sábado, 10 de dezembro de 2011

Espiritismo e Espiritualismo.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

I- Espiritismo e Espiritualismo.

Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas da anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue dai que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo, empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.

Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual apresenta uma das fases. Essa a razão por que traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Caminho do Bem e do Mal.

Salmo, 1

1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.

2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.

3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.

5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.

6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Oxum e Nossa Senhora da Conceição.

Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição. No sincretismo religioso, ela é Oxum, o orixá da água doce dos rios, do amor, da beleza, da riqueza e da diplomacia.

Deixo abaixo uma prece dedicada ao dia de hoje.

Saravá Mamãe Oxum.


Saravá protetora dos velhos, crianças e dos desamparados.

Estendei o Vosso Manto sobre as nossas cabeças.

Dai-nos forças para não cairmos extenuados pelo cansaço e pelo desânimo.

Dai-nos forças para não nos perdermos nos caminhos da ingratidão e da descrença.

Amparai-nos com o Vosso poder, para que não nos enveredemos pelas estradas escuras do pecado, da ambição, do ódio e da maldade.

Afastai de nosso coração o sentimento de vingança.

Dai-nos forças para sabermos perdoar os que nos ofendem, os que nos insultam, os que nos perseguem e os que nos humilham.

A Vós Mamãe Oxum, que sois o reflexo divino da Excelsa Nossa Senhora da Conceição erguemos as nossas preces em agradecimento pelas bênçãos que iremos receber através da Vossa interseção junto a Pai Oxalá.

Nas águas das cachoeiras, nos lagos e nos rios, a Vossa força irradia proteção e luz para os sofredores, os enfermos e os angustiados.

Ajoelhamo-nos ante o Vosso Manto luminoso e suplicamos com toda a nossa fé que não nos abandoneis nas horas de aflição e amargura.

Ajudai-nos Mamãe Oxum, protegei-nos agora e sempre.

Dai-nos maleime pelas nossas faltas.

Perdoai os nossos erros e as nossas omissões.

Lançai o esplendor da Vossa luz em nossos caminhos para que nossa humildade se transforme em força, afim de chegarmos até Vós.

Saravá Mamãe Oxum.

Salve Nossa Senhora da Conceição.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que é Cabalá?

A Cabala é uma sabedoria milenar que procura explicar os grandes mistérios do universo e tudo que o compõe.

Essa sabedoria revela também um sistema que se aplicado às nossas vidas, viveríamos de forma plena e feliz. Deixo abaixo algumas definições sobre o que a Cabalá.


Resposta 1 : Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é uma sabedoria que investiga a natureza divina. Kabbalah (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção.

Resposta 2 : A Cabala é um método simples e preciso que averigua e define a posição do ser humano no universo. A sabedoria da Cabala nos diz por que o homem existe, por que nasce, por que vive, qual é o propósito de sua vida, de onde vem e para onde vai quando completa sua vida neste mundo. (...) A palavra “Cabala” se deriva do verbo em hebreu “lekabbel”, isto é, receber. A Cabala descreve os motivos das ações como “o desejo de receber”. Este desejo se refere à recepção de diversas classes de influências. Para isso, cada um está disposto, em geral, a investir um grande esforço. A questão é: Como alcançar o máximo de influências pagando o preço mínimo? Cada um tenta responder a esta pergunta a sua maneira.

Resposta 3 : A tradução literal da palavra Cabalá é 'aquilo que é recebido". Para receber, devemos ser receptivos. Devemos nos abrir, criando um receptáculo para absorver aquilo que desejamos entender, até nos tornarmos parte da Cabalá. Abrir o ser para uma realidade mais elevada, visualizar o espírito dentro da matéria, elevar nossa consciência até o ponto em que nossa percepção da realidade é completamente mudada, e o Divino dentro de toda a Criação é revelado.

Resposta 4 : Cabalá Mahuti é uma linha de pensamento que busca o resgate dos valores, ritos e elementos da antiga tradição dos hebreus ainda nos tempos pré-bíblicos. Com uma profunda relação com os elementos da natureza, a escola Mahuti (Essencial) é um retorno às raízes mais antigas da Cabalá.

A base da Tradição Mahuti está construída em três elementos: o aprendizado, a meditação e a celebração.


Resposta 5 : É uma filosofia de vida baseada no lado místico dos judaicos. A idéia é que as pessoas expressem o amor divino cada dia de suas vidas. Algumas pessoas pensaram que esses ensinamentos foram revelados para Adam, enquanto outros acreditaram que esses ensinamentos foram secretamente ditos por Moisés no Monte Sinai quando ele recebeu Torah e os dez mandamentos.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

São Nicolau e os Xamãs.

Hoje é dia de São Nicolau, ou Santa Klaus. Mais conhecido como Papai Noel.

É associado ao deus Odin, um deus maior entre os povos germânicos antes da cristianização. 

Apesar da imagem de Santa Kalus ter surgido só no século XIX, ela é repleta de símbolos antigos.

Segundo a lenda, ele vinha da região Norte, direção considerada sagrada pela Antiga religião.

A roupa de São Nicolau tinha as cores da Deusa. Era vermelha, branca e preta. A carruagem era puxada por oito renas que representam as oito direções da tradição xamânica. E ele descia pela chaminé trazendo presentes, como faziam os xamãs nórdicos quando em estado de transe, desciam para o mundo subterrâneo e traziam as bênçãos de cura das adivinhações para os moradores dos iglus.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Arinna, Deusa da Luz.

Hoje comemorava-se Arinna, a deusa-sol. Era uma divindade subterrânea correspondente à deusa hatita Wurusemu, da Anatólia. Arinna também se assemelhava à deusa leonina Hepat, guardiã da Justiça.

Arinna era esposa do deus do Tempo, chamado Im, e a quem era superior. A Deusa Luz indicava a existência de uma religião matrifocal nesta cultura.

Aproveite a energia desse dia e celebre a luz com reverências ao Sol como fonte de vida, calor e luz. Se puder, use um cristal citrino ou um topázio em seu chacra solar para se energizar. Vestir amarelo também é uma boa dica para o dia de hoje.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Livro dos Espíritos.

Sobre esta Obra:

Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada a 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13. Três novidades, à maneira das tríades druídicas, apareciam com este livro: a Doutrina Espírita, a palavra Espiritismo, que a designava; e o nome Allan Kardec, que provinha do passado celta das Gálias.

A primeira novidade era apresentada como antiga, em virtude de representar a eterna realidade espiritual, servindo de fundamento a todas as religiões de todos os tempos: a Doutrina Espírita. Era, entretanto, a primeira vez que aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo. A segunda, a palavra Espiritismo, era um neologismo criado por Kardec e desde aquele momento integrado na língua francesa e nos demais idiomas do mundo. A terceira representava a ressurreição do nome de um sacerdote druida desconhecido.

A maneira por que o livro fora escrito era também inteiramente nova. O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail fizera as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, através das cestinhas-de-bico. Psicografia indireta. Os médiuns, duas meninas, Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14, colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa. Pelo mesmo processo, o livro foi revisado pelo Espírito de Verdade, através de outra menina, a Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas: “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.

Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Prof. Denizard não o publicou com o seu nome ilustre de pedagogo e cientista, mas com o nome obscuro de Allan Kardec, que havia tido entre os druidas, na encarnação em que se preparava ativamente para a missão espírita. O nome obscuro suplantou o nome ilustre, pois representava, na Terra, a Falange do Consolador. Esta falange se constituía dos Espíritos Reveladores, sob a orientação do Espírito de Verdade e dos pioneiros encarnados, com Allan Kardec à frente.

A 16 de março de 1860, foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec, sob orientação do Espírito de Verdade, que, desde a elaboração da primeira edição, já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela. Assim, a primeira edição foi o primeiro impacto da Doutrina Espírita no mundo, preparando ambiente para a segunda que a completaria. Toda a Doutrina está contida neste livro, de forma sintética, e foi posteriormente desenvolvida nos demais volumes da Codificação.

Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo cm novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética, e estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação.

José Herculano Pires, tradutor.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Airmid, Deusa da Cura.

Hoje, na Irlanda, comemorava-se Airmid, a deusa da cura e da medicina.

Airmid era uma famosa curandeira celta que pertencia aos Tuatha de Danaan, grupo de divindades pré-celtas.

Quando alguém queria curar uma doença ou ferimento com ervas, a Deusa surgia para ajudar no processo de escolha das ervas.

Ela aparecia vestida com um manto coberto de ervas.

Conta a lenda que Airmid tinha um irmão que sabia tudo sobre as ervas que tinham o poder de cura. Juntos, Arimid e Miach, realizavam muitas curas. O dom de conhecer as ervas foi herdado do pai, que também era curandeiro. Só que Miach se mostrava muito mais talentoso. Isso despertou a inveja do próprio pai que num acesso de loucura, matou o filho.

Airmid ficou tão desolada que chorou por um ano a perda do irmão. As lágrimas que caíam na terra fizeram nascer a cada dia uma erva diferente. A deusa as recolheu e as guardou sob o seu manto para que quando encontrasse alguém doente ou ferido pelo caminho, pudesse ajudá-lo.

Quando seu pai descobriu o segredo de Airmid, tomou o manto da filha e o jogou no chão espalhando as ervas sobre a terra para que os homens não se beneficiassem daquilo que foi o motivo de sua desgraça.

Mas quando a guerra chegou, a família foi ajudar os feridos e o pai de Airmid teve a ideia de criar a Fonte Sagrada da Cura. Juntos colheram erva por erva de toda Irlanda para abastecer a fonte.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Shiva, Deus da Dança.

Hoje, no hinduísmo, comemorava-se Shiva, o deus da Dança e do Movimento.

Ele é considerado “o destruidor”. Seria aquele que destrói para construir algo novo. Por isso também é chamado de “renovador” ou “transformador”.

Há indícios de que seu culto tenha se iniciado no período Neolítico, em torno do ano 4.000 a.C., na forma de Pashupati, Senhor dos Animais.

Nas representações de Shiva sempre tem um Trishula, um tridente, que é uma arma que acaba com a ignorância humana; uma serpente que fica em volta da cintura e do pescoço simbolizando o domínio de Shiva sobre a morte e um jarro de água na cabeça simbolizando o Rio Ganges.

Há também outros elementos como por exemplo, o fogo representando a transformação e a lua crescente, significando a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Oração Nossa.

Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições ,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malícia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.

Senhor,
fortalece em nós a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente
aquela de cumprir os desígnios, onde e
como queiras, hoje, agora e sempre.

Emmanuel - Mensagem psicografada por Chico Xavier