quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Rosário e o Terço.

Tudo teria começado nos mosteiros da Irlanda, lá pelo século IX. Os monges daquela época usavam como oração os 150 salmos de Davi. E os leigos, que na maioria não sabiam ler, rezavam 150 Pais-Nossos, a única oração que conseguiram aprender. Era chamado de “saltério” dos leigos.

Para não se perderem na oração, os devotos usavam uma bolsa de couro com 150 pedrinhas. Mais tarde passaram a usar um cordão com 50 pedacinhos de madeira. Foi daí que surgiu o que hoje chamamos de Terço. Pois esse cordão representava a terça parte da oração.

E foi durante o século XIII que surgiu o costume de se recitar 150 louvores à Maria. Eram breves pensamentos que lembravam as virtudes e glórias de Nossa Senhora. Ficou conhecido como Rosário, que significa “coroa de rosas” pois as contas eram grandes e se assemelhavam a rosas.

Mas pouco tempo depois fez-se uma combinação de “saltérios”. As 150 Ave Marias foram divididas em 15 dezenas com um Pai Nosso no início de cada uma delas. E para cada dezena existiria um episódio da vida de Jesus ou de Maria para se fazer uma meditação.

O Rosário completo tem 170 contas. São 153 ave-marias, 16 Pais-Nossos e um Glória ao Pai, considerando as contas iniciais, fixadas entre as medalhas de Jesus Crucificado e de Nossa Senhora.

Nossa Senhora teria dito, em uma de suas aparições, que quando alguém reza uma Ave Maria, é como se ela recebesse uma rosa. E quando se reza um rosário, lhe é entregue uma coroa de rosas.

A imagem veio daqui.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Crises, de Emmanuel.

"O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.

Não te queixes, trabalha. Nem te desculpes, ora.

O serviço no bem é paz no esquecimento.

Ante as crises que encontres, faze o melhor que possas.

Nas árvores podadas, Deus multiplica os frutos.

Ama, serve e não temas, Deus agirá por ti."


Essa mensagem seria do espírito desencarnado conhecido com o nome de Emmanuel e psicografada por Chico Xavier. Faz parte do livro “Assim Vencerás”.

Crise é um estado de manifestação aguda ou de agravamento de uma doença. Também é uma manifestação repentina de um sentimento. Ou um estado de incerteza ou de vacilo.

Na mitologia grega, Crises era um venerável sacerdote do Deus Apolo, que tinha uma filha bela e formosa chamada Criseida. Durante a Guerra de Tróia, Agamenon raptou Criseida e a manteve cativa com a ajuda dos Aqueus.

Apenas com as armas de que dispunha, um cajado de culto e uma guirlanda sagrada, Crises procurou Agamenon para ter a filha de volta. Mas foi expulsou de sua presença. Desesperado, rogou à Apolo que castigasse o raptor de sua filha. Apollo se veste de toda a ira possível e assola os Aqueus com uma peste de uma tal forma que Agamenon não teve outra saída. Libertou Criseida. No entanto, tornou cativa sua prima, Briseida, e outra batalha se formou.

Em tempos de crise, não escolha a guerra, escolha a paz, a reflexão, a temperança. Quem foi que disse que ia ser fácil? Viva apenas um dia de cada vez.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Gwynn Ap Nud, Rei das Fadas.

Hoje é o dia de Gwynn Ap Nud, na tradição do País de Gales. Ele é chamado também de Lord das Fadas.

Vive numa montanha chamada “Glastonbury Tor”, no que seria o antigo reino de Avalon, na Inglaterra. Essa montanha tem cerca de 500 metros de altura e no seu topo ainda pode-se ver as ruínas da torre de Saint Michel, do século XII.

Atualmente, é um lugar de peregrinação. Acredita-se que nessa montanha exista uma porta de entrada para o mundo de Avalon pois o nome Tor significa portal, passagem. É também chamada de “Montanha Mágica” e é guardada por seres elementais.

Segundo a lenda, nesse período, início de novembro, Gwynn abre as portas do mundo mágico permitindo que suas fadas saiam e transitem no mundo dos mortais. Elas ficam tão felizes que realizam nossos desejos. É só pedir.

Na cultura celta, ele é o Deus da Caça, o guardião da vida selvagem. É também uma divindade protetora dos limites pois está ligado ao mundo dos seres elementais. Tanto que em rituais mágicos é invocado para proteção.

Gwynn Ap Nud, quer dizer Gwyn, filho de Nudd. E Gwin, significa belo, branco, brilhante, luminoso.

Procure prestar atenção na natureza hoje. Pois uma fada pode lhe aparecer pronta para realizar um desejo seu. Mas é preciso merecê-lo, claro.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Ação do Tempo.

É provável que o desejo de medir o tempo tenha começado com o movimento do Sol. Pois este se movia pelo céu e desaparecia abaixo do horizonte, trazendo com ele a escuridão. Mas, horas depois ressurgia de mansinho no lado oposto.

No entanto, o primeiro relógio está associado à Lua. Nossos ancestrais notaram seus movimentos e reconheceram as estações. Começaram a diferenciar a chegada do inverno, da primavera, e outras posições importantes para a caça e mais tarde, para o plantio.

Praticamente todos os símbolos do tempo têm alguma relação com o círculo. Os calendários circulares dos incas, a foice curva ou a representação astrológica do ciclo anual dos planetas.

Os gregos antigos, chamavam o tempo de chronos. Referiam-se a um tempo cronológico, sequencial, que pode ser medido. Chronos também era o Deus do Tempo, na Grécia. Ele era implacável, devorava seus filhos.

Assim como o Deus, a ação do Tempo também é implacável. Nada lhe foge. Ele designa a sucessão de anos, meses, dias, horas, minutos, segundos e suas frações. Mas a noção mais comum do tempo abrange passado, presente e futuro.

Na física, o tempo é usado para medir a velocidade. Enquanto que na meteorologia, tempo é o estado físico das condições atmosféricas num determinado momento e local.

Na Bíblia, o Salmista clama à Deus no Salmo 90: Sim, mil anos ante Teus olhos são como o dia de ontem que passou e como uma vigília noturna!

O tempo humano é finito e o tempo divino, infinito. O tempo divino é a negação do próprio tempo, o ilimitado. A eternidade por excelência.

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sábado, 6 de novembro de 2010

O Egito Antigo.

Os registros que existem sobre o Egito Antigo falam de uma civilização que prosperou por mais de 4 mil anos. E que durante esse tempo, religião e magia se uniram tornando-se uma força poderosa.

Os talismãs, amuletos, figuras e palavras eram combinados com os cânticos, orações e encantamentos para proteger as pessoas de seres e de espíritos perigosos e também para ganhar o favor dos deuses.

A Cruz Ansada, por exemplo, é um dos símbolos egípcios mais conhecidos e usado como talismã. Ele representava a chave do conhecimento dos mistérios e da sabedoria oculta.

Através dos símbolos egípcios pode-se conhecer suas ideias, atitudes e conceitos a respeito da vida, da morte e do sobrenatural. As famosas Pirâmides de Gizé, por exemplo, eram escadarias simbólicas para o Céu, que permitiam ao rei morto ascender da Terra para seu lar celestial na pós-vida.

Nas primeiras dinastias, as pirâmides eram cobertas e escondidas com montes de terra pois simbolizavam o renascimento e a ressurreição. A múmia era equipada para ser enterrada dentro da pirâmide com todos os itens considerados necessários para sua jornada na vida após a morte.

O Antigo Egito também simbolizava a união dos contrários: por um lado a esterilidade do deserto, sob a cor vermelha designando o aspecto saariano do país e por outro lado, a fertilidade do vale, o que se estira ao longo do rio Nilo, fecundante, emprestando-lhe as cores escuras de uma vegetação rica.

Na mitologia egípcia, os Deuses foram Faraós que teriam reinado no período pré-dinástico. Os mitos eram inspirados em histórias reais acontecidas milhares de anos antes de serem criados. Osíris, por exemplo, foi o primeiro faraó divinizado com o passar do tempo. Ele foi um governante que marcou uma época de prosperidade para o Egito e após a sua morte, passou a ser chamado de Rei dos Mortos.

A civilização egípcia se destacou na área de ciências: médica e matemática. Mas também na arquitetura. A construção de suas famosas pirâmides até hoje é um mistério.

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Astrologia Chinesa.

A astrologia Chinesa é um dos conhecimentos mais antigos da humanidade. São mais de quatro mil anos de estudos influenciando a vida de imperadores a camponeses. Trata-se de uma arte que resistiu ao tempo e às diversas dinastias que fizeram a história do povo oriental.

Existem muitas lendas mas a mais divertida é a do Imperador de Jade que governava os Céus e tudo o que neles continham. Um dia ficou a questionar-se sobre a forma e as cores de todas as criaturas existentes na Terra e descobriu que ainda não conhecia os animais.

Pediu então ao seu conselheiro mais leal que escolhesse 12 animais terrestres que considerasse mais interessantes e os trouxesse no dia seguinte às 6 hs da manhã. O conselheiro convidou primeiro o rato e lhe pediu que fizesse o favor de avisar ao seu amigo gato para também estar lá. Depois, convidou pessoalmente o búfalo, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o macaco, o galo e por último, o cão.

O rato ficou orgulhoso de ter sido o primeiro a receber o convite e foi direto contar ao gato. O gato, também ficou contente mas pela sua fama de preguiçoso, teve medo de não acordar a tempo no dia seguinte então pediu ao amigo que lhe acordasse bem cedo.

Só que durante a noite o rato chegou a conclusão de que se entrasse no Palácio acompanhado do gato, um animal bonito e insinuante, o Imperador poderia nem notá-lo. Decidiu ir sozinho.

Às seis horas da manhã, os animais se apresentaram no Palácio. O Imperador ficou a observar um a um demoradamente. Ao chegar ao fim da fila notou que só tinham 11 animais. O conselheiro, com medo de sofrer uma reprimenda, pediu a um ajudante que fosse até à Terra e trouxesse o primeiro animal que encontrasse pela frente. Ao chegar à Terra, o ajudante viu um porco. Em poucos minutos o 12º animal já estava em frente ao Imperador.

Algum tempo depois, o gato despertou e se deu conta de que havia perdido a hora. Se apressou mas já era tarde. Furioso, pôs-se a correr atrás do rato com a intenção de matá-lo.

Foi assim que começou a famosa guerra entre gato e rato.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Religião X Ciência.

Para iluminar seu caminho nas trevas, para adaptar-se à morte, esse animal tão bem adaptado à vida só tem duas luzes: uma se chama religião, a outra se chama ciência.” Essa frase é do astrônomo, já falecido, Carl Sagan.

Religião e Ciência, são dois pólos distintos: norte e sul. Duas forças opostas: positiva e negativa. No entanto, todas as duas provém de uma energia que compreende um mistério milenar: a criação do universo, da vida e do próprio homem.

Em ambas as posições, religião e ciência, não existem vestígios de uma origem primeira. Existem histórias e hipóteses, respectivamente.

O físico Charles Townes, que em 1964 recebeu o Nobel pela criação do raio laser, em entrevista a uma revista, garantiu que ciência e religião não são forças opostas. Para o físico, nenhuma religião que está ancorada no mundo ocidental pode se dar ao luxo de ignorar a ciência. Porém, a ciência também não pode se dar ao luxo de ignorar Deus. Na sua visão, a ciência quer saber o mecanismo de funcionamento do universo, enquanto a religião, seu significado. É como se a ciência mostrasse como funciona e a religião, como chegar lá.

A busca pela verdade está nas três principais fontes do saber: religião, ciência e filosofia. Estes são os recursos de que o homem dispõe para progredir no conhecimento da verdade. E este desejo do saber é inerente à natureza humana.

Quem nunca se perguntou de onde viemos ou para onde vamos?

No século XIX, por exemplo, Helena P. Blavatsky procurou esclarecer a doutrina teosófica num livro intitulado "A Chave para a Teosofia". Usando um diálogo de perguntas e respostas, o livro busca a verdade a respeito dos mistérios do homem, do ciclo da vida, da morte e seu propósito, da predestinação e do livre-arbítrio. Isto é feito com base num estudo de religiões comparadas, filosofia e ciência, mas com total liberdade de pensamento.

Talvez ainda não seja a hora de se saber a verdade. Mas é preciso continuar as buscas por essas respostas pois são elas que contribuem para o desenvolvimento do mundo e do ser humano em todos os sentidos.

Imagem: Lielzo Azambuja.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Aladiah, o Anjo do Perdão.

O Anjo Aladiah é invocado para ajudar no combate às doenças e às maldades. É um Anjo que trabalha para ver o bem triunfar.

É um guardião do bem estar. Transmite equilíbrio, paciência e amor. Ajuda nas curas e no afastamento de algum mal que por ventura tenham lhe feito ou desejado.

Aladiah é da categoria dos Querubins. E o seu príncipe regente é Raziel, guardião dos mistérios e da originalidade. Esse nome em hebraico significa “segredo”. Segundo a história, Raziel teria entregue à Adão, quando este ficou doente, um livro contendo os segredos das ervas medicinais para que ele se curasse.

O seu Salmo é o de número 32. É um Salmo que solicita Ação de Graças pelo perdão das culpas. No Salmo, Deus perdoa os pecados do salmista e lhe restabelece a saúde. O verdadeiro arrependimento aliviou sua alma. O salmista exorta os fiéis a tirar proveito da sua experiência.

Sua carta de tarot é o Papa, o Grande Sacerdote que distribui entre os seres sabedoria espiritual a ele confiada no princípio dos tempos. Simboliza a voz da própria consciência. É uma carta cuja essência é a da não violência. Mas a da usar a sabedoria na sua vida. É como se a pessoa tivesse uma revelação da verdade através de muito pensar, analisar, estudar uma situação. E com essa revelação, ela encontrasse o verdadeiro caminho a seguir.

Deus às vezes nos coloca à prova, não para que soframos, mas para que encontremos o “nosso” caminho. Caso nossas escolhas prejudiquem nossa saúde, se soubermos entendê-las, Deus nos perdoa e nos restabelece a saúde. E ainda nos dá a sabedoria de uma pessoa a quem podemos recorrer nos momentos difíceis.

A melhor hora para pedir ajuda e proteção a este anjo é das 03:00 hs às 03:20 hs. Mas isso não impede que você peça em qualquer outra hora do dia ou da noite.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados, Sinal da Fé.

Hoje é o dia dedicado a todos aqueles que morreram no “sinal da fé”, é o dia dos Finados.

Foi instituído pela Igreja Católica em memória aos fiéis falecidos para que recebam a misericórdia divina e que descansem em paz.

No México também se comemora esse dia com essa intenção.

Mas ao contrário da atmosfera fúnebre das celebrações cristãs, os mexicanos não choram e nem lamentam a “passagem” dos entes queridos. Eles celebram esse dia de forma alegre, divertida e colorida.

Já existe até uma indústria de doces, brinquedos, enfeites, lampiões e decorações com esqueletos e caveiras. À exemplo do Halloween.

E como no Halloween, as crianças mexicanas também fazem parte dessa festa. Elas brincam, comem e se divertem.

Na verdade, o dia de hoje é uma celebração da vida eterna. Aproveite então para fazer uma oração para os entes queridos que não estão mais na terra, mas eternamente em seu coração.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia de Todos os Santos.

O Dia de Todos os Santos foi instituído em homenagem a todos os santos e mártires conhecidos ou não.

Nos primeiros três séculos dessa era, os cristãos sofreram perseguições terríveis, principalmente durante o reinado do imperador Deocleciano. Cristãos, inclusive membros de sua família e servidores de seu palácio foram perseguidos por ele. Somente em 324, com o imperador Constantino, que as perseguições tiveram fim.

O Papa Bonifácio IV, criou o Dia de Todos os Santos no século VII pois o número de mártires e santos era grande e não dava para designar um dia do ano separado para cada um. Mas nessa época, o dia era comemorado dia 13 maio. No século seguinte, o Papa Gregório III mudou essa data para o dia primeiro de novembro. Segundo historiadores, ele queria atrair os “pagãos” que comemoravam o Samahim, festa do início do Ano Novo celta, para a celebração católica.

E por volta do século IX teve início uma brincadeira chamada de “souling”, que quer dizer almejar. Era feita no dia primeiro de novembro, Dia de Todos os Santos, quando os cristãos iam de vila em vila pedindo os “soul cakes”, bolos de alma. Eram quadradinhos de pão com groselha. Por cada “soul cake”, o cristão deveria fazer uma oração para a alma de um parente falecido do dono da casa. Naquela época, acreditava-se que primeiro as almas iam para o limbo por um determinado tempo e que as orações as ajudavam a irem para o Céu mais rápido.

Talvez isso tenha a ver com novembro ser um mês de atmosfera sutil, em que os véus entre os mundos da matéria e do espírito se tornam tênues facilitando a comunicação entre ambos.

Novembro representa uma época de transição entre o velho e o novo. Como é para os celtas, que é o início de um novo ano. O lema desse mês é "purifique-se e prepare-se para novos desafios e mudanças pessoais em sua vida."



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