Originalmente associada ao bodisatva Avalokiteshvara, Kuan Yin assume forma feminina no Oriente, tornando-se símbolo do princípio materno universal: acolher sem julgar, proteger sem dominar, curar sem exigir. Seu nome carrega essa essência — Kuan (observar, perceber) e Yin (os sons, os clamores). Ela escuta aquilo que muitas vezes não é dito.
Kuan Yin aparece quase sempre associada à água e ao lótus. A água representa a fluidez emocional e a purificação do sofrimento; o lótus, a capacidade de florescer acima da lama. A mensagem é clara: a dor não precisa ser negada para que haja iluminação. Ela pode ser atravessada com consciência.
No plano simbólico, Kuan Yin ensina uma espiritualidade profundamente atual: compaixão não é passividade, é lucidez. Não é pena, é entendimento profundo da condição humana. Em tempos marcados por excesso de ruído, polarização e indiferença, sua imagem lembra que ouvir é um ato revolucionário.
No dia 19 de fevereiro, a energia de Kuan Yin favorece práticas de escuta interior, perdão e cuidado — consigo e com o outro. Não como gesto moral, mas como alinhamento. Onde há compaixão verdadeira, há força silenciosa.
Que hoje você consiga ouvir o que sua própria alma vem pedindo há tempo. E que responda com a mesma delicadeza firme que Kuan Yin representa.

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