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terça-feira, 28 de setembro de 2021
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Conversas
Onde estiveres, anota:
Se surgem lutas e crises
Com momentos infelizes
De verbo candente e vão,
Escuta com paciência,
Ajuda, ampara, abençoa
E lança a palavra boa
Que anule a perturbação.
Opiniões, confidências, diálogos, comentários,
- São forças de efeitos vários
Que se ampliam a granel;
Há palavras que são flores,
Outras recordam espinhos
Nos lares e nos caminhos
Espalhando fogo e fel.
Estende luz e esperança,
Fala no bem quando fales,
Que a Terra já tem por males
Penúria, tristeza e dor;
Jesus nos pede a palavra
Para entender e servir,
A fim de erguer no porvir
O Reino de Paz e Amor.
Psicografada por Francisco Candido Xavier.
Se surgem lutas e crises
Com momentos infelizes
De verbo candente e vão,
Escuta com paciência,
Ajuda, ampara, abençoa
E lança a palavra boa
Que anule a perturbação.
Opiniões, confidências, diálogos, comentários,
- São forças de efeitos vários
Que se ampliam a granel;
Há palavras que são flores,
Outras recordam espinhos
Nos lares e nos caminhos
Espalhando fogo e fel.
Estende luz e esperança,
Fala no bem quando fales,
Que a Terra já tem por males
Penúria, tristeza e dor;
Jesus nos pede a palavra
Para entender e servir,
A fim de erguer no porvir
O Reino de Paz e Amor.
Maria
Dolares
Psicografada por Francisco Candido Xavier.
quarta-feira, 8 de julho de 2020
Calma
Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
domingo, 5 de julho de 2020
Trovas do Reconforto
Dificuldades e provas? Põe a
tristeza de lado.
Muita aflição do caminho é
socorro disfarçado.
Perdeste? Não te lamentes.
Cessa o pranto em que te esgotas.
A ciência de vencer
aprende-se nas derrotas.
O fracasso não existe se o
trabalho não te cansa.
Só não existe vitória onde
se perde a esperança.
Injúrias e humilhações? Fica
nas regras do amor.
Onde o perdão rege a vida o
vencido é o vencedor.
Sofrimento quando chega,
furtando-te sonho e paz,
É bênção que o Céu envia
para saber como estás.
Lucano Reis
Médium: Francisco Candido
Xavier
Do Livro: Rosas com Amor
sábado, 4 de julho de 2020
Prece para o Evangelho no Lar
Deus, nosso Pai, Jesus,
nosso Mestre, benfeitores espirituais, pedimos-vos misericórdia e amparo para
as lutas que atravessamos na terra, para os doentes terminais, para os
desabrigados, os desvalidos e os desafortunados.
Dai amparo aos espíritos que
sofrem, força para os que se sentem enfraquecidos, luz para os que necessitam da
verdade espiritual e animai aqueles que ainda não tiveram forças para vos procurar
e sentir.
Dai-nos a boa vontade para
que nosso estudo espalhe os vossos ensinamentos e vibre numa fé humilde, porém
repleta de firmeza e compreensão.
Em especial, hoje, (espaço
para agradecimentos e/ou pedidos de intenção de cura, ou algum outro assunto
pertinente a esse momento).
Rezar um Pai Nosso (opcional).
sexta-feira, 3 de julho de 2020
Paz e Serviço
Muita vez, perante as dificuldades dos
tempos novos, solicitas aviso e rumo do Plano Superior para o seguro desdobramento
dos deveres que te cumpre desempenhar.
E, sem dúvida, os poderes da Vida Maior
não te recusarão esclarecimento e roteiro.
Entretanto, é justo ponderar que, se
esperamos pelas Forças Divinas, as Forças Divinas igualmente esperam por nós.
Saibamos, consequentemente, prestigiá-las e
acolhê-las, em nossa área de trabalho e de ideal, estimulando a sementeira da
paz e fortalecendo o serviço de elevação. Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Mãos Unidas
terça-feira, 30 de junho de 2020
Chico Xavier
Hoje é aniversário de
morte do médium Chico Xavier. Nascido em 2 de abril, na cidade de Pedro
Leopoldo, em Minas Gerais, é considerado um dos mais importantes expoentes do
Espiritismo. Foi batizado com o nome Francisco de Paula Candido, em homenagem
ao santo do dia do seu nascimento. Mas logo que publicou seus primeiros livros,
passou a assinar com o sobrenome paterno Francisco Candido Xavier.
São mais de 450
livros psicografados pelo médium e mais de 50 milhões de exemplares impressos. Foi
o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história mas sempre cedeu os
direitos autorais dos seus livros para instituições de caridade. Também
psicografou cerca de 10 mil cartas.
Morreu a 30 de junho,
em Uberaba, Minas Gerais, de infarto cardíaco aos 92 anos de idade. É
reconhecido como o maior líder espiritual do Brasil tendo recebido, enquanto
vivo, várias homenagens e honrarias. Dez anos após a sua morte, foi eleito o
maior brasileiro de todos os tempos, por uma emissora de TV brasileira, pelo
legado de suas obras e de sua personalidade altruísta.
domingo, 18 de dezembro de 2016
domingo, 23 de novembro de 2014
Canais da Vida.
É verdade que te martirizas, à frente da morte, na Terra, mormente quando a morte surge, a ceifar-te os entes caros.
Aflitiva
é a contemplação dos que partem do mundo, em nossos braços, quando nos
achamos no mundo, muita vez a nos endereçarem angustioso olhar, como a
pedir-nos mais vida no corpo físico, sem que nos possamos arredar da
impossibilidade de fazê-lo.
Profundamente constrangedora é a mágoa de sentir-lhes as mãos desfalecentes em nossas mãos ansiosas, na despedida.
Entretanto,
pensa neles, os companheiros que partem, na condição de viajores amados
que te deixam provavelmente carregando consigo indagações muito mais
agudas do que aquelas que se te estacam no coração.
Reflete nisso e não lhes agraves a dor.
Muitos deles se afastam marcados por impositivos urgentes de reajuste.
Compelidos
a se arrancarem de hábitos longamente estabelecidos, quase sempre
oscilam ante os chamamentos da rotina terrestre e as exigências de
renovação da Vida Espiritual. E isso lhes custa empeços e problemas para
as readaptações necessárias.
Mentaliza-os
na condição de criaturas queridas, em refazimento para que se afeiçoem,
sem maiores deloongas aos encargos novos que os aguardam.
Abençoa-os com as tuas melhores recordações, porque a lembrança ou a palavra alcançam a todos eles, com endereço exato.
Compadece-te dos supostos mortos e abstém-te de sobretaxar-lhes as preocupações com o pranto da angústia.
Em
vez disso, dá-lhes a cobertura afetiva, cumprindo tanto quanto
possível, os deveres que estimariam ainda continuar a satisfazer.
Eles estão em outras faixas de vivência, mas não irremediavelmente distantes.
São
amigos que te antecederam na inevitável viagem para a Vida Maior, a te
rogarem auxílio, a fim de se retornarem no próprio equilíbrio, ante o
desempenho das novas tarefas que abracem.
Não olvides: converte a saudade em oração de esperança e envia-lhes os teus pensamentos de compreensão e de paz.
Ampara-os agora para que te amparem depois.
Emmanuel.
Do Livro: Canais da Vida. CEU. Psicografia Francisco C. Xavier
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Rendamos Graças.
“Em tudo dai
graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” –
Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:18).
A pedra segura.
O espinho previne.
O fel remedeia.
O fogo refunde.
O lixo fertiliza.
O temporal
purifica a atmosfera.
O sofrimento
redime.
A enfermidade
adverte.
O sacrifício
enriquece a vida.
A morte renova
sempre.
Aprendamos, assim,
a louvar o dia pelas bênçãos que nos confere.
Bom é o calor que
modifica, bom é o frio que conserva.
A alegria que
estimula é irmã da dor que aperfeiçoa.
Roguemos à
Providência Celeste suficiente luz para que nossos olhos identifiquem o celeiro
da graça em que nos encontramos.
É a cegueira
íntima que nos faz tropeçar em obstáculos, onde só existe o favor divino.
E, sobretudo, ao
enunciar um desejo nobre, preparemo-nos a recolher as lições que nos cabe
aproveitar, a fim de realizá-lo segundo os propósitos superiores que nos regem
os destinos.
Não nos espantem
dificuldades ou imprevistos dolorosos.
Nem sempre o
Socorro de Cima surge em forma de manjar celeste.
Comumente, aparece
na feição de recurso menos desejável. Lembremo-nos, porém, de que o homem sob o
perigo de afogamento, nas águas profundas que cobrem o abismo, por vezes só consegue
ser salvo ao preço de rudes golpes.
Rendamos graças, pois, por todas as experiências do
caminho evolutivo, na santificante procura da Vontade Divina, em Jesus-Cristo,
Nosso Senhor.
sábado, 31 de maio de 2014
Ceifeiros.
“Então disse aos seus discípulos: A
seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.” – (Mateus, 9:37).
O ensinamento aqui não se refere à
colheita espiritual dos grandes períodos de renovação no tempo, mas sim à seara
de consolações que o Evangelho envolve em si mesmo.
Naquela hora permanecia em torno do
Mestre a turba de corações desalentados e errantes que, segundo a narrativa de
Mateus, se assemelhava a rebanho sem pastor. Eram fisionomias acabrunhadas e
olhos súplices em penoso abatimento.
Foi então que Jesus ergueu o
símbolo da seara realmente grande, ladeada porém de raros ceifeiros.
É que o Evangelho permanece no
mundo por bendita messe celestial destinada a enriquecer o espírito humano, entretanto,
a percentagem de criaturas dispostas ao trabalho da ceifa é muito reduzida. A
maioria aguarda o trigo beneficiado ou o pão completo para a alimentação
própria.
Raríssimos são aqueles que
enfrentam os temporais, o rigor do trabalho e as perigosas surpresas que o esforço
de colher reclama do trabalhador devotado e fiel.
Em razão disto, a multidão dos
desesperados e desiludidos continua passando no mundo, em fileira crescente,
através dos séculos.
Os abnegados operários do Cristo
prosseguem onerados em virtude de tantos famintos que cercam a seara, sem a
precisa coragem de buscarem por si o alimento da vida eterna. E esse quadro
persistirá na Terra, até que os bons consumidores aprendam a ser também bons
ceifeiros.
domingo, 30 de março de 2014
Filhos Pródigos.
“E para que sejamos
livres de homens dissolutos e maus, porque a fé não é de todos.” – Paulo. (2ª
Epístola aos Tessalonicenses, 3:2.)
Examinando-se a
figura do filho pródigo, toda gente idealiza um homem rico, dissipando
possibilidades materiais nos festins do mundo.
O quadro, todavia,
deve ser ampliado, abrangendo as modalidades diferentes.
Os filhos pródigos
não respiram somente onde se encontra o dinheiro em abundância.
Acomodam-se em
todos os campos da atividade humana, resvalando de posições diversas.
Grandes cientistas
da Terra são perdulários da inteligência, destilando venenos intelectuais,
indignos das concessões de que foram aquinhoados. Artistas preciosos gastam,
por vezes, inutilmente, a imaginação e a sensibilidade, através de aventuras mesquinhas,
caindo, afinal, nos desvãos do relaxamento e do crime.
Em toda parte
vemos os dissipadores de bens, de saber, de tempo, de saúde, de
oportunidades...
São eles que,
contemplando os corações simples e humildes, em marcha para Deus, possuídos de
verdadeira confiança, experimentam a enorme angústia da inutilidade e,
distantes da paz íntima, exclamam desalentados:
– “Quantos
trabalhadores pequeninos guardam o pão da tranqüilidade, enquanto a fome de paz
me tortura o espírito!”
O mundo permanece
repleto de filhos pródigos e, de hora a hora, milhares de vozes proferem
aflitivas exclamações iguais a esta.
sábado, 29 de março de 2014
Não é de Todos.
“E para que sejamos
livres de homens dissolutos e maus, porque a fé não é de todos.” – Paulo. (2ª
Epístola aos Tessalonicenses, 3:2.)
Dirigindo-se aos
irmãos de Tessalônica, o apóstolo dos gentios rogou-lhes concurso em favor dos
trabalhos evangélicos, para que o serviço do Senhor estivesse isento dos homens
maus e dissolutos, justificando apelo com a declaração de que a fé não é de
todos.
Através das
palavras de Paulo, percebe-se-lhe a certeza de que as criaturas perversas se
aproximariam dos núcleos de trabalho cristianizante, que a malícia delas
poderia causar-lhes prejuízos e que era necessário mobilizar os recursos do
espírito contra semelhante influência.
O grande
convertido, em poucas palavras, gravou advertência de valor infinito, porque,
em verdade, a cor religiosa caracterizará a vestimenta exterior de comunidades
inteiras, mas a fé será patrimônio somente daqueles que trabalham sem medir
sacrifícios, por instalá-la no santuário do próprio mundo íntimo. A rotulagem
de cristianismo será exibida por qualquer pessoa; todavia, a fé cristã
revelar-se-á pura, incondicional e sublime em raros corações. Muita gente
deseja assenhorear-se dela, como se fora mera letra de câmbio, enquanto que
inúmeros aprendizes do Evangelho a invocam, precipitados, qual se fora
borboleta erradia. Esquecem-se, porém, de que se as necessidades materiais do
corpo reclamam esforço pessoal diário, as necessidades essenciais do espírito
nunca serão solucionadas pela expectação inoperante.
Admitir a verdade,
procurá-la e acreditar nela são atitudes para todos; contudo, reter a fé viva
constitui a realização divina dos que trabalharam, porfiaram e sofreram pela
adquirir.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Inconstantes.
“Porque aquele que
duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma
para outra parte.” – (Tiago, 1:6.)
Inegavelmente
existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que, alojada em corações
leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas convicções;
entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que, procurando receber
os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas, costuma
perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem qualquer
propósito de confiar nos valores substanciais da vida.
Quem se preocupa
em transpor diversas portas, em movimento simultâneo, acaba sem atravessar
porta alguma.
A leviandade
prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas posições de trabalho,
nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.
Para que alguém
ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar
quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características.
Necessitamos,
acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo
que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e
edifique.
Os inconstantes
permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo vento e atirada de uma para
outra parte.
Quando servires ou
quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes conduzir pela inquietude
doentia. O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é
sempre o mesmo Senhor Paternal, através de todos eles. A dádiva chegará, mas
depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva, persistindo ou não
na confiança, sem a qual o Divino Poder encontra obstáculos naturais para
exprimir-se em teu caminho.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Mar Alto.
“E, quando acabou
de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para
pescar.” – (Lucas, 5:4.)
Este versículo nos
leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na
experiência humana.
Inquietante
sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade,
de dor, renovando as amarguras próprias.
Acreditam que o
destino lhes reservou a taça da infinita amargura.
Rememoram, compungidos,
os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do
mundo.
No íntimo,
experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes
dilatam as impressões de vazio.
Entretanto, essas
horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.
Se alguém as não
viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porquanto,
de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais
de inverno se multiplicam em torno.
Em surgindo, pois,
a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias
de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o
incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho,
se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que
te assistem e esperam carinhosamente.
O Pai nunca deixa
os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos,
sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a
pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
quarta-feira, 26 de março de 2014
A Marcha.
“Importa, porém,
caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte.” – Jesus. (Lucas, 13:33.)
Importa seguir
sempre, em busca da edificação espiritual definitiva. Indispensável caminhar,
vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e dificuldades em
degraus de ascensão.
Traçando o seu
programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o esperava a
derradeira glorificação pelo martírio. Podemos aplicar, porém, o ensinamento às
nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos testemunhos
redentores.
É imprescindível,
todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição dos bens
eternos.
Acreditam muitos
que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo, conquistando
posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões
financeiras ao círculo pessoal.
Entretanto, não é
isso.
Nesse particular,
os chamados “homens de rotina” talvez detenham maiores probabilidades a seu
favor.
A personalidade
dominante, em situações efêmeras, tem a marcha inçada de perigos, de
responsabilidades complexas, de ameaças atrozes. A sensação de altura aumenta a
sensação de queda.
É preciso caminhar
sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno das conquistas
interiores.
Muitas vezes,
certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem, para a
Sabedoria Divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de
fogos-fátuos.
Que ninguém se
engane nas estações de falso repouso.
Importa trabalhar,
conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo, diariamente. Para fixarmos
semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas,
gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
terça-feira, 25 de março de 2014
Falsas Alegações.
“Que tenho eu
contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.” – (Lucas,
8:28.)
O caso do Espírito
perturbado que sentiu a aproximação de Jesus, recebendo-lhe a presença com
furiosas indagações, apresenta muitos aspectos dignos de estudo.
A circunstância de
suplicar ao Divino Mestre que não o atormentasse requer muita atenção por parte
dos discípulos sinceros.
Quem poderá supor
o Cristo capaz de infligir tormentos a quem quer que seja? E, no caso, trata-se
de uma entidade ignorante e perversa que, nos íntimos desvarios, muito já
padecia por si mesma. A vizinhança do Mestre, contudo, trazia-lhe claridade
suficiente para contemplar o martírio da própria consciência, atolada num
pântano de crimes e defecções tenebrosas. A luz castigava-lhe as trevas
interiores e revelava-lhe a nudez dolorosa e digna de comiseração.
O quadro é muito
significativo para quantos fogem das verdades religiosas da vida,
categorizando-lhe o conteúdo à conta de amargo elixir de angústia e sofrimento.
Esses espíritos indiferentes e gozadores costumam afirmar que os serviços da fé
alagam o caminho de lágrimas, enevoando o coração.
Tais afirmativas,
no entanto, denunciam-nos. Em maior ou menor escala, são companheiros do irmão
infeliz que acusava Jesus por ministro de tormentos.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Provas de Fogo.
A indústria
mecanizada dos tempos modernos muito se refere às provas de fogo para positivar
a resistência de suas obras e, ponderando o feito, recordemos que o Evangelho,
igualmente, se reporta a essas provas, há quase vinte séculos, com respeito às
aquisições espirituais.
Escrevendo aos
Coríntios, Paulo imagina os obreiros humanos construindo sobre o único
fundamento, que é Jesus-Cristo, organizando cada qual as próprias realizações,
de conformidade com os recursos evolutivos.
Cada discípulo,
entretanto, deve edificar o trabalho que lhe é peculiar, convicto de que os
tempos de luta o descobrirão aos olhos de todos, para que se efetue reto juízo
acerca de sua qualidade.
O aperfeiçoamento
do mundo, na feição material, pode fornecer a imagem do que seja a importância
dessas aferições de grande vulto. A Terra permanece cheia de fortunas,
posições, valores e inteligências que não suportam as provas de fogo; mal se
aproximam os movimentos purificadores, descem, precipitadamente, os degraus da
miséria, da ruína, da decadência. No serviço do Cristo, também é justo que o
aprendiz aguarde o momento de verificação das próprias possibilidades. O
caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança representam conquistas para a
vida eterna, realizadas pela criatura, com o auxilio santo do Mestre, mas todos
os discípulos devem contar com as experiências necessárias que, no instante
oportuno, lhe provarão as qualidades espirituais.
domingo, 23 de março de 2014
Intercessão.
“Irmãos, orai por
nós.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:25.)
Muitas criaturas
sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.
O homem
habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no
entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece
intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores
inalterados. Não é justo acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a
derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos
favores.
A súplica da
intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de
forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao
objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não
acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas. O
homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento,
contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais
não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza
física vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a
lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os
troncos.
Não olvides os
bens da intercessão.
Jesus orou por
seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
terça-feira, 11 de março de 2014
Estações Necessárias.
“Arrependei-vos,
pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados e
venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” – (Atos,
3:19.)
Os
crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se
processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa
atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados,
junto aos Mensageiros Divinos.
A
maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com
as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena
identificação com o céu tão-só pela enunciação de alguns hinos, enquanto
enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas
revelações apenas pelo fato de haver freqüentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário da Verdade Divina.
A
palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de
transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a
felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a
realização, porquanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da
culminância.
Antes
de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a
extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de
alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí
chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se,
realmente, já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a
estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que
deves levar a efeito para demandar a seguinte.
Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.
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