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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

São Moisés, o Negro


São Moisés, o Negro, foi um hieromonge que viveu no Egito, no século IV. Nasceu em 330, em Axum, no Egito.
Ele era um servo que foi acusado pelo seu patrão de ter cometido um assassinato na propriedade em que trabalhava. Para não ser preso, fugiu e passou a viver na marginalidade. Como seu porte favorecia, era alto e forte, passou a cometer pequenos roubos para poder se alimentar e sobreviver.
Conta a história que em um desses roubos, um cachorro o viu e começou a latir chamando a atenção do seu dono. Para não ser pego, saiu correndo enquanto era perseguido. Correu tanto que quando se deu conta, havia entrado no deserto. Durante sua fuga, se deparou com alguns monges do Mosteiro Paromeu. Foi convidado a ficar com eles e conhecendo de perto a vida monástica de dedicação e paz, se tornou cristão. Abandonou a antiga vida na marginalidade. Foi batizado e se uniu à comunidade.
Em uma ocasião, já como monge, Moisés provou que fizera a escolha certa. Ele  foi atacado por um grupo de ladrões e reagindo contra eles, os prendeu levando-os até os monges para saber o que deveria fazer nesses casos. Agora que era um cristão, sabia que não podia ferir o próximo e contou a sua história de que antes de se tornar um monge, foi um líder de uma gangue de marginais assim como eles. Os ladrões, vendo como Moisés havia se transformado em outro homem, se inspiraram nele e também se converteram passando a viver no mesmo mosteiro.
No ano 405, quando estava com 75 anos de idade, correu a notícia que de o mosteiro seria atacado por bárbaros. Moisés pediu para que os monges fugissem enquanto ele ficaria. Ele disse: quem viveu pela espada deve morrer por ela. Seis monges resolveram ficar com Moisés e infelizmente, todos os que ficaram no mosteiro foram mortos.
É venerado nas igrejas ortodoxa, ortodoxa oriental, católica romana, comunhão anglicana e no luteranismo. Sua festa litúrgica acontece no dia 28 de agosto para as igrejas católicas romanas e as ortodoxas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

São Lupo de Salônica.


São Lupo foi um mártir da Igreja Católica. Viveu entre o final do século III e o início do século IV. Ele era escravo do Mártir Demétrio, comandante militar de Salônica.

Quando morreu Demétrio, a mando do imperador Maximiano, Lupo umedeceu seu manto, assim como seu anel no sangue de Demétrio. Com o anel e o manto, em nome de Demétrio, Lupo teria curado muitas pessoas com todos os tipos de enfermidades e sofrimentos.

Quando o imperador tomou conhecimento desses feitos, ordenou que Lupo fosse torturado e morto. Os soldados enviados para capturá-lo não conseguiam prendê-lo.

Lupo, que havia também destruído ídolos pagãos, conseguiu se manter incólume à perseguição pela intervenção divina.

Como era um cristão que ainda não fora batizado, pediu à Deus que antes de morrer fosse batizado. A chuva veio e Lupo recebeu o batismo dos céus. Depois entregou-se voluntariamente nas mãos dos seus perseguidores. Foi torturado e morto por odem do então imperador Galério.

Também no dia de hoje Nêmesis, Deusa do Destino.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia de São Cristóvão.

Hoje é dia de São Cristóvão. Santo padroeiro dos atletas, marinheiros, barqueiros e viajantes.

Várias lendas são atribuídas a ele. Mas a mais popular conta a história de um rei pagão, em Canaã, e de uma devota à Virgem Maria que tiveram um filho dando-lhe o nome de Reprobus. Este cresceu e resolveu servir somente aos mais fortes e bravos.

Na sua busca para encontrar tais indivíduos, acabou servindo a um rei poderoso e também a outro que alegava ser o próprio Satanás. Mas por achar que faltava coragem a ambos, pois um temia o nome de Satã e outro se assustava com a visão de cruzes resolveu ser educado por um eremita que lhe ensinou a fé cristã e o batizou.

Reprobus não quis jejuar e rezar para Cristo mas aceitou ajudar as pessoas a atravessar um rio perigoso. Certo dia ao fazer a travessia de uma criança sentiu que ela ficava cada vez mais pesada. Era como se o mundo inteiro estivesse sobre os seus ombros. Quando chegou na outra margem, a criança revelou ser o próprio Cristo.

O nome Cristóvão significa “aquele que carrega o Cristo”. A criança pediu à Reprobus que fixasse seu bastão na terra e na manhã seguinte, apareceu no mesmo local uma palmeira. Foi um milagre que converteu muitos pagãos ao cristianismo. Tal feito, despertou a fúria do rei da região e Reprobus foi preso, martirizado e decapitado.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dia Mundial da Religião.

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Religião. A data foi criada, em 1949, com o objetivo de promover a união de todas as religiões existentes no mundo e com o desejo também de trazer mais fé e esperança ao povo.

A Religião acompanha o homem desde a época mais remota. Não importa o nome que receba, ela se baseia em rituais praticados sozinho ou em grupo e na crença de uma força maior. À esta “força” se dedicam sentimentos de amor, confiança e de respeito.

A maioria das religiões são teístas. Teísmo vem do grego Théos, Deus. É uma crença na existência de um Deus ou de Deuses. E nesse caso, pode existir a crença num Deus Supremo entre os outros Deuses. O Budismo por exemplo, é não-teísta. Assim como o Confucionismo e o Taoísmo.

Praticamente todas as Religiões também possuem narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida.

Noventa e cinco por cento da população no Brasil, têm uma religião. O Brasil é o maior país católico do mundo, com quase cento e vinte e cinco milhões de fiéis. Aproximadamente 74% da população do país.

Confira as principais religiões do mundo são:

Hinduísmo: Surgiu na Índia por volta de 1500 antes da Era Cristã.

Budismo: Surgiu também na Índia em 600 a.C.

Judaísmo: Teve início na Palestina (Israel) em meados do século XVII a.C.

Islamismo: Surgiu na Arábia Saudita.

Cristianismo: Surgiu na região da atual Israel.

Catolicismo: Ramo do Cristianismo.

A imagem veio daqui.

sábado, 2 de outubro de 2010

O Gnomo de Palha.

Hoje é dia do gnomo de Palha. Essa comemoração segue uma velha tradição germânica da região do Reno, em homenagem à Rickfillie.

Rickfillie era um gnomo que podia transformar palha em ouro. Sabendo disso, os aldeões costumavam colocar palha em suas janelas para agradá-lo e assim, atrair uma época dourada para a casa.

A emanação natural do ouro é equilibradora, vitalizante e purificadora. Tanto que em algumas civilizações era comum os homens guardarem consigo pequenos pedaços de ouro.
Esse metal era tido como algo tão essencial quanto o ar que respiramos. Com o passar das épocas, perdeu-se o sentido oculto e espiritual.

Se você puder, coloque um pouco de palha na janela de sua casa e a mentalize dourada com raios de sol emanando dela, equilibrando, vitalizando e purificando os seus moradores.

A imagem veio daqui.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dia das Lanternas acesas.

Hoje tem festa de São João Batista. Meninas fazem simpatias procurando saber com quem e quando vão casar e depois fazem pedidos ao santo considerado casamenteiro.

Mais novo seis meses que seu primo Jesus, João foi um personagem bíblico típico e original. Se tornou um profeta na Judeia, se alimentou de gafanhotos e de mel no deserto, se vestiu com peles de camelo, pregou a vinda de um messias e introduziu a ideia do batismo pela água como um passo para a salvação.

Era um castigador da hipocrisia e da imoralidade. E pagou com martírio seu rigor moral. Sua cabeça foi servida numa bandeja à Salomé.

É o único santo a quem a Igreja Católica dedica festividade de nascimento. Além é claro de Jesus e de Maria.

Inicialmente, nos países europeus, esta festa chamava-se Joanina. Mas depois que chegou ao Brasil se tornou junina. Foi trazida pelos portugueses e logo incorporada aos costumes dos povos indígenas e escravos.

O aipim, o milho, forró, boi-bumbá entre outros, são influências brasileiras à festa. Dos franceses, tem a quadrilha inspirada na dança da nobreza europeia. A dança-de-fitas, é de Portugal e da Espanha. Enquanto que os fogos de artifício, foram trazidos pelos chineses.

Mas o maior símbolo dessa festa para os católicos é a fogueira. Isabel combinou com Maria que quando João nascesse ela acenderia uma fogueira sobre o monte para que a prima viesse ajudá-la. E assim foi feito.

As festividades do mês de junho já existiam no Hemisfério Norte em rituais pagãos para fertilidade do solo, aumento das colheitas e até para fazer chover. A fogueira também era acesa mas com o intuito de espantar os maus espíritos das plantações.

Já no Antigo Egito, invocava-se a luz e a força de Ísis para atrair renovação. As sacerdotisas da deusa desciam ao templo carregando lanternas que simbolizavam o momento em que Ísis chamou a Lua para ressuscitar seu amado Osíris.

Bem se vê que 24 junho é um dia iluminado. Fogueiras, lanternas, fogos de artifícios e tem mais. Foi neste dia que aconteceu a primeira aparição de Nossa Senhora de Medjugore, em 1981, na Iugoslávia.

Pelo visto, não é só São João que vai brilhar essa noite. Mas além de Ísis, Nossa Senhora, tem também a santa dos ciganos, Sara Kali. Em nome dela haverá uma corrente pela paz no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador / RJ, para a construção de um mundo melhor. Para quem puder ir, a corrente será feita às 16 horas com queima de karma, bençãos e consagração das pessoas com pães, vinhos e frutas. Veja a programação aqui.

A paróquia de São João Batista no Rio também terá uma programação especial para hoje e nos próximos dias. Confira.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

domingo, 13 de junho de 2010

Ser Pagão no mundo de hoje.

Até as últimas décadas do século passado o termo pagão ainda podia soar de forma pejorativa para quem não tinha seguido uma religião de batismo. Mais especificamente, para quem não era católico.

O termo vem do latim paganus e quer dizer camponês, habitante do interior, aldeão. Uma derivação dele remonta à época dos primeiros cristãos que o adotaram para identificar os não-cristãos. Pois como o cristianismo se propagou mais rapidamente nas cidades, os habitantes do interior foram os últimos a ser convertidos. Sendo que nem todos aderiram à nova religião. Pagão serviria como referência aos camponeses não convertidos.

Em outra derivação, pagão seria aquele que segue religiões e culturas populares panteístas indígenas ou nativas. Inclui também aqueles que cultuam a natureza e a vida por considerá-las sagradas.

Com o passar dos séculos, após a cristianização, esse termo ganhou uma conotação pejorativa. Mas hoje é bem aceito a todos que cultivam uma espiritualidade holística, xamânica e até politeísta.

Na América Latina, o neo-paganismo como alguns autores e pesquisadores o descrevem, começou a crescer a pouco mais de 20 anos quando houve uma crescente procura por temas ligados à bruxaria, magia e ocultismo. Mas na América do Norte e na Europa principalmente, já era um termo muito comum e bem difundido.

A Wicca, por exemplo, é uma versão moderna da tradição religiosa xamânica pré-cristã original que se desenvolveu na Europa. A fé praticada acabou se tornando uma mistura das religiões antigas e novas. E onde muitos santos locais são versões cristianizadas de divindades pagãs, como é o caso de Santa Brígida.

Bem, se você é pagão, neo-pagão, seguidor das religiões da Terra, da Natureza, dos muitos deuses e deusas da Natureza, hoje tem uma feira de produtos pagãos acontecendo em São Paulo.

Os produtos em exposição incluem incensos, estátuas, instrumentos mágicos e de rituais, óleos, cristais, túnicas, jóias mágicas entre outros. Na Feira, também você pode se consultar com oráculos e com profissionais de terapias alternativas.

E se você ainda não conhece a Wicca, é uma boa oportunidade de se aventurar num mundo inspirado nos ensinamentos e valores das Antigas Religiões.