Ela não pede aplauso, não exige resultado, não se explica.
Ela apenas aceita o escuro como parte do processo.
O dia 1º de fevereiro carrega esse arquétipo com força: o daquilo que já foi iniciado, mas ainda não pode ser exposto. Janeiro abre portas; fevereiro testa a raiz. É quando o impulso inicial encontra o silêncio necessário para criar estrutura.
No imaginário simbólico, a semente representa a vida em estado concentrado. Tudo já está ali — forma, direção, potência — mas nada pode ser apressado. Forçar o tempo da semente é condená-la a não sobreviver.
Este é um dia que pede menos ansiedade por resultados e mais respeito pelo que ainda está se formando. Ideias, decisões, mudanças internas e até relações passam por esse estágio invisível. Não porque são fracas, mas porque ainda estão se organizando.
Espiritualmente, o arquétipo da semente ensina algo essencial para o mundo atual: crescer não é se expor cedo, é criar base. O que nasce rápido demais costuma não sustentar o próprio peso.
Em 1º de fevereiro, a pergunta não é “o que vai florescer?”, mas:
o que precisa continuar protegido?
Nem tudo que é real precisa ser visível agora.
Algumas verdades só sobrevivem porque souberam esperar.

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