sábado, 31 de dezembro de 2011

Noite de Yemanjá!

No Brasil, hoje é dia de homenagear Yemanjá, a Desua Mãe ioruba da água do mar.

Yemanjá ou Ymojá, é uma das maiores deusas africanas. Ela era regente do Rio Ogum, filha do mar.

Yemanjá tem outros nomes: Mama Watta, a Mãe d’água, que teria dado origem a todas as águas e gerado inúmeras divindades. Diz o mito que seu poder era tanto, que até dormindo ela era capaz de continuar criando novas fontes de água, disseminando vida.

A sua representação, era uma mulher madura, com seios fartos e cabelos negros e compridos. Geralmente cercada por conchas e peixes.

Seu nome vem de Yéyè Omo Ejá, que significa “mãe cujos filhos são peixes”. Os nomes que lhe atribuem representam sete caminhos pelos quais é possível chegar à sua origem: o mar, a lagoa, o rio, a fonte, a espuma, as ondas e os arrecifes.

Depois de atravessar o oceano Atlântico, esse orixá se difundiu nas religiões afro-brasileiras, na santeria de Cuba e no Vodu do Haiti. No sincretismo, ela é Virgem Maria.

Para entrar em sintonia com a energia dessa Deusa, vista roupas brancas e leve uma oferenda para ela no mar, no rio ou na lagoa. Flores, colares, pulseiras, moedas, perfumes, sabonetes, espelho ou champanhe, ela aprecia.

Peça para lhe trazer um Ano Novo com muita saúde, paz, amor e ... o faça um pedido especial.

Mas não esqueça de também agradecer!

Feliz 2012 pra todos vocês!


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vassoura de Fim de Ano.

A Vassoura é um “equipamento” do lar. Um utensílio doméstico e simples de usar.

É também um símbolo do poder sagrado e de um novo começo.

Para algumas sociedades do norte da África, principalmente as que são baseadas na agricultura, a Vassoura que é utilizada para varrer o chão sujo é considerada um objeto de culto.

Na Antiga Roma, após os funerais, costumava-se varrer o chão com a intenção de remover espíritos maus. O gesto enunciava um recomeço.

Para os chineses, usar uma vassoura também significa um recomeço. Por isso, ao fim de cada ano, os chineses varrem a casa para remover qualquer má sorte que esteja querendo chegar para o novo ano que vai se iniciar em breve.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Energia do Amor.

Entender como funciona a energia pode precisar de um esforço racional porque não é algo palpável, apesar de ser considerada matéria, mas é algo que exige um sutil exercício de percepção. Sendo que em alguns casos pode ser claramente visível. Basta compreender como funciona nosso organismo interno. Quando há um desequilíbrio de forças dentro de nós, logo nos sentimos mal. Na realidade, não nos damos conta que a todo momento dentro de nosso corpo, órgãos e aparelhos estão em movimento influenciando nossas ações. O sangue que corre em nossas veias tem uma energia pois está em movimento constante. O coração que bate, os nervos que sentem, os olhos que enxergam e uma série de outros movimentos também têm uma energia. E tudo isso vai influenciar o seu equilíbrio externo e consequentemente, atingir as pessoas que estão próximas.

Essa energia que circula dentro e fora do nosso corpo e dá vida às nossas ações, é a mesma que permeia o universo organizando os corpos celestes dos sistemas orbitais. Ela é tão intrínseca à criação que seria impossível imaginar a vida sem ela. É também a mesma que influencia o relacionamento entre homens e mulheres. Mas para que haja um equilíbrio, cada um tem que desempenhar a sua função. A briga pela igualdade dos direitos (o movimento feminista que objetiva direitos iguais para ambos os sexos) ajudou bastante às mulheres, e também aos homens, a perceberem que a completude vem das diferenças. Assim como o Tao, em que os opostos se complementam, a mulher e o homem também.

A interação entre as duas forças, a positiva – masculina, e a negativa – feminina, não acontece só na dimensão que envolve nossos espíritos mas também em nosso corpo físico e na própria natureza. Analisando os ciclos, que através dos seus movimentos proporcionam o equilíbrio, vemos o quanto tudo está interligado no universo. E o quanto tudo foi feito para funcionar, sem parar. O movimento é a alma da Criação.

Por exemplo, uma montanha que representa a força masculina, vai irrigar as terras mais baixas e os vales, que receberão a água dos rios. As terras baixas e os vales representam a força feminina. Numa analogia, o feminino é aquele que é capaz de abrigar a vida dentro de si, de fecundá-la. Enquanto que o masculino é o que libera sua energia acumulada. Ao masculino, cabe o lado mais forte enquanto que ao feminino, cabe o papel de receptor da energia.

Talvez o grande desafio do homem e da mulher nas batalhas que travaram pela conquista de seus espaços, esteja nessa sabedoria. A teoria que dá a cada ser o seu devido valor em igual proporção, está certa. Mas foi deturpada pela prática que tornou ambos desiguais. Onde o homem achou que por ser mais forte deveria dominar, e a mulher, por ter caráter de receptora, aceitar tudo que viesse de seu oposto.

Quando a mulher descobriu que os direitos eram iguais para os dois, foi à luta. Mas esqueceu que o seu papel na raça humana precisava de um parceiro que a fizesse entrar em contato com a sua verdadeira essência. Uma terra precisa ser fecundada porque esta é a sua natureza, o seu propósito. E o par da mulher é o seu oposto. É aquele que lhe dá o que ela não tem. A mulher não é a força que gera energia. A mulher é a força que recebe a energia, que a acolhe. Com essa consciência, o par das forças opostas se completa e vive a plenitude da sabedoria.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cliodhna, Deusa da Beleza.

Hoje comemorava-se a deusa Celta da Beleza, Cliodhna.

Cliodhna seria moradora da Terra Prometida e teria legado aos celtas o dom da eloquência.

De acordo com a mitologia, quem beijasse a pedra sagrada dessa deusa, a Blarney Stone, adquiriria o dom da oratória.

A origem da história remonta ao século XIV. Conta a lenda que o construtor do castelo de Blarney pediu ajuda a deusa Cliodhna para resolver uma ação judicial em que estava envolvido. Beijar a primeira pedra que encontrasse de manhã, foi a resposta da Deusa. O resultado deu positivo. A ação na justiça foi ganha com grande eloquência.

Como agradecimento, a pedra beijada foi incorporada no parapeito do castelo. Hoje virou uma lenda. Quem quiser ter seu pedido atendido, especialmente se for para melhorar o dom da oratória, deve beijar essa pedra. Só que ela fica num lugar de difícil acesso. E para alcançá-la, a pessoa tem que ficar de cabeça para baixo pendurada à margem de um barranco.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Confiança no Senhor.

Salmo, 4

1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Salmo de Davi.

2. Quando vos invoco, respondei-me, ó Deus de minha justiça, vós que na hora da angústia me reconfortastes. Tende piedade de mim e ouvi minha oração.

3. Ó poderosos, até quando tereis o coração endurecido, no amor das vaidades e na busca da mentira?

4. O Senhor escolheu como eleito uma pessoa admirável, o Senhor me ouviu quando o invoquei.

5. Tremei, mas sem pecar; refleti em vossos corações, quando estiverdes em vossos leitos, e calai.

6. Oferecei vossos sacrifícios com sinceridade e esperai no Senhor.

7. Dizem muitos: Quem nos fará ver a felicidade? Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face.

8. Pusestes em meu coração mais alegria do que quando abundam o trigo e o vinho.

9. Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Manifestações Inteligentes.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

IV – Manifestações Inteligentes.

Se os fenômenos de que nos ocupamos se restringissem ao movimento dos objetos, teriam permanecido no domínio das ciências físicas; mas não aconteceu assim: estavam destinados a nos colocarem na pista dos fatos de uma ordem estranha. Acreditou-se haver descoberto, não sabemos por iniciativa de quem, que o impulso dado aos objetos não era somente o produto de uma força mecânica cega, mas que havia nesse movimento a intervenção de uma causa inteligente. Esta via, uma vez aberta, oferecia um campo inteiramente novo de observações; era o véu que se levantava sobre muitos mistérios. Mas haverá realmente neste caso uma potência inteligente? Essa é a questão. Se essa potência existe, o que é ela, qual a sua natureza, a sua origem? E ela superior à Humanidade? Tais são as outras questões que decorrem da primeira.

As primeiras manifestações inteligentes verificaram-se por meio de mesas que se moviam e davam determinados golpes, batendo um pé, e assim respondiam, segundo o que se havia convencionado, por “sim” ou por “não” à questão proposta. Até aqui, nada de seguramente convincente para os céticos, porque podia crer-se num efeito do acaso. Em seguida, obtiveram-se respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto: dando o móvel um número de ordem de cada letra, chegava-se a se formarem palavras e frases que respondiam às questões propostas. A justeza das respostas e sua correspondência com a pergunta provocaram a admiração. O ser misterioso que assim respondia, interpelado sobre a sua natureza, declarou que era um Espírito ou Gemo, deu o seu nome e forneceu diversas informações a seu respeito. Esta é uma circunstância muito importante a notar. Ninguém havia então pensado nos Espíritos como um meio de explicar o fenômeno; foi o próprio fenômeno que revelou a palavra. Fazem-se hipóteses freqüentemente nas ciências exatas para se conseguir uma base ao raciocínio; mas neste caso não foi o que se deu.

Esse meio de correspondência era demorado e incômodo O Espírito e esta e também uma circunstância digna de nota, indicou outro. Foi um desses seres invisíveis quem aconselhou a adaptar-se um lápis a uma cesta ou a um outro objeto. A cesta, posta sobre uma folha de papel, é movimentada pela mesma potência oculta que faz girar as mesas; mas, em lugar de um simples movimento regular, o lápis escreve por si mesmo, formando palavras frases discursos inteiros de muitas páginas, tratando das mais altas questões de Filosofia, de Moral, de Metafísica, de Psicologia etc., e isso com tanta rapidez como se escrevesse à mão.

Esse conselho foi dado simultaneamente na América, na França e em diversos países. Eis os termos em que foi dado em Paris, a 10 de Junho de1853, a um dos mais fervorosos adeptos da Doutrina, que há muitos anos desde 1849, se ocupava com a evocação dos Espíritos: “Vá buscar no quarto ao lado a cestinha; prenda nela um lápis, coloque-a sobre o papel e ponha-lhe os dedos na borda”. Feito isso, depois de alguns instantes, a cesta se pôs em movimento e o lápis escreveu legivelmente esta frase: “Isto que eu vos disse proíbo-vos expressamente de dizer a alguém; na primeira vez que escrever, escreverei melhor”.

O objeto a que se adapta o lápis, não sendo mais que simples instrumento sua natureza e sua forma não importam; procurou-se a disposição mais cômoda e foi assim que muitas pessoas passaram a usar uma prancheta.

A cesta ou a prancheta não podem ser postas em movimento senão sob a influência de certas pessoas, dotadas para isso de um poder especial e que se designa pelo nome de médiuns, ou seja, intermediários entre os Espíritos e os homens. As condições que produzem este poder estão ligadas a causas ao mesmo tempo físicas e espirituais ainda imperfeitamente conhecidas porquanto se encontram médiuns de todas as idades, de ambos os sexos e em todos os graus de desenvolvimento intelectual. Essa faculdade, entretanto, se desenvolve pelo exercício.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nascimento de Jesus e outros Deuses.

Hoje, dia 25 de dezembro, é comemorado o nascimento de Jesus. Mas não é um dia especial só para os católicos, ortodoxos ou protestantes. Antigos credos, cultos, também tinham na data de hoje, a celebração de nascimentos importantes para suas culturas. 

Na mitologia celta, hoje a Mãe Terra dá à luz a “criança Sol” que teria vindo para anunciar um novo tempo.

Na Grécia Antiga, comemorava-se o nascimento de Dionísio, o deus do vinho.

No Egito Antigo, a festa era para o nascimento de Hórus, o deus Sol.

Na Índia Antiga, celebrava-se o nascimento de Krishna.

E na Pérsia Antiga, o nascimento de Mitras.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Modresnacht e o Natal.


Modresnacht é uma antiga festa anglo-saxã e alemã dedicada à Grande Mãe Nerthus ou Frau Gode.

Nerthus também era chamada de “A Mãe da Terra do Norte” e simbolizava fertilidade, paz e harmonia familiar. 

As tradições desse festival foram aos poucos sendo adaptadas pelas celebrações do que hoje conhecemos como Natal.

As fogueiras usadas para o Modresnacht, deram lugar a tochas, depois a velas com símbolos rúnicos. As árvores sagradas se transformaram nos pinheiros decorados com bolas. As bolas seriam os planetas. E o Anjo no topo substitui a imagem da Deusa. 

Era comum neste dia as pessoas darem presentes uns aos outros em agradecimento pelas dádivas recebidas ao longo do ano que passou.

A imagem veio daqui.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Deusa Acca Laurentia.


Na Roma Antiga celebrava-se hoje a Larentália, um festival em homenagem a deusa dos Lares Acca Laurentia. Esse festival também significava o retorno da luz após a noite mais escura do ano. 

De acordo com a história do mito,  Acca era esposa do pastor Fáustulo e considerada mãe divina pois teria adotado Rômulo e Remo. Acca teria salvo os dois após terem sido jogados no rio Tibre. 

Enquanto isso, na Anatólia, existia também uma deusa que se chamava Akka,  “A Avó Parteira”, que teria ajudado o nascimento dos deuses.

Em outro mito, mas na Finlândia, Akka seria um espírito feminino. Esposa de Ukko, ela era a deusa da fertilidade. E todas as vezes em que se unia com Ukko, provocava trovões no céu. Ela seria o espírito feminino da natureza, a “mãe terra”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Capricórnio e Saturno.

Período: 22/12 a 20/01

Do Latim Capricornius, é o décimo signo do Zodíaco e considerado como a mais importante dentre as constelações zodiacais pelo significado oculto.

Há duas versões na mitologia a respeito da Constelação de Capricórnio. Uma delas se refere à cabra Amaltea, que teria amamentado Júpiter com seu leite. A outra fala sobre o deus Pã, que teria se transformado em bode deixando seu sinal impresso no espaço sideral.

Confira algumas características dos nativos desse signo:

Virtudes: Diplomacia, perfeccionsimo, trabalho, seriedade

Defeitos: negatividade, teimosia, egoísmo

Pedras Preciosas: Principal, turquesa; complementares, safira e esmeralda.

Flores: Tolu, violeta e bálsamo-do-peru.

Perfumes: Lírio, verbena.

Cores: Marrom, grená, pardo e todos os seus matizes.

Elemento: terra

Regente: Saturno

Signo oposto: Câncer

Palavra-chave: ambição

Frase-chave: EU USO