sábado, 28 de fevereiro de 2026

Zamyaz, a Mãe da Terra

Zamyaz, também conhecida como Žemyna, é uma antiga deusa da tradição báltica, venerada especialmente na Lituânia e em regiões da antiga Prússia e Letônia. Seu nome deriva da palavra que significa “terra”, e ela é considerada a personificação sagrada do solo fértil, da nutrição e da vida que brota do mundo natural.

Diferente de divindades com datas fixas, Žemyna era honrada conforme os ciclos agrícolas. O culto não seguia um calendário rígido, mas sim os momentos em que a terra mudava de estado: despertar, plantar, crescer e colher.

O período de fim de fevereiro possui um significado simbólico importante.

No hemisfério norte, final do inverno, solo ainda frio, mas próximo do despertar, é o momento de preparação, silêncio e expectativa pela fertilidade da primavera.

No hemisfério sul, final do verão, período de maturação e abundância, é tempo de gratidão pelos frutos, nutrição e estabilidade da terra.

Embora não seja uma data tradicional específica, o fim de fevereiro marca um limiar entre ciclos: no Norte, transição entre a dormência do inverso e o renascimento da primavera; no Sul, passagem do auge da fertilidade do verão para o início do recolhimento do outono.

Por isso, o dia pode ser visto como um momento simbólico para honrar a terra que sustenta, refletir sobre os ciclos naturais e para praticar gratidão pelo alimento e pela estabilidade material.

Na tradição popular, acreditava-se que tudo o que nasce e cresce é fruto de sua generosidade, e que respeitar a terra era uma forma de honrar a própria divindade.

O culto a Žemyna era profundamente ligado ao cotidiano. Ela não era adorada em grandes templos, mas diretamente na terra, nas casas e nos campos.

Historicamente, os rituais eram domésticos e diretos:

  • Derramar algumas gotas de bebida no chão antes de beber, como oferenda
  • Agradecer à terra antes do plantio
  • Evitar ferir o solo de forma desnecessária
  • Rituais domésticos para proteção e prosperidade

Žemyna representa a base que sustenta a vida e ensina que toda transformação começa no solo — no escuro, no úmido, no invisível — até romper a superfície e florescer.

Reflexão para o dia:
O que em sua vida precisa de tempo, silêncio e cuidado para crescer?

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