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terça-feira, 3 de março de 2026

Hina Matsuri

O Hina Matsuri é celebrado todo 3 de março no Japão. É conhecido como Festival das Meninas ou Festival das Bonecas.

São bonecas tradicionais, chamadas de hina ningyō, que representam a corte imperial do período Heian (794–1185).

Elas ficam organizadas em uma plataforma vermelha com vários degraus. A estrutura clássica inclui cinco níveis de representação:

1º Imperador e Imperatriz (Dairibina)
2 º Damas da corte
3 º Músicos
4 º Ministros
5 º Servidores e guardas

No período antigo, acreditava-se que bonecas podiam absorver impurezas e má sorte.
então, as pessoas transferiam simbolicamente seus infortúnios para bonecas de papel e as colocavam nos rios, num ritual chamado nagashi-bina.

Com o tempo, o ritual evoluiu para a exposição doméstica das bonecas.

É comemorado no dia 3/3, como parte dos Cinco Festivais Sazonais tradicionais do Japão (Gosekku). E o número 3 é o número associado à vitalidade, crescimento e transição de fase.

O festival marca saúde, proteção e felicidade futura das meninas.

As famílias montam a exposição semanas antes do dia 3 e devem desmontar logo após a data. Pois existe a superstição de que deixar montado por muito tempo atrasa o casamento da filha.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Santa Susana de Roma

Susana foi uma mártir italiana que viveu no século III de nossa Era. Morreu por se recusar a se casar com o sucessor do então imperador Diocleciano. Suzana era sobrinha do Imperador e ele a queria como nora para que o poder continuasse em sua família. Mas ela se recusou se mostrando uma cristã fervorosa. Renegou os deuses romanos e por isso, foi condenada à morte. 

No dia 11 de agosto, do ano  294, foi morta em sua própria casa, que mais tarde, se transformou numa igreja.

A esposa de Diocleciano, Serena, também era cristã mas não revelava abertamente a sua fé. Ela mandou que transportassem o corpo de Susana para o Cemitério de Santa Felicidade e sugeriu aos demais cristãos que começassem sua devoção à Susana. Na madrugada do dia seguinte à sua morte, o Papa Caio celebrou uma missa no mesmo local de seu martírio. 

Santa Susana de Roma é co-padroeira de Santiago de Compostela, junto com São Roque. É venerada na igreja católica e ortodoxa. Sua festa litúrgica acontece no dia 11 de agosto.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Santa Felicidade e os Sete Irmãos


A história registra que Felicidade teria sido uma das primeiras mártires cristãs a ser venerada como santa. Tendo nascido no ano 101, da Era Cristã, em Roma, durante o Império Romano, faleceu aos 64 anos.
 
Diz-se que Felicidade era uma viúva rica, piedosa e bastante dedicada à caridade. Por ter convertido muitos à fé cristã, provocou a ira de sacerdotes pagãos. Estes foram até o imperador romano, Marco Aurélio, lhe dizer que os deuses estavam furiosos com tal mulher e exigiram que ela e seus sete filhos fizessem sacrifícios. 

O imperador concordou e mandou que Felicidade fosse levada até o prefeito de Roma, Públio, para que este tomasse uma providência a respeito. Públio tentou fazer com que ela renegasse a fé cristã e passasse a adorar os deuses romanos. Mas, em vão. Também fez o mesmo com os sete filhos e estes, seguiram o exemplo da mãe.

Sem escolha, o prefeito entregou o destino da mãe e de seus filhos a quatro juízes, que os condenaram à morte sob diferentes martírios. Felicidade implorou a Deus que fosse a última a morrer para poder dar coragem e conforto aos seus filhos durante as torturas pelas quais eles passariam antes de morrerem. E assim foi feito. Felicidade foi a última a ser martirizada.

Os nomes dos sete irmãos eram: Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial. Assim como Felicidade, os irmãos foram considerados mártires do cristianismo, tornando-os santos, e celebrados em conjunto no dia 10 de julho.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dia de São Sabas.

--> Hoje é dia de São Sabas. Nascido em 439, na Capadócia, teve uma infância difícil pois seus pais morreram quando ele ainda era muito pequeno. Eles lhe deixaram uma herança que foi muito disputada entre seus parentes. Sabas foi então criado por um tio autoritário. Mesmo não tendo muita instrução, se tornou um sábio na doutrina cristã. E mais tarde, dividiu tudo que herdou entre cristãos pobres e doentes. Quando jovem, entrou para o mosteiro e acabou se tornando um exemplo de monge. 

Sabas nasceu numa época em que os bárbaros e godos perseguiam os cristãos e procuravam fazer de tudo para impedir que as famílias se convertessem. Fizeram um decreto dizendo que os cristãos deveriam comer a carne dos animais mortos que tinham sido usados em sacrifício aos deuses pagãos. Muitos enganavam os guardas dando carne comum. Mas Sabas se recusava a mentir e protestava em público contra esta prática. Sua recusa acabou lhe dando prestígio contra as autoridades pois fundou uma comunidade de monges anacoretas no vale do Cedron, na Palestina. Também chamada de “Grande Laura”. 

Conta a história que ele começou ocupando com os eremitas as cavernas ao redor daquela em que ele vivia. Construíram juntos um oratório que mais tarde se tornaria o Mosteiro de São Sabas. A eloquência de sua pregação atraiu muitos jovens. Por ter adquirido influência social, interferiu junto ao imperador, a favor dos mais pobres contra os impostos, entre outras conquistas. 

Era um homem que praticava muito a oração. Morreu aos 93 anos de idade como defensor da fé pura e verdadeira.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Agosto Wicca.

Agosto tem esse nome graças ao imperador romano, Augusto César. 

No primeiro dia deste mês comemorava-se o festival de Lammas, em homenagem à primeira colheita do ano, a colheita dos grãos.

Muitos pagãos chamam este festival de Lughnassadh, que é a pronúncia irlandesa do nome moderno irlandês Lunasa.

Esse mês é consagrado ao deus da sabedoria, Lugh. 

A pedra natal de agosto é a sardônica, um tipo de ônix. 

(Almanaque Wicca – 2012)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Imperador Inca Atahuallpa.


Atahuallpa foi o décimo terceiro e último Sapa Inca, que quer dizer imperador, de Tahuantinsuyu, como se chamava o Império Inca.

Ele era filho do Inca Huayna Capac com Tocto Pala. Tocto era uma princesa de Quito que havia se casado primeiro com o Inca Tupac Yupanqui, pai de Huayna. Quando Tupac morreu, ela se casou com Huayna e tiveram Atahuallpa. Mais tarde, Huayna deixou como legado as terras que eram de Tocto, em Quito, para Atahuallpa e designou seu meio irmão, Huascar, como Imperador. Pois segundo a tradição, o imperador tinha que ser Inca e Atahuallpa não era considerado um Inca legítimo. Mesmo assim, essa divisão gerou uma disputa sucessória e Atahuallpa, liderando um grande exército, venceu Huascar numa guerra que durou vários anos.

Conta a história que Atahuallpa ao se dirigir para a cidade de Cuzco, capital do Império, a fim de tomar posse do trono recém conquistado, parou numa cidade andina chamada Cajamarca. E apesar de estar conduzindo cerca de 80.000 guerreiros incas, foi traído e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro no dia 16 de novembro de 1532.

O conquistador espanhol Francisco Pizarro, que estava em Cajamarca, o convidou para jantar e conversar na praça principal. Sem desconfiar, o Imperador levou consigo apenas um pequeno contingente de guardas de honra. Quando chegou à praça, que aparentava estar vazia, os homens de Pizarro estavam escondidos, um padre chamado Vicente Valverde veio falar-lhe acompanhado de um tradutor.

O padre exigia que Atahuallpa e seu séquito se convertessem ao Cristianismo e se submetessem à soberania do rei espanhol. Caso não aceitasse, seria considerado inimigo tanto da Igreja Católica quanto do Reino da Espanha.

De acordo com a lei espanhola, a Espanha só poderia declarar guerra aos incas se houvesse uma recusa do Imperador. A esta hora, já havia sido entregue uma bíblia à Atahuallpa, que logo após ouvir o pedido do padre atirou-a ao chão. Esse gesto foi considerado uma grave ofensa aos invasores. E também era o motivo que faltava para iniciar uma guerra.

De acordo com os relatos, em duas horas, mais de seis mil soldados incas foram dizimados e o Imperador foi aprisionado no Templo do Sol. Para ter sua liberdade de volta, Atahuallpa concordou encher de peças de ouro seus aposentos e dar ao espanhol o dobro dessa quantia em prata. Mas Pizarro não tinha intenção de libertar o Imperador.

Enquanto isso, Atahuallpa determinou que matassem Huascar, temendo que este viesse a fazer acordo com Pizarro. O espanhol apressou então a execução de Atahuallpa, acusando-o de ter cometido 12 crimes, dentre os quais o de ter se rebelado contra o Reino da Espanha, praticar idolatria e assassinar Huascar.

Foi julgado e condenado a ser queimado na fogueira. Mas no momento da execução, aceitou ser batizado pelo padre Valverde para diminuir sua pena. Foi então morto por estrangulamento garroteado no dia 26 de julho de 1533.

O irmão de Atahuallpa, Tupac Huallpa, assumiu o poder e mais tarde seu outro irmão, Manco Yupanqui também. Ambos a serviço de Pizarro.

Em outra versão da história, Huascar não foi morto a mando de Atahuallpa. Mas sobreviveu à invasão espanhola tendo fugido para a floresta amazônica.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Batalha da Ponte Mílvia.

A Batalha da Ponte Mílvia foi um episódio importante para o decorrer da história da Europa, e conseqüentemente, do Ocidente. Essa batalha, entre os imperadores romanos Constantino I e Maxênico, aconteceu numa ponte de pedra, ainda existente hoje, sobre o rio Tibre, na Via Flamínia, que continua até Roma.

Na noite do dia 27 de outubro de 312 d.C., quando os exércitos se preparavam para a batalha, o imperador romano Constantino I, o Grande, teria tido uma visão ao olhar para o sol que se punha. Ele vira as letras gregas XP entrelaçadas com uma cruz e enfeitando o sol, junto com a inscrição em latim da seguinte frase: “Sob este signo vencerás”. Embora Constantino fosse pagão, ele mandou colocar imediatamente o símbolo XP nos escudos dos seus soldados.

Em uma outra fonte, diz-se que ele teve um sonho para que fosse colocado “o sinal celeste nos escudos dos seus soldados”. Numa terceira fonte, a visão do símbolo e da frase teria acontecido dias antes da batalha. E no dia seguinte à visão, Constantino teria sonhado com o próprio Cristo lhe explicando que esta frase deveria ser usada contra seus inimigos.

No dia da batalha, os exércitos de Constantino I e do Imperador  Maxênico, confrontaram-se e Constantino saiu vitorioso. Constantino já era conhecido como um general habilidoso. Para vencer a batalha, ele começou a empurrar o exército de Maxênico de volta ao rio Tibre. Maxênico resolveu então recuar para fazer sua defesa mais próximo a Roma. Mas só havia uma saída, a ponte Mílvia. E esta, não aguentou a pressão e ruiu num determinado trecho, o que provocou a vitória de Constantino, cujo exército era bem menor que o seu adversário.

Constantino creditou a vitória na Ponte Mílvia à “Divindade” ou a “Uma Divindade”. E após se converter ao Cristianismo, ordenou o fim de todas as perseguições aos cristãos nos seus domínios. Por ser agora cristão, o Cristianismo, que já era muito difundido no império, ganhou outra dimensão em conversões e poder.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mumtaz e o Taj Mahal.

Mumtaz Mahal foi uma princesa persa muçulmana que se casou com o quinto imperador Mongol, chamado Shah Jahan. Mumtaz casou-se em 1612 com 19 anos de idade. Era o segundo casamento do Imperador mas com uma diferença, ele tinha uma enorme paixão por Aryumand Banu Begam, seu verdadeiro nome.

Mumtaz Mahal, que significa “A Jóia do Palácio”, e Shah eram inseparáveis. Em todas as viagens e expedições militares de Shah, Mumtaz estava com ele. Tornou-se com isso sua grande e principal conselheira e apoiadora. Shah teve atos de caridade e benevolência inspirados pela esposa para com os mais fracos e necessitados.

Mas ao dar à luz ao décimo quarto filho, aos 38 anos, Mumtaz não resistiu e faleceu. A morte da esposa foi um golpe duro de suportar. Shah envelheceu rápido. Seus cabelos e barba logo ficaram brancos como a neve. Em homenagem à Mumtaz, mandou construir um palácio sobre o túmulo da amada e lhe deu o nome de Taj Mahal, que significar “A Coroa do Palácio”. Ele foi feito todo em mármore branco e rodeado por grandes jardins com belas decorações. Possui pedras semipreciosas incrustadas além de uma cúpula costurada com fios de ouro. Contém também inscrições retiradas do Corão.

Diz-se que o desenho e o projeto eram do próprio imperador. Foi erigido pelos melhores construtores e artistas da região e alguns vindos até da Europa. Contou com a força de cerca de 20 mil homens.

O Palácio ficou conhecido como a maior prova de amor do mundo. Está situado em Agra, na Índia, e é classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Em 2007 foi anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

sábado, 23 de abril de 2011

São Jorge e o Dragão.

Hoje é dia de São Jorge, um dos santos mais venerados no catolicismo.

De acordo com a história, ele teria nascido na Capadócia, região do centro da Anatólia, que atualmente faz parte da República da Turquia. Ainda criança mudou-se para Palestina. Adolescente entrou para o exército e logo se destacou sendo promovido a capitão do exército romano.

Mais tarde, devido à sua dedicação e habilidade, o imperador lhe conferiu o título de Conde da Capadócia. Depois que sua mãe faleceu, as riquezas que lhe couberam, Jorge as distribuiu entre os pobres. Mas sua provação estava por vir quando Diocleciano foi ao Senado para confirmar um decreto no qual planejava matar todos os cristãos. Nesse dia, Jorge que fazia parte da reunião foi contra e ainda afirmou que os romanos deveriam se converter ao cristianismo. Diante disso, o imperador tentou fazê-lo desistir de sua fé torturando-o de vários modos. Mas em vão. Jorge então foi degolado no dia 23 de abril de 303.

Mais tarde, o imperador cristão Constantino, mandou erguer um oratório aberto aos fiéis para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente. No século V já haviam cinco igrejas em Constantinopla dedicadas à São Jorge. Logo depois no Egito eram 4 igrejas e 40 conventos dedicados ao mártir.

Mas uma das figuras que mais representa São Jorge é aquela em que ele está em luta com um dragão. Essa figura diz respeito a uma lenda na qual o soldado Jorge vai salvar a filha de um rei predestinada a ser morta por um dragão. Com um só golpe, ele atinge a boca do dragão matando-o.

No sincretismo, São Jorge é Ogum, o orixá da guerra, do ferro e das lutas.

Aproveite que hoje é dia de homenagem a um guerreiro para mentalizar um pedido de proteção. Seja para sua casa, seu carro ou seu trabalho. E se puder acenda uma vela vermelha ou laranja quando fizer o pedido.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Astrologia Chinesa.

A astrologia Chinesa é um dos conhecimentos mais antigos da humanidade. São mais de quatro mil anos de estudos influenciando a vida de imperadores a camponeses. Trata-se de uma arte que resistiu ao tempo e às diversas dinastias que fizeram a história do povo oriental.

Existem muitas lendas mas a mais divertida é a do Imperador de Jade que governava os Céus e tudo o que neles continham. Um dia ficou a questionar-se sobre a forma e as cores de todas as criaturas existentes na Terra e descobriu que ainda não conhecia os animais.

Pediu então ao seu conselheiro mais leal que escolhesse 12 animais terrestres que considerasse mais interessantes e os trouxesse no dia seguinte às 6 hs da manhã. O conselheiro convidou primeiro o rato e lhe pediu que fizesse o favor de avisar ao seu amigo gato para também estar lá. Depois, convidou pessoalmente o búfalo, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o macaco, o galo e por último, o cão.

O rato ficou orgulhoso de ter sido o primeiro a receber o convite e foi direto contar ao gato. O gato, também ficou contente mas pela sua fama de preguiçoso, teve medo de não acordar a tempo no dia seguinte então pediu ao amigo que lhe acordasse bem cedo.

Só que durante a noite o rato chegou a conclusão de que se entrasse no Palácio acompanhado do gato, um animal bonito e insinuante, o Imperador poderia nem notá-lo. Decidiu ir sozinho.

Às seis horas da manhã, os animais se apresentaram no Palácio. O Imperador ficou a observar um a um demoradamente. Ao chegar ao fim da fila notou que só tinham 11 animais. O conselheiro, com medo de sofrer uma reprimenda, pediu a um ajudante que fosse até à Terra e trouxesse o primeiro animal que encontrasse pela frente. Ao chegar à Terra, o ajudante viu um porco. Em poucos minutos o 12º animal já estava em frente ao Imperador.

Algum tempo depois, o gato despertou e se deu conta de que havia perdido a hora. Se apressou mas já era tarde. Furioso, pôs-se a correr atrás do rato com a intenção de matá-lo.

Foi assim que começou a famosa guerra entre gato e rato.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Festival das Estrelas.

Conta uma antiga lenda japonesa que a princesa Orihime era uma excelente tecelã em seu reino, próximo à Via Láctea. Ela que tecia as roupas das divindades com os fios do arco-íris.

O rei, preocupado com a excessiva dedicação da filha, ordenou que ela desse passeios diários para se distrair. Ela então colocava o seu manto mágico e descia até a terra.

Em uma dessas vezes, quando a princesa estava se banhando num lago, o pastor Kengyu a viu e encantado com sua beleza escondeu seu manto. Sem o manto Orihime não pôde voltar para seu reino mas ao ver o pastor também se apaixonou.

Com o passar do tempo a princesa começou a sentir falta de suas tarefas antigas de tecelã. Até que um dia viu os passarinhos bicando algo no telhado. Era o seu manto mágico. Inconformada com a traição do amado e a saudade de sua vida anterior, ela veste o manto e sobe para cima das nuvens.

O pastor faz uma torre de bambus e consegue alcançar o reino de Orihime. Mas para ficar com a princesa ele passa por uma série de provas até que na última ele fracassa. Abre uma das melancias celestiais que não deveriam ser abertas. Desta fruta jorra uma enorme quantidade de água, tal qual um rio turbulento, que arrasta o pastor para bem longe da princesa e do seu reino.

Os deuses condoídos com o que acontecera com o casal lhes dão uma oportunidade de se encontrarem pelo menos uma vez no ano. É quando no dia sete do sétimo mês uma ponte de passarinhos se forma e os dois podem ficar juntos. Eles são representados pelas estrelas Vega e Altair, quando vistas muito próximas uma da outra.

O festival que celebra essa história chama-se Tanabata e teve início na Corte Imperial no século IX. Mas a popularização deste evento aconteceu mesmo em 1946 com o objetivo de incentivar o povo japonês a ter forças para reconstituir o País após a guerra.

Naquele ano, apesar de todas as dificuldades, incluindo a falta de alimentos, os enfeites foram pendurados em bambus e erguidos em vários pontos da cidade. Foram 52 bambus em Sendai, capital da província de Miyagui. No ano seguinte, com a visita do Imperador, este número subiu para 5.000.

Atualmente é uma das maiores festas populares do Japão. E aqui no Brasil também se comemora o Festival das Estrelas. Ele acontece todo ano na Praça da Liberdade, em São Paulo.

As pessoas escrevem seus desejos em tiras de papel colorido onde cada cor representa o que se deseja. Depois amarram-se esses papeis em feixes de bambu para que os desejos se tornem realidade. Confira a programação para o festival das estrelas deste ano aqui.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.