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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Apolo, Deus Grego.

Hoje comemora-se o dia do deus grego Apolo.

Ele era a melhor e mais brilhante divindade grega. Era tão habilidoso quanto belo. Resplandecente. Sua imagem era de um jovem atraente e viril.

Ele e sua irmã gêmea, Ártemis, eram filhos de Zeus com uma Titã, Leto. Conta a lenda, que para dar à luz, Leto teve que fazê-lo na Ilha de Delos, pois todos os outros lugares temiam o poder do filho de uma Titã. Quando nasceu, Apolo jurou lealdade à sua lira e ao arco e prometeu revelar a vontade de Zeus através dos oráculos. Quatro dias depois, Apolo viajou para Delfos e matou um dragão que tentara contra sua mãe enquanto ela estava grávida. Essa batalha aconteceu no centro do mundo grego e tornou-se depois um dos principais templos de Apolo.

Ele era um dos doze principais deuses do Olimpo. Mas tal como os outros deuses, também tinha o seu lado obscuro. Embora ele fosse o patrono da medicina, suas flechas provocavam doenças nos seres humanos e ele podia ser cruel quando irritado.

Apolo era conhecido pelos seus casos amorosos. Mas não tinha muita sorte no amor. Dafne, uma ninfa da montanha, por exemplo, preferiu virar uma árvore de louro do que render-se ao Deus. Cassandra, filha de Príamo, Rei de Tróia, foi uma mortal que resistiu às investidas de Apollo mesmo ele tendo lhe concedido o dom da visão. Furioso, mas incapaz de lhe retirar o dom, fez com que suas profecias, embora se cumprissem, ninguém acreditasse nelas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Fio de Aracne.

A celebração grega de hoje homenageia Aracne, uma jovem mortal que ao desafiar a Deusa Atena, foi transformada num aracnídeo.

Talvez por isso, a história do mito de Aracne, evoque a fragilidade de uma aparência ilusória, enganadora.

De acordo com a lenda, Atena é a Deusa da Razão Superior. É mestra e patrona da arte da tecelagem. Enquanto que Aracne, é exímia nessa arte. E orgulhosa disso, chama a Deusa para uma competição pois acredita mesmo que pode vencer uma divindade.

Atena aceita o desafio e borda os 12 deuses do Olimpo em toda sua majestade. E Aracne, borda os amores dos deuses por mortais.

O tema da sua concorrente despertou a ira em Atena, que num golpe rasgou o trabalho de Aracne. Esta, envergonhada, se enforca.

Mas Atena, compadecida do mal que lhe causara, poupa-lhe a vida. Transforma Aracne numa aranha, cuja espécie, aracnídeo, guarda até hoje seu nome. Ela fica viva, mas suspensa pelos fios da teia que ela mesmo teceu.

Nos tempos remotos, a Aranha surgiu como uma divindade lunar dedicada à fiação e à tecelagem. Seu fio lembra o fio das Parcas Romanas que decidiam o curso da vida humana.

Hoje é um bom dia para meditar sobre as atitudes impensadas e demonstrações de falso orgulho. Bom também para avaliar padrões em sua vida que lhe tragam visões distorcidas da realidade. Visualize então novas formas criativas para alterar esses padrões. Tenha como exemplo a paciência e habilidade com que a aranha tece sua teia. Ela não se enreda em nós e nem aperta ou deixa frouxo demais os fios.

A imagem veio daqui.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eurydice, musa de Orfeu.

Hoje celebra-se o dia de Eurydice, a amada de Orfeu. Ela era uma ninfa dríade, que inspirava o espírito das árvores, o carvalho. Tinha o rosto delicado e um passo tímido.

Conta a mitologia que Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíope, se apaixona pela ninfa e chamam Himeneu, deus do casamento, para abençoar-lhes a união. Mas Himeneu pressente que a felicidade de ambos durará pouco.

Logo depois das núpcias um sátiro vê Eurydice no campo e se encanta por ela. Tenta conquistá-la. E em fuga, assustada, pisa numa serpente que lhe pica o pé.

Não conseguindo permanecer viva, Eurydice é levada para as profundezas de Hades. Desesperado, Orfeu canta súplicas que fazem chorar até deuses e ninfas.

Seu canto era tão triste que ele consegue atravessar os portões do inferno fazendo todos os habitantes do submundo partilharem de sua dor. Hades comovido, cede e permite que Eurydice volte ao mundo dos vivos mas impõe uma condição: no caminho, Orfeu deve ir na frente e não olhar para trás.

Já chegando próximo à superfície, o coração inquieto de Orfeu não aguenta. Ele precisa ver seu amor e a procura com os olhos. Mas ao se virar para trás, Eurydice é arrebatada pelas trevas sendo tragada na escuridão com os braços estendidos para Orfeu.

Ele tenta mais uma vez salvar-lhe a vida mas não lhe permitem entrar novamente no mundo dos mortos. Então passa a viver à margem com seus lamentos aos rochedos e às montanhas.

Entregue à lembrança de seu infortúnio, Orfeu provoca a ira das donzelas Trácias que queriam seduzi-lo. Elas lhe atiram dardos que caem inermes aos seus pés. A música de Orfeu amansava até pedras que lhe fossem atiradas. Mas com a gritaria das mulheres o som da sua lira foi abafado e os projéteis a ele lançados o atingiram.

Orfeu finalmente vai ao encontro de Eurydice. E desta vez poderia contemplá-la sem ser castigado. Esse mito de Eurydice e Orfeu fala sobre a força do tempo, do momento oportuno para nos conscientizarmos e do valor da música como agente de transformação.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.