segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Oxumaré e o Arco-Íris
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Santa Dulce dos Pobres
Santa Dulce dos Pobres foi uma religiosa católica brasileira que ficou mundialmente conhecida pelo seu ativismo social .
Batizada como Maria Rita de Souza Brito Lopes Ponte, irmã Dulce nasceu no dia 26 de maio de 1914, em Salvador, Bahia.
Sua preocupação com os necessitados começou na infância mas foi na adolescência, que mostrou sua verdadeira vocação. Começou a acolher mendigos e doentes na residência da família transformando-a mais tarde num centro de atendimento, que ficou conhecido pelo nome de “A Portaria de São Francisco”. Foi nessa época que a adolescente Maria Rita manifestou o desejo de seguir uma vida religiosa.
Após se formar com professora, em fevereiro de 1933, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade chamada São Cristóvão, em Sergipe. E em agosto do mesmo ano, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias adotando o nome de sua mãe, Irmã Dulce.
Sua missão na Congregação era lecionar no colégio da Ordem mas seu pensamento estava sempre no trabalho dedicado aos mais pobres e doentes. Dois anos depois, passou a se dedicar a ajudar comunidades carentes. Fundou hospitais, escolas e outras instituições filantrópicas.
Seus
feitos como ativista humanitária, em que se dedicava à caridade e amor ao
próximo, ganharam repercussão mundial. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da
Paz.
Irmã Dulce nunca teve uma saúde boa. Tinha dificuldades respiratórias que foram se agravando ao longo dos anos. Em novembro de 1990, teve que ser internada e de lá, não saiu mais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, em 1991, a visitou. Recebeu benção e extrema unção papal.
Morreu de causas naturais no final da tarde do dia 13 de março de 1992, aos 77 anos de idade.
Foi beatificada em 22 de maio, de 2011, por Dom Geraldo Cardeal Majella Agnelo, enviado especial do Papa Bento XVI, e canonizada em 13 de outubro, de 2019, pelo Papa Francisco.
“Há momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos d’Ele.” Irmã Dulce
quinta-feira, 2 de julho de 2020
As Mulheres na Independência da Bahia
Em 2 de julho de 1823, a Bahia conquistou sua independência expulsando definitivamente Portugal do domínio brasileiro. No ano anterior, Dom Pedro I havia declarado a independência oficial do Brasil mas haviam ainda tropas portuguesas que insistiam em ocupar outras províncias no país. Outras pequenas batalhas aconteceram depois em outros Estados mas esta, em solo baiano, foi a mais representativa.
Nesse cenário de emancipação, três mulheres se destacaram. Foram a abadessa Joana Angélica, que morreu ao defender o Convento da Lapa, da invasão de soldados portugueses. Na ocasião, o Convento abrigava tropas brasileiras. A segunda mulher foi a marisqueira e pescadora, Maria Felipa de Oliveira, que liderou um grupo para lutar contra os soldados portugueses. Sob suas ordens, o grupo foi responsável por ter queimado 40 embarcações portuguesas que estavam próximas à Ilha de Itaparica. E a terceira personagem que marca a história da independência da Bahia, foi Maria Quitéria. Ela se alistou no exército como homem e lutou durante todo o período da guerra baiana. Em reconhecimento a sua participação, Dom Pedro I a condecorou com a Imperial Ordem do Cruzeiro e também lhe concedeu um soldo vitalício de alferes. É frequentemente comparada à mártir francesa Joana D’Arc.
Em julho de 2018, uma lei federal incluiu Maria Quitéria no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, ao lado da abadessa Joana Angélica, Maria Felipa de Oliveira e João das Botas*, personagens da Guerra de Independência do Brasil na Bahia.
* Apelido do tenente João Francisco de Oliveira, militar brasileiro que participou da batalha pela independência da Bahia.


