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quarta-feira, 11 de março de 2026

O Elefante - Memória, Força e Sabedoria Ancestral

O elefante atravessa culturas como símbolo de força serena e inteligência profunda.

Na tradição hindu, está ligado a Ganesha, o removedor de obstáculos.
Na África, representa liderança e ancestralidade.
Na Ásia, é sinal de prosperidade e estabilidade.

Mas o símbolo vai além das religiões.

O elefante representa memória, lealdade, estrutura e caminho aberto com firmeza.

Ele não é um animal que destrói por impulso. Avança quando decide.

É dotado de força consciente.

Quando diz que o elefante nunca esquece, é porque ele representa a sabedoria da memória. Ele honra o passado, aprende com a experiência e carrega história sem ser esmagada por ela. A memória é a sua base

As forças instintivas do elefante são a impulsividade, a dominação e o ruído. E as forças conscientes são direção firme, liderança natural e presença silenciosa, respectivamente.

O elefante ensina que tamanho não é sobre intimidação, mas estabilidade.

Para o dia de hoje, reflita:

Onde você precisa agir com firmeza, mas sem violência?
Que memória precisa ser integrada — não negada?

E, lembre-se, o elefante não corre. Porque ele sabe que ao se deslocar, o caminho se abre diante dele.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Shiva e o paradoxo da destruição criadora

Uma das particularidades mais profundas de Shiva é que ele não destrói por oposição à vida, mas por fidelidade a ela. Em Shiva, destruição não é violência — é função cósmica de equilíbrio.

Enquanto muitas tradições associam o divino à preservação ou à criação contínua, Shiva ocupa o ponto mais desconfortável do sagrado: o momento em que algo precisa terminar para que o real continue verdadeiro. Ele governa o colapso do que perdeu sentido.

Essa função aparece de forma clara em três símbolos centrais:

  • O terceiro olho
    Quando Shiva o abre, o que é ilusório é reduzido a cinzas. Não por raiva, mas por lucidez absoluta. O terceiro olho não pune — revela. O que não suporta ser visto não merece permanecer.

  • A dança de Nataraja
    Na dança cósmica, Shiva cria, sustenta e dissolve o universo ao mesmo tempo. Não há começo separado do fim. Tudo pulsa, tudo se desfaz, tudo retorna. É a visão de um cosmos vivo, não fixo.

  • O asceta no Himalaia
    Shiva escolhe o isolamento não por rejeição do mundo, mas por independência dele. Ele ensina que o apego excessivo à forma impede a verdade. O desapego é método de clareza.

Talvez a maior particularidade de Shiva seja esta:
ele não promete conforto espiritual.

Shiva promete verdade, mesmo quando ela exige a morte de identidades, narrativas e ilusões cuidadosamente mantidas.

Ele não ensina a melhorar o ego.
Ensina a atravessá-lo.

Shiva não chega quando tudo está pronto.
Chega quando não é mais possível fingir que está.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Maha Shivaratri

Maha Shivaratri é a “Grande Noite de Shiva”, o ponto mais profundo do calendário espiritual hindu dedicado à consciência, ao silêncio e à dissolução do ego. Não é festa exterior. É vigília interior.

Shiva, aqui, não é apenas um deus-personagem. É princípio cósmico: aquilo que dissolve para libertar. Enquanto outras celebrações marcam começos, Shivaratri marca o esvaziamento necessário para que algo verdadeiro possa nascer.

Tradicionalmente, a noite é atravessada em estado de atenção: jejum, mantras, meditação e vigília até o amanhecer. A escuridão não é vista como ameaça, mas como útero do real. É na noite que a mente se aquieta e o ruído perde autoridade.

O lingam, símbolo central do rito, não representa forma, mas origem. Não aponta para identidade — aponta para o indizível. Shivaratri lembra que a verdade não se afirma: se reconhece quando o excesso cai.

Chave simbólica do dia

  • Dissolução do ego

  • Silêncio consciente

  • Desapego radical

  • União entre vazio e presença

Prática simbólica
Escolha uma coisa que você insiste em sustentar — uma imagem, um papel, uma narrativa sobre si.
Nesta noite, não a combata. Apenas solte.

Shiva não ensina a acumular virtudes.
Ensina a remover o que não é essencial.

Na Maha Shivaratri, não se pede algo novo.
Permite-se que o falso termine.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pashupati, Shiva.

Hoje é dia de Shiva, o senhor do movimento e da dança.

Uma de suas primeiras representações é Pashupati, que quer dizer Senhor dos Animais. Teria surgido no período Neolítico.

Shiva é representado por três faces, passado-presente-futuro.

Como Pashupati está sentado em posição de meditação, acredita-se que naquela época, por volta do ano 4.000 a.C. já se meditava. Por ser o Senhor das feras, ele podia meditar na companhia delas sem ser atacado. Quatro animais estavam sempre ao seu redor: o tigre, o elefante, o rinoceronte e o búfalo. Esses animais simbolizavam nossas emoções e instintos mais básicos como o orgulho, a força bruta, o ódio e a sexualidade desenfreada. Pashupati é aquele que domou suas feras interiores, suas emoções e com elas convive sabiamente.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nascimento de Jesus e outros Deuses.

Hoje, dia 25 de dezembro, é comemorado o nascimento de Jesus. Mas não é um dia especial só para os católicos, ortodoxos ou protestantes. Antigos credos, cultos, também tinham na data de hoje, a celebração de nascimentos importantes para suas culturas. 

Na mitologia celta, hoje a Mãe Terra dá à luz a “criança Sol” que teria vindo para anunciar um novo tempo.

Na Grécia Antiga, comemorava-se o nascimento de Dionísio, o deus do vinho.

No Egito Antigo, a festa era para o nascimento de Hórus, o deus Sol.

Na Índia Antiga, celebrava-se o nascimento de Krishna.

E na Pérsia Antiga, o nascimento de Mitras.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Tao e a Lua.

Os primeiros textos descrevem os taoístas como xamãs que teriam voado para a Lua e aprendido com ela os segredos das mudanças. E a visão que os taoístas tinham do Sol, era de algo constante. Ou seja, para esses xamãs, o aprendizado que a Lua proporcionava com suas fases, era mais interessante do que a constância do Sol.

O Tao é um caminho místico que pode ser seguido vivendo-se em estado de simplicidade e de acordo com os ritmos da natureza.

Encontrar o Tao, ou sentir o Tao, significa “retirar” do coração as ilusões dos sentidos que estão em constante mudança, para que este se torne verdadeiro e eterno.

O Tao é tanto um princípio pessoal quanto cosmológico que descreve a origem do universo e a sua criação.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Vida e os Sìmbolos.

Os símbolos podem ser vistos como o coração da identidade cultural de um povo.

Tanto as coisas animadas quanto as inanimadas são passíveis de inspiração para a formação de um símbolo. Figuras, metáforas, sons e gestos, personificações em mitos e lendas ou em rituais e costumes, são vistos como símbolos. A própria natureza interagindo com o homem, é repleta deles.

O conceito do simbolismo sempre esteve presente na história da humanidade. Todas as culturas humanas, as estruturas sociais e os sistemas religiosos com seus símbolos contribuíram para uma visão maior do mundo em que vivemos. Contribuíram para o conhecimento do nosso universo e de nós mesmos.

Confúcio, antigo sábio chinês, dizia: “Os signos e os símbolos governam o mundo, não as palavras e as leis”.

A imagem veio daqui.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Shiva, Deus da Dança.

Hoje, no hinduísmo, comemorava-se Shiva, o deus da Dança e do Movimento.

Ele é considerado “o destruidor”. Seria aquele que destrói para construir algo novo. Por isso também é chamado de “renovador” ou “transformador”.

Há indícios de que seu culto tenha se iniciado no período Neolítico, em torno do ano 4.000 a.C., na forma de Pashupati, Senhor dos Animais.

Nas representações de Shiva sempre tem um Trishula, um tridente, que é uma arma que acaba com a ignorância humana; uma serpente que fica em volta da cintura e do pescoço simbolizando o domínio de Shiva sobre a morte e um jarro de água na cabeça simbolizando o Rio Ganges.

Há também outros elementos como por exemplo, o fogo representando a transformação e a lua crescente, significando a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sita e o Ramayana.


Hoje, na India, comemorava-se a deusa Sita. Era a deusa padroeira da terra, da natureza e da agricultura. E também era esposa de Rama. 

De acordo com o mito, Sita nasceu da deusa Terra tendo surgido num lago que havia dentro de uma flor de lótus. O rei Janaka Maharaja foi quem a encontrou e a criou como se fosse sua filha. Janaka seria o guardião do famoso arco de Shiva. Era um arco pesado que precisava de dez bois para transportá-lo. À época de encontrar um pretendente para Sita, o rei fez um édito que dizia que quem conseguisse armar o arco de Shiva, desposaria Sita. Todos os anos um torneio era realizado mas ninguém jamais conseguia sequer erguer o arco. 

Até que um dia surgiu no palácio Rama. Ele parecia um adolescente pelo seu tamanho e aspecto. Mas ao se apresentar no torneio, foi tão poderoso que fraturou o arco ao vergá-lo. Rama e Sita se casaram e foram morar em Ayodhya. Mas devido a intrigas em seu palácio, Rama foi condenado ao exílio na floresta, tendo Sita o acompanhado. O demônio Ravana, que habitava a floresta, raptou Sita levando-a para Sri Lanka. Rama, auxiliado pelo rei dos macacos e um exército fantástico vai resgatar Sita. 

A epopeia foi chamada de Ramayana, que significa a viagem de Rama, e o episódio mais marcante é a construção da ponte entre o sul da Índia e a Ilha de Lanka. A construção foi feita pelo exército de macacos, ursos e demais entidades vivas. Ao final, eles conseguem resgatar Sita.

sábado, 19 de novembro de 2011

Festival Bharatri Dwitya.

Hoje é dia do Festival Bharatri Dwitya na Índia, que celebra os irmãos gêmeos Yama e Yami. Ambos são divindades hindus. Eles seriam filhos de Surya, o dom de Deus.

Yami é considerada a primeira mulher, a mãe da raça humana. A deusa também pode ser chamada de Yamini, que em sânscrito significa “noite”. Às vezes ela é representada na cor preta e aparece montada numa tartaruga, uma vahana. É considerada a padroeira dos rios.

Yama, teria sido o primeiro mortal que morreu e avistou o caminho para a morada celeste. Com isso, tornou-se o Senhor da Morte. Também chamado de Senhor do Submundo.

No dia de hoje, a vaca e o cachorro, que são animais consagrados a estes deuses, são ornamentados com guirlandas de flores.

A mensagem que o festival quer passar é que homens e mulheres são iguais. Eles devem ser companheiros e parceiros na vida para desfrutarem juntos dos mesmos direitos e privilégios.

domingo, 16 de outubro de 2011

Festival das Luzes de Lakshmi.

Hoje celebra-se o Festival das Luzes de Lakshimi.

Lakshmi é uma divindade hindu e esposa do deus Vishnu, um dos responsáveis pela manutenção do Universo junto com Shiva e Brahma. Lakshmi personifica a beleza, a fartura, a generosidade, a riqueza e a fortuna.

Quando está representada sem o lótus, ao sair do Oceano, a deusa é chamada de Padma. Suas representações também incluem um cesto cheio de arroz ou brotos. A planta sagrada de Lakshmi e o Manjericão. Costumava-se plantá-la próximo aos templos e casas como sinal de proteção.
De acordo com o mito, Lakshmi sempre existiu, mesmo antes da criação. Ela estaria flutuando em lótus. Daí vem o nome de Padma, que quer dizer deusa do Lótus.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Templo Kailasa.

Kailasa é um Templo indiano e considerado uma das maiores estruturas do mundo. Cerca de 2,4 milhões de toneladas cúbicas de pedras foram removidas durante a sua construção, no século 8. Foi esculpido numa encosta.

Seus construtores usaram cinzel de uma polegada e levou 200 anos para ficar pronto.

O Templo Kailasa foi dedicado à Shiva, o deus hindu e há uma versão que diz que foi construído pelos deuses que vieram dos céus em máquinas voadoras. A planta do templo foi feita com desenhos religiosos que representam o cosmos. Ele tem um santuário de animais, uma varanda, um salão principal e um lugar sagrado. Todos possuem painéis talhados e esculturas.
É um Templo que atrai os caçadores de mistérios antigos que vêm em busca de pistas sobre a sua construção e as vinculam a outras civilizações antigas.

O Templo de Kailasa está incluído no sítio “Grutas de Ellora”, Patrimônio Mundial da UNESCO.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

As Quatro Leis da Espiritualidade

Na Índia se ensina as "Quatro Leis da Espiritualidade".

A Primeira Lei diz: « A pessoa que chega é a pessoa certa ».
Significa que nada ocorre em nossas vidas por casualidade. Todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por uma razão, para possamos aprender e evoluir em cada situação.

A Segunda Lei diz: « O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido. »
Nada, absolutamente nada que ocorre em nossas vidas poderia ter sido de outra maneira. Nem mesmo o detalhe mais insignificante! Não existe: "se acontecesse tal coisa, talvez pudesse ter sido diferente...". Não! O que ocorreu foi a única coisa que poderia ter ocorrido e teve que ser assim para que pudéssemos aprender essa lição e então seguir adiante. Todas e cada uma das situações que ocorrem em nossas vidas são perfeitas, mesmo que nossa mente e nosso ego resistam em aceitá-las.

A Terceira Lei diz: « Qualquer momento que algo se inicia, é o momento certo. »
Tudo começa num momento determinado. Nem antes, nem depois! Quando estamos preparados para que algo novo aconteça em nossas vidas, então será aí que terá início!

A Quarta e Última Lei diz: « Quando algo termina, termina! »

Simplesmente assim! Se algo terminou em nossas vidas, é para nossa evolução! Portanto é melhor desapegar, erguer a cabeça e seguir adiante, enriquecidos com mais essa experiência!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dia de Râdhâ.

Hoje é dia da deusa hindu do amor, Râdhâ. Também chamada de “A mais amada”.

Era pastora entre os gopis do deus Krishna. Foi sua amiga de infância e depois amante. O amor entre o Deus e Râdhâ foi imortalizado em vários poemas.

O nome Râdhâ quer dizer beleza, brilho. O mais comum de seus epítetos é Radhika, que significa aquela cujo culto à Krishna é poderoso.

Alguns autores consideram Râdhâ como a representação da alma humana atraída para a Divindade. Para outros autores, Râdhâ e Krishna juntos simbolizam a verdade absoluta.

Râdhâ é vista como a potência primordial interna do Senhor. O culto à Râdhâ em Vrindavan é bastante difundido. Esse era o lugar onde Krishna diz ter vivido. A importância de Râdhâ ultrapassa até mesmo a importância de Krishna. E o amor de Radha por Krishna é como o mais perfeito principalmente por causa da sua natureza infinita e incondicional. Ela é “Seu coração e alma”.
Leia também Ninfa das Frutas.

domingo, 28 de agosto de 2011

Dia de Ganesha.

Ganesha é o deus mais adorado da mitologia Hindu. Sua imagem pode ser encontrada em painel dos transportes, na entrada de lojas comerciais e na casa das pessoas. Ele oferece proteção e apoio aos que são seus devotos.

Suas características são o conhecimento, a sabedoria e a remoção dos obstáculos. É sempre lembrado no início de alguma missão ou em um novo projeto para se ter a bênção.

Ganesha tem quatro braços e a cabeça de um elefante, quesignifica fidelidade e inteligência. Seu veículo é um pequeno rato. Em uma de suas mãos ele carrega uma corda para carregar os devotos da Verdade. Na outra mão tem uma machadinha para libertar seus devotos dos apegos e dos vícios. Na terceira mão tem um doce a fim de gratificar seus devotos por suas atividades espirituais. E na quarta mão, uma flor de Lótus que simboliza a realização do seu verdadeiro Eu.

Ganesha é representado com um dente só. O outro, ele teria arrancado para escrever o Mahabharata.

Há uma lenda que diz que quando Shiva e Parvati, pais de Ganesha e Skanda, tiveram que decidir qual dos filhos casaria primeiro, disseram disseram para eles que aquele que desse a volta ao mundo primeiro logo se casaria. Skanda rapidamente partiu veloz como o vento para não perder tempo. Ganesha saudou seus pais primeiro e depois deu sete voltas ao redor dos dois. Ao terminar, seus pais lhe perguntaram o que havia feito. E Ganesha respondeu: Não sois vós o Universo? E não dizem os Veda que aquele que faz sete prakshina em torno dos pais tem mais valor do que os que dão sete voltas ao mundo? Com este argumento Ganesha foi o primeiro a se casar.



domingo, 21 de agosto de 2011

Mudanças da Natureza.

A observação da natureza a fim de discernir as “características do Tao” levou os chineses a grandes insights. Um dos insights considerados mais importantes do Taoísmo foi a compreensão de que transformar e mudar são características essenciais da natureza.

A transformação é vista no crescimento de todas as coisas como por exemplo, o crescimento de um broto. Podemos observar sua maturação e decadência graduais que geram as transformações e consequentemente, as mudanças.

Para os taoístas, essas mudanças eram consideradas manifestações da interação dinâmica entre polaridades de opostos yin e yang. Tal concepção, os levou a acreditar que qualquer par de opostos significa que cada um dos pólos está dinamicamente vinculado ao outro.

"Aqueles que seguem a ordem natural fluem na corrente do Tao."
Huai Nan Tsé.

Também no dia de hoje Consuália, Festa da Colheita.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Shiva e Trishula.

O Trishula na Índia é o emblema de Shiva, o deus transformador do mundo e o destruidor das aparências. É uma lança de três pontas associada a esse Deus desde ilustrações do período neolítico, entre 12.000 e 4.000 a.C.

No mito, Shiva usa o Trishula para destruir a ignorância dos homens. Ele está na condição de “renovador” onde vai destruir para contruir algo novo.

As três pontas representam o trikala ou o chamado templo triplo, que são passado, presente e futuro. O trikala é mostrado levantando-se três dedos da mão direita em um gesto denominado trishulahasta. Também representam outras trindades como: vontade, ação, sabedoria; criar, manter e destruir.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Manjericão protetor.

Manjericão é originário da Índia, onde o Tulsi, ou manjericão doce, era consagrado ao deus Vishnu. Costumava-se colocar uma folha dessa erva sobre o peito do falecido para que as Portas do Céu se abrissem e ele pudesse entrar.

Na Inglaterra, quando convidados retornavam às suas casas, era costume dar a eles um pote de manjericão garantindo uma viagem segura de volta.

Na Itália o manjericão significava amor. Uma mulher, por exemplo, que estivesse prestes a receber seu noivo deveria colocar um pote de manjericão na sua varanda.

Já na Grécia Antiga, os gregos utilizavam o Manjericão como um antídoto ao veneno fatal do basilisco, uma criatura mística que diziam ter um olhar capaz de matar uma pessoa imediatamente.

Na culinária tem diversas aplicações. É utilizada em molhos de macarrão, pizzas e temperos para churrasco, por exemplo. Também usada em saladas ou como condimento.

Segundo estudos, a planta evidencia uma atividade antibacteriana e até antiinflamatória. Também apresenta ainda uma ação anticéptica local sendo um aromatizante bucal. O banho de manjericão é bom para combater qualquer tipo de micose. E para combater a tosse ou dor de cabeça, um bom xarope de mel com Manjericão.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Vibração do Mantra.

Mantra é uma fórmula ritual sonora cuja recitação tem o poder de pôr em ação a influência espiritual que lhe corresponde. Recitar um Mantra é como entrar nas vibrações que constituem o universo, de acordo com os Hindus. É uma espécie de comunhão com o cosmo. Os Mantras Tibetanos, por exemplo, são como orações. Nesse sentido, orações como o Pai Nosso e a Ave-Maria do Cristianismo, também agem como Mantras.

Os Mantras também podem ser uma frase ou palavra usada como recurso de meditação. Exemplo: “Om mane padme Om” é um Mantra hindu entoado para focalizar a mente e criar um estado propício à meditação.

Mantra vem do sanscrito man que significa mente e tra, alavanca. Os Mantras tiveram origem no hinduísmo. Mas também são utilizados no budismo e no jainismo.

Veja alguns Mantras comuns:
Asa To Ma (Védico) - Considerado um dos mais belos Mantras do mundo
Om namah Shivaya (shivaísta)
Om namah shiva lingan (shivaísta)
Shiva Shiva maha dêva (shivaísta)
Om shiva Om Shakti Namah Shiva Namah Shakti (shivaista)
Om namah kundaliní (sânscrito)
Om mani padme hum (sânscrito)
Om namo bhagavate vasudevaya (do sânscrito)
Om tare tütare ture soha (tibetano)
Om tare tam soha (tibetano)
Nam myoho rengue kyo (Saddharma-pundarika Sutra em sânscrito)
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare (sânscrito)
Namerarenguékioh kioh namere klatisfas