Força não é violência. É responsabilidade.
Na mitologia nórdica, Thor é o deus do trovão, do relâmpago e da proteção. Empunhando Mjölnir, seu martelo sagrado, ele não luta por glória, mas para manter a ordem do mundo contra forças caóticas. Thor não é o deus da guerra estratégica — esse papel pertence a Odin. Thor é o deus que aparece quando tudo ameaça ruir.
Ele representa a força que sustenta, não a que oprime.
Nos mitos, Thor atravessa tempestades para defender Midgard, o mundo dos humanos. Ele enfrenta gigantes, símbolos do caos, da desmedida e da destruição sem propósito. Seu poder não vem apenas da força física, mas do compromisso com aquilo que protege.
Thor nos dias atuais
Trazendo Thor para o presente, ele deixa de ser apenas um arquétipo mítico e passa a ser um espelho do nosso tempo. Onde os “gigantes” de hoje não viveriam nas montanhas, mas se manifestariam como:
- excesso de informação sem sabedoria
- violência disfarçada de opinião
- pressa, ansiedade e colapso emocional
- tecnologias usadas sem ética
Thor, no mundo moderno, seria aquele que:
- impõe limites
- protege os mais vulneráveis
- age quando o discurso falha
- entende que poder sem responsabilidade é destruição
Mjölnir, hoje, não seria um martelo de ferro. Seria critério, caráter e coragem moral.
A lição de Thor
Thor nos lembra que nem toda força precisa gritar. Às vezes, ela apenas sustenta. Ele ensina que proteger dá trabalho, exige desgaste e nem sempre traz reconhecimento. Mas é isso que mantém o mundo em pé.
Neste 19 de janeiro, a pergunta não é se você é forte.
A pergunta é: o que você está sustentando com a sua força?
O trovão passa.
O que fica é aquilo que foi protegido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário