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sábado, 30 de julho de 2011

Quimera e Utopia.

A Quimera é uma figura mitológica caracterizada por uma aparência híbrida de partes de dois ou mais animais. Originalmente, a Quimera era considerada sagrada e os animais que a compunham eram: o leão, a cabra e a serpente. Eles simbolizavam o ano dividido em três partes: a primavera, o verão e o inverno.

Quando surgiu o patriarcado, a Quimera passou a ser a representação do mal e do perigo. Por isso, teria sido morta pelo herói grego Belerofonte.

De acordo com o mito, a Quimera teve origem na Anatólia durante o século VII a.C. A versão mais difundida era a de um monstruoso produto da união entre Equidna, um ser metade mulher e metade serpente, e o gigante Tífon. Também há lendas que a fazem filha de Hidra de Lerna e do Leão da Neméia, que foram mortos por Hérculos. A Quimera teria sido criada pelo rei de Cária e tempos depois teria passado a assolar esse reino e o de Lícia também bafejando fogo incessantemente. Até que Belerofonte, montado num cavalo alado, o Pégaso, consegue matá-la.

A Quimera passou a ser um termo que alude a qualquer composição fantástica, absurda e monstruosa. O sentido da palavra Quimera é além de utopia, produto da imaginação, sonho ou fantasia.


sábado, 9 de julho de 2011

Rhea, Mãe das Montanhas.

Hoje na Grécia, comemorava-se Rhea, a Mãe das Montanhas. Rhea era uma antiga deusa de Creta.

De acordo com a mitologia, Rhea era uma Titã, filha de Uranos, que representava o Céu, e filha de Gaia, a Terra. Era irmã e esposa de Cronos e com ele gerou seis filhos: Héstia, Hades, Deméter, Poseidon, Hera e Zeus. Por isso é também conhecida como Mãe dos Deuses. Cansada de ter seus filhos devorados pelo próprio marido, se refugiou nas montanhas para dar à luz. Zeus nasceu numa caverna do monte Dicte. Depois, Rhea deu à Cronos uma pedra enrolada em panos no lugar do filho. O marido enganado engoliu a pedra sem perceber a troca.

O nome Rhea pode ter sido derivado de “chão” ou de “fluxo”. Na mitologia romana é identificada com a Deusa Cibele.

Era reverenciada com procissões de címbalos, flautas, tambores e tochas acesas.

Se você quiser também fazer uma invocação à Deusa, então acenda uma vela verde e mentalize: “a Terra nos dá seus frutos, por isso eu louvo e agradeço à Mãe Terra.

A segunda maior lua de Saturno tem o nome de Rhea.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Deusa do Arco-Íris.

Hoje é dia de Íris, a deusa grega guardiã do arco-íris e também mensageira dos desues.

Filha do Titã Taumas e de Electra, ela viajava na velocidade do vento. Podia ir de um canto ao outro do mundo, ao fundo do mar ou às profundezas do mundo subterrâneo.

Para os gregos, Íris era a ligação entre os homens e os deuses.

Conta a mitologia que Íris costumava descer do céu sobre um facho de luz de sete cores, que teria dado origem à palavra arco-íris. Esse arco celeste formado pela descida da Deusa possuía um espectro de cores que representavam todas as possibilidades de manifestação do Poder Divino.

Ela era uma figura alada e muito bonita. Seus símbolos são o arco-íris e um cálice dourado. Esse cálice era usado para buscar no mundo subterrâneo a água utilizada nos juramentos. Íris era uma das poucas deusas do Olimpo que podiam descer ao submundo para trazer esta água.

No Olimpo, ela atendia principalmente à Zeus mas dedicava-se mais à Hera (ou Juno).

O nome da deusa também foi dado à parte do olho que mostra as variações possíveis das cores e também à uma planta considerada sagrada, que teria o poder de afastar as influências negativas. Chama-se Flor de Íris e suas cores são muito vivas. 

Numa correlação com o Tarot de Marselha, esta deusa corresponderia à carta Temperança, por seu um símbolo de moderação e harmonia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Apolo, Deus Grego.

Hoje comemora-se o dia do deus grego Apolo.

Ele era a melhor e mais brilhante divindade grega. Era tão habilidoso quanto belo. Resplandecente. Sua imagem era de um jovem atraente e viril.

Ele e sua irmã gêmea, Ártemis, eram filhos de Zeus com uma Titã, Leto. Conta a lenda, que para dar à luz, Leto teve que fazê-lo na Ilha de Delos, pois todos os outros lugares temiam o poder do filho de uma Titã. Quando nasceu, Apolo jurou lealdade à sua lira e ao arco e prometeu revelar a vontade de Zeus através dos oráculos. Quatro dias depois, Apolo viajou para Delfos e matou um dragão que tentara contra sua mãe enquanto ela estava grávida. Essa batalha aconteceu no centro do mundo grego e tornou-se depois um dos principais templos de Apolo.

Ele era um dos doze principais deuses do Olimpo. Mas tal como os outros deuses, também tinha o seu lado obscuro. Embora ele fosse o patrono da medicina, suas flechas provocavam doenças nos seres humanos e ele podia ser cruel quando irritado.

Apolo era conhecido pelos seus casos amorosos. Mas não tinha muita sorte no amor. Dafne, uma ninfa da montanha, por exemplo, preferiu virar uma árvore de louro do que render-se ao Deus. Cassandra, filha de Príamo, Rei de Tróia, foi uma mortal que resistiu às investidas de Apollo mesmo ele tendo lhe concedido o dom da visão. Furioso, mas incapaz de lhe retirar o dom, fez com que suas profecias, embora se cumprissem, ninguém acreditasse nelas.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Capricórnio, o Obstinado.

O Sol está entrando em Capricórnio. Está entrando num mundo simples, básico e sem muita complicação. Assim são os capricornianos.


Suas virtudes são a diplomacia, o perfeccionismo, o trabalho e a seriedade.

É o décimo signo do zodíaco. É um signo do elemento terra, regido por Saturno. Seu símbolo, um cabrito maltês. Aquele que sobe uma montanha até o topo e enfrenta qualquer obstáculo para alcançar seu objetivo.

Também simboliza seguir um caminho de consciência espiritual mais elevada, deixando o mundo material para trás.

É trabalhador, persistente e obstinado. Dizem que já nascem envelhecidos e que rejuvenescem com o tempo.

É representado também com o corpo de um bode, mas o rabo, de um peixe. Revela com isso sua natureza ambivalente entregue às duas tendências da vida: em direção ao abismo ou às alturas, em direção à água ou à montanha.

Nas lendas gregas, é uma representação de Pã, deus da natureza, que para fugir do Titã Tifon, se jogou na água. Mas enquanto se transformava em peixe, metade do seu corpo estava para fora d’água. Por isso acabou morrendo. Mais tarde foi transformado na Constelação de Capricórnio.

Sua pedra é Ônix. A palavra-chave: ambição. E a frase: Eu posso

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aniversário das Musas.

Conta a mitologia grega que as Musas foram criadas para perpetuar com cantos e glórias a vitória dos deuses do Olimpo sobre os Titãs, filhos de Urano. Zeus, encarregado de criá-las, partilhou o leito com a deusa da memória, Mnemósine. Foram nove noites consecutivas e um ano mais tarde, tiveram nove filhas num lugar próximo ao monte Olimpo.

As Musas cantavam o presente, o passado e o futuro acompanhadas da lira de Apolo. No início eram apenas deusas da música e ninfas dos rios e lagos mas posteriormente suas funções e atributos foram se diversificando. Ficaram conhecidas como aquelas que inspiravam e estimulavam a criatividade dos artistas. O correspondente masculino seria o fauno, mas este não tem a mesma capacidade inspiradora na mitologia.

O templo das Musas chamava-se Museion. Mais tarde esse termo deu origem à palavra museu que acabou incorporado nas diversas línguas indo-européias como local de cultivo e preservação das artes e ciências.

As nove Musas:
Clio (musa proclamadora). É a musa da História e tem como símbolos o clarim heróico e um pergaminho parcialmente aberto.

Euterpe (musa doadora de prazeres). É a musa da poesia lírica e tem por símbolo a flauta. Ao seu lado estão papéis de música.

Tália (musa que faz brotar flores). É a musa da comédia. Vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera.

Melpômene (musa poetisa). É a musa da tragédia. Usava máscara trágica e folhas de videira.

Terpsícore (musa rodopiante). É a musa da dança e também a que regia o canto coral. Alguns autores a chamam de mãe das sereias.

Érato (musa amável). É a musa da poesia lírica. Coroada de rosas segura um arco na mão esquerda.

Polímnia (musa dos hinos). É a musa dos hinos sagrados e da narração das histórias. Possui uma atitude de meditação com um dedo na boca.

Urânia (musa celestial). É a musa da astronomia. Coroada de estrelas possui um globo e um compasso.

Calíope (musa da bela voz). É a musa da eloquência. Teve dois filhos com Apolo: Himeneu e Iálemo. E com Eagro teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.

Hoje, como é o aniversário das Musas, é um bom dia para se conectar com elas e receber inspirações dos seus dons artísticos e musicais. Acenda um incenso, de preferência de Verbena, e coloque uma música antiga, medieval ou New Age. Imagine estas Musas dançando ao seu redor num campo verde e florido. Imagine que elas sussuram-lhe palavras de conforto e de inspiração. Depois, se puder, coma uma maçã ou uvas.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.