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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Mães Cósmicas e Energias Marianas


Para compreender o princípio feminino é necessário evocar a história da humanidade em seu todo. As Energias Marianas são a Essência desse princípio que rege o mundo.

Nesta viagem à nossa ancestralidade feminina, percebemos, que ao contrário do que é proposto pelas diversas religiões patriarcais, o princípio criador original é feminino.

A Mãe Cósmica é portadora de uma mensagem de Sabedoria e Amor Incondicional, em suas múltiplas manifestações planetárias.

O Espaço Consciencial Cognytus, com sua mentora Kris Amaro, está oferecendo um curso sobre a Energia Criadora das Deusas Mães e das Energias Marianas. O curso promete revelar ensinos ocultos da Deusa Demiurga (Criadora) e como entrar em conexão com esta energia maior.

*Curso online em 7 aulas*. 

Para mais informações, acesse: krisamaro.cognytus.com.br

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nascimento de Jesus e outros Deuses.

Hoje, dia 25 de dezembro, é comemorado o nascimento de Jesus. Mas não é um dia especial só para os católicos, ortodoxos ou protestantes. Antigos credos, cultos, também tinham na data de hoje, a celebração de nascimentos importantes para suas culturas. 

Na mitologia celta, hoje a Mãe Terra dá à luz a “criança Sol” que teria vindo para anunciar um novo tempo.

Na Grécia Antiga, comemorava-se o nascimento de Dionísio, o deus do vinho.

No Egito Antigo, a festa era para o nascimento de Hórus, o deus Sol.

Na Índia Antiga, celebrava-se o nascimento de Krishna.

E na Pérsia Antiga, o nascimento de Mitras.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ísis e o Festival Lychnapsia.

Hoje no Egito Antigo comemorava-se o Festival Lychnapsia, também conhecido como Festival das Luzes. Era uma cerimônia para bênção dos barcos realizada pelos sacerdotes e sacerdotisas de Ísis. .

O público que desejasse pedir orientação à Deusa era conduzido a uma câmara secreta nos templos. A pessoa esperava pela resposta durante um sonho premonitório ou pela cura de algum mal durante o sono.

Por três milênios Ísis foi reverenciada como Mãe nutridora, protetora e curadora de seu povo. Sua fase de proeminência data de 2.700 a.C. até 400 d.C. quando os militantes do cristianismo a derrotaram.

É a Deusa egípcia dos mil nomes. Chamada de governante do céu, da Terra, da Lua, da vida e da morte. Rainha das estrelas, protetora dos mortos, deusa da cura e das estações. E ainda, também conhecida como Aset ou Eset ou Auset. Suas cores são o azul, o ouro e o cobalto.

Esse Festival representava a procura da Deusa pelo corpo do marido morto, Osíris. Todos então pediam à deusa que iluminasse seus caminhos. Aproveite a energia do dia de hoje, faça um pedido e mentalize Ísis guiando seu caminho com uma tocha na mão.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Néftis, Irmã de Ísis.

Hoje é aniversário de Néftis, a deusa egípcia do pôr-do-sol, dos túmulos e da morte. Ela era irmã de Ísis e esposa do deus Seth.

Seu nome significa fim e vitória. Era conhecida como “Senhora da Casa” ou “Senhora do Castelo”. E representada como uma mulher com cabeça de cobra ou uma serpente com cabeça de mulher. Ou um escorpião no lugar da cobra. Em outras representações, como Ísis porta na cabeça o trono do mundo, Néftis porta o pilar que sustenta esse trono.

A mitologia conta que Néftis, após uma briga com Seth, fantasiou-se de Ísis. E Osíris pensando que se tratava de sua mulher, se uniu a ela por uma noite. Desse relacionamento nasceu Anúbis, deus dos embalsamadores. Quando Osíris foi morto por Seth, Néftis ajudou a irmã a recuperar o seu corpo. E ainda o reanimaram tempo suficiente para que Ísis pudesse conceber um filho.

Tanto Néftis quanto Ísis estavam incumbidas de velar pelos mortos. Néftis ficava na cabeceira dos sarcófagos reais e Ísis aos pés dos sarcófagos.

A deusa também representava as terras áridas e secas do deserto.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Tríplice 3.

Enquanto o 1 e o 2 simbolizam a polaridade primordial masculina e feminina, o 3 surge da unificação desses dois. Tudo que é novo sempre surge da unificação dos opostos: pai + mãe = filho; tese + antítese = síntese.

O 1 e o 2 atuam então como pólos de um imã ou de uma bateria entre os quais pode surgir algo novo: o três.

O Três é um número divino e símbolo da força vital. A Divina Trindade, por exemplo, existe em várias religiões e mitologias antigas.

No panteão grego, por exemplo, os irmãos Zeus, Posêidon e Hades são as 3 divindades que dividiam o poder sobre a Terra e as pessoas.

No Egito, temos Ísis, Osíris e Hórus. Mãe, pai e filho.

No Hinduísmo, estão os deuses Brahma, o Criador, Vishina, o Conservador e Shiva, o Destruidor.

Temos também as deusas tríplices da Lua personificando as três fases desse satélite: crescente, cheia e minguante. Representam o nascimento, a vida e morte.

No Cristianismo, a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Esse simbolismo está também nos 3 Reis Magos que visitaram Jesus quando nasceu.

E ainda o encontramos na Quimera, criatura formada por partes de 3 animais: o Leão, a Cobra e a Serpente.

sábado, 5 de março de 2011

Ísis e os Navegantes.


Ísis era a mais ilustre das deusas do Egito Antigo. No início, era o símbolo perfeito do lar, por sua fidelidade e devotamento. Mas de acordo com o mito, a Deusa roubou o nome secreto do Deus Supremo, Re. Com isso, o poder de Ísis se estendeu sobre o universo, como o poder divino.

Ela era adorada como a Deusa Suprema e Universal tanto no Oriente Médio, quanto na Grécia e em Roma, assim como em toda a bacia do Mediterrâneo.

"Os píncaros luminosos do céu, os sopros salutares do mar, os silêncios desolados dos infernos, sou eu (Ísis) quem tudo governa segundo a minha vontade".

Os marinheiros e navegantes do Egito costumavam pedir à Ísis orientação em suas viagens para que não sofressem naufrágios e conseguissem atravessar tempestades em alto mar, caso fossem pegos por uma.

Então, hoje era o dia em que eles agradeciam à Deusa a ajuda prestada.

Se você estiver precisando de uma orientação sobre que rumo dar a sua vida ou a um determinado projeto, peça à Ísis para lhe ajudar.

Acenda um incenso de lótus ou de mirra e mentalize seu pedido sendo realizado.

terça-feira, 1 de março de 2011

Março e a Deusa Héstia.

Hoje é dia da Deusa greco-romana Héstia ou Vesta. Ela era a guardiã da chama sagrada e protetora da família e da comunidade. Os gregos costumavam nesse dia renovar o fogo perpétuo de suas lareiras invocando a proteção de Héstia para seus lares.

Faça também uma invocação de proteção para sua casa e seus familiares. Primeiro acenda uma vela branca e ofereça à Deusa um pão e um pouco de sal num prato branco. Purifique também sua casa espalhando pedacinhos de cânfora por ela e mentalize a queima no astral de toda energia negativa que possa estar próxima a você e aos seus. Por fim, reúna seus familiares e de mãos dadas peça harmonia e proteção. Depois compartilhe o pão e o sal deixando um pedaço para colocar na terra.

Março é o mês dedicado ao deus romano Marte, padroeiro da guerra e da agricultura.

É também um mês de renovação. Tanto que os povos antigos adotaram esse termo como um de seus nomes: Mês da Renovação, Lua da Tempestade, Lua das Sementes, Lua do Arado e entre outros.

Para os romanos este mês representava justamente o início do Ano Novo, em torno do dia 21, data mantida até hoje como início do Ano Zodiacal.

O lema deste mês é “liberte-se das amarras e livre-se dos conflitos.”

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pentagrama Mágico.

Na tradição Wicca, a noite deste dia chama-se “Noite do Pentagrama”.

Uma estrela de 5 pontas em que quatro delas representam as 4 direções ou os 4 elementos (água, terra, ar e fogo), enquanto a quinta ponta representa o espírito. O círculo em volta é a busca pelo conhecimento divino.

Na antiguidade, por exemplo, entre os pitagóricos, dizia-se daquele que carregava o símbolo - ele integra o grupo. É uma das chaves da alta ciência: abre a via do segredo.

Também tem outros significados como o casamento, a felicidade, a realização. Ou até o símbolo da ideia do perfeito.

Para os maçons, é o emblema do gênio que eleva a alma à grandes coisas. Símbolo de luz, centro místico e expansão do universo.

Era a Estrela Flamejante entre os egípcios, era a imagem do filho de Ísis e do Sol, Hórus.

Pentagrama vem do grego pente, cinco, gramme, linha. Também pode ser chamado de pé de bruxa.

Usados nas operações mágicas. Quando a figura está disposta com apenas uma ponta para cima, significa teurgia ou magia branca. Duas pontas para cima, goécia ou magia negra.

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A imagem 2 veio daqui.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Thot e a Magia do Conhecimento.

Thot é o Deus da Magia e da Escrita. Mas antes disso, é o Deus do Tempo, do decurso do tempo que leva de uma vida à outra. Ou, do tempo que leva da vida terrena ao limiar de uma esfera astral. É o guardião desse limite.

Isso quer dizer no mito de Thot, que não há julgamento dos Mortos que aconteça sem a sua presença.

A cabeça de Thot quase sempre é retratada com a cabeça de uma Íbis.

É precursor do Deus grego Cronos, e do romano Saturno.

É também considerado um Deus de Sabedoria. Mas não a sabedoria que registra todos os fatos. É a sabedoria da magia da vida que compreende tanto o bem quanto o mal. Segundo os ocultistas, Thot é quem determina quem fica preso às amarras de uma Magia feita sem o discernimento necessário.

É ele quem sabe o tempo certo de tudo que deve acontecer. Ele diz: "Quem não tem tempo, não merece tê-lo!" Só pode aprender quem se dedica ao estudo.

Thot nos leva ao escuro para que possamos valorizar a claridade. Pois o que seria da luz se não houvesse as trevas? Que seria do tempo se ele não tivesse uma duração? O que seria da sabedoria sem um conhecimento?

É o que se chama de polaridade no aprendizado. Para Thot, aí estava o verdadeiro caminho para se obter o desenvolvimento da cada mortal.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ísis e as Asas de Falcão.

No Antigo Egito, Ísis era a deusa mais importante.

Representava o papel principal no Panteão. É predecessora de Afrodite e de Vênus.

Ísis personifica tudo o que se projeta da mulher amada. A amante divina, a mãe abnegada, a protetora de todas as crianças.

Esta Deusa nasceu da união do Céu (Nut) com a Terra (Geb). Podia se transformar num falcão com asas que tinham o poder de ressuscitar mortos. De insuflar vida nos homens apenas com o bater de suas asas consideradas divinas.

Ela era a representação da divindade universal.

Em alguns retratos da Antiguidade, Ísis tinha um disco solar e dois chifres na cabeça.

O nome Ísis significa "trono". Quase sempre a vemos sentada num trono. Em outras representações, carrega o filho nos braços e, quase sempre, segura a Cruz Ansada em uma das mãos.

Ísis também era considerada uma feiticeira. Possuía conhecimento e sabedoria das artes mágicas com as quais fazia encantamentos positivos. Conseguia recuperar a vida de pessoas já falecidas.

Hoje, seu poder não ressuscita mais ninguém. No entanto, sugere-se que ela retira karmas das pessoas. Ela seria então capaz de anular as determinações estabelecidas pelo destino.

Acenda um incenso e se concentre na história dessa Deusa e na sua figura mitológica. Peça a ela para ajudá-lo a se libertar dos possíveis Karmas negativos. Procure emanar energias positivas e de amor ao Cosmo com o intuito de alcançar a misericórdia Divina.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Festival de Luzes no Egito.

Hoje é dia do Festival de Luzes no Egito. Esse evento é uma homenagem à Ísis e Osíris, marcando o encontro desses dois deuses.

Osíris havia sido morto e seu corpo perdido. Ísis saiu então em busca dele. Quando o encontra e consegue ressuscitá-lo, mas no Mundo das Sombras, a festa acontece no Mundo da Luz.

Ísis é a "mulher vestida de sol" pois ela traz a luz e a vida, assim como o Sol. Mas Ísis é uma deusa lunar. Uma deusa de mistérios. 

Nas representações, geralmente Ísis tem o rosto coberto por um véu impenetrável. E na frente de seu templo em Sais, capital do Antigo Egito, estava escrita a seguinte frase: "sou tudo o que foi, é e será, e nenhum mortal jamais retirou o véu que oculta minha divindade aos olhos humanos".  

Hoje é um bom dia para pedir ajuda a esta Deusa para que o faça ver através do véu das sombras o que os olhos humanos não conseguem enxergar. Se puder, acenda uma vela e mentalize o que precisa encontrar.

sábado, 6 de novembro de 2010

O Egito Antigo.

Os registros que existem sobre o Egito Antigo falam de uma civilização que prosperou por mais de 4 mil anos. E que durante esse tempo, religião e magia se uniram tornando-se uma força poderosa.

Os talismãs, amuletos, figuras e palavras eram combinados com os cânticos, orações e encantamentos para proteger as pessoas de seres e de espíritos perigosos e também para ganhar o favor dos deuses.

A Cruz Ansada, por exemplo, é um dos símbolos egípcios mais conhecidos e usado como talismã. Ele representava a chave do conhecimento dos mistérios e da sabedoria oculta.

Através dos símbolos egípcios pode-se conhecer suas ideias, atitudes e conceitos a respeito da vida, da morte e do sobrenatural. As famosas Pirâmides de Gizé, por exemplo, eram escadarias simbólicas para o Céu, que permitiam ao rei morto ascender da Terra para seu lar celestial na pós-vida.

Nas primeiras dinastias, as pirâmides eram cobertas e escondidas com montes de terra pois simbolizavam o renascimento e a ressurreição. A múmia era equipada para ser enterrada dentro da pirâmide com todos os itens considerados necessários para sua jornada na vida após a morte.

O Antigo Egito também simbolizava a união dos contrários: por um lado a esterilidade do deserto, sob a cor vermelha designando o aspecto saariano do país e por outro lado, a fertilidade do vale, o que se estira ao longo do rio Nilo, fecundante, emprestando-lhe as cores escuras de uma vegetação rica.

Na mitologia egípcia, os Deuses foram Faraós que teriam reinado no período pré-dinástico. Os mitos eram inspirados em histórias reais acontecidas milhares de anos antes de serem criados. Osíris, por exemplo, foi o primeiro faraó divinizado com o passar do tempo. Ele foi um governante que marcou uma época de prosperidade para o Egito e após a sua morte, passou a ser chamado de Rei dos Mortos.

A civilização egípcia se destacou na área de ciências: médica e matemática. Mas também na arquitetura. A construção de suas famosas pirâmides até hoje é um mistério.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Osíris, o Rei da Ressurreição.

Pode-se dizer que Osíris foi um dos deuses mais populares que o Antigo Egito conheceu. Era um deus associado à vegetação e ao mundo dos mortos.

Conta a mitologia que foi um governante sábio, bom e amado por todos. Ensinou a seu povo como trabalhar com a agricultura, a tecer e a tocar músicas. Também ensinou a fazer pão dos grãos e vinho das uvas. Estabeleceu leis e espalhou a civilização pelo mundo todo.

Suas terras eram prósperas e isso despertou a inveja de seu irmão, Seth, que governava os desertos. Seth queria usurpar o trono de Osíris e por isso planejou sua morte. O convidou para um banquete que na verdade era uma emboscada. Morto, Osíris foi colocado num caixão e atirado ao Rio Nilo. Ísis, sua esposa, encontrou o ataúde na costa do Líbano e o trouxe de volta para o Egito ocultando-o nos pântanos do Delta.

Mas eis que Seth descobriu e furioso cortou em pedaços o caixão os espalhou pelo país todo. Ísis conseguiu recuperar o corpo do marido e ainda ressuscitá-lo. Osíris iniciou então sua vida como deus do mundo inferior, como rei dos mortos e seu juiz supremo. E com a ajuda de Thot, Osíris separou o mal do bem. Era na “Sala das duas verdades” que se dava a pesagem do coração. Se ele tendia para o bem ou para o mal. Aqueles que tinham vivido corretamente descansavam sob a sua glória. Enquanto que os outros, iam para o submundo. Seu filho Hórus, foi quem vingou-lhe a morte pondo fim à vida de Seth. Seth, ficou perpetrado como o Deus da Escuridão.

A morte e ressurreição de Osíris simbolizam a sucessão das estações do ano e a esperança de uma nova vida após a morte.

Hoje no Egito, tinha início as cerimônias de seis dias que comemoravam a trajetória da história de Osiris até o seu renascer no mundo espiritual. Portanto, aproveite esses dias para se desapegar de algo “morto” em sua vida e renová-lo de forma mágica. Pode ser um projeto, um relacionamento ou até um sentimento.

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tesmoforia, renovação da vida.

Hoje tem início o Festival de Tesmoforia, um culto muito antigo de origem neolítica.

Nessa época, houve a primeira manifestação humana religiosa baseada na mulher, associando esta à natureza, ao poder de dar a vida. Foi durante esse período que surgiu a prática da agricultura e a domesticação dos animais. Os povos começaram a fixar moradia e a se agregar em aldeias.

Esse culto era celebrado em favor da colheita dos cereais e de oferendas de leitões. Foi depois perpetuado no culto a Ísis e posteriormente, no culto a Deméter.

Quando à época de Deméter, o culto tinha a duração de três dias e representava a busca, a espera e o encontro com sua filha Perséfone que fôra levada pra o submundo por Hades.

No primeiro dia as sacerdotisas vestidas com túnicas vermelhas desciam para o altar de Deméter, localizado numa gruta. Elas levavam leitões como oferendas à Deusa, que eram deixados nas fendas da gruta. Era um ritual perigoso pois nessas fendas existiam serpentes que se alimentavam das oferendas. E as sacerdotisas tinham que levar à superfície os restos das oferendas do ano anterior.

No segundo dia todos faziam jejum numa evocação à Deméter, pela dor e prostração sentida com o desaparecimento da filha. Alguns prisioneiros eram libertados e julgamentos suspensos nesse dia. Invocava-se a justiça divina para todos que haviam transgredido as leis.

O terceiro e último dia é a fase que celebra o reencontro das duas deusas e a criação do eterno ciclo. É o dia dedicado ao plantio de tudo o que fôra retirado da terra. Desde os restos das oferendas à sementes e pinhas. Era uma espécie de fertilização mágica realizada pelas mulheres.

A palavra Tesmoforia significa estabelecimento das leis ou da instituição sagrada. Deméter era reverenciada como a Legisladora, a Guardiã da Lei.

Se tiver perdido algo que deseja recuperar, peça ajuda a esta deusa e nos próximos três dias mentalize a energia de cada um deles em benefício próprio. A mensagem desse ritual é de renovação de partes de sua vida que não estão lhe fazendo feliz.

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domingo, 11 de julho de 2010

O Olho de Hórus.

Hórus foi o último da série de soberanos divinos do Egito. Era filho de Ísis, deusa do Amor, e de Osíris, deus da Vegetação e da Vida no Além. Tinha o corpo de um homem e a cabeça de um falcão, animal sagrado para os egípcios.

É chamado de Deus dos Céus, mas também tornou-se conhecido e reverenciado como o próprio sol. Representa a segunda pessoa da “trindade” egípcia composta por Osíris, o pai, Hórus, o filho, e Ísis, a mãe.

Conta a mitologia que Osíris foi morto pelo seu irmão Seth, o deus da traição, da violência e da inveja para lhe usurpar o trono. Hórus para vingar a morte do pai e reclamar a herança à qual tinha direito, lutou com o tio durante toda a vida.

Depois de 80 anos, Hórus finalmente derrotou Seth e foi coroado governante supremo do Egito. Mas na luta Hórus foi atingido no olho.

Para recuperar a visão, sua mãe invocou a ajuda de Thoth, deus do Conhecimento e da Sabedoria pois este havia se tornado mestre em encantamento, tendo aprendido a curar todos os tipos de ferida.

Thoth então substituiu o olho de Hórus por um amuleto de serpente e devolve-lhe a visão com saliva divina.

Desde então, os médicos egípcios passaram a usar o símbolo que significa saúde e felicidade.

Mas o Olho de Hórus, como foi chamado, também se tornou um símbolo de poder que afasta o mau olhado. Simboliza a implacável acuidade do olhar justiceiro ao qual nada escapa, da vida íntima ou da vida pública.

Em suas mãos o Deus dos Céus carrega as chaves da vida, da morte e da fertilidade.

O olho ferido, o esquerdo, simboliza a Lua e o outro, o direito, o Sol.

O embate de Hórus com Seth ilustra bem a luta da Luz contra as Trevas e a necessidade da vigilância de ter o olho aberto na busca da eternidade mesmo que seja mediante as emboscadas dos inimigos e através dos erros.

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