Na cosmologia nórdica, elas não escolhem por força ou preferência pessoal. Escolhem por sentido. São responsáveis por conduzir os guerreiros que cumpriram seu papel em vida até Valhalla, não como prêmio, mas como continuidade de uma jornada. A morte, aqui, não é fim: é realocação de consciência.
O nome Valquíria vem do nórdico antigo valkyrja: “aquela que escolhe os caídos”. Essa escolha não é aleatória. Representa o momento em que a ação encontra seu significado final. Por isso, simbolicamente, as Valquírias estão ligadas a decisões irreversíveis, cortes necessários e passagens sem retorno.
No plano arquetípico, as Valquírias falam de um feminino que não é dócil nem decorativo. É um feminino lúcido, estratégico, capaz de olhar o caos e decidir. Elas não lutam por impulso, mas por alinhamento com algo maior do que o ego.
Energeticamente, o dia 31 de janeiro favorece reflexões sobre escolhas feitas ao longo do mês: o que foi sustentado por coragem real e o que foi mantido apenas por hábito. É um dia propício para encerrar ciclos que já cumpriram sua função e assumir responsabilidades pelas decisões tomadas.
As Valquírias lembram que nem toda batalha é para ser vencida — algumas existem apenas para revelar quem você se tornou ao atravessá-las.

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