Na mitologia, ela nasce do mar — não como fruto de um ventre, mas como manifestação espontânea da força criadora. Afrodite não pede permissão para existir. Ela emerge. Sua origem fala de um princípio essencial: o desejo não é aprendido, ele é lembrado.
Afrodite governa tudo o que nos move em direção à vida: atração, prazer, criação, magnetismo, escolha. Não apenas o desejo por alguém, mas o desejo por uma ideia, por um caminho, por uma experiência que faz sentido para a alma. Onde não há desejo verdadeiro, há repetição vazia.
Por isso, Afrodite também é desconfortável. Ela expõe contradições, desmonta moralismos artificiais e revela onde estamos vivendo no automático. Ela pergunta, sem suavizar:
o que você quer — de verdade?
No dia 6 de fevereiro, a energia de Afrodite favorece reconexões com o corpo, com a sensibilidade e com aquilo que desperta alegria genuína. Não se trata de excessos, mas de honestidade. Afrodite não é descontrole; é coerência entre sentir e agir.
Espiritualmente, Afrodite ensina que negar o desejo não nos torna elevados — apenas nos torna divididos. O desejo consciente não aprisiona, ele orienta. Ele mostra onde há vida pulsando e onde há apenas medo disfarçado de virtude.
Afrodite não promete estabilidade.
Ela oferece verdade.
E toda verdade tem poder de transformação.

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