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domingo, 23 de agosto de 2026

Santa Rosa de Lima

Nascida no Peru, Santa Rosa encontrou na espiritualidade, na simplicidade e no serviço ao próximo o caminho para viver sua fé. 

Tornou-se um símbolo de devoção, caridade e força interior, sendo reconhecida como padroeira da América Latina.

Que neste dia possamos nos inspirar em sua história para cultivar mais amor, compaixão e luz em nossas atitudes.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós.

Agenda Esotérica

sexta-feira, 13 de março de 2026

Santa Dulce dos Pobres e a Caridade que Estrutura

Em 13 de março de 2024, foi apresentado um projeto de lei propondo transformar esta data em feriado nacional em homenagem a Santa Dulce dos Pobres.

Mais do que um gesto político, o simbolismo é claro: Reconhecer oficialmente a força da caridade estruturada.

Canonizada em 2019, Santa Dulce não ficou apenas no campo da intenção.
Ela organizou hospitais, criou redes de assistência e transformou fé em sistema.

Santa Dulce representa:

- Compaixão ativa

- Espiritualidade concreta

- Amor organizado

- Serviço silencioso

Santa Dulce mostra que o amor, quando estruturado, atravessa gerações.

Onde sua sensibilidade pode se tornar ação concreta?
O que você pode organizar — não apenas desejar?

13 de março pode ainda não ser feriado nacional.
Mas pode ser um lembrete:

Espiritualidade verdadeira deixa legado.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Santa Joaquina de Vedruna

A Mística da Caridade e do Serviço

Num mundo que clama por compaixão e cuidado, a figura de Santa Joaquina de Vedruna ressurge como um arquétipo feminino poderoso: mãe, viúva, mística e fundadora. Uma mulher que transcendeu as expectativas do seu tempo e fez da caridade um caminho espiritual profundo, onde o serviço ao outro se torna um verdadeiro ritual de cura.

Uma alma sensível desde cedo

Nascida em Barcelona, Espanha, em 1783, Joaquina cresceu em meio a uma Europa marcada por instabilidade política e crise social. Desde menina, sentia um chamado interior para a vida espiritual. Casou-se jovem e teve nove filhos — um ciclo de vida familiar intenso, que a preparou para uma vocação ainda maior: a do amor universal.

Após a morte de seu marido, dedicou-se inteiramente à espiritualidade e ao serviço. Fundou a Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade, com a missão de cuidar dos pobres, dos doentes e da educação das crianças. Através do serviço, Joaquina encontrava a união com o divino.

A dimensão esotérica de sua missão

Para além da hagiografia tradicional, Santa Joaquina nos ensina sobre a alquimia do cotidiano: transformar dor em luz, serviço em transcendência. Sua vida foi um exercício constante de transmutação espiritual, onde os sofrimentos e desafios tornaram-se oferendas sagradas.

Seu carisma pode ser visto como uma forma de canalização — um tipo de mediunidade compassiva, onde o amor se manifesta como cura. Em tempos de egoísmo e materialismo, ela nos lembra que o cuidado com o outro é também uma prática esotérica profunda, que eleva nossa frequência espiritual.

Uma santa para os tempos modernos

Hoje, muitas mulheres (e homens) encontram em Santa Joaquina um símbolo de força, fé e conexão entre o mundo espiritual e as tarefas do dia a dia. Seu legado nos inspira a trazer o sagrado para dentro da rotina — seja num gesto de acolhimento, numa palavra de apoio ou na escuta atenta.

Invocá-la em momentos de esgotamento, solidão ou desejo de servir pode trazer equilíbrio e inspiração. Uma oração simples, ou mesmo um momento de silêncio com uma vela branca acesa, pode ser suficiente para sentir sua presença.

Meditação com Santa Joaquina

"Que eu seja instrumento de cura onde houver dor. Que eu encontre, no serviço ao outro, o caminho de volta a mim mesma(o). Que a chama da caridade ilumine minhas escolhas. Santa Joaquina, guie-me na arte de amar com entrega e verdade."

Santa Joaquina de Vedruna nos ensina que a espiritualidade não está só nas alturas — mas na doação, na escuta, no cuidado. Ela é uma santa de pés no chão e coração no alto, uma verdadeira alquimista do amor.

sábado, 17 de maio de 2025

Júnia, a apóstola esquecida

Em Romanos 16:7, o apóstolo Paulo menciona com ternura e respeito:

"Saúdem Andrônico e Júnia, meus parentes e companheiros de prisão; são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim."

Por séculos, esse verso passou despercebido. Ou pior: foi distorcido. Júnia, uma mulher que brilhou entre os apóstolos nos primórdios do cristianismo, foi silenciada por traduções e interpretações patriarcais que tentaram transformar seu nome em “Júnio” — nome masculino que não existia na Roma antiga. Mas a verdade floresce, mesmo quando enterrada.

Júnia era mulher. Júnia era apóstola. Júnia era livre em Cristo.

Sua presença no Novo Testamento revela uma realidade que muitas vezes foi esquecida: as mulheres também foram líderes, mestras, anunciadoras da Boa Nova.

E mesmo presa com Paulo, Júnia foi reconhecida como “notável entre os apóstolos” — um título de autoridade espiritual raríssimo.

Hoje, ao lembrarmos de Júnia, resgatamos não só uma personagem bíblica, mas todo um legado de mulheres que viveram, pregaram e acolheram em nome do Cristo.
Júnia representa a cura da história espiritual das mulheres.

Que seu nome volte a brilhar em nossos corações e estudos, como farol da presença feminina no sagrado.

Que todas as Júnias silenciadas sejam lembradas. E honradas.


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Santa Beatriz da Silva


Santa Beatriz da Silva foi a fundadora da Ordem da Imaculada Conceição. Uma Ordem de clausura feminina, ligada à Igreja Católica. Inicialmente, essa Ordem seguia a Regra de São Bento, depois a Regra de Santa Clara de Assis até a aprovação de uma Regra própria, que aconteceu em 1511.
Beatriz nasceu em 1426, na vila de Campo Maior, em Portugal, e, quando jovem, serviu de dama de companhia da sua prima Isabel, futura rainha de Portugal. Com o tempo, já morando no palácio, Beatriz passou a chamar mais atenção do que Isabel, por ser mais bonita e mais gentil. Isabel, tomada por inveja, a trancou num baú para que morresse por falta de ar. Passados três dias, o pai de Isabel, notando o sumiço da sobrinha, questionou a filha. Esta, resolveu abrir o baú na certeza de encontrar Beatriz morta. Mas, o que encontrou, foi uma Beatriz com perfeita saúde pois havia pedido ajuda à Virgem Maria. Segundo Beatriz, Maria teria lhe feito um pedido: fundar uma ordem religiosa para celebrar a virgem imaculada que concebeu Jesus, dando o nome de Ordem da Imaculada Conceição.
Santa Beatriz, depois desse episódio, perdoou a prima Isabel e decidiu viver no mosteiro de Santo Domingo de Silos, em Toledo, na Espanha, para se preparar na missão de criar uma Ordem religiosa. A Ordem da Imaculada Conceição foi fundada em 1489. Mas, três anos mais tarde, em 1492, Beatriz adoeceu.
No seu leito de morte, quando o padre levantou o véu do seu rosto para lhe dar a Extrema Unção, todos os presentes viram com assombro raios de luz emanando de Beatriz. Os raios saíam de um estrela que se fixara na testa da enferma e que ali ficou até seu último suspiro de vida.

Foi beatificada pelo Papa Pio XI, em 1926, e canonizada cinquenta anos depois, em 1976, pelo Papa Paulo VI. Sua festa litúrgica acontece dia 17 de julho em Portugal e na Espanha e no dia 1o. de setembro, no Brasil. 

domingo, 30 de agosto de 2020

Santa Narcisa de Jesus


Santa Narcisa de Jesus mostra um caminho de perfeição cristã e oferece um exemplo de uma vida dedicada a Deus e aos irmãos, nas palavras do Papa Bento XVI, quando a canonizou em 12 outubro de 2008.
Narcisa nasceu em 1832 numa família católica e abastada financeiramente. Moravam numa fazenda no povoado de Nobol, província de Guaias, no Equador. Sua mãe faleceu quando Narcisa tinha 4 anos de idade. Com a ajuda de uma professora particular e de sua irmã mais velha, aprendeu a ler, escrever, tocar violão e até a cozinhar. E mesmo sendo pequena, era a sexta de nove irmãos, ajudou a cuidar dos irmãos mais novos e mais tarde a educa-los.
Quando fez sete anos, foi crismada e passou a dedicar longas horas do seu dia à oração. Havia uma goiabeira perto da fazenda onde costumava passar horas sob a sua sombra rezando. Seu pai vendo a dedicação com que Narcisa se debruçava a oração, reservou um dos aposentos da casa para que servisse de “capela”. Narcisa colocou ali uma imagem esculpida em madeira, do menino Jesus.
Aos 15 anos de idade, aprendeu a costurar, arte pela qual desenvolveu o domínio de tecer e bordar. Costurava para sua família e também na casa dos vizinhos. Mais tarde, todo o dinheiro que ganharia com as costuras e os bordados, seria doado para os pobres e desafortunados.
Três anos depois, seu pai faleceu e Narcisa se mudou para Guayaquil onde viviam alguns parentes. A casa onde foi morar ficava ao lado da catedral e foi onde passou a trabalhar dando aulas de catecismo para crianças e jovens. Se desfez de seus bens materiais herdados da família para ajudar os necessitados.
     Também foi nessa cidade que Narcisa encontrou uma amiga de infância, Mercedes Molina, e passou a ajudá-la na tarefa de cuidar de um orfanato. Narcisa além de participar na formação das crianças, também confeccionou as indumentárias delas.
Durante toda a sua vida, a dedicação que tinha à oração, penitência e caridade, a fez ser convidada, em 1868, a morar num convento dominicano em Patrocínio, em Lima, no Peru. Foi nesse convento que, tendo intensificado suas orações e penitências, teve uma visão de Jesus lhe mostrando seu coração e dizendo: Jamais concedi igual graça a uma alma.
No ano seguinte, Narcisa novamente vislumbrou não só Jesus, mas também Nossa Senhora. Eles lhe pediram que manifestasse alguma graça que desejasse obter. Narcisa pediu pelos mais necessitados e também rogou que fosse logo para o Céu. E foi após essa revelação, que Narcisa, então com 37 anos de idade, ficou doente e faleceu em poucos mais de dois meses.
Após a sua morte, ficaram conhecendo a verdadeira vida que Narcisa levava na reserva de sua cela, como eram chamados os quartos dos religiosos. Ela tinha feito voto privado de castidade perpétua, pobreza, obediência, clausura, jejum de pão e água, comunhão diária, confissão, mortificação e oração. Os médicos que a assistiram nos seus últimos dias, ficaram surpreendidos de que tivesse vivido com tão pouco alimento por tanto tempo.
Narcisa foi beatificada em 25 de outubro de 1992 pelo Papa João Paulo II e canonizada em 12 de outubro de 2008 pelo Papa Bento XVI. É a terceira santa equatoriana. O dia da sua festa litúrgica é 30 de agosto.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sabina de Roma


Sabina de Roma viveu numa época em que os cristãos só eram martirizados se fossem denunciados. Filha de Herodes Metalário e viúva do senador Valenciano, Sabina se converteu ao cristianismo ouvindo as histórias que sua escrava, Seráfia, lhe contava. As duas também saíam à noite para ir às catacumbas, como chamavam os cemitérios daquela época, para estar com os cristãos que se reuniam clandestinamente para não serem vistos.
De acordo com a história, Seráfia acabou sendo denunciada e presa para ir a julgamento. Ela deveria fazer uma homenagem aos deuses romanos para que a denúncia contra ela fosse anulada e ela ficasse livre. Mas a serva se recusou. Foi, então, entregue a dois algozes para que abusassem dela. Mas sem que eles esperassem, foram acometidos por uma dor terrível que os fez cair doentes. Seráfia foi chamada de bruxa e por isso, apedrejada até a morte. Sabina conseguiu levar o corpo de sua serva para ser enterrado no mausoléu de sua família. O prefeito Elpídio descobriu o que Sabina fez e a acusou de ser cristã. Sabina foi presa e interrogada. Ela também rejeitou os deuses romanos e exaltou a sua fé no cristianismo.
Foi então morta no dia 29 de agosto, do ano 125, e canonizada mais tarde. Ela é representada com um livro e uma folha de palma nas mãos e uma coroa na cabeça.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Santa Monica de Hipona

Santa Monica de Hipona, foi mãe de Santo Agostinho. Ela representa aquela mãe que não desiste de salvar um filho que está na erraticidade.
Segunda a história, Monica era uma mulher muito religiosa e orava para que sua família, marido e três filhos, se convertesse ao cristianismo.
Seu marido era pagão e se comportava de forma rude com ela. Apesar de ter sido muito ultrajada, rezava para vê-lo cristão. E conseguiu. Mas Agostinho, o filho mais velho, vivia uma vida de vícios e de pecados mundanos. Mesmo assim, ela nunca parou de rezar por ele. Até mesmo quando o proibiu de entrar em casa, para ensiná-lo a ter responsabilidades nesse mundo, deixou de pedir a sua conversão.
Após 30 anos rezando sem desanimar, suas preces foram ouvidas pois Agostinho se transformou num santo que influenciou todo o Ocidente cristão. Em uma de suas obras, Santo Agostinho citou sua mãe escrevendo: "ela foi o meu alicerce espiritual, que me conduziu em direção da fé verdadeira. Minha mãe foi a intermediária entre mim e Deus."
Santa Mônica faleceu no ano 387, aos 56 anos. Foi canonizada pelo Papa Alexandre lll, por ter sido a responsável pela conversão de Santo Agostinho, ensinado a fé cristã, a moral e a mansidão. É padroeira das Associações das Mães Cristãs e sua festa litúrgica é comemorada no dia 27 de agosto.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Santa Helena de Constantinopla


Santa Helena de Constantinopla, foi uma mulher que viveu entre os séculos III e IV de nossa Era e que teve um papel muito importante no desenvolvimento do cristianismo. É chamada também de Helena Augusta, Helena da Paz ou Helena de Constantinopla.
Helena nasceu no ano 250, em Drepanon, cidade na província de Bitínia, na Ásia Menor, atual Turquia, e foi batizada como Flávia Júlia Helena. Segundo a história, a sua beleza chamava a atenção e foi ela que atraiu o general romano Constâncio Cloro. Ele passava pela região quando viu Helena e se apaixonou. Se casaram e tiveram um filho, Constantino. Viveram juntos por muitos anos, até que o imperador Maximiliano ofereceu colocá-lo como seu sucessor se ele se casasse com sua filha, Flávia Maximiliana Teodora. Constâncio se separou de Helena e se casou com Flávia.
Durante 14 anos, Helena sofreu com a separação. Também foi nesse período que ela se converteu ao cristianismo e passou a se dedicar à sua fé.  Quando seu ex-marido morreu, Constantino se tornou imperador e apesar de ter sido criado pelo pai como pagão, tinha sido instruído por sua mãe no cristianismo. Um dia antes da batalha que iria travar entre Saxa Rubra e Ponte Milvio, o imperador sonhou que pegava uma cruz no caminho e que a mesma continha uma legenda que dizia: “Com este sinal vencerás”.
No dia da batalha, Constantino levou uma cruz consigo e exclamou: “Confio no Cristo em que minha mãe Helena crê”. O imperador, recém convertido, foi vitorioso e a partir desse episódio libertou a religião católica da perseguição romana, que já durava 3 séculos.
Constantino deu a sua mãe o título de Augusta e mandou cunhar moedas com a sua imagem, lhe dando também plenos poderes para utilizar o dinheiro do governo na causa dos cristãos.
Helena reformou Constantinopla, que se tornou a nova capital do império, e também viajou à Terra Santa em busca de relíquias cristãs, construiu templos como Natividade, em Belém, e o Santo Sepulcro, em Jerusalém. Mas pouco depois de retornar à Constantinopla, em 330, Helena faleceu. Já contava com 80 anos de idade.
É venerada nas igrejas Católica, Ortodoxa, Anglicana e Luterana. Sua festa litúrgica acontece no dia 18 de agosto. É padroeira dos arqueólogos, dos convertidos e dos casamentos em crise.

Fontes: Wikipedia e Acidigital

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Santa Dulce dos Pobres

 

Santa Dulce dos Pobres foi uma religiosa católica brasileira que ficou mundialmente conhecida pelo seu ativismo social .

Batizada como Maria Rita de Souza Brito Lopes Ponte, irmã Dulce nasceu no dia 26 de maio de 1914, em Salvador, Bahia. 

Sua preocupação com os necessitados começou na infância mas foi na adolescência, que mostrou sua verdadeira vocação. Começou a acolher mendigos e doentes na residência da família transformando-a mais tarde num centro de atendimento, que ficou conhecido pelo nome de “A Portaria de São Francisco”. Foi nessa época que a adolescente Maria Rita manifestou o desejo de seguir uma vida religiosa.

Após se formar com professora, em fevereiro de 1933, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade chamada São Cristóvão, em Sergipe. E em agosto do mesmo ano, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias adotando o nome de sua mãe, Irmã Dulce.

Sua missão na Congregação era lecionar no colégio da Ordem mas seu pensamento estava sempre no trabalho dedicado aos mais pobres e doentes. Dois anos depois, passou a se dedicar a ajudar comunidades carentes. Fundou hospitais, escolas e outras instituições filantrópicas.

Seus feitos como ativista humanitária, em que se dedicava à caridade e amor ao próximo, ganharam repercussão mundial. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Irmã Dulce nunca teve uma saúde boa. Tinha dificuldades respiratórias que foram se agravando ao longo dos anos. Em novembro de 1990, teve que ser internada e de lá, não saiu mais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, em 1991, a visitou. Recebeu benção e extrema unção papal.

Morreu de causas naturais no final da tarde do dia 13 de março de 1992, aos 77 anos de idade.

Foi beatificada em 22 de maio, de 2011, por Dom Geraldo Cardeal Majella Agnelo, enviado especial do Papa Bento XVI, e canonizada em 13 de outubro, de 2019, pelo Papa Francisco.

“Há momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos d’Ele.” Irmã Dulce

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Santa Joana Francisca de Chantal

 

Joana Francisca foi uma mulher considerada modelo de perfeição evangélica em todos os estados da vida. O que era evidente desde criança, quando aos 5 anos de idade defendeu a fé cristã de seu pai quando afrontado por calvinistas que queriam denegrir o nome de Jesus. Joana nasceu em Dijon, na França, em 1572, e ficou órfã de mãe nos primeiros anos de vida. Era filha do presidente do parlamento de Borgonha, que por questões políticas de perseguição, passou por humilhação e tempos de pobreza.

Casou com o barão de Chantal e foi morar no Castelo de Bourbily. Todos os dias celebrava uma missa na presença de todos os seus empregados domésticos. Joana também se ocupava em ensinar-lhes o cristianismo. Mas aos 28 anos de idade, e com quatro filhos, ficou viúva. Seu marido fora baleado acidentalmente durante uma atividade de caça.

Joana perdoou o atirador e decidiu que não se casaria de novo pois queria se dedicar somente à caridade. Seu tempo passou a ser dividido entre a educação dos filhos, seu trabalho de caridade e as orações. Ao visitar seu pai, conheceu o bispo de Genebra, São Francisco de Sales, que passou a ser seu mentor espiritual.

Quando seus filhos já estavam educados e crescidos, ingressou na vida monástica. E em 1610, sob a orientação de São Francisco de Sales, fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, em Annecy. Em 1612, fundou também em Paris um convento da Ordem, onde permaneceu por 7 anos como superiora. Voltou para Annecy porque sofreu perseguição religiosa.

Durante a sua vida passou por diversas perdas de entes queridos. Marido, filhos, mãe, pai, nora, genros e foi exemplo de resignação, fé em Jesus e amor ao próximo.

Morreu em 1641, aos 69 anos, pronunciando o nome de Jesus. À essa época, a Ordem das visitandinas já possuía 87 conventos. Cem anos após a fundação do primeiro, contava com 6.500 religiosos.

É padroeira das pessoas esquecidas, dos problemas familiares, daqueles que sofrem pela perda de parentes, pelos pais que estão separados dos seus filhos e das viúvas. Foi beatificada em 1751 pelo Papa Bento XIV e canonizada no dia 12 de agosto, em 1767, pelo Papa Clemente XIII.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Santa Susana de Roma

Susana foi uma mártir italiana que viveu no século III de nossa Era. Morreu por se recusar a se casar com o sucessor do então imperador Diocleciano. Suzana era sobrinha do Imperador e ele a queria como nora para que o poder continuasse em sua família. Mas ela se recusou se mostrando uma cristã fervorosa. Renegou os deuses romanos e por isso, foi condenada à morte. 

No dia 11 de agosto, do ano  294, foi morta em sua própria casa, que mais tarde, se transformou numa igreja.

A esposa de Diocleciano, Serena, também era cristã mas não revelava abertamente a sua fé. Ela mandou que transportassem o corpo de Susana para o Cemitério de Santa Felicidade e sugeriu aos demais cristãos que começassem sua devoção à Susana. Na madrugada do dia seguinte à sua morte, o Papa Caio celebrou uma missa no mesmo local de seu martírio. 

Santa Susana de Roma é co-padroeira de Santiago de Compostela, junto com São Roque. É venerada na igreja católica e ortodoxa. Sua festa litúrgica acontece no dia 11 de agosto.


domingo, 9 de agosto de 2020

Santa Teresa Benedita da Cruz

Edith Theresa Hedwig Stein foi canonizada como Santa Teresa Benedita da Cruz. Nasceu em Breslávia, na Alemanha, em 1891, numa família judia. Era a caçula de 11 irmãos. 

Na adolescência, Edith passou por uma crise de fé, se tornou agnóstica e parou de estudar por alguns anos. Mas após retornar seus estudos, conseguiu entrar para a universidade onde cursou história, filosofia e psicologia.

Quando a Primeira Guerra Mundial começou, trabalhou como voluntária sendo enfermeira da Cruz Vermelha alemã. Mas isso não a impediu de terminar seu doutorado. Sua tese “Sobre o problema da empatia”, foi publicada em 1917.

Em 1920, passou por outra crise interna e desta vez, encontrou o que considerou a verdade. Ao ler o “Livro da Vida”, de Santa Teresa de Ávila, se identificou com ela dizendo a si mesma: é esta a verdade. Edith Stein se converteu ao catolicismo no dia primeiro de janeiro, de 1922, se tornando um freira Carmelita Descalça.

Mesmo tendo doutorado e diversos livros publicados, Edith não era aceita nas universidades para dar aulas pelo simples fato de ser mulher. Mas era chamada para dar palestras e participou de  conferências internacionais na Alemanha e Suíça.

Em 1932, Edith finalmente conseguiu um cargo como docente, no Instituto Alemão de Pedagogia Científica. Só que no ano seguinte Hitler scendeu ao poder e proibiu que judeus ocupassem cargos públicos. Demitida e impedida até de continuar a dar palestras, Edith decidiu entrar para o Mosteiro das Carmelitas de Colônia. Cinco anos depois, fez os votos definitivos passando a se chamar Teresa Benedita da Cruz.

O cerco aos judeus começou a se intensificar e Edith resolveu fugir para a Holanda se abrigando no Carmelo de Echt. Sua irmã, Rosa, já já havia se refugiado no mosteiro. Em 1941, dois de seus irmãos, uma cunhada e uma sobrinha foram deportados para um campo de concentração e mortos. No ano seguinte, foi a vez de Edith e Rosa serem presas pela polícia nazista, a Gestapo, e enviadas para um campo de concentração. Foram mortas no dia 9 de agosto de 1942. Edith contava com 50 anos de idade.

Em 11 de outubro, de 1998, Edith canonizada pelo Papa João Paulo II que a chamou de “Ilustre filha de Israel” . Em 1918, ao término de uma Audiência Geral, no Vaticano,  Papa Francisco a recordou como “Mulher de diálogo e de esperança”. Santa Teresa Benedita da Cruz é também copadroeira da Europa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Santa Lídia

Santa Lídia foi contemporânea de São Paulo, Lucas, Timóteo e Silas. Foi uma das primeiras mulheres na Europa a se tornar cristã e uma das primeiras a se tornar santa, sendo venerada desde o início do cristianismo.

Nasceu em Tiatira, na Grécia, e se estabeleceu em Filipos, colônia romana, também em território grego. Ela era uma mulher rica, influente e dona do seu próprio negócio. Comercializava púrpura, cor usada somente por reis, rainhas e nobres.   

Lídia tinha sido pagã mas quando ouviu São Paulo, abraçou o cristianismo tornando-se evangelizadora. Sua residência abrigou São Paulo e seus companheiros e fez de sua casa a primeira Igreja da Europa.

É padroeira dos tintureiros e comerciantes. Sua festa é comemorada no dia 3 de agosto.  

terça-feira, 28 de julho de 2020

Afonsa da Imaculada Conceição


Afonsa Muttathupadathu, também conhecida como Afonsa da Imaculada Conceição, é a primeira santa indiana. Ela nasceu no século passado, no dia 19 de agosto, de 1910, num lugar onde hoje se chama Kerala, na Índia. De uma família católica e de origem nobre, Afonsa ficou órfã de mãe aos 3 meses de idade. Foi criada por uma tia materna que a iniciou na fé e na oração católicas.

Quando fez 13 anos, sua tia insistiu para que se casasse mas Afonsa já estava determinada a seguir uma vida religiosa. Com a intenção de ter um aspecto físico desfigurado, que a livrasse de algum homem de se interessar por ela, chegou a colocar os pés em brasas incandescentes. Isso fez com que sua mentora desistisse de casá-la. 

Aos 17 anos, Afonsa ingressou na ordem das Clarissas Franciscanas de Kochi, no Kerala. E nove anos mais tarde, fez seus votos perpétuos, assumindo o nome religioso de Afonsa da Imaculada Conceição. 

Santa Afonsa tinha a saúde bastante debilitada desde a sua adolescência, o que a fez passar por muitos sofrimentos físicos durante a sua vida. Mesmo assim, enfrentava-os com muita resignação e sem se lamentar. As irmãs franciscanas queriam que ela voltasse para casa para ter um tratamento mais adequado. Mas ela queria levar uma vida de penitência e oração. 

Afonsa da Imaculada Conceição já havia sofrido com tuberculose e de muitas outras dores que nenhum médico descobria a causa. Mas a última doença que a afetou, foi um tumor que se que se espalhou agressivamente pelo seu corpo. Faleceu no dia 28 de julho, de 1946, pronunciando os nomes de Jesus, Maria e José. 

Após a morte de Santa Afonsa, um bispo indiano que conhecia seus sofrimentos físicos enquanto viva, entendeu que “a dor não é um mal, as provações e dificuldades da vida, aceitas e sofridas com alegria por amor de Deus, obtêm méritos”. 

Quando o Papa João Paulo II viajou à Índia, em 1986, a proclamou beata. Foi canonizada pelo papa Bento XVI em 12 de outubro, de 2008. É considerada padroeira das doenças. 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Santa Natália de Córdoba


Santa Natália nasceu e viveu em Córdoba numa época em que a Ibéria visigótica cristã era dominada pelos muçulmanos. A dominação impunha a lei islâmica, sharia, em todo o território assim como um imposto por pessoa a que cristãos e judeus estavam sujeitos. Apesar de Natália ser filha de maometanos, ela foi criada por um cristão. Seu pai biológico morrera quando ela ainda era bem pequena e sua mãe, Liliana, se casara de novo com um cristão, Félix, que a converteu. Santa Natália cresceu nos preceitos cristãos e se casou com um cristão também. 

Nessa época, reinava o emir Abderramán II que acreditava que se perseguisse os cristãos, o cristianismo perderia força. Muitos mosteiros foram fechados e os cristão impedidos de professarem sua fé em público. 

Um dia, o esposo de Santa Natália, São Aurélio, presenciou uma cena que lhe causou repugnância. Ele viu um cristão amarrado a um jumento e com o rosto voltado para a cauda do animal, ser arrastado até o local de sua execução. A partir desse dia, Aurélio e sua esposa, tomou coragem para praticar sua religião na intenção de encorajar outros cristãos a não renegarem sua fé. A eles se juntaram o casal Liliana e Félix. Os quatro distribuíram tudo que tinham aos mais pobres e foram pregar o cristianismo. 

Em pouco tempo, foram presos e persuadidos a renegarem sua fé. Foram submetidos a 4 dias de tortura para ver se mudavam de ideia. Mas em vão. Por fim, foram condenados à morte e degolados a 27 de julho do ano 852.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Santa Brígida da Suécia


Santa Brígida era filha do rei da Suécia, uma família piedosa que teve vários de seus integrantes tornados santos católicos. Grande parte da fortuna real foi usada para construir mosteiros, hospitais e igrejas. A princesa Brígida, ou Brigite, nasceu em 1303, e desde cedo participava das obras de caridade. Quando jovem, foi dama de companhia de uma rainha chamada Bianca, da região de Namur, atual Bélgica, e por causa disso, frequentou o luxo e a riqueza. No entanto, não se deixou deslumbrar pelos requintes da realeza. Manteve-se fiel à sua fé e consciência cristã sem nunca se afastar da caridade. 

Aos 18 anos. Brígida se casou com um homem que, embora fosse um nobre, tinha uma vida de vícios e paixões desregrados. Com orações e sacrifícios, conseguiu convertê-lo ao cristianismo e junto com ele praticaram a caridade e a piedade com os mais necessitados. Tiveram oito filhos mas, infelizmente, um deles veio a falecer. O casal decidiu fazer uma peregrinação até o Santuário de Santiago de Compostela, na Espanha. No caminho de volta, seu marido adoeceu e Brígida ficou preocupada que ele fosse morrer. Ao dormir, ela teve uma revelação em sonho, por intermédio de São Dionísio, de que seu marido iria se recuperar. Ele realmente ficou curado e logo puderam voltar para casa. Mas Brígida sentiu que essa revelação era um chamado para que ela tivesse uma vida monástica. Decidiu ingressar no Mosteiro de Alvastra, onde um de seus filhos já vivia como monge. 

Anos depois, após a morte do seu marido, Brígida resolveu colocar em prática um sonho que tinha de fundar um mosteiro duplo com uma ala para os homens e outra para as mulheres. Seu sonho se realizou criando a Ordem do Santo Salvador e lá viveu durante muitos anos. 

Quando o mosteiro fundado por ela recebeu a aprovação oficial da Igreja, ela se mudou para Roma pois sabia que aquela conquista seria apenas o início da sua missão. Trabalhou durante vinte e quatro anos em Roma e construiu 78 mosteiros espalhados pela Europa. 

Santa Brígida da Suécia faleceu em 23 de julho de 1373 durante uma peregrinação à Terra Santa. Após sua morte, a Ordem do Santo Salvador passou a ser dirigida pela sua filha, Santa Catarina da Suécia. Foi canonizada apenas 18 anos após a sua morte e o culto a ela se espalhou rapidamente por todo o continente europeu.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Madalena, Discípula de Jesus


A história de Maria Madalena (Magdala) ainda é um mistério para muitos pesquisadores. Santa, pecadora, esposa de Jesus, ou apóstola deste, talvez nunca saibamos. Mas a verdade é que essa mulher esteve muita próxima a Jesus durante os anos de sua pregação. 

Segundo a Bíblia, a maior parte do ministério de Jesus foi às margens do Mar da Galileia. E Magdala, era uma das cidades que ficavam nas costas desse mar. Pesquisas recentes demonstram que Magdala era um lugar consideravelmente rico à época de Cristo. Foram encontrados vestígios de um porto, casas grandes, sinagoga e objetos suntuosos. Se Maria Madalena era moradora dela, também poderia ter sido uma mulher rica e influente.

No século 2, foi inserida no Talmud a ideia de que Maria Madalena seria Maria Megaddleda, que significa “a que carrega cabelos trançados”. Esta versão seria usada para indicar mulheres de comportamento impróprio ou de má reputação.

A noção de que Maria de Madalena fosse pecadora aparece na Idade Média, com o Papa Gregório Magno. Durante um de seus sermões, o Papa tentava convencer os fiéis de que o arrependimento era necessário para a remissão dos pecados, citando Maria Madalena como exemplo para isso.

Mas no ano de 1945, uma descoberta trouxe novo olhar a respeito de quem realmente foi Maria Madalena. Foram encontrados em Nag Hammadi, no Egito, manuscritos de evangelhos gnósticos do século IV que teriam desaparecido por serem considerados apócrifos. O conteúdo desses manuscritos revela uma estreita relação entre Jesus e Madalena e que incomodava os apóstolos. Há um trecho em que Pedro pergunta ao mestre porque há “segredos que só a ela revela”. E Pedro ainda faz um pedido ao seu mestre: “Que Maria saia de entre nós, porque as mulheres não são dignas”. 

Em 1969, a Igreja Católica Romana deixou de reconhecer Maria Madalena como uma mulher impura e decretou que ela seria venerada como um discípulo de Jesus.

Santa, pecadora, discípula ou esposa, Maria Madalena foi uma das seguidoras mais dedicadas de Jesus. Não podemos esquecer que foi ela quem se dirigiu ao sepulcro para ungir o corpo do mestre. Tarefa esta que era dada só a parentes muito próximos. Fica a pergunta do por que não foi Maria, mãe de Jesus, ao invés de Madalena designada a ungir o corpo do Nazareno? E também, foi primeiro à Maria Madalena que Jesus apareceu depois de morto e recebendo a incumbência de espalhar o milagre da ressurreição. Não foi nem à sua mãe ou a um de seus discípulos.   

A festa litúrgica de Santa Maria Madalena é celebrada no dia 22 de julho. É considerada padroeira dos arrependidos, dos boticários e dos cabeleireiros.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Santa Praxedes


Santa Praxedes era filha de São Pudêncio e irmã de Santa Pudenciana, São Donato e São Timóteo. Segundo a história, ela viveu no século II da Era Cristã, período este em que os cristãos sofriam com perseguições e mortes. As duas irmãs enterravam os corpos dos mártires e ajudavam seu pai na tarefa de converter e batizar muitos pagãos. 
São Pudencio, com a ajuda de um presbítero chamado Pastor, havia transformado sua casa numa igreja. Após a sua morte, Praxedes e Pudenciana, com o consentimento do Papa Pio I, continuaram o trabalho do pai.
Pouco tempo depois, Pudencia morre com 16 anos de idade e é enterrada ao lado de seu pai na Catacumba de  Priscila. Praxedes constroi uma outra igreja no terreno que fora de um de seus irmãos, também já falecido. 
Dois anos depois, houve nova perseguição contra os cristãos e apesar de Praxedes conseguir  esconder muitos deles durante um tempo, os legionários do reinado de Antonino Pio, foram avisados. Eles prenderam e mataram todos os que se diziam cristãos. Inclusive Praxedes, que nessa época tinha 20 anos de idade. O presbítero Pastor, a enterrou ao lado de seus familiares no cemitério de Santa Priscila.
No século V, as relíquias mortais das Santas foram levadas para a igreja que ela construiu e três séculos depois, o Papa Adriano I, mandou construir uma igreja em seu nome, sobre a estrutura anterior. No século IX, o Papa Pascoal I, ampliou e decorou a basílica, nomeando-a de Santa Prassede. 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Santa Vilgeforte


Santa Vilgeforte, também conhecida como Santa Liberata, nasceu na Lusitânia, hoje Portugal, em 119, mas seu culto, se intensificou a partir do século XIV de forma lendária.

De acordo com a lenda, Vilgeforte foi prometida em casamento para um rei pagão. Mas ela não desejava se casar. Queria seguir a vida religiosa e rezou pedindo a Deus que se tornasse repugnante fisicamente. No dia seguinte, quando acordou, estava com barba. Suas súplicas foram ouvidas pois seu noivado foi cancelado. No entanto, seu pai ficou furioso e ordenou que Vilgeforte fosse crucificada.

Apesar de ter sido bastante popular na Idade Média, no século XVI, essa lenda perdeu força. Mas no século XX, na Baviera, Áustria, norte da França e Bélgica, Santa Vilgeforte voltou a ser venerada. Na Argentina e no Panamá, ela é chamada de Santa Librada.

O dia da sua festa litúrgica é 20 de julho. É retratada com barba e vestindo uma túnica azul cumprida. Historiadores de arte defendem que o culto à Santa Vilgeforte tenha se originado em imagens de Cristo crucificado vestindo uma túnica azul. E que, séculos depois, após ser levada por peregrinos e comerciantes para a Europa Setentrional, criaram uma narrativa para explicar o Cristo andrógino.