e do trabalho. Nasceu em Vicenza, em outubro de 1480. Seu pai faleceu quando ele ainda era muito pequeno e, sua mãe, o educou na fé cristã.


Em Pádua, São Caetano estudou direito civil e canônico. Depois de formado, trabalhou como diplomata para o Papa Júlio II, em 1506, em Roma. Dez anos mais tarde, tornou-se sacerdote. Tinha 36 anos quando celebrou sua primeira missa na Basílica de Santa Maria Maior. Nessa época, ele contou que teve um sonho com Nossa Senhora. Ela apareceu-lhe e colocou em seus braços o Menino Jesus.


São Caetano se preocupava mais com a cura espiritual do que com as doenças do corpo físico. Acreditava que estas, tinham uma causa que estava além da matéria. Fundou um asilo para idosos e hospital para enfermos, principalmente para aqueles que tinham doenças incuráveis e estavam desenganados. Ainda em vida, era chamado de “padre santo”.


Quando o Papa Júlio II morreu, em 1523, São Caetano fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, ou Clérigos Regulares, junto com Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chieti (Theates), à época. Eles desejavam uma reforma religiosa cujo objetivo era renovar o espírito e a essência missionária dos sacerdotes. Como regra, não deviam possuir nada e nem pedir nada. As ofertas dos fiéis teriam que ser espontâneas. Eram chamados de Teatinos, por causa do nome da cidade de Theates. Mais tarde, o bispo de Theates se tornou o Papa Paulo IV, vindo a ser um dos grandes reformadores da Igreja.


São Caetano de Thienne, também ficou conhecido como pacificador dos tumultos populares. Morreu de fadiga, no dia 7 de agosto de 1547, em Nápoles. Foi canonizado em 1671, pelo Papa Clemente X.

sábado, 1 de agosto de 2020

Santo Afonso Maria de Ligório


Afonso Maria de Ligório foi um bispo católico cuja maior contribuição foi no campo da teologia moral. Afonso nasceu em 27 de setembro, de 1696, em Marianella, Reino de Nápoles, parte sul da península itálica. 

Aos 12 anos, Afonso entrou para a faculdade de direito, se formando quatro anos depois. Fez doutorado nos direitos civil e canônico. Mas não se sentia feliz advogando. Seu desejo era assegurar a salvação de sua alma. Depois de 8 anos, finalmente abandonou a carreira de advogado e decidiu se tornar noviço no Oratório de São Filipe Néri. Sua intenção era ser padre. A família tentou dissuadi-lo mas ele estava determinado. 

Foi ordenado padre aos 26 anos. Passou a cuidar dos jovens mendigos e marginalizados de Nápoles. Os ajudava incentivando-os a buscarem um propósito na vida. Criou as “Capelas Noturnas”, que eram gerenciadas pelos próprios mendigos. Rapidamente, essas capelas viraram centros de oração, pregação, atividades comunitárias e educação. Quando faleceu, em 1787, já existiam 72 funcionando com mais de dez mil participantes ativos. 

No ano 1732, Afonso fundou a “Congregação do Santíssimo Redentor”, com o objetivo de ensinar e pregar nas favelas das cidades maiores e em regiões empobrecidas. Trinta anos mais tarde, em 1762, Afonso foi consagrado bispo de Santa Ágata dos Godos. Durante seu episcopado escreveu sermões, livros e artigos que encorajavam a devoção ao Santíssimo Sacramento e à Virgem Maria. 

Afonso recebeu a permissão de se aposentar no ano 1775. Foi viver em Pagani, Reino de Nápoles, numa comunidade redentorista e morreu em 1 de agosto de 1787, aos 90 anos de idade.  Foi beatificado, em 1816, pelo Papa Pio VII e canonizado, em 1839, pelo Paga Gregório XVI. Em 1950, o Papa Pio XII, declarou-o santo padroeiro dos confessores e moralistas.