Diferente de divindades com datas fixas, Žemyna era honrada
conforme os ciclos agrícolas. O culto não seguia um calendário rígido, mas sim
os momentos em que a terra mudava de estado: despertar, plantar, crescer e
colher.
O período de fim de fevereiro possui um significado
simbólico importante.
No hemisfério norte, final do inverno, solo ainda frio, mas
próximo do despertar, é o momento de preparação, silêncio e expectativa pela
fertilidade da primavera.
No hemisfério sul, final do verão, período de maturação e
abundância, é tempo de gratidão pelos frutos, nutrição e estabilidade da terra.
Embora não seja uma data tradicional específica, o fim de
fevereiro marca um limiar entre ciclos: no Norte, transição entre a dormência
do inverso e o renascimento da primavera; no Sul, passagem do auge da
fertilidade do verão para o início do recolhimento do outono.
Por isso, o dia pode ser visto como um momento simbólico
para honrar a terra que sustenta, refletir sobre os ciclos naturais e para
praticar gratidão pelo alimento e pela estabilidade material.
Na tradição popular, acreditava-se que tudo o que nasce e
cresce é fruto de sua generosidade, e que respeitar a terra era uma forma de
honrar a própria divindade.
O culto a Žemyna era profundamente ligado ao cotidiano. Ela
não era adorada em grandes templos, mas diretamente na terra, nas casas e nos
campos.
Historicamente, os rituais eram domésticos e diretos:
- Derramar
algumas gotas de bebida no chão antes de beber, como oferenda
- Agradecer
à terra antes do plantio
- Evitar
ferir o solo de forma desnecessária
- Rituais
domésticos para proteção e prosperidade
Žemyna representa a base que sustenta a vida e ensina que
toda transformação começa no solo — no escuro, no úmido, no invisível — até
romper a superfície e florescer.
Reflexão para o dia:
O que em sua vida precisa de tempo, silêncio e cuidado para crescer?

Nenhum comentário:
Postar um comentário