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sábado, 23 de outubro de 2010

O Escorpião e o Gigante.

Hoje o Sol entra em Escorpião, o oitavo signo do zodíaco.

Símbolo da resistência, da morte, do dinamismo e da luta, o Escorpião foge da luz, vive escondido e é dotado de um ferrão envenenado.

Para os maias, o Escorpião é o deus da caça. Enquanto que à época dos faraós no Antigo Egito, esse Aracnídeo era o símbolo dos feiticeiros.

Segundo a mitologia grega, o gigante Órion tentou possuir a Deusa Ártemis, Diana para os romanos. A virgem caçadora sentiu-se ofendida e em resposta, enviou contra ele um Escorpião. A picada no calcanhar do gigante foi fatal e instantânea.

Pelo serviço prestado à Deusa, o Escorpião foi transformado em constelação. Assim como Órion, que também virou uma constelação. O Escorpião aparece nesse mito como instrumento da justiça vingativa.

É um signo do elemento Água, governado pelo planeta Plutão e tendo como regente também, Marte. Como todo signo desse elemento, é muito sentimental, intenso e profundo. E por ter essa natureza forte em seus sentimentos e paixões, não deixa margem para meios termos. Ele ama ou odeia. Ninguém o tocará sem expor-se à sua picada.

Hoje também é um dia dedicado às deusas do fogo. Entre elas estão a grega Héstia, a japonesa Fuji, a havaiana Pele, a hindu Durga e a romana Ferônia.

Procure meditar hoje sobre a melhor forma de usar esse dinamismo interior que o Escorpião e as Deusas do fogo possuem. Desperte-o e direcione-o para uma ação do bem.

A cor do signo de Escorpião é preta e alguns tons de vermelho. Seu verbo é “Eu domino”. Os animais símbolos são o lobo e a águia. As flores são orquídea e acácia, e o perfume, sândalo. Enquanto que a palavra-chave é transformação.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eurydice, musa de Orfeu.

Hoje celebra-se o dia de Eurydice, a amada de Orfeu. Ela era uma ninfa dríade, que inspirava o espírito das árvores, o carvalho. Tinha o rosto delicado e um passo tímido.

Conta a mitologia que Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíope, se apaixona pela ninfa e chamam Himeneu, deus do casamento, para abençoar-lhes a união. Mas Himeneu pressente que a felicidade de ambos durará pouco.

Logo depois das núpcias um sátiro vê Eurydice no campo e se encanta por ela. Tenta conquistá-la. E em fuga, assustada, pisa numa serpente que lhe pica o pé.

Não conseguindo permanecer viva, Eurydice é levada para as profundezas de Hades. Desesperado, Orfeu canta súplicas que fazem chorar até deuses e ninfas.

Seu canto era tão triste que ele consegue atravessar os portões do inferno fazendo todos os habitantes do submundo partilharem de sua dor. Hades comovido, cede e permite que Eurydice volte ao mundo dos vivos mas impõe uma condição: no caminho, Orfeu deve ir na frente e não olhar para trás.

Já chegando próximo à superfície, o coração inquieto de Orfeu não aguenta. Ele precisa ver seu amor e a procura com os olhos. Mas ao se virar para trás, Eurydice é arrebatada pelas trevas sendo tragada na escuridão com os braços estendidos para Orfeu.

Ele tenta mais uma vez salvar-lhe a vida mas não lhe permitem entrar novamente no mundo dos mortos. Então passa a viver à margem com seus lamentos aos rochedos e às montanhas.

Entregue à lembrança de seu infortúnio, Orfeu provoca a ira das donzelas Trácias que queriam seduzi-lo. Elas lhe atiram dardos que caem inermes aos seus pés. A música de Orfeu amansava até pedras que lhe fossem atiradas. Mas com a gritaria das mulheres o som da sua lira foi abafado e os projéteis a ele lançados o atingiram.

Orfeu finalmente vai ao encontro de Eurydice. E desta vez poderia contemplá-la sem ser castigado. Esse mito de Eurydice e Orfeu fala sobre a força do tempo, do momento oportuno para nos conscientizarmos e do valor da música como agente de transformação.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.