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terça-feira, 3 de março de 2026

Hina Matsuri

O Hina Matsuri é celebrado todo 3 de março no Japão. É conhecido como Festival das Meninas ou Festival das Bonecas.

São bonecas tradicionais, chamadas de hina ningyō, que representam a corte imperial do período Heian (794–1185).

Elas ficam organizadas em uma plataforma vermelha com vários degraus. A estrutura clássica inclui cinco níveis de representação:

1º Imperador e Imperatriz (Dairibina)
2 º Damas da corte
3 º Músicos
4 º Ministros
5 º Servidores e guardas

No período antigo, acreditava-se que bonecas podiam absorver impurezas e má sorte.
então, as pessoas transferiam simbolicamente seus infortúnios para bonecas de papel e as colocavam nos rios, num ritual chamado nagashi-bina.

Com o tempo, o ritual evoluiu para a exposição doméstica das bonecas.

É comemorado no dia 3/3, como parte dos Cinco Festivais Sazonais tradicionais do Japão (Gosekku). E o número 3 é o número associado à vitalidade, crescimento e transição de fase.

O festival marca saúde, proteção e felicidade futura das meninas.

As famílias montam a exposição semanas antes do dia 3 e devem desmontar logo após a data. Pois existe a superstição de que deixar montado por muito tempo atrasa o casamento da filha.

domingo, 22 de abril de 2012

O Portão Tori.

O Portão Tori, é o maior de Shinto, no Japão, simboliza a transição do mundano para o divino. Ou seja, é onde o visitante passa do mundo cotidiano para o mundo sagrado.

Isso, porque no Japão, as arcadas abertas, que são conhecidas como tori, marcam a entrada para os santuários de Shinto. 

Para os chineses, as portas abertas ou fechadas têm um significado importante. A porta aberta é considerada yang, ativa. Enquanto que uma porta fechada é vista como yin, passiva. O abrir e o fechar das portas representam a dança cósmica entre essas duas energias.

E no Taoísmo, esses dois movimentos representam o abrir e o fechar dos Portões do Céu, que representariam a respiração humana: prender a respiração seria fechar os portões e respirar, abri-los.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Deusa Kwannon.

Hoje no Japão se reverencia a deusa Kwannon. Ela é o equivalente a deusa chinesa Kwan Yin.

Nesse dia, costuma-se fazer uma homenagem aos ancestrais com oferendas de flores, velas de cor violeta e incenso de lótus.

Os devotos de Kwannon pedem bênçãos de proteção para o amor e para a saúde. Também pedem que lhe confiram sabedoria para seguir a vida.

Antigamente, era costume escrever os pedidos em rolos de papel de arroz para depois colocá-los nos altares de seus templos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Deus Ebisu e Bettara-Ichi.

Todos os anos, no dia 19 de outubro, o Japão realiza um festival gastronômico chamado Festival Bettara-Ichi. A principal atração desse dia é o picles Bettara, um rabanete em conserva.

O festival acontece próximo ao Santuário Ebisu, em Tóquio, e foi criado para atender as pessoas que veem festejar o deus Ebisu, da boa sorte, no dia 20 de outubro.

No dia do Festival, há procissões de crianças percorrendo as ruas carregando vários cordões, nos quais se atam os picles e objetos como talismãs para atrair e capturar a boa sorte, e outras atrações.

Além da sorte, Ebisu é também o deus dos pescadores, dos operários e guardião da saúde das crianças. Quando nasceu, o deus ganhou o nome de Hiruko. Conta a lenda que ele nasceu sem ossos devido à uma transgressão de sua mãe durante o ritual do casamento. Hiruko lutou para sobreviver mas seus pais não suportavam vê-lo deformado. Antes de completar 3 anos de idade, ele foi colocado num barco de juncos. O barco foi parar em terra firme e o menino acolhido. Em pouco tempo, ele superou muitas dificuldades. Cresceram-lhe as penas, os braços e ao completar 3 anos se tornou o deus Ebisu. Tinha o espírito jovial e auspicioso. Ebisu quer dizer “o Deus do riso”.

domingo, 24 de julho de 2011

Festival Tenjin.

Hoje é dia do Festival shintoísta chamado Osaka Tenjin Matsuri, no Japão. É um festival que existe a mais de um milênio e é dedicado à cura de doenças.

Os doentes devem levar bonecos feitos de papel aos templos onde os sacerdotes, ao esfregarem em suas roupas os bonecos, retiram as doenças e resíduos de magias negativas de seus donos. Depois desse ritual, os bonecos são levados para um rio e jogados na água. Também são entoados cânticos e orações nessa hora.

Se você quiser se conectar com essa energia, recorte um boneco de papel e passe-o sobre a parte doente do corpo e peça pela sua cura. Depois jogue o boneco na água corrente.

Os destaques para o festival são uma procissão em terra, chamada Rikutogyo, e uma procissão de barcos, Funatogyo.

È conhecido como um dos três maiores festivais no Japão e atrai cerca de 1 milhão de visitantes a cada ano.

Também nesta data...

domingo, 17 de julho de 2011

Amaterasu Omi Kami.

Hoje é o Festival da deusa solar do Japão, Amaterasu Omi Kami. Ela é reverenciada como a governante de todos os deuses e guardiã do povo japonês e da unidade cultural. O seu emblema está na bandeira nacional.

É representada por uma linda mulher repleta de jóias e cuja luz, que reflete no espelho, ilumina o céu e a terra. É também chamada de "Grande e augusto espírito que brilha no céu".

De acordo com o mito, a Deusa era invejada pelo seu irmão Susanowo, o deus do Tufão. Susanowo passou a desrespeitá-la e a destruir suas criações. Após tantas destruições, inclusive morte de algumas mulheres, Amaterasu ficou magoada e resolveu se enclausurar numa gruta. Com a ausência da Deusa, a vegetação feneceu e o frio e a escuridão tomaram conta da Terra. Os deuses alarmados se reuniram na frente da gruta fazendo muito barulho. Uzume, que era a deusa xamânica da alegria, começou a dançar de forma tão engraçada que o riso dos deuses atraiu a curiosidade de Amaterasu.

A Deusa Solar abriu os véus que cobriam a entrada e sua figura se refletiu num enorme espelho colocado na frente da gruta. A imagem refletida era a de uma mulher tão bonita que Amaterasu se sentiu enfetiçada por sua própria beleza ficando estática. O deus da Montanha fechou depressa a entrada da gruta com rochas e os outros deuses cantaram tantos louvores à Amaterasu que ela comovida deixou-se conduzir de volta para o seu palácio dourado e de onde saía todas as manhãs para iluminar o dia.

Uma boa dica para hoje é saudar a Deusa invocando suas bênçãos. Os devotos de Amaterasu costumam captar a luz solar num espelho e refleti-la em todos os cômodos da casa.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Deusa do Monte Fuji e das Cerejeiras.

Hoje é dia de Konohana Sakuya Hime, Deusa das Cerejeiras.

Seu nome quer dizer “Princesa que faz as árvores florescerem”. Filha do Deus das Montanhas e irmã da Deusa das Pedras, Sakuya Hime rege a terra, a natureza, o fogo e as cerimônias.

Conta a mitologia japonesa, que Ninigi, Deus do Mar, se apaixonou pela princesa tendo pedido a sua mão em casamento à seu pai. Este, propôs que se casasse com a filha mais velha, Deusa das Pedras. Mas Ninigi tinha o coração já fixado na Deusa da Terra e por isso não concordou. Mesmo sabendo que ao lado da Princesa, a vida seria como as flores de cerejeira, de período curto e fugaz, ao invés de resistirem ao tempo e serem de longa duração como as pedras.

Sakuya Hime se casou com Ninigi, e em apenas uma noite engravidou. Ninigi desconfiou da fidelidade da eposa, e esta enfurecida, entrou numa cabana sem porta onde em seguida, atearam fogo. Ela prometeu que se seu filho saísse ileso, era porque sua descendência era verdadeira. E assim, na cabana, em meio as chamas, Sakuya Hime deu à luz a três filhos.

Essa história foi descrita no século VIII. Já nos séculos XIV a XVI, Sakuya Hime passou a ser associada ao Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão, que na realidade é um vulcão. Era vista como uma heroína pois seus filhos sobreviveram a um castelo em chamas.

Ao mesmo tempo, também era associada à flor de cerejeiras, por ser um símbolo de delicadeza da vida terrena.