terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Minarete, a Torre da Mesquita.

O Minarete é a torre de uma Mesquisa, uma torre fina e com uma sacada de onde o chamador, o Muezim, convoca os fiéis para a oração. O Muezim ou Almuadem, faz diariamente cinco chamadas para a oração. Esse gesto é uma lembrança constante da presença de Alá.

O Minarete também é chamado de Almádena. A palavra vem do árabe “manara”, que significa “emitir luz”. É uma alusão à sua função simbólica de um farol que ilumina a comunidade aos arredores.

A Mesquisa de Hassan II, em Casablanca, Marrocos, possui um Minarete de 210 metros de altura. É considerado o mais alto Minarete do mundo.

No tempo de Maomé, a chamada para a oração era feita no telhado mais alto que estivesse perto da Mesquita. Os primeiros Minaretes surgiram 80 anos após a morte de Maomé. O profeta, também chamado Muhammad, morreu em 8 de junho de 632.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Doutrina e Seus Contraditores.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

III – A Doutrina e Seus Contraditores.

A Doutrina Espírita, como toda novidade, tem seus adeptos e seus contraditores. Tentaremos responder a algumas das objeções destes últimos, examinando o valor das razões em que se apóiam, sem termos, entretanto, a pretensão de convencer a todos, pois há pessoas que acreditam que a luz foi feita somente para elas. Dirigimo-nos às pessoas de boa fé, sem idéias preconcebidas ou posições firmadas mas sinceramente desejosas de se instruírem, e lhes demonstraremos que a maior parte das objeções que fazem à doutrina provêm de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento formado com muita ligeireza e precipitação.

Recordaremos inicialmente, em breves palavras, a série progressiva de fenômenos que deram origem a esta doutrina.

O primeiro fato observado foi o movimento de objetos; designaram-no vulgarmente com o nome de mesas girantes ou dança das mesas. Esse fenômeno, que parece ter sido observado primeiramente na América, ou melhor, que se teria repetido nesse país, porque a História prova que ele remonta à mais alta Antiguidade, produziu-se acompanhado de circunstâncias estranhas, como ruídos insólitos e golpes desferidos sem uma causa ostensiva, conhecida. Dali propagou-se rapidamente pela Europa e por outras partes do mundo; a princípio provocou muita incredulidade, mas a multiplicidade das experiências em breve não mais permitiu que se duvidasse da sua realidade.

Se esse fenômeno se tivesse restringido ao movimento de objetos materiais, poderia ser explicado por uma causa puramente física. Estamos longe de conhecer todos os agentes ocultos da Natureza e mesmo todas as propriedades dos que já conhecemos; a eletricidade, aliás, multiplica diariamente ao infinito os recursos que oferece ao homem e parece dever iluminar a ciência com uma nova luz. Não haveria, portanto, nada de impossível em que a eletricidade, modificada por certas circunstâncias, ou qualquer outro agente desconhecido, fosse a causa desse movimento. A reunião de muitas pessoas, aumentando o poder de ação, parecia dar apoio a essa teoria porque se poderia considerar essa reunião como uma pilha múltipla, em que a potência corresponde ao número de elementos.

O movimento circular nada tinha de extraordinário: pertence à Natureza. Todos os astros se movem circularmente; poderíamos, pois, estar em face de um pequeno reflexo do movimento geral do Universo; ou, melhor dito, uma causa até então desconhecida poderia produzir acidentalmente, nos pequenos objetos e em dadas circunstâncias, uma corrente análoga à que impulsiona os mundos.

Mas o movimento não era sempre circular. Freqüentemente era brusco, desordenado, o objeto violentamente sacudido, derrubado, conduzido numa direção qualquer e, contrariamente a todas as leis da estática, suspenso e mantido no espaço. Não obstante, nada havia ainda nesses fatos que não pudesse ser explicado pelo poder de um agente físico invisível. Não vemos a eletricidade derrubar edifícios, arrancar árvores, lançar a distância os corpos mais pesados, atraí-los ou repeli-los?

Supondo-se que os ruídos insólitos e os golpes não fossem efeitos comuns da dilatação da madeira ou de qualquer outra causa acidental, poderiam ainda muito bem ser produzidos por acumulação do fluido oculto. A eletricidade não produz os ruídos mais violentos?

Até esse momento, como se vê, tudo pode ser considerado no domínio dos fatos puramente físicos e fisiológicos. E sem sair dessa ordem de idéias, ainda haveria matéria para estudos sérios, digna de prender a atenção dos sábios. Por que não aconteceu assim? É penoso dizer, mas o fato se liga a causas que provam, entre mil outras semelhantes, a leviandade do espírito humano. De início, a vulgaridade do objeto principal que serviu de base às primeiras experiências talvez não lhe seja estranha. Que influência não teve uma simples palavra, muitas vezes, sobre coisas mais graves! Sem considerar que o movimento poderia ser transmitido a um objeto qualquer, prevaleceu a idéia da mesa, sem dúvida por ser o objeto mais cômodo e porque todos se sentam mais naturalmente em torno de uma mesa que de qualquer outro móvel. Ora, os homens superiores são às vezes tão pueris que não seria impossível certos espíritos de elite se julgarem diminuídos, se tivessem de ocupar-se daquilo que se convencionaria chamar a dança das mesas. É mesmo provável que, se o fenômeno observado por Galvani o tivesse sido por homens vulgares e caracterizado por um nome burlesco, estivesse ainda relegado ao lado da varinha mágica. Qual o sábio que não se teria julgado diminuído ao ocupar-se da dança das rãs’?

Alguns, entretanto, bastante modestos para aceitarem que a Natureza poderia não lhes ter dito a última palavra, quiseram ver para tranqüilidade de consciência. Mas aconteceu que o fenômeno nem sempre correspondeu à sua expectativa, e por não se ter produzido constantemente, à sua vontade e segundo a sua maneira de experimentação, concluíram eles pela negativa. Malgrado, porém, a sua sentença, as mesas, pois que há mesas, continuam a girar, e podemos dizer com Galileu: “Contudo, elas se movem”. Diremos ainda que os fatos se multiplicaram de tal modo que têm hoje direito de cidadania, e que se trata apenas de encontrar para eles uma explicação racional.

Pode-se induzir qualquer coisa contra a realidade do fenômeno pelo fato de ele não se produzir sempre de maneira idêntica, segundo a vontade e as exigências do observador? Os fenômenos de eletricidade e de química não estão subordinados a determinadas condições e devemos negá-los porque não se produzem fora delas? Devemos estranhar que o fenômeno do movimento de objetos pelo fluido humano tenha também as suas condições e deixe de se produzir quando o observador, firmado no seu ponto de vista, pretende fazê-lo seguir ao seu capricho ou sujeitá-lo à leis dos fenômenos comuns, sem considerar que, para fatos novos, pode e deve haver novas leis? Ora, para conhecer essas leis, é necessário estudar as circunstâncias em que os fatos se produzem e esse estudo não pode ser feito sem uma observação perseverante, atenta, e por vezes bastante prolongada.

Mas, objetam algumas pessoas, há freqüentemente fraudes visíveis. Perguntaremos inicialmente se estão bem certas de que há fraudes e se não tomaram por fraudes efeitos que não conseguiram apreender, mais ou menos como o camponês que tomava um sábio professor de física, fazendo experiências, por um destro escamoteador. E mesmo supondo-se que as fraudes tenham ocorrido algumas vezes, seria isso razão para negar o fato? Deve-se negar a Física porque há prestidigitadores que se enfeitam com o título de físicos? É necessário, ao demais, considerar o caráter das pessoas e o interesse que elas poderiam ter em enganar. Seria tudo, então, simples brincadeira? Pode-se muito bem brincar um instante, mas uma brincadeira indefinidamente prolongada seria tão fastidiosa para o mistificador como para o mistificado. Haveria, além disso, uma mistificação que se propaga de um extremo a outro do mundo e, entre as pessoas mais graves, mais veneráveis e esclarecidas, alguma coisa pelo menos tão extraordinária quanto o próprio fenômeno.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Tao e a Lua.

Os primeiros textos descrevem os taoístas como xamãs que teriam voado para a Lua e aprendido com ela os segredos das mudanças. E a visão que os taoístas tinham do Sol, era de algo constante. Ou seja, para esses xamãs, o aprendizado que a Lua proporcionava com suas fases, era mais interessante do que a constância do Sol.

O Tao é um caminho místico que pode ser seguido vivendo-se em estado de simplicidade e de acordo com os ritmos da natureza.

Encontrar o Tao, ou sentir o Tao, significa “retirar” do coração as ilusões dos sentidos que estão em constante mudança, para que este se torne verdadeiro e eterno.

O Tao é tanto um princípio pessoal quanto cosmológico que descreve a origem do universo e a sua criação.

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Torá do Tanakh.

O Torá, do hebraico instrução, apontamento, é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh, o Pentateuco. Eles constituem o texto central do judaísmo.

É o estudo das escrituras sagradas mais importantes da fé judaica.

O Torá é mais do que um repositório de leis e de histórias. Ele possui uma dimensão íntima ou espiritual do próprio mundo. São eles:

Bereshit – No Princípio. Conhecido pela maioria como Gênesis. É o livro que narra a criação do mundo. Nele são apresentados os motivos dos sofrimentos do mundo, a corrupção do ser humano e a aliança que Deus faz com Abraão e seus filhos.

Shemot – Os Nomes. Na Bíblia chama-se Êxodo. Esse livro mostra os fatos ocorridos no exílio, quando os israelitas se tornam escravos na terra do Egito. Narra também a fuga para o deserto e o recebimento da Torá dada por Deus. Mostra também as primeiras revoltas do povo israelita contra Moisés e as condições da peregrinação.

Vayikirã – E Chamou. Levítico, é o nome bíblico. Nesse livro encontram-se os aspectos mais básicos da Korbanot, que são sacrifícios e oferendas dentro do judaísmo, do Cashrut, que são as leis alimentares do judaísmo, e a sistematização do ministério sacerdotal.

Bamidbar – No Deserto. Chamado de Números na Bíblia. A narração da saga dos israelitas continua no deserto nesse livro. Mostra as revoltas do povo e a condenação de Deus à peregrinação de quarenta anos no deserto.

Devarim – Palavras. Na Bíblia chama-se Deuteronômio. É o livro onde estão compilados os últimos discursos de Moisés antes de sua morte e da entrada na Terra de Israel.

O Torá também é chamado de A Lei de Moisés. E toda sinagoga possui um conjunto de pergaminhos escritos à mão em hebraico por um escriba especializado. Pode-se levar um ano para completar o conjunto.

Cada pergaminho possui uma tira que o mantém enrolado, um apoio para leitura e uma coroa.

Esses pergaminhos ficam guardados num armário especial ou numa recâmara, conhecida como Arca Sagrada depois da Arca da Aliança.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Rei de Sião.

Salmo 2

1. Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações?

2. Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo.

3. Quebremos seu jugo, disseram eles, e sacudamos para longe de nós as suas cadeias!

4. Aquele, porém, que mora nos céus, se ri, o Senhor os reduz ao ridículo.

5. Dirigindo-se a eles em cólera, ele os aterra com o seu furor:

6. Sou eu, diz, quem me sagrei um rei em Sião, minha montanha santa.

7. Vou publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu hoje te gerei.

8. Pede-me; dar-te-ei por herança todas as nações; tu possuirás os confins do mundo.

9. Tu as governarás com cetro de ferro, tu as pulverizarás como um vaso de argila.

10. Agora, ó reis, compreendei isto; instruí-vos, ó juízes da terra.

11. Servi ao Senhor com respeito e exultai em sua presença; prestai-lhe homenagem com tremor, para que não se irrite e não pereçais quando, em breve, se acender sua cólera. Felizes, entretanto, todos os que nele confiam.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As Renas Mágicas.

Nas tradições das regiões Árticas, as renas são muito importantes, principalmente na cultura Saami. As regiões Árticas incluem a Sibéria e partes do norte da Rússia, o Alasca, nos Estados Unidos, o norte do Canadá, a Groelândia, a Lapônia, na Finlândia, o norte da Noruega e a Suécia.

Criar uma Rena é um símbolo de identidade pessoal, de grupo e de cultura. Elas possuem várias facetas na simbologia da vida e da morte.

É costume, por exemplo, a criança ganhar uma Rena quando nasce seu primeiro dente. Ou então quando recebem um nome ou quando se casam. A ideia é que a nova família tenha um pequeno rebanho de Renas com o qual um casal possa iniciar uma vida nova.

A Rena também está associada com o simbolismo da Lua e também com o ritual funerário e a passagem para a outra vida. Pois há a crença de que esses animais conduzem a alma de uma pessoa que morre para uma vida no mundo superior.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Alma, Princípio Vital e Fluido Vital.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

II – Alma, Princípio Vital e Fluido Vital.

Há outra palavra sobre a qual igualmente devemos entender-nos, porque é uma das chaves de toda doutrina moral e tem suscitado numerosas controvérsias, por falta de uma acepção bem determinada; é a palavra alma. A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada qual faz desse vocábulo. Uma língua perfeita, em que cada idéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitas discussões; com uma palavra para cada coisa, todos se entenderiam.

Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não tem existência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Nesse sentido e por comparação, dizem de um instrumento quebrado, que não produz mais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião, a alma seria um efeito e não uma causa.

Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo o universo senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seres inteligentes, durante a vida; após a morte, cada fagulha volta à fonte comum, confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de onde saíram. Esta opinião difere da precedente em que, segundo esta hipótese, existe em nós algo mais do que a matéria, restando qualquer coisa após a morte; mas é quase como se nada restasse, pois não subsistindo a individualidade não teríamos mais consciência de nós mesmos. De acordo com esta opinião, a alma universal seria Deus e cada ser uma porção da Divindade; é esta uma variedade do Panteísmo.

Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção é incontestavelmente a mais comum, porque, sob um nome ou outro, a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, e independente de qualquer ensinança, entre todos os povos, qualquer que seja o seu grau de civilização. Essa doutrina, para a qual a alma é causa e não efeito, é a dos espiritualistas.

Sem discutir o mérito dessas opiniões e não considerando senão o lado lingüístico da questão, diremos que essas três aplicações da palavra alma constituem três idéias distintas, que reclamariam cada uma um termo diferente.

Essa palavra tem, portanto, significação tríplice, e cada qual está com a razão, segundo o seu ponto de vista ao lhe dar uma definição; a falha se encontra na língua, que não dispõe de mais de uma palavra para três idéias. Para evitar confusões, seria necessário restringir a acepção da palavra alma a uma de suas idéias. Escolher esta ou aquela é indiferente, simples questão de convenção, e o que importa é esclarecer. Pensamos que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar, e por isso chamamos ALMA ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo. Ainda que este ser não existisse e não fosse mais que um produto da imaginação, seria necessário um termo para designá-lo.

Na falta de uma palavra especial para cada uma das duas outras idéias, chamaremos:

Princípio vital, o princípio da vida material e orgânica, seja qual for a sua fonte, que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem. A vida podendo existir, sem a faculdade de pensar, o princípio vital é coisa distinta e independente. A palavra vitalidade não daria a mesma idéia. Para uns, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz quando a matéria se encontra em dadas circunstâncias; segundo outros, e essa idéia é a mais comum, ele se encontra num fluido especial, universalmente espalhado, do qual cada ser absorve e assimila uma parte durante a vida, como vemos os corpos inertes absorverem a luz. Este seria então o fluido vital, que, segundo certas opiniões, não seria outra coisa senão o fluido elétrico animalizado, também designado por fluido magnético, fluido nervoso etc.

Seja como for, há um fato incontestável, pois resulta da observação: é que os seres orgânicos possuem uma força íntima que produz o fenômeno da vida, enquanto essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos, e que ela independe da inteligência e do pensamento; que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; enfim, que, entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e pensamento, há uma dotada de um senso moral especial que lhe dá incontestável superioridade perante as outras, e que é a espécie humana.

Compreende-se que, com uma significação múltipla, a alma não exclui o materialismo, nem o panteísmo. Mesmo o espiritualista pode muito bem entender a alma segundo uma ou outra das duas primeiras definições, sem prejuízo do ser material distinto, ao qual dará qualquer outro nome. Assim, essa palavra não representa uma opinião: é um Proteu, que cada qual ajeita a seu modo, o que dá origem a tantas disputas intermináveis.

Evitaríamos igualmente a confusão, mesmo empregando a palavra alma nos três casos, desde que lhe ajuntássemos um qualificativo para especificar a maneira pela qual a encaramos ou a aplicação que lhe damos. Ela seria então um termo genérico, representando ao mesmo tempo o princípio da vida material, da inteligência e do senso moral, que se distinguiriam pelo atributo, como o gás, por exemplo, que se distingue ajuntando-se-lhe as palavras hidrogênio, oxigênio e azoto. Poderíamos dizer, e talvez fosse o melhor, a alma vital para designar o princípio da vida material, a alma intelectual para o princípio da inteligência, e a alma espírita para o princípio da nossa individualidade após a morte. Como se vê, tudo isto é questão de palavras, mas questão muito importante para nos entendermos. Dessa maneira, a alma vital seria comum a todos os seres orgânicos: plantas, animais e homens; a alma intelectual seria própria dos animais e dos homens, e a alma espírita pertenceria somente ao homem.

Acreditamos dever insistir tanto mais nestas explicações, quanto a Doutrina Espírita repousa naturalmente sobre a existência em nós de um ser independente da matéria e que sobrevive ao corpo. Devendo repetir freqüentemente a palavra alma no curso desta obra, tínhamos de fixar o sentido em que a tomamos, a fim de evitar qualquer engano.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Santa Lucia de Siracusa.

Hoje é dia de Santa Lúcia de Siracusa. Também conhecida como Santa Luzia.

Era uma jovem siciliana, venerada pelos católicos como virgem e mártir. Teria nascido por volta do ano 283 e falecido em 304 durante as perseguições de Diocleciano, em Siracusa.

A veneração a esta Santa foi uma das mais populares, junto com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês. Só em Roma, chegou a existir 20 templos dedicados ao culto desta santa.

Santa Lúcia é padroeira dos oftalmologistas e daqueles que têm problemas de visão.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Vida e os Sìmbolos.

Os símbolos podem ser vistos como o coração da identidade cultural de um povo.

Tanto as coisas animadas quanto as inanimadas são passíveis de inspiração para a formação de um símbolo. Figuras, metáforas, sons e gestos, personificações em mitos e lendas ou em rituais e costumes, são vistos como símbolos. A própria natureza interagindo com o homem, é repleta deles.

O conceito do simbolismo sempre esteve presente na história da humanidade. Todas as culturas humanas, as estruturas sociais e os sistemas religiosos com seus símbolos contribuíram para uma visão maior do mundo em que vivemos. Contribuíram para o conhecimento do nosso universo e de nós mesmos.

Confúcio, antigo sábio chinês, dizia: “Os signos e os símbolos governam o mundo, não as palavras e as leis”.

A imagem veio daqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Budismo a o Stupa.

O Stupa é um dos símbolos mais importantes do Budismo. É um tipo de monumento ou parte de um templo, construído em forma de torre, circundada por uma abóbada e às vezes com um ou vários chanttras, que são toldos de lona. A palavra Stupa significa “ponto mais alto”.

Originalmente, os Stupas eram monumentos funerários que continham as relíquias sagradas do Buda ou algo de seus principais discípulos.

Além de ser um símbolo da libertação final do samsara, o Stupa é também um símbolo cósmico.

O Stupa é uma abóbada que representa tanto o mundo em forma de ovo, quanto o ventre. E as relíquias que ele guarda são como as sementes da vida.

Geralmente, a abóbada fica num pedestal quadrado alinhada com os quatro pontos cardinais. É a representação da abóbada celeste apoiada sobre a Terra.

Com o passar dos séculos, o Stupa acabou se tornando um local para adoração. Também chegaram a ser construídos para comemorar eventos importantes.