Februs personifica o princípio que remove excessos. Ele age onde há acúmulo, desgaste, erro repetido. Não cria o novo — prepara o espaço para que o novo possa existir. Sua ação é anterior ao renascimento.
Associado a rituais de expiação, penitência e ordenação interior, Februs governava os februa: instrumentos e atos simbólicos de purificação, que podiam incluir água, fogo, palavras rituais e abstinência. Era um deus liminar, atuando entre o que deve terminar e o que ainda não pode começar.
No plano simbólico, Februs representa o momento em que a consciência aceita o descarte. Ele ensina que nem toda perda é castigo — algumas são higiene da alma.
Chave simbólica do dia
Limpeza interior
Desapego consciente
Encerramento necessário
Preparação para a renovação
Prática simbólica
Identifique o que se tornou peso: hábitos, pensamentos, vínculos ou expectativas.
Não tente transformar. Apenas retire.
Februs não pede mudança imediata. Pede espaço.
Sem purificação, não há passagem.

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