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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ondinas: o mistério das águas e a sensibilidade do invisível

No esoterismo, as ondinas são os espíritos elementais da água. Representam o fluxo emocional, a intuição e as forças sutis que não podem ser controladas, apenas sentidas.

As ondinas operam pela dissolução. Elas não rompem, elas envolvem, penetram. Sua força está na suavidade que contorna, infiltra e transforma sem confronto direto.

A água, seu elemento, carrega memória, profundidade e movimento constante. Nunca é a mesma, nunca permanece. As ondinas simbolizam exatamente isso: a impermanência das emoções e a necessidade de permitir que elas fluam.

No campo espiritual, estão ligadas ao inconsciente. Aos sentimentos que não foram nomeados, às percepções que surgem sem lógica, aos estados internos que não podem ser explicados, apenas reconhecidos. Elas habitam o que está abaixo da superfície.

Por isso, sua energia pode ser tanto curativa quanto desafiadora.

Quando equilibrada, traz sensibilidade, empatia, criatividade e conexão profunda com o outro. Quando em excesso, pode gerar confusão emocional, ilusão e perda de direção. A água, quando não tem forma, pode tanto nutrir quanto afogar.

As ondinas ensinam a escutar o que não é dito. A perceber o que se move internamente antes de se manifestar externamente. A respeitar os ciclos emocionais sem tentar rigidamente controlá-los.

Elas não pedem força. Pedem entrega.

E talvez esse seja o ponto central: aprender a fluir não é perder o controle, é desenvolver confiança no movimento da própria vida.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Festival da Carmentália.

Hoje na Roma Antiga tinha início um festival chamado Carmentália, que só terminava só no dia 15 de janeiro. Esse festival celebrava a deusa Carmenta, padroeira dos partos e dos recém-nascidos.

Carmenta era uma divindade romana, filha do rio Lado e ninfa da Arcádia. De sua união com Hermes teve Evandro. Antes que Tróia viesse a desmoronar, Carmenta foi com o filho para a colina do Capitólio, onde se tornou famosa pelo dom da profecia.

De acordo com o mito, Carmenta viveu 110 anos.

Estamos na fase da Lua Cheia e o incenso indicado para o dia de hoje tem o aroma de arruda.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

As Graças e a Deusa Tríplice.

As Graças eram antigas manifestações da Deusa Tríplice, que doavam as “graças” ou “dons” que vinham do céu e das estrelas para os mortais.

Os romanos as chamavam de Vênia pois a aproximavam da Deusa Vênus pelos aspectos benevolentes da deusa do amor.

Os nomes dessas Graças eram:
Talia, aquela que traz as flores pois seu nome em grego significa flores. Era a musa da comédia e da poesia bucólica. 
Aglaia, a brilhante. Ela era a mais jovem e mais bela das três. Simbolizava a inteligência, o poder criativo e a intuição.
Eufrosyne, era a alegria do coração. A encarnação da graça e da beleza.

Também ficaram conhecidas como Deusas da Caridade pois graças em latim, era cáritas. Em grego, charis.

O cristianismo, para diminuir o culto pagão, atribuiu à palavra cáritas um significado puramente ascético. Caridade se tornou um requisito para se conseguir um lugar no céu e alguns de seus significados iniciais que eram amor, afeição, compaixão, foram se perdendo. As Graças aos poucos foram deixando de representar os aspectos da Deusa.

Leia uma pouco mais sobre as Graças da Caridade.

sábado, 6 de agosto de 2011

Fulla, Deusa da Abundância.

Hoje é dia de Fulla, a deusa nórdica da Terra e da Abundância. Seu nome deu origem à palavra inglesa full cujo significado é “cheio”.

Fulla era considerada equivalente à deusa celta Habonde e à deusa romana Abundita. As descrições feitas dessa deusa se referem a uma mulher linda e robusta com longos cabelos louros presos por uma tiara de ouro. Fulla também é retratada segurando um cofre de riquezas da terra.

Alguns historiadores dizem que ela era irmã da deusa Frigga. Todas as orações dirigidas à Frigga, passavam antes por Fulla, pois esta conhecia todos os segredos dos poderes da irmã. Também há indicação de que Fulla simbolizava os mistérios encerrados num pequeno baú e só ela poderia abri-lo. Nesse baú estariam os segredos ocultos que nenhum outro homem poderia ter acesso.

Considerada a protetora das economias e dos investimentos.

Essa Deusa também é conhecida como ninfa das montanhas aparecendo com sua cabra dourada e trazendo nas mãos yogurte e mel.

Veja também Ayel, o Anjo da Esperança.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As Ondinas Nixen.

Nessa data, na antiga Alemanha, comemoravam-se as Nixen, ondinas com vozes maravilhosas que às vezes dançavam com os homens.

As Nixen eram instáveis e mutantes tanto nas formas quanto na personalidade. Numa hora podiam ser amáveis e em outra, perversas. Podiam aparecer em forma de mulher ou metade mulher e metade peixe.

Eram tidas como fadas das águas, geralmente maléficas. Elas se ofereciam para conduzir os viajantes no meio das brumas e dos pântanos. Algumas acabavam afogando-os. Outras, se sentissem devidamente agradadas ou presenteadas, os devolviam sãos e salvos.

Nas mitologias germânicas e também escandinavas, as ondinas se assemelhavam às ninfas gregas e romanas.

Se você puder, vá para perto de um rio ou lago e brinque com a água mexendo com as mãos. Peça às Nixen que purifique sua aura e afaste as brumas de seu caminho.

Veja também as Dríades, ninfas do Carvalho.

Imagem: Annika Smidt

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nossa Senhora dos Anjos.

Hoje é dia de Nossa Senhora dos Anjos, um dos muitos títulos e devoções à Mãe de Jesus.

Conta a história que o nome Nossa Senhora dos Anjos tem a ver com o local onde foi construída a capela de Porciúncula. Tal capela teria sido construída por quatro peregrinos que retornavam da Terra Santa e que veneravam um fragmento do túmulo da Virgem Maria. Nesse local sempre se ouvia o canto de Anjos.

Foi nessa capela que São Francisco de Assis recebeu a indulgência do “Perdão de Assis”. Tem um episódio que conta que certa noite, São Francisco estava rezando em sua cela pela conversão dos pecadores, quando um anjo pediu que fosse até à Capela da Porciúncula. Lá chegando, viu um coro de Anjos e no meio deles, a Virgem Maria ao lado de Jesus. A Virgem disse-lhe: “Em recompensa ao teu zelo pela conversão dos pecadores, pede-me o que quiseres”.

São Francisco pediu, então, a indulgência Plenária para todos aqueles que, tendo confessado e comungado, visitassem aquela pequena igrejinha. Mas o pedido precisava ainda ser ratificado pelo Papa. Na manhã seguinte, São Francisco foi ao encontro do Santo Padre. O Papa, no entanto, lhe concedeu a graça apenas de um dia por ano, ou seja, a cada 2 de agosto.

Essa data ficou conhecida como “Perdão de Assis” ou “Dia do Perdão”. Muitos fiéis vão à Basílica da Porciúncula. É uma das festas mais importantes da família franciscana. O Papa Sisto IV estendeu esta comemoração à toda família.

É um bom momento para se pensar, caso seja cristão, em fazer uma boa confissão, e participar da Eucaristia.

domingo, 19 de junho de 2011

As Ninfas Oréades.

Hoje na Grécia, era festa das Oréades, ninfas que habitavam e protegiam as montanhas, cavernas e grutas. Não eram imortais mas tinham vida longa pois não envelheciam.

Conta o mito que as Oréades tinham o dom de curar e profetizar. Eram representadas como mulheres esguias e pálidas.

Ainda de acordo com o mito, Eco era uma Oréade que fora privada do dom da fala pela deusa Hera. Foi condenada a repetir os sons produzidos em montanhas e grutas ou apenas as últimas palavras das frases. Depois se apaixonou por Narciso.

Oréades ou Orestíadas vem do grego óros, que quer dizer montanha. As ninfas das montanhas eram muitas e distinguiam-se de acordo com sua morada. Tinham as Corícias, da caverna de Corícia. Eram elas Corícia, Melãnia, Kleodora, Dafne, Argiope, Mélia, Cástalia.

Tinham as Idas também, do monte Ida, na Ilha de Creta. Eram a Adrastéia, Ida, Cinosura, Melissa, Almatéia e Hélice.

Para reverenciar essas Ninfas das montanhas, os gregos costumavam untar as rochas com óleos aromáticos. Também penduravam lenços brancos de seda nas árvores e deixavam oferendas nas grutas.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Egeria, Deusa Aquática.

Egeria foi esposa de Numa Pompilio, segundo Rei de Roma que viveu por volta de seis séculos antes da Era Cristã. Mas ficou para a história como uma deusa romana da Sabedoria e das Profecias.

Era uma das quatro Camenas, o equivalente às Musas Gregas. As Camenas, eram ninfas relacionadas às fontes e aos mananciais. Eram muito sábias a às vezes faziam profecias revelando o futuro dos mortais. Tanto que o nome Egeria até hoje é usado para designar as mulheres conselheiras.

Egeria teria ensinado ao marido os rituais corretos de veneração da terra. E também lhe mostrado como um rei pode ser justo e sábio.

Foi ela também que nos deixou o legado das primeiras leis de organização das cidades. Mais tarde, quando tornou-se uma divindade completa, passou a ser venerada pelas mulheres grávidas que lhe pediam presságios e orientações sobre seus filhos.

Seu culto em Roma acabou sendo assimilado com o da Deusa  Diana, a Caçadora, pois ambas dividiam o mesmo altar.

Hoje é um bom dia para mentalizar a Deusa Egeria e meditar sobre os aspectos de sua vida que precisam buscar ou demonstrar mais sabedoria.

A imagem veio daqui.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alcione e a Paz.

Alcione ou Halcyone era uma linda mortal que havia se apaixonado por um pescador, chamado Ceyx. Conta a lenda que Ceyx, ao fazer uma viagem para consultar o oráculo, morreu afogado num naufrágio. Alcione em seu desespero, se atirou ao mar.

Essa prova de fidelidade e de amor provocou clemência nos deuses, que transformaram ambos num casal de alcíones, aves aquáticas.

Diz-se que a fêmea faz seu ninho no mar e o mantém tranqüilo acalmando os ventos e as ondas com seu canto.  Essa calmaria dura os sete dias que antecedem ao Solstício de inverno (Hemisfério Norte), que ocorre no dia 21 deste mês. E a mesma calmaria continua nos sete dias seguintes. Daí vem o significado do nome Alcione: paz.

No mito grego, Alcyione era uma das Plêiades, as sete filhas da Ninfa Pleione. Alcione e as irmãs costumavam acompanhar a deusa Ártemis em suas caçadas. Até que um dia a deusa as transformou em constelação.

A imagem veio daqui.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Fio de Aracne.

A celebração grega de hoje homenageia Aracne, uma jovem mortal que ao desafiar a Deusa Atena, foi transformada num aracnídeo.

Talvez por isso, a história do mito de Aracne, evoque a fragilidade de uma aparência ilusória, enganadora.

De acordo com a lenda, Atena é a Deusa da Razão Superior. É mestra e patrona da arte da tecelagem. Enquanto que Aracne, é exímia nessa arte. E orgulhosa disso, chama a Deusa para uma competição pois acredita mesmo que pode vencer uma divindade.

Atena aceita o desafio e borda os 12 deuses do Olimpo em toda sua majestade. E Aracne, borda os amores dos deuses por mortais.

O tema da sua concorrente despertou a ira em Atena, que num golpe rasgou o trabalho de Aracne. Esta, envergonhada, se enforca.

Mas Atena, compadecida do mal que lhe causara, poupa-lhe a vida. Transforma Aracne numa aranha, cuja espécie, aracnídeo, guarda até hoje seu nome. Ela fica viva, mas suspensa pelos fios da teia que ela mesmo teceu.

Nos tempos remotos, a Aranha surgiu como uma divindade lunar dedicada à fiação e à tecelagem. Seu fio lembra o fio das Parcas Romanas que decidiam o curso da vida humana.

Hoje é um bom dia para meditar sobre as atitudes impensadas e demonstrações de falso orgulho. Bom também para avaliar padrões em sua vida que lhe tragam visões distorcidas da realidade. Visualize então novas formas criativas para alterar esses padrões. Tenha como exemplo a paciência e habilidade com que a aranha tece sua teia. Ela não se enreda em nós e nem aperta ou deixa frouxo demais os fios.

A imagem veio daqui.

sábado, 20 de novembro de 2010

As Plêiades Ninfas.

Plêiades é uma pequena constelação composta de sete estrelas. A principal delas chama-se Alcione, cujo nome significa paz.

Astrólogos antigos acreditavam que Alcione era o Sol da Via Láctea. Os Babilônios a chamavam de Pedra Fundamental. Os árabes, de o Centro. E os hindus, de a Mãe.

Para os hindus, as Plêiades alimentam o Deus da Guerra chamado Karttikeya, similar à Marte.

Quanto à aglomeração das estrelas, os Assírios denominavam de Família. Já os gregos, simbolizavam estas sete estrelas através de sete ninfas ou sete irmãs e até de sete pombas da Deusa Afrodite.

Na mitologia grega, as Plêiades eram filhas de Atlas e de Pleione. Um dia, cansadas de serem perseguidas pelo caçador Órion, pediram a Zeus que as transformasse numa constelação.

Foram batizadas de: Alcione, Maia, Mérope, Electra, Taigeta, Astérope e Celoeno.

Jà os índios brasileiros conhecem as estrelas desse conjunto pelo nome de Enxame de Abelhas.

As Plêiades é um dos aglomerados estelares visíveis a olha nu, que situa-se próximo à Constelação de Touro.

A primeira menção desse aglomerado estelar foi feita pelos babilônios há cerca de 4.000 anos. Quando as estrelas apareciam no horizonte pela manhã, coincidia com a chegada da primavera.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Dama do Lago.

A Dama do Lago é a mais importante sacerdotisa de Avalon. É a fada das antigas lendas européias. É também chamada de Viviane.

Na mitologia pré-cristã, de origem celta, Viviane é filha de Diana, a deusa dos Bosques, e irmã de Igraine, mãe de Morgana e Arthur.

Segundo a tradição de Gales, a Dama do Lago tinha como missão proteger e entregar ao rei Arthur a espada mágica, Excalibur. E ela o faz junto com Merlin e Morgana num ritual em que Arthur jura respeitar tanto os cultos católicos como os de Avalon, quando se tornasse Rei.

Para os gauleses, os lagos eram divindades ou moradas dos deuses. Ouro e prata eram jogados nas suas águas. Eram considerados como palácios subterrâneos de diamantes, jóias, cristais e de onde surgiam as fadas, as feiticeiras, as ninfas e sereias. Mas os lagos também atraíam os humanos igualmente para a morte pois sentiam-se enfeitiçados.

Conta a lenda, que Viviane teve um romance com o mago Merlin por conta de uma promessa. A Dama do Lago entregaria seu amor ao mago se este lhe ensinasse seus segredos de magia. Em posse dos segredos, Viviane aproveitou esse conhecimento para aprisionar o Mago numa gruta. Merlin já havia visto seu próprio destino mas não conseguiu evitá-lo. Apesar disso, viveu feliz na companhia da mulher amada.

Visualize hoje a Dama do Lago lhe entregando a espada mágica que lhe trará força e sabedoria para conduzir a sua vida. Com a espada poderá cortar os obstáculos à sua frente e abrir caminho para o futuro dos seus sonhos.

A imagem 1 veio daqui.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sereias de todos os tempos.

Histórias sobre divindades marinhas existem desde a Antiguidade. Eram deusas e ninfas das águas, Ondinas, Nereidas... mas esse era um tempo mitológico. Tempo de Deuses e Semi-Deuses.

Mas o que dizer de relatos de poucos séculos atrás? Dignos de confiança ou grandes enganos, talvez até embustes?

A Escócia é campeã nas histórias de aparecimento de sereias. No entanto, não eram só elas que eram vistas, mas a versão masculina delas. Chamavam-se Tritão.

A literatura costuma descrever as sereias com olhos azuis e cabelos dourados. Mas grande parte dos relatos descrevem sereias de cabelos escuros, além da pele branca e bochechas rosadas. E quase sempre elas estavam mexendo no cabelo como se estivessem penteando-os.

Dentre todos que dizem ter avistado um destes seres, ou supostos seres, está Cristóvão Colombo. Ao fazer a viagem para às Índias Ocidentais, Colombo teria visto três sereias. Mas não as achou bonitas quanto se dizia.

Estudiosos, biólogos, naturalistas e outros tantos já tentaram explicar estas aparições. Há quem diga que é uma combinação de efeitos ópticos causados por uma inversão atmosférica que podem transformar orcas, morsas e até recifes em seres que os navegantes dizem avistar. Mas há avistamentos de até menos de 30 metros de distância. Muito difícil confundir um animal desse porte com uma sereia.

Aqui no Brasil, nós também temos sereias. Se não de verdade, pelo menos no folclore brasileiro.

No dia de hoje, em Ghana, na África, comemorava-se o festival anual de Abertura dos Caminhos. Nesta festa, homenageavam-se as divindades das águas pedindo a elas bênçãos para abrirem os caminhos.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ninfa das Frutas.

A regente deste mês é a Deusa Pomona, padroeira dos pomares, jardins e frutas. Seu nome quer dizer “fruto”.

Pomona é uma bela ninfa e tem como atributo uma tesoura de poda. Essa deusa romana está associada ao florescimento das árvores.

Já na Grécia, no dia primeiro de setembro, se comemorava a Thargélia, festival dos primeiros frutos. Existia a crença de que se não fosse celebrada a colheita, atrairia pragas, seca ou fome.

Para os druidas, o lema deste mês é: “para tomar as decisões certas e fazer as escolhas corretas, entre em contato com sua voz interior”.

De acordo com os celtas e os escandinavos, setembro favorecia o desenvolvimento do ser onde era possível olhar para dentro e ir além de si mesmo. Isso permitia olhar a realidade em sua totalidade não apenas o mundo mergulhado no cotidiano.

As pedras para este mês são a safira azul e a olivina.

A entrada do Sol no signo de Libra vai proporcionar oportunidade de buscar equilíbrio entre a luz e a escuridão, a razão e a emoção, a matéria e o espírito. Portanto, esteja preparado, pois é um tempo propício para organizar sua vida e buscar soluções para seus problemas.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As Graças, da Caridade.

Hoje é dia de um festival chamado Caristeria. Era realizado tanto na Grécia quanto em Roma.

É uma festa com oferendas e agradecimento às deusas da caridade, as Graças.

As Graças eram as deusas da dança, dos modos e da graça do amor. Habitavam o Olimpo em companhia das Musas e com elas formavam coros.

Filhas de Zeus e Eurínome, as Graças foram também companheiras e aias de Afrodite, Vênus, onde cuidavam dos cabelos e das roupas da Deusa do Amor.

As Graças eram três e se chamavam Tália, a que traz flores, Aglaia, a que brilha e resplandece, e Eufrosine, a alegria do coração.

Deusas da Caridade, elas representavam as doações, os dons ou as graças que vinham do céu e das estrelas.

Também chamadas de Ninfas celestes, eram parteiras dos deuses, padroeiras da arte, da música, da poesia e da dança.

Dessas deusas herdamos as expressões “ficar em estado de graça” e “graças à Deus”.

Aproveite o dia de hoje para dar graças por tudo que tem recebido. Pratique uma boa ação, faça algo de bom para alguém que realmente precise.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Festival das Ninfas.

Hoje é o primeiro dia do Festival das Ninfas. É um festival que teve origem na Macedônia e homenageava esses elementais durante dois dias.

As Ninfas são espíritos da natureza-feminino e que habitam os lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas. Elas se apresentam como belas jovens na fase de adolescentes ou pré-adolescentes.

A palavra ninfa significa noiva, botão de rosa, velado dentre outras coisas.

Apesar de serem consideradas divindades subalternas, são divindades às quais na Antiguidade prestava-se grande devoção e homenagem, e até mesmo temor.

Apareciam muitas vezes como auxiliares de outras divindades, de ajudantes de certos deuses, ou mesmo de outras Ninfas de maior estatuto.

Elas também aparecem em lendas onde o amor é o motivo central ou então num papel de mulher de um herói.

Existem as Ninfas da terra ou do cultivo, das águas, as celestiais e também as Musas, filhas de Zeus e Mnemosine.

O espírito das Ninfas é alegre, jovial. São sentimentais e muito puras. Mas apesar de terem aparência frágil e delicada elas são capazes de enlouquecer aqueles para os quais se mostram. Como estão na fase do desenvolvimento da personalidade podem ser acometidas por um entusiasmo exagerado e passarem essa exaltação para as pessoas.

Uma dica para o dia de hoje é se cercar de objetos coloridos. Ou usar roupas coloridas para exalar a sensação de alegria ao seu redor.

Acenda uma vela da cor que você mais gosta e um incenso de rosas também.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eurydice, musa de Orfeu.

Hoje celebra-se o dia de Eurydice, a amada de Orfeu. Ela era uma ninfa dríade, que inspirava o espírito das árvores, o carvalho. Tinha o rosto delicado e um passo tímido.

Conta a mitologia que Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíope, se apaixona pela ninfa e chamam Himeneu, deus do casamento, para abençoar-lhes a união. Mas Himeneu pressente que a felicidade de ambos durará pouco.

Logo depois das núpcias um sátiro vê Eurydice no campo e se encanta por ela. Tenta conquistá-la. E em fuga, assustada, pisa numa serpente que lhe pica o pé.

Não conseguindo permanecer viva, Eurydice é levada para as profundezas de Hades. Desesperado, Orfeu canta súplicas que fazem chorar até deuses e ninfas.

Seu canto era tão triste que ele consegue atravessar os portões do inferno fazendo todos os habitantes do submundo partilharem de sua dor. Hades comovido, cede e permite que Eurydice volte ao mundo dos vivos mas impõe uma condição: no caminho, Orfeu deve ir na frente e não olhar para trás.

Já chegando próximo à superfície, o coração inquieto de Orfeu não aguenta. Ele precisa ver seu amor e a procura com os olhos. Mas ao se virar para trás, Eurydice é arrebatada pelas trevas sendo tragada na escuridão com os braços estendidos para Orfeu.

Ele tenta mais uma vez salvar-lhe a vida mas não lhe permitem entrar novamente no mundo dos mortos. Então passa a viver à margem com seus lamentos aos rochedos e às montanhas.

Entregue à lembrança de seu infortúnio, Orfeu provoca a ira das donzelas Trácias que queriam seduzi-lo. Elas lhe atiram dardos que caem inermes aos seus pés. A música de Orfeu amansava até pedras que lhe fossem atiradas. Mas com a gritaria das mulheres o som da sua lira foi abafado e os projéteis a ele lançados o atingiram.

Orfeu finalmente vai ao encontro de Eurydice. E desta vez poderia contemplá-la sem ser castigado. Esse mito de Eurydice e Orfeu fala sobre a força do tempo, do momento oportuno para nos conscientizarmos e do valor da música como agente de transformação.

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