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sábado, 9 de julho de 2011

Rhea, Mãe das Montanhas.

Hoje na Grécia, comemorava-se Rhea, a Mãe das Montanhas. Rhea era uma antiga deusa de Creta.

De acordo com a mitologia, Rhea era uma Titã, filha de Uranos, que representava o Céu, e filha de Gaia, a Terra. Era irmã e esposa de Cronos e com ele gerou seis filhos: Héstia, Hades, Deméter, Poseidon, Hera e Zeus. Por isso é também conhecida como Mãe dos Deuses. Cansada de ter seus filhos devorados pelo próprio marido, se refugiou nas montanhas para dar à luz. Zeus nasceu numa caverna do monte Dicte. Depois, Rhea deu à Cronos uma pedra enrolada em panos no lugar do filho. O marido enganado engoliu a pedra sem perceber a troca.

O nome Rhea pode ter sido derivado de “chão” ou de “fluxo”. Na mitologia romana é identificada com a Deusa Cibele.

Era reverenciada com procissões de címbalos, flautas, tambores e tochas acesas.

Se você quiser também fazer uma invocação à Deusa, então acenda uma vela verde e mentalize: “a Terra nos dá seus frutos, por isso eu louvo e agradeço à Mãe Terra.

A segunda maior lua de Saturno tem o nome de Rhea.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Tríplice 3.

Enquanto o 1 e o 2 simbolizam a polaridade primordial masculina e feminina, o 3 surge da unificação desses dois. Tudo que é novo sempre surge da unificação dos opostos: pai + mãe = filho; tese + antítese = síntese.

O 1 e o 2 atuam então como pólos de um imã ou de uma bateria entre os quais pode surgir algo novo: o três.

O Três é um número divino e símbolo da força vital. A Divina Trindade, por exemplo, existe em várias religiões e mitologias antigas.

No panteão grego, por exemplo, os irmãos Zeus, Posêidon e Hades são as 3 divindades que dividiam o poder sobre a Terra e as pessoas.

No Egito, temos Ísis, Osíris e Hórus. Mãe, pai e filho.

No Hinduísmo, estão os deuses Brahma, o Criador, Vishina, o Conservador e Shiva, o Destruidor.

Temos também as deusas tríplices da Lua personificando as três fases desse satélite: crescente, cheia e minguante. Representam o nascimento, a vida e morte.

No Cristianismo, a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Esse simbolismo está também nos 3 Reis Magos que visitaram Jesus quando nasceu.

E ainda o encontramos na Quimera, criatura formada por partes de 3 animais: o Leão, a Cobra e a Serpente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tesmoforia, renovação da vida.

Hoje tem início o Festival de Tesmoforia, um culto muito antigo de origem neolítica.

Nessa época, houve a primeira manifestação humana religiosa baseada na mulher, associando esta à natureza, ao poder de dar a vida. Foi durante esse período que surgiu a prática da agricultura e a domesticação dos animais. Os povos começaram a fixar moradia e a se agregar em aldeias.

Esse culto era celebrado em favor da colheita dos cereais e de oferendas de leitões. Foi depois perpetuado no culto a Ísis e posteriormente, no culto a Deméter.

Quando à época de Deméter, o culto tinha a duração de três dias e representava a busca, a espera e o encontro com sua filha Perséfone que fôra levada pra o submundo por Hades.

No primeiro dia as sacerdotisas vestidas com túnicas vermelhas desciam para o altar de Deméter, localizado numa gruta. Elas levavam leitões como oferendas à Deusa, que eram deixados nas fendas da gruta. Era um ritual perigoso pois nessas fendas existiam serpentes que se alimentavam das oferendas. E as sacerdotisas tinham que levar à superfície os restos das oferendas do ano anterior.

No segundo dia todos faziam jejum numa evocação à Deméter, pela dor e prostração sentida com o desaparecimento da filha. Alguns prisioneiros eram libertados e julgamentos suspensos nesse dia. Invocava-se a justiça divina para todos que haviam transgredido as leis.

O terceiro e último dia é a fase que celebra o reencontro das duas deusas e a criação do eterno ciclo. É o dia dedicado ao plantio de tudo o que fôra retirado da terra. Desde os restos das oferendas à sementes e pinhas. Era uma espécie de fertilização mágica realizada pelas mulheres.

A palavra Tesmoforia significa estabelecimento das leis ou da instituição sagrada. Deméter era reverenciada como a Legisladora, a Guardiã da Lei.

Se tiver perdido algo que deseja recuperar, peça ajuda a esta deusa e nos próximos três dias mentalize a energia de cada um deles em benefício próprio. A mensagem desse ritual é de renovação de partes de sua vida que não estão lhe fazendo feliz.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mistérios Elêusis.

Hoje é o nono e último dia dos Grandes Mistérios de Elêusis, cuja festividade começou no último dia 15. Eles fazem alusão ao mito de Deméter, a Deusa grega da Agricultura.

Conta a mitologia que Deméter ao ter sua filha, Perséfone, raptada passou nove dias e nove noites, sem comer e sem beber, percorrendo o mundo inteiro à sua procura.

No décimo dia confirmou o que já sabia: Perséfone fora raptada por Hades, deus do submundo e para onde a levara. Hades era irmão de Zeus e só fizera este rapto com a permissão dele.

Irritada com os dois irmãos, sendo que Zeus era seu marido e pai de Perséfone, Deméter decidiu que não mais retornaria ao Olimpo e que permaneceria na terra abdicando de suas funções divinas até que a filha lhe fosse devolvida.

Então, sob o aspecto de uma anciã dirigiu-se a Elêusis e sentou-se numa pedra com um semblante entristecido. Uma das filhas do rei local a chamou para cuidar de seu irmão recém nascido, Demofonte.

Deméter aceitou o convite e ao invés de dar leite para a criança, a alimentava com ambrosia, doce divino. Mas como queria transformar a criança num ser imortal e eternamente jovem, o escondia durante a noite no fogo. A cada dia ele ficava mais belo e mais parecido com um Deus. Mas um dia, a rainha viu o filho entre as chamas e gritou desesperada.
Deméter teve que interromper o ritual iniciático e bastante irritada chamou os homens de insensatos e ignorantes pois agora o destino de Demofonte seria a morte. Mas antes de deixar o palácio, a deusa exigiu que se construísse um templo com um altar onde ela pessoalmente iria ensinar seus ritos aos seres humanos.

Quando o santuário ficou pronto, Deméter se recolheu ao interior do mesmo e consumida pela saudade da filha provocou uma grande seca sobre a terra. As pessoas começaram a morrer de fome.

Zeus, para corrigir o mal que fizera, ordenou que Hades devolvesse a filha mas esta já havia comido romã e por isso não poderia deixar o submundo de forma definitiva. Então ficou acertado que durante seis meses Perséfone ficaria sobre a terra, na companhia da mãe. E nos outros seis meses, passaria com Hades.

Ao ter a filha de volta, imediatamente a terra se encheu de verde. E antes de subirem ao Olimpo, Deméter ensinou todos os seus mistérios ao rei Céleo, e a mais três pessoas.

Estes nove dias das festividades dos Grandes Mistérios Elêusis representam a morte simbólica de Perséfone, sua descida ao mundo dos mortos e seu retorno triunfante à terra, como a semente que morre no seio da terra e se transmuta em novos rebentos.
A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

domingo, 15 de agosto de 2010

Hécate, a Deusa Negra.

É a Deusa da Morte e do Renascimento. Também chamada de Deusa grega das Horas Escuras.

Era o terceiro aspecto da Lua, A Anciã, reverenciada como a Patrona da Sabedoria. Um de seus símbolos era o caldeirão. E os festivais em sua homenagem aconteciam à noite sob a luz de tochas. Era uma deusa que conhecia os caminhos no reino dos espíritos.

Considerada uma das divindades mais importantes do mundo dos mortos. Poderosa tanto no Céu quanto na Terra, concedia aos homens riqueza, sabedoria e vitória de acordo com o seu humor.

Filha de Zeus e de Hera, roubou um pote de ruge de sua mãe para dá-lo à Europa. Hera, furiosa, correu atrás dela mas Hécate fugiu para a Terra e refugiou-se na casa de uma mulher que acabara de dar à luz.

Por causa desse contato, Hécate ficara impura. E para limpá-la, Kabiri, o Deus de Mistérios, levou-a ao mundo de Hades e a mergulhou no Rio Aqueronte, de onde não mais saiu.

No entanto, costumava viajar com sua matilha de cães sagrados podendo ser vista por mortais nas encruzilhadas da vida.

Como Hécate amava lugares escuros e remotos, era chamada de “A Distante”, protetora de locais inóspitos. Simbolicamente era representada com 3 rostos indicando sua habilidade em adivinhar e compreender os mistérios do passado, presente e futuro; nascimento, vida e morte; céu, terra e mundo dos mortos.

Essa deusa tem o poder de olhar para três direções ao mesmo tempo. Principalmente quando algo do passado torna difícil fazer fluir o presente, ela nos faz visualizar o que precisa ser revisto, revivido e então afastado definitivamente. Como se varrêssemos para longe toda essa influência do passado.

Essa varredura não irá mudar o passado, mas fará você entender que precisa viver e fazer tudo que puder no presente. Pois o futuro cuidará de si mesmo.
A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Netuno, Rei dos Mares.

Hoje é o primeiro dia do festival romano que homenageia Netuno, deus dos mares e dos terremotos. Também o chamam de Deus da Irrigação.

Filho de Saturno, na mitologia Romana, Netuno e seus dois irmãos, Plutão e Júpiter, herdaram a Terra. Netuno ficou com os mares, Júpiter com os ares e Plutão com o mundo subterrâneo.

Considerado terrível e poderoso, Netuno também era o Deus criador dos terremotos. Percorria as profundezas do oceano num carro puxado por cavalos marinhos de ouro. Quando irritado, fosse por outros deuses ou por humanos, sacudia seu tridente para agitar as águas e provocar tempestades repentinas.

Quando de bom humor, enviava ventos favoráveis para os barcos chegarem com segurança a seus destinos.

O caminho por esse reino das águas nunca é linear. Ao contrário. É curvo, tortuoso. Nele, é difícil saber o quanto se anda e se realmente estamos na direção certa.

Em homenagem à Netuno, os marinheiros criaram o Festival da Neptunália. Um festival romano que ocorria no período de calor do verão, para se conjurar a seca e pedir proteção às atividades agrícolas. Duravam três dias.

Nesse evento eram realizados jogos e erguiam-se pequenas cabanas com galhos e folhas chamados de tabernáculos. E à sombra desses tabernáculos se realizavam banquetes ao ar livre.

O correspondente à Netuno na Mitologia Grega é Poseidon, filho de Cronos e irmão de Hades, o Rei dos Infernos, e de Zeus, Rei dos Céus.

Em Teresina, Piauí, haverá um encontro para debater e celebrar a Neptunália. Confira.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eurydice, musa de Orfeu.

Hoje celebra-se o dia de Eurydice, a amada de Orfeu. Ela era uma ninfa dríade, que inspirava o espírito das árvores, o carvalho. Tinha o rosto delicado e um passo tímido.

Conta a mitologia que Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíope, se apaixona pela ninfa e chamam Himeneu, deus do casamento, para abençoar-lhes a união. Mas Himeneu pressente que a felicidade de ambos durará pouco.

Logo depois das núpcias um sátiro vê Eurydice no campo e se encanta por ela. Tenta conquistá-la. E em fuga, assustada, pisa numa serpente que lhe pica o pé.

Não conseguindo permanecer viva, Eurydice é levada para as profundezas de Hades. Desesperado, Orfeu canta súplicas que fazem chorar até deuses e ninfas.

Seu canto era tão triste que ele consegue atravessar os portões do inferno fazendo todos os habitantes do submundo partilharem de sua dor. Hades comovido, cede e permite que Eurydice volte ao mundo dos vivos mas impõe uma condição: no caminho, Orfeu deve ir na frente e não olhar para trás.

Já chegando próximo à superfície, o coração inquieto de Orfeu não aguenta. Ele precisa ver seu amor e a procura com os olhos. Mas ao se virar para trás, Eurydice é arrebatada pelas trevas sendo tragada na escuridão com os braços estendidos para Orfeu.

Ele tenta mais uma vez salvar-lhe a vida mas não lhe permitem entrar novamente no mundo dos mortos. Então passa a viver à margem com seus lamentos aos rochedos e às montanhas.

Entregue à lembrança de seu infortúnio, Orfeu provoca a ira das donzelas Trácias que queriam seduzi-lo. Elas lhe atiram dardos que caem inermes aos seus pés. A música de Orfeu amansava até pedras que lhe fossem atiradas. Mas com a gritaria das mulheres o som da sua lira foi abafado e os projéteis a ele lançados o atingiram.

Orfeu finalmente vai ao encontro de Eurydice. E desta vez poderia contemplá-la sem ser castigado. Esse mito de Eurydice e Orfeu fala sobre a força do tempo, do momento oportuno para nos conscientizarmos e do valor da música como agente de transformação.

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