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terça-feira, 17 de março de 2026

A Biblioteca de Alexandria: o templo do conhecimento perdido

A Biblioteca de Alexandria foi o maior projeto intelectual da Antiguidade.

Fundada no século III a.C., no Egito helenístico, durante o reinado de Ptolemy I Soter, ela fazia parte de um complexo chamado Mouseion — um centro de pesquisa dedicado às Musas.

Não era apenas um depósito de livros. Era um laboratório de ideias.

O objetivo era reunir todo o conhecimento do mundo conhecido.

Navios que chegavam ao porto de Alexandria tinham seus manuscritos confiscados temporariamente. Os textos eram copiados, e muitas vezes o original ficava na biblioteca. Estimativas falam em centenas de milhares de rolos de papiro.

Ali estudaram matemáticos, astrônomos, filósofos, médicos e geógrafos. Entre eles:

Euclid — pai da geometria

Eratosthenes — que calculou a circunferência da Terra

Archimedes — inventor e físico

A destruição de Alexandria, não aconteceu com um único incêndio mítico. A biblioteca foi sendo enfraquecida por conflitos políticos, guerras e mudanças religiosas ao longo de séculos. O que existiu foi um processo gradual de perda com incêndios durante campanhas romanas, declínio sob o domínio cristão tardio e conflitos posteriores sob domínio islâmico

O que realmente se perdeu?

A Biblioteca de Alexandria virou arquétipo do conhecimento interrompido. Lá, existiam mais do que livros. Perdeu-se continuidade. Muitos textos científicos, filosóficos e culturais que poderiam ter acelerado a história humana desapareceram.

Ela representava a ambição humana de compreender tudo, a fragilidade da memória coletiva e o perigo de intolerância ideológica.

Outra lição que Alexandria nos deixa é que conhecimento não é eterno. Ele precisa ser preservado.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Parcas Romanas, Moiras Gregas.

No antigo calendário Romano, Dezembro era o décimo mês chamado de Decem. O nome é uma homenagem à deusa Décima, uma das Senhoras do Destino.

Esta Deusa era uma das três Parcas, que em Roma, decidiam o curso da vida humana. Elas decidiam questões como vida e morte de tal forma que nem Júpiter podia interferir ou contestar.

Nona, a primeira Parca, tecia o fio da vida. O nascimento. Décima, a segunda Parca, cuidava da extensão dessa vida e do seu caminho. Era ela quem fiava a sorte. A terceira Parca, chamava-se Morta e era ela quem cortava o fio da vida. Era a que não voltava atrás.

Os meses do calendário atual foram adaptados do antigo calendário lunar. Se analisarmos sob esse aspecto entendemos o significado do nome das Parcas, que vem do verbo parir, dar à luz.

Uma gravidez humana, por exemplo, dura nove luas e não nove meses. Portanto, a Nona (lua), é a Parca que tece o fio da vida no útero materno. A Décima (lua), é a do nascimento, o cordão umbilical sendo cortado, o começo de uma vida terrena. E Morta, é a Parca que preside a outra extremidade da vida, o seu próprio fim que pode acontecer a qualquer momento.

Estamos então no período da décima lua. É o momento de revermos essa vida que embalamos durante esse tempo seja no campo das realizações profissionais, dos relacionamentos, da saúde, do caminho espiritual e fazermos um balanço.

Se puder, medite sobre o que conquistou durante essas nove luas e o que não vingou. Crie uma nova imagem de futuro de acordo com o resultado obtido e boa sorte, a ser lançada pela deusa Décima.

A imagem veio daqui.

domingo, 28 de novembro de 2010

Hokhmah, Deusa Hebraica.

Hoje é dia da deusa hebraica da Sabedoria e da Verdade, chamada de Hokhmah.

Nas escrituras judaicas, ela aparece como companheira de Jeová, Deus do Antigo Testamento. Hokhmah seria igual a ele em poder e conhecimento.

São diversas as suas representações. Ela pode aparecer velada, iluminada, como uma árvore cheia de frutos ou como uma mulher com muitos dons.

Para os gnósticos, esta deusa é co-criadora dos Anjos e Arcanjos. Seria uma espécie de colaboradora de Deus na Criação. Para os gregos, esta deusa chama-se Sophia. Enquanto que os romanos a chamam de Sapientia. E os cristãos, de Santa Sofia. O equivalente a ela no hinduísmo, chama-se Prajna que significa a personificação do princípio feminino da sabedoria e da inteligência.

Hoje é um bom dia para entrar em sintonia com essa Deusa. Medite sobre a sua verdade interior e sobre a sabedoria necessária para viver.

sábado, 20 de novembro de 2010

As Plêiades Ninfas.

Plêiades é uma pequena constelação composta de sete estrelas. A principal delas chama-se Alcione, cujo nome significa paz.

Astrólogos antigos acreditavam que Alcione era o Sol da Via Láctea. Os Babilônios a chamavam de Pedra Fundamental. Os árabes, de o Centro. E os hindus, de a Mãe.

Para os hindus, as Plêiades alimentam o Deus da Guerra chamado Karttikeya, similar à Marte.

Quanto à aglomeração das estrelas, os Assírios denominavam de Família. Já os gregos, simbolizavam estas sete estrelas através de sete ninfas ou sete irmãs e até de sete pombas da Deusa Afrodite.

Na mitologia grega, as Plêiades eram filhas de Atlas e de Pleione. Um dia, cansadas de serem perseguidas pelo caçador Órion, pediram a Zeus que as transformasse numa constelação.

Foram batizadas de: Alcione, Maia, Mérope, Electra, Taigeta, Astérope e Celoeno.

Jà os índios brasileiros conhecem as estrelas desse conjunto pelo nome de Enxame de Abelhas.

As Plêiades é um dos aglomerados estelares visíveis a olha nu, que situa-se próximo à Constelação de Touro.

A primeira menção desse aglomerado estelar foi feita pelos babilônios há cerca de 4.000 anos. Quando as estrelas apareciam no horizonte pela manhã, coincidia com a chegada da primavera.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As Graças, da Caridade.

Hoje é dia de um festival chamado Caristeria. Era realizado tanto na Grécia quanto em Roma.

É uma festa com oferendas e agradecimento às deusas da caridade, as Graças.

As Graças eram as deusas da dança, dos modos e da graça do amor. Habitavam o Olimpo em companhia das Musas e com elas formavam coros.

Filhas de Zeus e Eurínome, as Graças foram também companheiras e aias de Afrodite, Vênus, onde cuidavam dos cabelos e das roupas da Deusa do Amor.

As Graças eram três e se chamavam Tália, a que traz flores, Aglaia, a que brilha e resplandece, e Eufrosine, a alegria do coração.

Deusas da Caridade, elas representavam as doações, os dons ou as graças que vinham do céu e das estrelas.

Também chamadas de Ninfas celestes, eram parteiras dos deuses, padroeiras da arte, da música, da poesia e da dança.

Dessas deusas herdamos as expressões “ficar em estado de graça” e “graças à Deus”.

Aproveite o dia de hoje para dar graças por tudo que tem recebido. Pratique uma boa ação, faça algo de bom para alguém que realmente precise.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eurydice, musa de Orfeu.

Hoje celebra-se o dia de Eurydice, a amada de Orfeu. Ela era uma ninfa dríade, que inspirava o espírito das árvores, o carvalho. Tinha o rosto delicado e um passo tímido.

Conta a mitologia que Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíope, se apaixona pela ninfa e chamam Himeneu, deus do casamento, para abençoar-lhes a união. Mas Himeneu pressente que a felicidade de ambos durará pouco.

Logo depois das núpcias um sátiro vê Eurydice no campo e se encanta por ela. Tenta conquistá-la. E em fuga, assustada, pisa numa serpente que lhe pica o pé.

Não conseguindo permanecer viva, Eurydice é levada para as profundezas de Hades. Desesperado, Orfeu canta súplicas que fazem chorar até deuses e ninfas.

Seu canto era tão triste que ele consegue atravessar os portões do inferno fazendo todos os habitantes do submundo partilharem de sua dor. Hades comovido, cede e permite que Eurydice volte ao mundo dos vivos mas impõe uma condição: no caminho, Orfeu deve ir na frente e não olhar para trás.

Já chegando próximo à superfície, o coração inquieto de Orfeu não aguenta. Ele precisa ver seu amor e a procura com os olhos. Mas ao se virar para trás, Eurydice é arrebatada pelas trevas sendo tragada na escuridão com os braços estendidos para Orfeu.

Ele tenta mais uma vez salvar-lhe a vida mas não lhe permitem entrar novamente no mundo dos mortos. Então passa a viver à margem com seus lamentos aos rochedos e às montanhas.

Entregue à lembrança de seu infortúnio, Orfeu provoca a ira das donzelas Trácias que queriam seduzi-lo. Elas lhe atiram dardos que caem inermes aos seus pés. A música de Orfeu amansava até pedras que lhe fossem atiradas. Mas com a gritaria das mulheres o som da sua lira foi abafado e os projéteis a ele lançados o atingiram.

Orfeu finalmente vai ao encontro de Eurydice. E desta vez poderia contemplá-la sem ser castigado. Esse mito de Eurydice e Orfeu fala sobre a força do tempo, do momento oportuno para nos conscientizarmos e do valor da música como agente de transformação.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aniversário das Musas.

Conta a mitologia grega que as Musas foram criadas para perpetuar com cantos e glórias a vitória dos deuses do Olimpo sobre os Titãs, filhos de Urano. Zeus, encarregado de criá-las, partilhou o leito com a deusa da memória, Mnemósine. Foram nove noites consecutivas e um ano mais tarde, tiveram nove filhas num lugar próximo ao monte Olimpo.

As Musas cantavam o presente, o passado e o futuro acompanhadas da lira de Apolo. No início eram apenas deusas da música e ninfas dos rios e lagos mas posteriormente suas funções e atributos foram se diversificando. Ficaram conhecidas como aquelas que inspiravam e estimulavam a criatividade dos artistas. O correspondente masculino seria o fauno, mas este não tem a mesma capacidade inspiradora na mitologia.

O templo das Musas chamava-se Museion. Mais tarde esse termo deu origem à palavra museu que acabou incorporado nas diversas línguas indo-européias como local de cultivo e preservação das artes e ciências.

As nove Musas:
Clio (musa proclamadora). É a musa da História e tem como símbolos o clarim heróico e um pergaminho parcialmente aberto.

Euterpe (musa doadora de prazeres). É a musa da poesia lírica e tem por símbolo a flauta. Ao seu lado estão papéis de música.

Tália (musa que faz brotar flores). É a musa da comédia. Vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera.

Melpômene (musa poetisa). É a musa da tragédia. Usava máscara trágica e folhas de videira.

Terpsícore (musa rodopiante). É a musa da dança e também a que regia o canto coral. Alguns autores a chamam de mãe das sereias.

Érato (musa amável). É a musa da poesia lírica. Coroada de rosas segura um arco na mão esquerda.

Polímnia (musa dos hinos). É a musa dos hinos sagrados e da narração das histórias. Possui uma atitude de meditação com um dedo na boca.

Urânia (musa celestial). É a musa da astronomia. Coroada de estrelas possui um globo e um compasso.

Calíope (musa da bela voz). É a musa da eloquência. Teve dois filhos com Apolo: Himeneu e Iálemo. E com Eagro teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.

Hoje, como é o aniversário das Musas, é um bom dia para se conectar com elas e receber inspirações dos seus dons artísticos e musicais. Acenda um incenso, de preferência de Verbena, e coloque uma música antiga, medieval ou New Age. Imagine estas Musas dançando ao seu redor num campo verde e florido. Imagine que elas sussuram-lhe palavras de conforto e de inspiração. Depois, se puder, coma uma maçã ou uvas.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.