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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Néftis, Irmã de Ísis.

Hoje é aniversário de Néftis, a deusa egípcia do pôr-do-sol, dos túmulos e da morte. Ela era irmã de Ísis e esposa do deus Seth.

Seu nome significa fim e vitória. Era conhecida como “Senhora da Casa” ou “Senhora do Castelo”. E representada como uma mulher com cabeça de cobra ou uma serpente com cabeça de mulher. Ou um escorpião no lugar da cobra. Em outras representações, como Ísis porta na cabeça o trono do mundo, Néftis porta o pilar que sustenta esse trono.

A mitologia conta que Néftis, após uma briga com Seth, fantasiou-se de Ísis. E Osíris pensando que se tratava de sua mulher, se uniu a ela por uma noite. Desse relacionamento nasceu Anúbis, deus dos embalsamadores. Quando Osíris foi morto por Seth, Néftis ajudou a irmã a recuperar o seu corpo. E ainda o reanimaram tempo suficiente para que Ísis pudesse conceber um filho.

Tanto Néftis quanto Ísis estavam incumbidas de velar pelos mortos. Néftis ficava na cabeceira dos sarcófagos reais e Ísis aos pés dos sarcófagos.

A deusa também representava as terras áridas e secas do deserto.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Estável Touro.

O Touro é o segundo signo do Zodíaco. É um signo do elemento terra e cujo símbolo é um boi. Representa a grande força de trabalho, de todos os instintos e principalmente do instinto de conservação e de sensualidade.

Algumas das virtudes dos nativos desse signo são a estabilidade, a paciência e a praticidade. A safira, turquesa e esmeralda são suas pedras preciosas. Entre as flores estão a violeta, a rosa e o lírio.

Uma das coisas boa dos taurinos é a capacidade que eles têm de lidar com os espaços ao seu redor. São bons decoradores e adoram a natureza.

Na mitologia grega, Zeus se apaixona por Europa e se transforma num belo Touro branco para atraí-la. Europa, estava entre outras moças cantando e dançando numa praia quando o Touro aparece assustando a todas. Mas a única que não foge é Europa. Ela pára de cantar e se aproxima do animal, que se deita aos seus pés. A jovem começa a acariciá-lo e a adorná-lo com flores. Quando as outras moças começam a ganhar confiança e se aproximam, Europa que está sobre o seu dorso é levada pelo mar para a ilha de Creta onde consumam a paixão.

Na Constelação, o Touro aparece só com a parte dianteira pois o resto do corpo ficou submerso no mar, lembrando o momento em que Zeus leva Europa para a ilha.

No Egito Antigo, quando um Touro sagrado morria, colocava-se um disco de ouro entre os chifres simbolizando o sol e a força da vida. Depois, o Touro era pranteado e mumificado. Em algumas representações, Osíris aparece com uma cabeça de Touro.

A palavra chave para os taurinos é “estabilidade” e a frase, “eu tenho”.


quarta-feira, 23 de março de 2011

O Tríplice 3.

Enquanto o 1 e o 2 simbolizam a polaridade primordial masculina e feminina, o 3 surge da unificação desses dois. Tudo que é novo sempre surge da unificação dos opostos: pai + mãe = filho; tese + antítese = síntese.

O 1 e o 2 atuam então como pólos de um imã ou de uma bateria entre os quais pode surgir algo novo: o três.

O Três é um número divino e símbolo da força vital. A Divina Trindade, por exemplo, existe em várias religiões e mitologias antigas.

No panteão grego, por exemplo, os irmãos Zeus, Posêidon e Hades são as 3 divindades que dividiam o poder sobre a Terra e as pessoas.

No Egito, temos Ísis, Osíris e Hórus. Mãe, pai e filho.

No Hinduísmo, estão os deuses Brahma, o Criador, Vishina, o Conservador e Shiva, o Destruidor.

Temos também as deusas tríplices da Lua personificando as três fases desse satélite: crescente, cheia e minguante. Representam o nascimento, a vida e morte.

No Cristianismo, a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Esse simbolismo está também nos 3 Reis Magos que visitaram Jesus quando nasceu.

E ainda o encontramos na Quimera, criatura formada por partes de 3 animais: o Leão, a Cobra e a Serpente.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ísis e as Asas de Falcão.

No Antigo Egito, Ísis era a deusa mais importante.

Representava o papel principal no Panteão. É predecessora de Afrodite e de Vênus.

Ísis personifica tudo o que se projeta da mulher amada. A amante divina, a mãe abnegada, a protetora de todas as crianças.

Esta Deusa nasceu da união do Céu (Nut) com a Terra (Geb). Podia se transformar num falcão com asas que tinham o poder de ressuscitar mortos. De insuflar vida nos homens apenas com o bater de suas asas consideradas divinas.

Ela era a representação da divindade universal.

Em alguns retratos da Antiguidade, Ísis tinha um disco solar e dois chifres na cabeça.

O nome Ísis significa "trono". Quase sempre a vemos sentada num trono. Em outras representações, carrega o filho nos braços e, quase sempre, segura a Cruz Ansada em uma das mãos.

Ísis também era considerada uma feiticeira. Possuía conhecimento e sabedoria das artes mágicas com as quais fazia encantamentos positivos. Conseguia recuperar a vida de pessoas já falecidas.

Hoje, seu poder não ressuscita mais ninguém. No entanto, sugere-se que ela retira karmas das pessoas. Ela seria então capaz de anular as determinações estabelecidas pelo destino.

Acenda um incenso e se concentre na história dessa Deusa e na sua figura mitológica. Peça a ela para ajudá-lo a se libertar dos possíveis Karmas negativos. Procure emanar energias positivas e de amor ao Cosmo com o intuito de alcançar a misericórdia Divina.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tarot - Arcanos Maiores.

O termo Arcano tem como origem etmológica arcanu, que vem do latim significando segredo, mistério. O que está oculto numa arca, num cofre.

Nos antigos centros iniciáticos do Egito, por exemplo, a forma de transmissão desses ensinamentos ocultos era simbólica. Era dada de acordo com três tipos de representação:

1- O simbolismo das cores.

2- O simbolismo dos quadros e figuras geométricas.

3- O simbolismo dos números.

No simbolismo das escolas egípcias, na Antiguidade, esses três tipos de representação se juntam num baralho de Tarot, composto de cartas coloridas, representando as lâminas, que chamamos de Arcanos. São 22 Arcanos Maiores e 22 Arcanos Menores.

Os adeptos daquela época, durante as iniciações no Templo, usavam em suas meditações o conteúdo das imagens dessas lâminas.

O objetivo era captar as imagens com a consciência e aceitar como conhecimento aquilo que a alma já sabia.

Os sacerdotes egípcios, eram mestres em “dizer sem dizer e saber sem ter ouvido”.

Pode-se dizer que as 22 imagens do Tarot são em parte os símbolos secretos de todo conhecimento que pode ser revelado aos homens. Eles contém o que chamam de tesouro do conhecimento e da vida.

Mesmo atravessando milênios, o significado místico dos valores universais permaneceu inalterado.

Também pode ser comparado à Arca de Noé, a Arca da Aliança de Moisés e a Arca que transportou Osíris para o mundo inferior, o mundo dos mortos e o fez renascer. Em resumo, é o ciclo cósmico completo: nascer, morrer e renascer.

As imagens clássicas do Tarot que conhecemos hoje, o mais usual, vem da Idade Média.
A imagem veio daqui.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sagitário, o Arqueiro.

O Sol entrou na Constelação de Sagitário no último dia 22. É o nono signo do Zodíaco e também o centro da Via Láctea. Quem nasce sob este signo, busca a harmonia no grupo ao qual pertence. Ama a vida ao ar livre e principalmente a sensação de liberdade. Mostra-se confiante e jovial.

É representado por um centauro, ser mitológico metade homem e metade cavalo.

Tudo começou quando Saturno se apaixonou por Filira, filha de Oceano. Mas como Saturno era casado, para despistar sua mulher, ele se transformava em cavalo na hora dos encontros com Filira. Dessa união, nasceu o centauro Quíron. Mas Filira quando viu o pequeno centauro, o rejeitou e os deuses para puni-la, a transformaram num limoeiro, sem memória e nem consciência, amargando para sempre na Terra. O pequeno Quíron foi recolhido ao Olimpo onde viveu durante muito tempo.

Quando cresceu, Quíron quis entender o universo e começou a ler todos os livros nas bibliotecas do Olimpo. Tornou-se um mestre em todas as artes e passou a transmitir seu conhecimento aos filhos dos deuses e a de outros mortais. Como recompensa, Zeus lhe deu a imortalidade e o transformou também num deus.

Ao ajudar Hércules na batalha contra a Hydra, monstro de muitas cabeças, Quíron levou uma flechada na perna, embebida do sangue venenoso de Hydra. Esse veneno não tira a sua vida, mas lhe causa uma ferida dolorosa e incurável. Durante muito tempo tentou suportar a dor mas acabou implorando aos deuses que lhe tirassem a imortalidade. Os deuses se compadeceram e o transformaram na constelação de Sagitário.

É um signo do elemento fogo, e regido por Júpiter. Sua pedra é a ametista e as suas cores são a púrpura, turquesa e verde mar.

Tudo o que esse sagitário quer são repostas para as suas perguntas. E quando ele as encontra, ou pelo menos se satisfaz com o que encontra, ele se transforma. Deixa a essência animal para viver a espiritual. Se torna pleno e aberto para o mundo.

As duas palavras chaves para este sigino são: e acreditar. Acreditar que para além do horizonte, para onde a vista não alcança, mas a flecha sim, não existem limites.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Festival de Luzes no Egito.

Hoje é dia do Festival de Luzes no Egito. Esse evento é uma homenagem à Ísis e Osíris, marcando o encontro desses dois deuses.

Osíris havia sido morto e seu corpo perdido. Ísis saiu então em busca dele. Quando o encontra e consegue ressuscitá-lo, mas no Mundo das Sombras, a festa acontece no Mundo da Luz.

Ísis é a "mulher vestida de sol" pois ela traz a luz e a vida, assim como o Sol. Mas Ísis é uma deusa lunar. Uma deusa de mistérios. 

Nas representações, geralmente Ísis tem o rosto coberto por um véu impenetrável. E na frente de seu templo em Sais, capital do Antigo Egito, estava escrita a seguinte frase: "sou tudo o que foi, é e será, e nenhum mortal jamais retirou o véu que oculta minha divindade aos olhos humanos".  

Hoje é um bom dia para pedir ajuda a esta Deusa para que o faça ver através do véu das sombras o que os olhos humanos não conseguem enxergar. Se puder, acenda uma vela e mentalize o que precisa encontrar.

sábado, 6 de novembro de 2010

O Egito Antigo.

Os registros que existem sobre o Egito Antigo falam de uma civilização que prosperou por mais de 4 mil anos. E que durante esse tempo, religião e magia se uniram tornando-se uma força poderosa.

Os talismãs, amuletos, figuras e palavras eram combinados com os cânticos, orações e encantamentos para proteger as pessoas de seres e de espíritos perigosos e também para ganhar o favor dos deuses.

A Cruz Ansada, por exemplo, é um dos símbolos egípcios mais conhecidos e usado como talismã. Ele representava a chave do conhecimento dos mistérios e da sabedoria oculta.

Através dos símbolos egípcios pode-se conhecer suas ideias, atitudes e conceitos a respeito da vida, da morte e do sobrenatural. As famosas Pirâmides de Gizé, por exemplo, eram escadarias simbólicas para o Céu, que permitiam ao rei morto ascender da Terra para seu lar celestial na pós-vida.

Nas primeiras dinastias, as pirâmides eram cobertas e escondidas com montes de terra pois simbolizavam o renascimento e a ressurreição. A múmia era equipada para ser enterrada dentro da pirâmide com todos os itens considerados necessários para sua jornada na vida após a morte.

O Antigo Egito também simbolizava a união dos contrários: por um lado a esterilidade do deserto, sob a cor vermelha designando o aspecto saariano do país e por outro lado, a fertilidade do vale, o que se estira ao longo do rio Nilo, fecundante, emprestando-lhe as cores escuras de uma vegetação rica.

Na mitologia egípcia, os Deuses foram Faraós que teriam reinado no período pré-dinástico. Os mitos eram inspirados em histórias reais acontecidas milhares de anos antes de serem criados. Osíris, por exemplo, foi o primeiro faraó divinizado com o passar do tempo. Ele foi um governante que marcou uma época de prosperidade para o Egito e após a sua morte, passou a ser chamado de Rei dos Mortos.

A civilização egípcia se destacou na área de ciências: médica e matemática. Mas também na arquitetura. A construção de suas famosas pirâmides até hoje é um mistério.

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A imagem 2 veio daqui.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Osíris, o Rei da Ressurreição.

Pode-se dizer que Osíris foi um dos deuses mais populares que o Antigo Egito conheceu. Era um deus associado à vegetação e ao mundo dos mortos.

Conta a mitologia que foi um governante sábio, bom e amado por todos. Ensinou a seu povo como trabalhar com a agricultura, a tecer e a tocar músicas. Também ensinou a fazer pão dos grãos e vinho das uvas. Estabeleceu leis e espalhou a civilização pelo mundo todo.

Suas terras eram prósperas e isso despertou a inveja de seu irmão, Seth, que governava os desertos. Seth queria usurpar o trono de Osíris e por isso planejou sua morte. O convidou para um banquete que na verdade era uma emboscada. Morto, Osíris foi colocado num caixão e atirado ao Rio Nilo. Ísis, sua esposa, encontrou o ataúde na costa do Líbano e o trouxe de volta para o Egito ocultando-o nos pântanos do Delta.

Mas eis que Seth descobriu e furioso cortou em pedaços o caixão os espalhou pelo país todo. Ísis conseguiu recuperar o corpo do marido e ainda ressuscitá-lo. Osíris iniciou então sua vida como deus do mundo inferior, como rei dos mortos e seu juiz supremo. E com a ajuda de Thot, Osíris separou o mal do bem. Era na “Sala das duas verdades” que se dava a pesagem do coração. Se ele tendia para o bem ou para o mal. Aqueles que tinham vivido corretamente descansavam sob a sua glória. Enquanto que os outros, iam para o submundo. Seu filho Hórus, foi quem vingou-lhe a morte pondo fim à vida de Seth. Seth, ficou perpetrado como o Deus da Escuridão.

A morte e ressurreição de Osíris simbolizam a sucessão das estações do ano e a esperança de uma nova vida após a morte.

Hoje no Egito, tinha início as cerimônias de seis dias que comemoravam a trajetória da história de Osiris até o seu renascer no mundo espiritual. Portanto, aproveite esses dias para se desapegar de algo “morto” em sua vida e renová-lo de forma mágica. Pode ser um projeto, um relacionamento ou até um sentimento.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Libra e o mito de Astrea.

A primavera chegou e trouxe com ela, além do Sol, a Constelação de Libra.

Seu símbolo é uma balança, portanto imprime justiça, prudência e equilíbrio. Sua função corresponde à pesagem dos atos.

Este signo tem profunda relação com a deusa grega Astrea, senhora das estrelas e dos planetas, que personificava a inocência, a perfeição e a justiça.

Conta a lenda, que esta deusa, filha de Júpiter e Têmis, vivia entre os humanos aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e de justiça. O momento histórico era a Idade do Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses. Mas com o passar dos tempos, os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações com as divindades, pois acreditavam ser donos do próprio destino.

Zeus ficou irritado com a prepotência dos mortais e resolveu dar-lhes um castigo. Findou a Idade do Ouro. Começaria a Idade do Ferro, e com ela, as guerras.

Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os impunha, Astrea se refugiou nas montanhas. Mas decepcionada com a humanidade, abandonou definitivamente a Terra e o convívio com os mortais indo se imortalizar na Constelação de Virgem sendo que sua balança se transforma na Constelação de Libra, à frente da sua para mostrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado, as ações devem ser pesadas em contraponto com as consequências.

Num primeiro momento, os pratos podem parecer indecisos, mas estão em busca do equilíbrio. Nesse ponto central, as forças contrárias se anulam surgindo um mundo de cores suaves, de um universo refinado sob o elemento Ar. Aliás, o elemento que representa este signo é a brisa.

Na iconografia cristã, a balança é segurada por São Miguel, o Arcanjo do julgamento; também é a balança do julgamento evocada no Corão; no Tibete, os pratos da balança são destinados à pesagem das boas e das más ações dos homens, preenchidos de pedras brancas e pretas respectivamente, entre outros.

A Constelação de Libra aparece com o Equinócio da Primavera. É quando dia e noite têm a mesma duração, o que representa um equilíbrio entre ambos.

É o sétimo signo do Zodíaco e o único que não possui um ser vivo para lhe representar. Apenas a balança e a determinação pelo equilíbrio de seus opostos.


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Medusa, a Górgona.

Culto antigo à deusa solar originária da Anatólia, Medusa, reverenciada por suas sacerdotisas que usavam máscaras de serpentes. É um aspecto da Deusa Atena da Líbia, onde era a Deusa-Serpente das amazonas Líbias.

Era uma das três Górgonas, irmãs más. Filhas de Fórcis e Ceto.

Conta a lenda que as górgonas eram extremamente belas e de cabelos invejáveis. Mas eram desregradas e sem escrúpulos. Medusa, era chamada de impetuosa, Esteno, a que oprime, e Euríale, a que está à margem.

Por serem belas mas perversas, causou irritação nos demais deuses e principalmente em Atena. Esta, admirou-se de ver que a beleza das Górgonas as fazia exatamente idênticas a ela.

Atena, para não permitir que deusas iguais a ela demonstrassem um comportamento maligno, deformou-lhes a aparência. Os belos cachos das irmãs transformaram-se em ninhos de cobras letais e violentas que picavam suas faces. Seus dentes viraram presas de javalis e seus pés e mãos macias se tornaram bronzes frios e pesados. E ainda condenou a transformar em pedra tudo aquilo que pudesse contemplar seus olhos.

Ninguém poderia olhar para elas pois encontraria a morte.

A deusa da guerra e da sabedoria foi mais além. Como vingança por Medusa ter cedido às investidas de Poseidon no próprio Templo de Atena, esta lhe tomou a imortalidade fazendo-a ser a única mortal entre as Górgonas.

Mais tarde, Perseu contou com a ajuda de Atena e de outros deuses para encontrar Medusa e cortar sua cabeça.

Com esta cabeça, Perseu teria realizado prodígios pois mesmo depois de Medusa morta, a cabeça continuava viva e quem olhasse para seus olhos se tornava pedra.

Ao ser decapitada, Medusa que estava grávida, teve dois filhos. O cavalo alado Pégasus e o gigante Crisaor.

Medusa tirava a vida com um simples olhar. Isso significava que não podia ser vista de frente.

Seu nome quer dizer sabedoria soberana feminina. Todas as faces da Grande Deusa Primordial: os Ciclos do Tempo como passado, presente e futuro. É a guardiã dos limiares e mediadora entre os reinos do céu, da terra e do mundo subterrâneo.

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domingo, 11 de julho de 2010

O Olho de Hórus.

Hórus foi o último da série de soberanos divinos do Egito. Era filho de Ísis, deusa do Amor, e de Osíris, deus da Vegetação e da Vida no Além. Tinha o corpo de um homem e a cabeça de um falcão, animal sagrado para os egípcios.

É chamado de Deus dos Céus, mas também tornou-se conhecido e reverenciado como o próprio sol. Representa a segunda pessoa da “trindade” egípcia composta por Osíris, o pai, Hórus, o filho, e Ísis, a mãe.

Conta a mitologia que Osíris foi morto pelo seu irmão Seth, o deus da traição, da violência e da inveja para lhe usurpar o trono. Hórus para vingar a morte do pai e reclamar a herança à qual tinha direito, lutou com o tio durante toda a vida.

Depois de 80 anos, Hórus finalmente derrotou Seth e foi coroado governante supremo do Egito. Mas na luta Hórus foi atingido no olho.

Para recuperar a visão, sua mãe invocou a ajuda de Thoth, deus do Conhecimento e da Sabedoria pois este havia se tornado mestre em encantamento, tendo aprendido a curar todos os tipos de ferida.

Thoth então substituiu o olho de Hórus por um amuleto de serpente e devolve-lhe a visão com saliva divina.

Desde então, os médicos egípcios passaram a usar o símbolo que significa saúde e felicidade.

Mas o Olho de Hórus, como foi chamado, também se tornou um símbolo de poder que afasta o mau olhado. Simboliza a implacável acuidade do olhar justiceiro ao qual nada escapa, da vida íntima ou da vida pública.

Em suas mãos o Deus dos Céus carrega as chaves da vida, da morte e da fertilidade.

O olho ferido, o esquerdo, simboliza a Lua e o outro, o direito, o Sol.

O embate de Hórus com Seth ilustra bem a luta da Luz contra as Trevas e a necessidade da vigilância de ter o olho aberto na busca da eternidade mesmo que seja mediante as emboscadas dos inimigos e através dos erros.

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