terça-feira, 14 de julho de 2020

Santa Índia de Nova York

Santa Kateri (Caterina) Tekakwitha é a primeira índia norte-americana a ser venerada na Igreja Católica. Ela nasceu em 1656 em Ossernenon, Confederação Iroquois, onde atualmente é Auriesville, uma aldeia que fica a nordeste da cidade de Glen, no Condado de Montgomery, em Nova York. 
Quando criança, foi a única de sua família a sobreviver à varíola. Seu pai era um chefe moicano e sua mãe, uma índia cristianizada. Após ficar órfã, foi morar com um tio e se aprofundou na religião de sua falecida mãe. Aos 19 anos, entrou em contato com missionários jesuítas do Canadá e um ano depois, recebeu o batismo católico romano. Não quis se casar, preferindo fazer voto de castidade. Após a sua morte, aos 24 anos de idade, vários milagres foram atribuídos a ela. Ficou conhecida pela sua castidade e pelo hábito de se mortificar. Suas atribuições são os lírios, a tartaruga e o Santo Rosário. 
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 1980, e canonizada em 21 de outubro de 2012, na Basílica de São Pedro pelo Papa Bento XVI. Sua festa litúrgica é 14 de julho nos Estados Unidos e 17 de abril em outros países.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Santa Teresa de Jesus dos Andes

Teresa de Jesus dos Andes foi uma monja carmelita chilena. Nasceu dia 13 de julho de 1900 batizada com o nome de Juana Fernandez Solar. Desde os seus três anos de idade já demonstrava seu apreço pelas coisas divinas. E aos sete, aprendeu a rezar o Rosário se comprometendo a fazê-lo diariamente. Aos 15 anos foi estudar num internato e se destacou pela piedade e zelo apostólico. 

Com a alma sempre entretida com algo, Juanita tinha visões místicas. Mas também chegou a ser vista orando elevada no ar cerca de 30 centímetros do chão. Nem seus braços ou joelhos estavam apoiados no oratório. 

Após ler sobre a vida de Santa Teresinha, Juanita compreendeu que devia ser carmelita. E isso se confirmou após ter uma visão em que Jesus lhe pedia para ser uma carmelita. Então, em maio de 1919, ela ingressou no Carmelo de Los Andes demonstrando muita alegria. No Carmelo se tornou Irmã Teresa de Jesus.

Na sexta-feira Santa do ano seguinte, sentiu-se mal e febril. Foi para seu quarto e de lá não mais saiu. Fez a profissão religiosa e recebeu os últimos sacramentos. Ao final do dia 12 de abril de 1920, ela faleceu. Nessa mesma hora, a freira do colégio interno que ela havia estudado teve uma visão. A viu deitada e ao lado dela um anjo com um dardo que lhe trespassava o coração. e logo depois ouviu a frase: morre de amor. 

No dia 21 de março, de 1993, Irmã Teresa de Jesus foi canonizada pelo Papa João Paulo II, na Basílica de São Pedro. Sua festa litúrgica acontece no dia 13 de julho. Ela é padroeira dos jovens da América Latina e a alegria é seu principal atributo.

domingo, 12 de julho de 2020

São Luís Martin e Santa Zélia Guerín


São Luís Martin e Santa Zélia Guerín Martin, ele relojoeiro e ela rendeira, foram pais de Santa Teresinha do Menino Jesus. Ambos tentaram seguir a vida religiosa quando jovens. Ele não foi aceito na ordem dos agostinianos, por não saber latim, e ela, ao tentar entrar para a ordem das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, pois ali percebeu que Deus lhe reservou um outro caminho.

O primeiro encontro dos dois aconteceu na ponte de São Leonardo, em Alençon, França, em 1858. Poucos meses depois se casaram e tiveram nove filhos, sendo que quatro deles morreram por terem nascido prematuros. Teresa é a caçula das cinco filhas que sobreviveram.

Quatro anos depois do nascimento de Tereza, Zélia morreu de câncer e Luís achou melhor se mudar com as filhas para Lisieux, onde morava seu cunhado. Todas as cinco filhas seguiram a vida religiosa.

Perto de chegar aos 70 anos de idade, Luís foi internado num sanatório e morreu ao perder suas faculdades mentais. O casal foi beatificado em 2008, na Basílica de Santa Teresa, em Lisieux, em nome do Papa Bento XVI e canonizado em 18 de outubro de 2015, na Praça de São Pedro, pelo Papa Francisco.  Eles foram o primeiro casal a ser canonizado em uma mesma cerimônia. A memória litúrgica acontece no dia 12 de julho.

sábado, 11 de julho de 2020

Papa Pio I


Nascido em Aquileia, na Itália, Pius Desposyni, foi o décimo Papa da Igreja Católica. Antes de se tornar o Papa Pio I, jejuou e orou durante três dias consecutivos pedindo a Deus para que os fiéis romanos fizessem uma boa escolha na eleição para o novo pontífice. E foi ele o escolhido. Em alguns registros históricos, o consideram um dos príncipes antigos aparentados com Jesus, devido a sua filiação.

O Papa Pio I atuou numa época em que o cristianismo ainda era primitivo e os cristãos sofriam muitas perseguições. Mesmo assim, lutou para consolidar a presença e a soberania do catolicismo. À época, Roma teve como imperadores Antonino Pio e Marco Aurélio. Eles eram romanos não convertidos ao cristianismo. Isso dificultava seu objetivo de consolidação cristã. Pio I também teve problemas com os judeus convertidos e com os hereges. Entre estes, estava Marcião, o criador de uma seita cristã que rejeitava o Antigo Testamento por considerá-lo ultrapassado. Os adeptos do marcionismo, como era chamada a seita religiosa, faziam oposição entre justiça e amor, lei e evangelho. E também defendiam visões mais espiritualizadas dos evangelhos.

O papado de Pio I, que se iniciou no ano 142 d.C., durou cerca de 12 anos. Acabou no ano 155, quando Pio I foi martirizado por degolamento aos 55 anos de idade. O Papa Pio I foi quem criou a tradição de celebrar a Páscoa aos domingos e também o responsável pela construção de uma das igrejas mais antigas de Roma, a de Santa Pudenziana. A festa litúrgica de Pio I acontece no dia 11 de julho.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Santa Felicidade e os Sete Irmãos


A história registra que Felicidade teria sido uma das primeiras mártires cristãs a ser venerada como santa. Tendo nascido no ano 101, da Era Cristã, em Roma, durante o Império Romano, faleceu aos 64 anos.
 
Diz-se que Felicidade era uma viúva rica, piedosa e bastante dedicada à caridade. Por ter convertido muitos à fé cristã, provocou a ira de sacerdotes pagãos. Estes foram até o imperador romano, Marco Aurélio, lhe dizer que os deuses estavam furiosos com tal mulher e exigiram que ela e seus sete filhos fizessem sacrifícios. 

O imperador concordou e mandou que Felicidade fosse levada até o prefeito de Roma, Públio, para que este tomasse uma providência a respeito. Públio tentou fazer com que ela renegasse a fé cristã e passasse a adorar os deuses romanos. Mas, em vão. Também fez o mesmo com os sete filhos e estes, seguiram o exemplo da mãe.

Sem escolha, o prefeito entregou o destino da mãe e de seus filhos a quatro juízes, que os condenaram à morte sob diferentes martírios. Felicidade implorou a Deus que fosse a última a morrer para poder dar coragem e conforto aos seus filhos durante as torturas pelas quais eles passariam antes de morrerem. E assim foi feito. Felicidade foi a última a ser martirizada.

Os nomes dos sete irmãos eram: Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial. Assim como Felicidade, os irmãos foram considerados mártires do cristianismo, tornando-os santos, e celebrados em conjunto no dia 10 de julho.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá


A história da devoção à Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá, começou no século XVI, na Colômbia, à época das expedições dos conquistadores do Novo Mundo. Conta os registros, que o espanhol Dom Antonio de Santana, em 1560, foi chamado para administrar os povoados de Suta e Chiquinquirá. Como era dever dos administradores, Santana construiu uma casa com várias dependências para acolher a própria família, a administração dos colonos, dos escravos e dos índios que moravam ao redor dos povoados. E, como de costume, construiu também uma capela para os cultos religiosos. 

Como era devoto de Nossa Senhora do Rosário, Santana encomendou ao pintor espanhol, Alonso Narváez, um quadro com a imagem da Virgem do Rosário. Como a manta que serviu de tela era grande, Dom Antonio determinou que também fossem retratados Santo Antônio de Pádua e o apóstolo Santo André, posicionados um de cada lado de Nossa Senhora. Ao ficar pronta, a manta foi colocada numa moldura e exposta na capela. 

Após a morte de Dom Antonio, sua esposa, Juana de Santana, se mudou para Chiquinquirá, hoje município do distrito de Boyacá, levando consigo o quadro. No entanto, não o colocou na capela da nova propriedade. Dez anos depois, quando Maria Ramos, irmã do falecido Dom Antonio, veio morar com a cunhada, encontrou o quadro guardado num ambiente úmido e sem o devido cuidado. Maria limpou o quadro e, apesar de estar manchado e com a pintura envelhecida e descolorada, o colocou na capela. No dia seguinte, ao voltar para a capela na companhia de Isabel, uma índia cristã, a aparência da tela chamou a sua atenção. A pintura que antes estava perdendo a cor, parecia vibrante e cercada por pontos brilhantes. Maria Ramos e Isabel ficaram assombradas com a transformação na pintura e o brilho que envolvia a tela. As cores estavam tão claras que iluminavam toda a capela. Juana de Santana escutou suas vozes de exclamação e foi ver o que estava se passando. 

A pintura fora renovada sem que houvesse qualquer intervenção humana. Logo, este evento se espalhou pela vizinhança e devotos de toda parte acorreram para Chiquinquirá para ver o milagre da tela. Quando a informação chegou até as autoridades eclesiásticas, o arcebispo de Bogotá, Luís Zapata de Cárdenas, mandou construir uma Igreja para abrigar o objeto milagroso. Escolheram um local menos exposto aos terremotos e a chamaram de Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

Quase três séculos depois, em 1829, o Papa Pio VII a declarou Padroeira da Colômbia e a canonização da sagrada imagem aconteceu em 9 de julho de 1919. A pintura original já foi vista por três pontífices. O Papa Paulo VI, em 1968, o Papa João Paulo II, em 1986, e o Papa Francisco, em 2017, consagrando a nação à Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Calma


Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.

Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 7 de julho de 2020

Um Pensador Indiano


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador.

"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
 
Então ele esclareceu:

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por que? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas."
 
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
 
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".
 
(Mahatma Gandhi )

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Tudo Passa

Todas as coisas na Terra passam.
Os dias de dificuldade pas
sarão...
Passarão, também, os dias de amargura e solidão.

As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar... Um dia passarão.

A saudade do ser querido que está longe, passará.

Os dias de tristeza...
Dias de felicidade...
São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.

Se, hoje, para nós, é um desses dias,
repleto de amargura, paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto
e busquemos a voz suave da Mãe amorosa,
a nos dizer carinhosamente: 'isto também passará'

E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre,
semelhante a enorme embarcação que, às vezes, parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.

Mas isso também passará porque Jesus está no leme dessa Nau
e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a
agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade
e que um dia também passará.

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro
porque essa é a sua destinação.

Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos,
sem esmorecimento e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passará.

Tudo passa...
exceto Deus.

Deus é o suficiente!


Emmanuel

Mensagem psicografada pelo médium Francisco Candido Xavier 

domingo, 5 de julho de 2020

Trovas do Reconforto


Dificuldades e provas? Põe a tristeza de lado.
Muita aflição do caminho é socorro disfarçado.

Perdeste? Não te lamentes. Cessa o pranto em que te esgotas.
A ciência de vencer aprende-se nas derrotas.

O fracasso não existe se o trabalho não te cansa.
Só não existe vitória onde se perde a esperança.

Injúrias e humilhações? Fica nas regras do amor.
Onde o perdão rege a vida o vencido é o vencedor.

Sofrimento quando chega, furtando-te sonho e paz,
É bênção que o Céu envia para saber como estás.

Lucano Reis

Médium: Francisco Candido Xavier
Do Livro: Rosas com Amor