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sábado, 22 de agosto de 2026

A Samaritana do Poço, a história


Neste livro, você vai conhecer a samaritana ainda criança, quando já caminhava até o poço e começava, sem saber, a construir sua relação com aquele lugar. Vai acompanhar seus sonhos, suas perdas, seus afetos, suas escolhas e as marcas deixadas pelo tempo.

Vai conhecer a mulher por trás da passagem bíblica — sua história antes daquele encontro, os caminhos que a levaram até ali e tudo o que existia dentro dela quando, em uma tarde aparentemente comum, encontrou Jesus junto ao poço.
Antes de ser a mulher que pediu da água viva, ela foi menina, filha, mulher, alguém que amou, sofreu, buscou respostas e teve sede.
Esta é a história que A Samaritana do Poço — Entre a Sede e a Fonte procura contar.

À venda na Amazon e-book por R$ 8,90 e no Clube de Autores na versão impressa (preço no link).

terça-feira, 28 de abril de 2026

A Samaritana do Poço

A Bíblia registrou um encontro junto ao poço. Mas não contou tudo. Quem era a mulher samaritana antes daquele meio-dia? E no que ela se tornou depois dele? Este romance atravessa o silêncio das Escrituras para imaginar a vida, a dor, a identidade e a transformação daquela que, depois de ser vista por Cristo, já não pôde permanecer a mesma. Da sede interior ao testemunho público, esta narrativa acompanha não apenas a mulher do poço, mas a mulher que segue adiante: aquela que anuncia, que enfrenta o mundo e que, segundo a tradição cristã, teria se tornado pregadora da fé, mártir e santa. Mais do que recontar uma passagem bíblica, este livro recria uma travessia: a da mulher que saiu do anonimato para se tornar voz, memória e testemunho.


 

domingo, 15 de março de 2026

A Bíblia – entre o Verbo e o Silêncio

A Bíblia não é apenas um livro. É uma biblioteca de experiências humanas diante do mistério.

Escrita ao longo de séculos, atravessando guerras, exílios, reinos e desertos interiores, ela reúne poesia, profecia, narrativa histórica, cartas e revelações.

Sua estrutura comporta:

- Antigo Testamento: origem, lei, sabedoria, profetas.

- Novo Testamento: vida e ensinamentos de Jesus Cristo, expansão do cristianismo nascente.

O texto bíblico não é linear. É uma trama de camadas e pode ser lida de três formas:

Literal — o fato histórico.

Moral — o ensinamento ético.

Espiritual — o movimento da alma.

O êxodo não é apenas a saída do Egito. É toda libertação interior.

O deserto não é só geografia. É o lugar onde o ego perde força e a consciência desperta.

A narrativa bíblica gira em torno de alianças. Aliança entre humano e divino. Entre queda e redenção. Entre silêncio e palavra.

A Bíblia confronta, consola e desconstrói. E ainda hoje, num tempo de excesso de informação, ela continua sendo uma fonte de sentido porque fala do que permanece: medo, esperança, culpa, amor, transformação.

Ela não é um manual de respostas rápidas, do tipo que entregas soluções objetivas. Ela apresenta histórias ambíguas, personagens falhos, decisões complexas. Vejamos: Abraão mente; Davi erra; Pedro nega; Jonas foge.

A Bíblia pode ser vista como um espelho. Ela não simplifica a natureza humana — ela expõe. Por isso é como um espelho.

Quando você a lê, não encontra apenas Deus. Encontra inveja, medo, orgulho, fé, dúvida — dentro de você.

A parábola do filho pródigo, por exemplo, não mostra só um filho rebelde. Mostra também o irmão ressentido. E o pai que ama além da lógica.

A pergunta implícita é: em qual personagem você está hoje?

Há duas posturas possíveis diante de qualquer texto sagrado:

- Confirmar: Procurar versículos que reforcem sua visão atual. A fé vira defesa.

- Permitir mudança: Ler com abertura para confronto. A fé vira transformação.

Quando alguém usa a Bíblia apenas para confirmar o que já pensa, ela vira ferramenta de validação.

Quando alguém aceita ser confrontado por ela, a leitura vira processo de conversão — não necessariamente religiosa, mas interior.

A Bíblia questiona motivações. Desmonta certezas. Revela incoerências.

E isso é desconfortável. Mas todo espelho verdadeiro é.

Em essência: A Bíblia não foi escrita para ser usada contra os outros. Foi escrita para ser aplicada primeiro em si mesmo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A Samaritana do Poço

A Samaritana do Poço é um romance bíblico que revisita um dos encontros mais enigmáticos dos Evangelhos: a conversa entre Jesus e a mulher samaritana à beira do poço de Jacó. Aqui, essa mulher ganha nome, voz e interioridade. Ela não é símbolo abstrato — é sujeito da própria história.

Narrado em primeira pessoa, o livro reconstrói o universo de Samaria com rigor histórico e densidade simbólica: a tensão entre judeus e samaritanos, o peso religioso do Monte Gerizim, a herança assíria, os deuses estrangeiros, o cotidiano feminino e a vida marcada por escolhas que nem sempre foram livres.

O diálogo do poço não é tratado como catequese, mas como ruptura. Um encontro que desmonta fronteiras religiosas, sociais e de gênero. A água, aqui, não é metáfora fácil: é sede real, é corpo, é memória, é sobrevivência.

Ao longo da narrativa, os chamados “cinco maridos” deixam de ser rótulo moral e se revelam como camadas históricas, políticas e espirituais. Cada vínculo carrega um mundo. Cada perda, uma forma de exílio. O poço torna-se lugar de pausa, mas também de confronto — o ponto onde a personagem deixa de fugir de si.

Este não é um livro sobre respostas prontas.
É um livro sobre atravessamentos.

A Samaritana do Poço propõe uma leitura que une teologia, história e literatura, convidando o leitor a permanecer no desconforto fértil das perguntas essenciais: quem fala, quem escuta, quem tem sede — e de quê.

Um romance sobre voz, memória e verdade.
Um encontro que continua ecoando.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

A Estrela de Davi e o "Domínio Celestial"

A Estrela de Davi (em hebraico, Magen David, ou “Escudo de Davi”) é um símbolo de seis pontas formado por dois triângulos equiláteros sobrepostos. Em algumas interpretações, essa estrela representa o domínio celestial sobre os quatro ventos, sobre o que está acima e abaixo na Terra.

Essa leitura transcende o uso histórico-cultural e entra no campo da simbologia espiritual e esotérica.

As 6 pontas significam ação divina em todas as direções.

As 4 pontas laterais são os quatro ventos, as quatro direções do nosso planeta: Norte, Sul, Leste, Oeste.

A ponta superior é o Céu, o Reino Celestial.

A ponta inferior é a Terra, o Mundo Material.

Na tradição hebraica, bíblica e esotérica, os quatro ventos representam as forças espirituais que regem as direções do mundo. Estão associados aos pontos cardeais e à ideia de que o poder de Deus se estende em todas as direções do universo. São citados em passagens como:

  • Ezequiel 37:9 – “Vem dos quatro ventos, ó espírito...”
  • Daniel 7:2 – “Quatro ventos do céu combatiam o grande mar.”

O vento do Norte representa a justiça, julgamento, introspecção.

O vento do Sul, misericórdia, compaixão, calor espiritual.

O vento do Leste, início, revelação, luz, renascimento.

O vento do Oeste, fim, introspecção, purificação, retorno às origens 

Ou seja, a Estrela de Davi simboliza o reinado divino total — Deus reinando sobre:

  • As direções do mundo (os quatro ventos),
  • O que está acima (realidade espiritual, céu),
  • O que está abaixo (realidade terrena, matéria).

É uma representação gráfica da soberania de Deus sobre toda a criação, tanto visível quanto invisível.

Ritual sugerido com a Estrela de Davi para se conectar a essas energias que regem o céu, a Terra e as direções do mundo — trazendo proteção, equilíbrio e conexão divina.

Materiais:

  • Uma vela branca (representando o eixo céu-terra)
  • Um desenho ou pingente da Estrela de Davi
  • Um punhado de sal (elemento purificador)
  • Um incenso de mirra ou olíbano
  • Uma bússola (pode ser um app de bússola)

Passo a Passo:

  1. Purifique o espaço com o sal ao redor do local do ritual, formando um pequeno círculo.
  2. Coloque a Estrela de Davi no centro.
  3. Acenda a vela ao norte da estrela e o incenso ao sul.
  4. De pé, respire fundo quatro vezes. A cada respiração, direcione-se a um ponto cardeal (Norte, Sul, Leste, Oeste), dizendo:

“Que o vento do [nome da direção] traga equilíbrio, proteção e sabedoria.”

  1. Finalize com uma oração ou afirmação:

“Que a luz do Alto e a força da Terra me envolvam. Que os quatro ventos levem meus pedidos até os céus.”

  1. Deixe a vela queimar até o fim em segurança.

E como não poderia deixar de pedir, reflita sobre esta frase:

"Dominar o mundo não é conquistar os outros, é alinhar-se com o invisível que sopra de todos os lados."

Assim como os ventos seguem seu curso invisível, mas poderoso, também nossa espiritualidade é guiada por forças sutis. O símbolo da Estrela de Davi nos convida a reconhecer o invisível em ação — não apenas fora de nós, mas dentro também.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Zaqueu, o Cobrador de Impostos


Zaqueu, era um cobrador de impostos e por isso, mal visto pelas pessoas de quem arrecadava. Quando soube que Jesus ia passar pela cidade, procurou vê-lo. O que ele não sabia é que sua atitude mudaria radicalmente a sua vida.

Esse episódio de Zaqueu, narrado no Evangelho de São Lucas, simboliza o chamado divino à humildade e também a glória do arrependimento. 
Lucas, 19:1-10

1.     Tendo Jesus entrado em Jericó, atravessava a cidade.

2.     Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos, e rico;

3.     este procurava ver quem era Jesus, porém não o podia conseguir por causa da multidão, porque era de baixa estatura.

4.     Correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque estava para passar por ali.

5.     Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.

6.     Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.

7.     Vendo isto, todos murmuravam, dizendo que ele tinha ido hospedar-se em casa de um pecador.

8.     Zaqueu, levantando-se, disse a Jesus: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres, e se em alguma coisa defraudei a alguém, lho restituirei quadruplicado.

9.     Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto este também é filho de Abraão;

10. porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.



quarta-feira, 1 de julho de 2020

São Aarão


Hoje é dia de São Aarão, irmão mais velho de Moisés. Teria nascido no ano 1.396 a.C., no Antigo Egito, e falecido em 1.274 a.C., aos 122 anos de idade. Foi o escolhido como porta-voz de Moisés e serviu como orador junto do faraó, nas diligências do Êxodo e da libertação do povo hebreu do Egito, em direção à Terra Prometida. Serviu como o primeiro sumo sacerdote dos israelitas quando da constituição do sacerdócio no Tabernáculo.

Quando Moisés era dado como desaparecido, estava no Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos, os israelitas obrigaram a Aarão criar o Bezerro de Ouro, para que lhes servisse como ídolo. Ficou para a história a expressão “bezerro de ouro”, como sendo sinônimo de um falso ídolo ou de um falso “deus”, simbolizando o dinheiro.

Oração:
“Senhor, hoje de maneira especial, eu Vos peço pelas vocações e em particular pelos sacerdotes. Iluminai os Pastores para que Vosso rebanho caminhe sob Vossa Luz. Dai também aos leigos a Vossa Graça, para que junto com os Pastores possam ser colaboradores na implantação do Reino de Deus entre nós. Amém. Santo Aarão, rogai por nós.”

terça-feira, 1 de julho de 2014

Santa Ester.


Hoje é dia de Santa Ester, uma personagem do Tanakh e do Antigo Testamento. Foi esposa do rei persa Assuero, também chamado de Xerxes.
Conta a história, que a Santa se chamava Hadassah, que significa mirta em hebraico. Quando ela passa a fazer parte do harém de Xerxes, recebe o nome de Ester, que significa estrela. Assim foi chamada por ser tão bela como a “estrela da manhã”.
Ainda de acordo com os textos, quando o ministro Hamã decide exterminar os judeus do reino, Ester, pede ao rei que faça um edito no qual os judeus possam se defender. O massacre foi impedido por Xerxes e Hamã condenado à forca. Os judeus comemoraram a data como o feriado de Purim. Purim significa sorteio, em hebraico. Recebeu esse nome porque foi o método usado por Hamã para escolher a data que pretendia massacrar os judeus. 

domingo, 1 de junho de 2014

Conciliação


“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao oficial de justiça, e te encerrem na prisão.” Jesus. (Mateus, 5:25).

Muitas almas enobrecidas, após receberem a exortação desta passagem, sofrem intimamente por esbarrarem com a dureza do adversário de ontem, inacessível a qualquer conciliação.
A advertência do Mestre, no entanto, é fundamentalmente consoladora para a consciência individual.
Assevera a palavra do Senhor – “concilia-te”, o que equivale a dizer “faze de tua parte”.
Corrige quanto for possível, relativamente aos erros do passado, movimenta-te no sentido de revelar a boa-vontade perseverante. Insiste na bondade e na compreensão.
Se o adversário é ignorante, medita na época em que também desconhecias as obrigações primordiais e observa se não agiste com piores características; se é perverso, categoriza-o à conta de doente e dementado em vias de cura.
Faze o bem que puderes, enquanto palmilhas os mesmos caminhos, porque se for o inimigo tão implacável que te busque entregar ao juiz, de qualquer modo, terás então igualmente provas e testemunhos a apresentar. Um julgamento legítimo inclui todas as peças e somente os espíritos francamente impenetráveis ao bem sofrerão o rigor da extrema justiça.
     Trabalha, pois, quanto seja possível no capítulo da harmonização, mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante.

Fonte: Pão Nosso, Francisco Cândido Xavier pelo espírito Emmanuel

sábado, 31 de maio de 2014

Ceifeiros.


“Então disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.” – (Mateus, 9:37).

O ensinamento aqui não se refere à colheita espiritual dos grandes períodos de renovação no tempo, mas sim à seara de consolações que o Evangelho envolve em si mesmo.
Naquela hora permanecia em torno do Mestre a turba de corações desalentados e errantes que, segundo a narrativa de Mateus, se assemelhava a rebanho sem pastor. Eram fisionomias acabrunhadas e olhos súplices em penoso abatimento.
Foi então que Jesus ergueu o símbolo da seara realmente grande, ladeada porém de raros ceifeiros.
É que o Evangelho permanece no mundo por bendita messe celestial destinada a enriquecer o espírito humano, entretanto, a percentagem de criaturas dispostas ao trabalho da ceifa é muito reduzida. A maioria aguarda o trigo beneficiado ou o pão completo para a alimentação própria.
Raríssimos são aqueles que enfrentam os temporais, o rigor do trabalho e as perigosas surpresas que o esforço de colher reclama do trabalhador devotado e fiel.
Em razão disto, a multidão dos desesperados e desiludidos continua passando no mundo, em fileira crescente, através dos séculos.
    Os abnegados operários do Cristo prosseguem onerados em virtude de tantos famintos que cercam a seara, sem a precisa coragem de buscarem por si o alimento da vida eterna. E esse quadro persistirá na Terra, até que os bons consumidores aprendam a ser também bons ceifeiros.

Fonte: Pão Nosso, Francisco Cândido Xavier pelo espírito Emmanuel

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vê e Segue.


“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.” – (João, 9:25.)
Apesar de o trabalho renovador do Evangelho, nos círculos da consolação e da pregação, desdobrar-se, diante das massas, semeando milagres de reconforto na alma do povo, o serviço sutil e quase desconhecido do aproveitamento da Boa Nova é sempre individual e intransferível.
Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho, desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de vantagens observáveis no imediatismo da experiência humana, quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade material, de maneira a gravarem o ensinamento vivo de Jesus, nas próprias vidas, passam à categoria de pessoas estranhas, muita vez ante os próprios companheiros de ministério.
Chegado a semelhante posição, e se sabe aproveitar a sublime oportunidade pela submissão e diligência, o discípulo experimenta completa transposição de plano.
Modifica a tabela de valores que o rodeiam.
Sabe onde se ocultam os fundamentos eternos.
Descortina esferas novas de luta, através da visão interior que outros não compreendem.
Descobre diferentes motivos de elevação, por intermédio do sacrifício pessoal, e identifica fontes mais altas de incentivo ao esforço próprio.
Em vista disso, freqüentemente provoca discussões acesas, com respeito à atitude que adota à frente de Jesus.
Por ver, com mais clareza, as instruções reveladas pelo Mestre, é tido à conta de fanático ou retrógrado, idiota ou louco.
Se, porém, procuras efetivamente a redenção com o Senhor, prossegue seguro de ti mesmo; repara, sem aflição e sem desânimo, as contendas que a ação genuína de Jesus em ti recebe de corações incompreensivos e estacionários, repete as palavras do cego que alcançou a visão e segue para diante.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Capacete da Esperança.


“Tendo por capacete a esperança na salvação.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:8.)
O capacete é a defesa da cabeça em que a vida situa a sede de manifestação do pensamento e Paulo não podia lembrar outro símbolo mais adequado à vestidura do cérebro cristão, além do capacete da esperança na salvação.
Se o sentimento, muitas vezes, está sujeito aos ataques da cólera violenta, o raciocínio, em muitas ocasiões, sofre o assédio do desânimo, à frente da luta pela vitória do bem, que não pode esmorecer em tempo algum.
Raios anestesiantes são desfechados sobre o ânimo dos aprendizes por todas as forças contrárias ao Evangelho salvador.
A exigência de todos e a indiferença de muitos procuram cristalizar a energia do discípulo, dispersando-lhe os impulsos nobres ou neutralizando-lhe os ideais de renovação.
Contudo, é imprescindível esperar sempre o desenvolvimento dos princípios latentes do bem, ainda mesmo quando o mal transitório estenda raízes em todas as direções.
É necessário esperar o fortalecimento do fraco, à maneira do lavrador que não perde a confiança nos grelos tenros; aguardar a alegria e a coragem dos tristes, com a mesma expectativa do floricultor que conta com revelações de perfume e beleza no jardim cheio de ramos nus.
É imperioso reconhecer, todavia, que a serenidade do cristão nunca representa atitude inoperante, por agir e melhorar continuadamente pessoas, coisas e situações, em todas as particularidades do caminho.
Por isso mesmo, talvez, o apóstolo não se refere à touca protetora.
Chapéu, quase sempre, indica passeio, descanso, lazer, quando não defina convenção no traje exterior, de acordo com a moda estabelecida.
Capacete, porém, é indumentária de luta, esforço, defensiva.
E o discípulo de Jesus é um combatente efetivo contra o mal, que não dispõe de muito tempo para cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado repouso, quando sabe que o próprio Mestre permanece em trabalho ativo e edificante.
Resguardemos, pois, o nosso pensamento com o capacete da esperança fiel e prossigamos para a vitória suprema do bem.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Altar Íntimo.


“Temos um altar.” – Paulo. (Hebreus, 13:10.)
Até agora, construímos altares em toda parte, reverenciando o Mestre e Senhor.
De ouro, de mármore, de madeira, de barro, recamados de perfumes, preciosidades e flores, erguemos santuários e convocamos o concurso da arte para os retoques de iluminação artificial e beleza exterior.
Materializado o monumento da fé, ajoelhamo-nos em atitude de prece e procuramos a inspiração divina.
Realmente, toda movimentação nesse sentido é respeitável, ainda mesmo quando cometemos o erro comum de esquecer os famintos da estrada, em favor das suntuosidades do culto, porque o amor e a gratidão ao Poder Celeste, mesmo quando mal conduzidos, merecem veneração.
Todavia, é imprescindível crescer para a vida maior.
O próprio Mestre nos advertiu, junto à Samaritana, que tempos viriam em que o Pai seria adorado em espírito e verdade.
E Paulo acrescenta que temos um altar.
A finalidade máxima dos templos de pedra é a de despertar-nos a consciência.
O cristão acordado, porém, caminha oficiando como sacerdote de si mesmo, glorificando o amor perante o ódio, a paz diante da discórdia, a serenidade à frente da perturbação, o bem à vista do mal...
Não olvidemos, pois, o altar íntimo que nos cabe consagrar ao Divino Poder e à Celeste Bondade.
Comparecer, ante os altares de pedra, de alma cerrada à luz e à inspiração do Mestre, é o mesmo que lançar um cofre impermeável de trevas à plena claridade solar. Se as ondas luminosas continuam sendo ondas luminosas, as sombras não se alteram igualmente.
Apresentemos, portanto, ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em quotas abençoadas de amor ao próximo, adorando-o, através do altar do coração, e prossigamos no trabalho que nos cabe realizar.


Fonte Viva, de Chico Xavier por Emmanuel.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Demonstrações do Céu.


“Disseram-lhe, pois: que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?” – (João, 6:30.)
Em todos os tempos, quando alguém na Terra se refere às coisas do Céu, verdadeira multidão de indagadores se adianta pedindo demonstrações objetivas das verdades anunciadas.
Assim é que os médiuns modernos são constantemente assediados pelas exigências de quantos se colocam à procura da vida espiritual.
Esse é vidente e deve dar provas daquilo que identifica.
Aquele escreve em condições supranormais e é constrangido a fornecer testemunho das fontes de sua inspiração.
Aquele outro materializa os desencarnados e, por isso, é convocado ao teste público.
Todavia, muita gente se esquece de que todas as criaturas do Senhor exteriorizam os sinais que lhes dizem respeito.
O mineral é reconhecido pela utilidade.
A árvore é selecionada pelos frutos.
O firmamento espalha mensagens de luz.
A água dá notícias do seu trabalho incessante.
O ar esparge informações, sem palavras, do seu poder na manutenção da vida.
E entre os homens prevalecem os mesmos imperativos.
Cada irmão de luta é examinado pelas suas características.
O tolo dá-se a conhecer pelas puerilidades.
O entendido revela mostras de prudência.
O melhor demonstra as virtudes que lhe são peculiares.
Desse modo, o aprendiz do Evangelho, ao solicitar revelações do Céu para a jornada da Terra, não deve olvidar as necessidades de revelar-se firmemente disposto a caminhar para o Céu.
Houve dia em que a turba vulgar dirigiu-se ao próprio Salvador que a beneficiava, perguntando: – “que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?”
Imagina, pois, que se ao Senhor da Vida foi dirigida semelhante interrogativa, que indagação não se fará do Alto a nós outros, toda vez que rogarmos sinais do Céu, a fim de atendermos ao nosso simples dever?


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

domingo, 4 de agosto de 2013

Problemas do Amor.


“... que vosso amor cresça cada vez mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento.” – Paulo (Filipenses, 1:9.)
O amor é a força divina do Universo.
É imprescindível, porém, muita vigilância para que não a desviemos na justa aplicação.
Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele, denomina-se “avareza”; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa mesma força converte-se nele em “egoísmo”; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se “inveja”.
Paulo, escrevendo à amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance.
Assegura que “o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes”.
Instruamo-nos, pois, para conhecer.
Eduquemo-nos para discernir.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.
Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é simplesmente querer e tão-somente com o “querer” é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

sábado, 3 de agosto de 2013

Varonilmente.


“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente, sede fortes.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 16:13.)
Vigiai na luta comum.
Permanecei firmes na fé, ante a tempestade.
Portai-vos varonilmente em todos os lances difíceis.
Sede fortes na dor, para guardar-lhe a lição de luz.
Reveste-se o conselho de Paulo aos Coríntios, ainda hoje, de surpreendente oportunidade.
Para conquistarmos os valores substanciais da redenção, é imprescindível conservar a fortaleza de ânimo de quem confia no Senhor e em si mesmo.
Não vale a chuva de lágrimas despropositadas, ante a falta cometida.
Arrependermo-nos de qualquer gesto maligno é dever, mas pranteá-lo indefinidamente é roubar tempo ao serviço de retificação.
Certo, o mal deliberado é um crime, todavia, o erro impensado é ensinamento valioso, sempre que o homem se inclina aos desígnios do Senhor.
Sem resistência moral, no turbilhão de conflitos purificadores, o coração mais nobre se despedaça.
Não nos cabe, portanto, repousar no serviço de elevação.
É natural que venhamos a tropeçar muitas vezes.
É compreensível que nos firamos freqüentemente nos espinhos da senda.
Lastimável, contudo, será a nossa situação toda vez que exigirmos rede macia de consolações indébitas, interrompendo a marcha para o Alto.
O cristão não é aprendiz de repouso falso. Discípulo de um Mestre que serviu sem acepção de pessoas até à cruz, compete-lhe trabalhar na sementeira e na seara do Infinito Bem, vigiando, ajudando e agindo varonilmente.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Em Nossa Marcha.


“Perguntou-lhe Jesus: – “Que queres que eu faça?” (Marcos, 10:51.)
Cada aprendiz em sua lição.
Cada trabalhador na tarefa que lhe foi cometida.
Cada vaso em sua utilidade.
Cada lutador com a prova necessária.
Assim, cada um de nós tem o testemunho individual no caminho da vida.
Por vezes, falhamos aos compromissos assumidos e nos endividamos infinitamente. No serviço reparador, todavia, clamamos pela misericórdia do Senhor, rogando-lhe compaixão e socorro.
A pergunta endereçada pelo Mestre ao cego de Jericó é, porém, bastante expressiva.
“Que queres que eu faça?”
A indagação deixa perceber que a posição melindrosa do interessado se ajustava aos imperativos da Lei.
Nada ocorre à revelia dos Divinos Desígnios.
Bartimeu, o cego, soube responder, solicitando visão. Entretanto, quanta gente roga acesso à presença do Salvador e, quando por ele interpelada, responde em prejuízo próprio?
Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste; em muitas ocasiões, somos abandonados pelos mais agradáveis laços humanos, de maneira a retornarmos aos vínculos divinos; há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e situações em que a paralisia ensina a preciosidade do movimento.
É natural peçamos o auxílio do Mestre em nossas dificuldades e dissabores; entrementes, não nos esqueçamos de trabalhar pelo bem, nas mais aflitivas passagens da retificação e da ascensão, convictos de que nos encontramos invariavelmente na mais justa e proveitosa oportunidade de trabalho que merecemos, e que talvez não saibamos, de pronto, escolher outra melhor.


Fonte Viva, de Chico Xavier por Emmanuel.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Caindo em Si.


“Caindo, porém, em si,” – (Lucas, 15:17.)
Este pequeno trecho da parábola do filho pródigo desperta valiosas considerações em torno da vida.
Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o Divino Amigo fora entregue a juizes cruéis.
Outras personagens da Boa Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem salvadora retificação.
Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia, caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.
Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.
Paulo confia-se a desvairada paixão contra o Cristianismo e persegue, furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão.
Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados. Para eles, a alegria
é o interesse imediatista satisfeito e a paz e a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimento.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Recebestes a Luz?


“Recebestes o Espírito Santo quando crestes?” – (Atos, 19:2.)
O católico recolhe o sacramento do batismo e ganha um selo para identificação pessoal na estatística da Igreja a que pertence.
O reformista das letras evangélicas entra no mesmo cerimonial e conquista um número no cadastro religioso do templo a que se filia.
O espiritista incorpora-se a essa ou àquela entidade consagrada à nossa Doutrina Consoladora e participa verbalmente do trabalho renovador.
Todos esses aprendizes da escola cristã se reconfortam e se rejubilam.
Uns partilham o contentamento da mesa eucarística que lhes aviva a esperança no Céu; outros cantam, em conjunto, exaltando a Divina Bondade, aliciando largo material de estímulo na jornada santificante; outros, ainda, se reúnem, ao redor da prece ardente, e recebem mensagens luminosas e reveladoras de emissários celestiais, que lhes consolidam a convicção na imortalidade, além...
Todas essas posições, contudo, são de proveito, consolação e vantagem.
É imperioso reconhecer, porém, que se a semente é auxiliada pela adubação, pela água e pelo sol, é obrigada a trabalhar, dentro de si mesma, a fim de produzir.
Medita, pois, na sublimidade da indagação apostólica: “Recebeste o Espírito Santo quando creste?”
Vale-te da revelação com que a fé te beneficia e santifica o teu caminho, espalhando o bem.
Tua vida pode converter-se num manancial de bênçãos para os outros e para tua alma, se te aplicares, em verdade, ao Mestre do Amor. Lembra-te de que não és tu quem espera pela Divina Luz. É a Divina Luz, força do Céu ao teu lado, que permanece esperando por ti.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Estás Doente?


“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.” (Tiago, 5:15.)
Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.
O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é fonte criadora.
A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.
De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?
De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.
Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de consequências imprevisíveis.
O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.
E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?
Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?
Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.
Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.
Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.
Foge à brutalidade.
Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.
Não manches teu caminho.
Serve sempre.
Trabalha na extensão do bem.
Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.


Fonte Vida, de Chico Xavier por Emmanuel.