
A primavera chegou e trouxe com ela, além do Sol, a Constelação de Libra.
Seu símbolo é uma balança, portanto imprime justiça, prudência e equilíbrio. Sua função corresponde à pesagem dos atos.
Este signo tem profunda relação com a deusa grega Astrea, senhora das estrelas e dos planetas, que personificava a inocência, a perfeição e a justiça.
Conta a lenda, que esta deusa, filha de Júpiter e Têmis, vivia entre os humanos aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e de justiça. O momento histórico era a Idade do Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses. Mas com o passar dos tempos, os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações com as divindades, pois acreditavam ser donos do próprio destino.
Zeus ficou irritado com a prepotência dos mortais e resolveu dar-lhes um castigo. Findou a Idade do Ouro. Começaria a Idade do Ferro, e com ela, as guerras.

Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os impunha, Astrea se refugiou nas montanhas. Mas decepcionada com a humanidade, abandonou definitivamente a Terra e o convívio com os mortais indo se imortalizar na Constelação de Virgem sendo que sua balança se transforma na Constelação de Libra, à frente da sua para mostrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado, as ações devem ser pesadas em contraponto com as consequências.
Num primeiro momento, os pratos podem parecer indecisos, mas estão em busca do equilíbrio. Nesse ponto central, as forças contrárias se anulam surgindo um mundo de cores suaves, de um universo refinado sob o elemento Ar. Aliás, o elemento que representa este signo é a brisa.

Na iconografia cristã, a balança é segurada por São Miguel, o Arcanjo do julgamento; também é a balança do julgamento evocada no Corão; no Tibete, os pratos da balança são destinados à pesagem das boas e das más ações dos homens, preenchidos de pedras brancas e pretas respectivamente, entre outros.
A Constelação de Libra aparece com o Equinócio da Primavera. É quando dia e noite têm a mesma duração, o que representa um equilíbrio entre ambos.
É o sétimo signo do Zodíaco e o único que não possui um ser vivo para lhe representar. Apenas a balança e a determinação pelo equilíbrio de seus opostos.
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