quarta-feira, 22 de julho de 2020

Madalena, Discípula de Jesus


A história de Maria Madalena (Magdala) ainda é um mistério para muitos pesquisadores. Santa, pecadora, esposa de Jesus, ou apóstola deste, talvez nunca saibamos. Mas a verdade é que essa mulher esteve muita próxima a Jesus durante os anos de sua pregação. 

Segundo a Bíblia, a maior parte do ministério de Jesus foi às margens do Mar da Galileia. E Magdala, era uma das cidades que ficavam nas costas desse mar. Pesquisas recentes demonstram que Magdala era um lugar consideravelmente rico à época de Cristo. Foram encontrados vestígios de um porto, casas grandes, sinagoga e objetos suntuosos. Se Maria Madalena era moradora dela, também poderia ter sido uma mulher rica e influente.

No século 2, foi inserida no Talmud a ideia de que Maria Madalena seria Maria Megaddleda, que significa “a que carrega cabelos trançados”. Esta versão seria usada para indicar mulheres de comportamento impróprio ou de má reputação.

A noção de que Maria de Madalena fosse pecadora aparece na Idade Média, com o Papa Gregório Magno. Durante um de seus sermões, o Papa tentava convencer os fiéis de que o arrependimento era necessário para a remissão dos pecados, citando Maria Madalena como exemplo para isso.

Mas no ano de 1945, uma descoberta trouxe novo olhar a respeito de quem realmente foi Maria Madalena. Foram encontrados em Nag Hammadi, no Egito, manuscritos de evangelhos gnósticos do século IV que teriam desaparecido por serem considerados apócrifos. O conteúdo desses manuscritos revela uma estreita relação entre Jesus e Madalena e que incomodava os apóstolos. Há um trecho em que Pedro pergunta ao mestre porque há “segredos que só a ela revela”. E Pedro ainda faz um pedido ao seu mestre: “Que Maria saia de entre nós, porque as mulheres não são dignas”. 

Em 1969, a Igreja Católica Romana deixou de reconhecer Maria Madalena como uma mulher impura e decretou que ela seria venerada como um discípulo de Jesus.

Santa, pecadora, discípula ou esposa, Maria Madalena foi uma das seguidoras mais dedicadas de Jesus. Não podemos esquecer que foi ela quem se dirigiu ao sepulcro para ungir o corpo do mestre. Tarefa esta que era dada só a parentes muito próximos. Fica a pergunta do por que não foi Maria, mãe de Jesus, ao invés de Madalena designada a ungir o corpo do Nazareno? E também, foi primeiro à Maria Madalena que Jesus apareceu depois de morto e recebendo a incumbência de espalhar o milagre da ressurreição. Não foi nem à sua mãe ou a um de seus discípulos.   

A festa litúrgica de Santa Maria Madalena é celebrada no dia 22 de julho. É considerada padroeira dos arrependidos, dos boticários e dos cabeleireiros.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Santa Praxedes


Santa Praxedes era filha de São Pudêncio e irmã de Santa Pudenciana, São Donato e São Timóteo. Segundo a história, ela viveu no século II da Era Cristã, período este em que os cristãos sofriam com perseguições e mortes. As duas irmãs enterravam os corpos dos mártires e ajudavam seu pai na tarefa de converter e batizar muitos pagãos. 
São Pudencio, com a ajuda de um presbítero chamado Pastor, havia transformado sua casa numa igreja. Após a sua morte, Praxedes e Pudenciana, com o consentimento do Papa Pio I, continuaram o trabalho do pai.
Pouco tempo depois, Pudencia morre com 16 anos de idade e é enterrada ao lado de seu pai na Catacumba de  Priscila. Praxedes constroi uma outra igreja no terreno que fora de um de seus irmãos, também já falecido. 
Dois anos depois, houve nova perseguição contra os cristãos e apesar de Praxedes conseguir  esconder muitos deles durante um tempo, os legionários do reinado de Antonino Pio, foram avisados. Eles prenderam e mataram todos os que se diziam cristãos. Inclusive Praxedes, que nessa época tinha 20 anos de idade. O presbítero Pastor, a enterrou ao lado de seus familiares no cemitério de Santa Priscila.
No século V, as relíquias mortais das Santas foram levadas para a igreja que ela construiu e três séculos depois, o Papa Adriano I, mandou construir uma igreja em seu nome, sobre a estrutura anterior. No século IX, o Papa Pascoal I, ampliou e decorou a basílica, nomeando-a de Santa Prassede. 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Santa Vilgeforte


Santa Vilgeforte, também conhecida como Santa Liberata, nasceu na Lusitânia, hoje Portugal, em 119, mas seu culto, se intensificou a partir do século XIV de forma lendária.

De acordo com a lenda, Vilgeforte foi prometida em casamento para um rei pagão. Mas ela não desejava se casar. Queria seguir a vida religiosa e rezou pedindo a Deus que se tornasse repugnante fisicamente. No dia seguinte, quando acordou, estava com barba. Suas súplicas foram ouvidas pois seu noivado foi cancelado. No entanto, seu pai ficou furioso e ordenou que Vilgeforte fosse crucificada.

Apesar de ter sido bastante popular na Idade Média, no século XVI, essa lenda perdeu força. Mas no século XX, na Baviera, Áustria, norte da França e Bélgica, Santa Vilgeforte voltou a ser venerada. Na Argentina e no Panamá, ela é chamada de Santa Librada.

O dia da sua festa litúrgica é 20 de julho. É retratada com barba e vestindo uma túnica azul cumprida. Historiadores de arte defendem que o culto à Santa Vilgeforte tenha se originado em imagens de Cristo crucificado vestindo uma túnica azul. E que, séculos depois, após ser levada por peregrinos e comerciantes para a Europa Setentrional, criaram uma narrativa para explicar o Cristo andrógino.

domingo, 19 de julho de 2020

Santa Macrina, a Jovem


Santa Macrina, a Jovem, foi uma religiosa católica que viveu no século IV da Era Cristã. Foi a primogênita de uma família de 10 filhos. Seu pai chamava-se Basílio, o Velho, e sua mãe, Emília de Cesareia. Ela era neta de Santa Macrina Maior, mãe de Basílio.  

Basílio, o Velho, foi criado numa província romana mas durante a perseguição aos cristãos, sob o imperador romano Galério, se mudou para a costa do Mar Negro, onde conheceu Emília. Dos dez filhos que tiveram, cinco se tornaram santos. São eles, Basílio Magno, Gregório de Nissa, Pedro de Sebaste, Naucrácio e Macrina, a Jovem.

Por ser a filha mais velha, Macrina ajudou sua mãe na criação dos irmãos mais novos. Aos 12 anos, fora prometida em matrimônio mas seu noivo falecera antes do casamento. Depois desse episódio, ela pediu que não arrumassem outro noivo para ela pois pretendia seguir uma vida de oração. Aos 15 anos, seu pai morreu e Macrina decidiu que nunca iria se afastar de sua mãe. Quando os irmãos já estavam crescidos, ela e sua mãe resolveram ser monjas. Macrina já contava com 27 anos de idade quando mudou-se com sua mãe para uma propriedade da família em Anési, próximo ao rio Íris, no Ponto, e junto com outras mulheres, as antigas servas, transformaram a casa num convento. Escolheram ter uma vida sem luxo, realizando além das orações e assistência às jovens que procuravam seguir uma vida religiosa, trabalhos manuais e domésticos. Mas não sem antes, vender as outras propriedades da família para ajudar os pobres.   

À Macrina, foram atribuídos milagres ainda em vida. Um deles, a curou de uma doença. Macrina teve um tumor no peito, abaixo do pescoço, que lhe causava muita dor. Mas sua fé a fez se ajoelhar e passar uma noite em oração pedindo a Deus que a curasse. As suas lágrimas, que caíram no chão, se misturaram com a terra e se transformaram numa lama milagrosa. Macrina passou essa lama no seu peito e de manhã, quando sua mãe a viu “suja” de lama, foi limpá-la. Quando tirou a lama do seu peito, Macrina não tinha mais o tumor. Ficara apenas a marca de um corte no lugar.

Em outro milagre relatado, Macrina teria curado uma enfermidade ocular de uma menina. A aparência de um dos olhos da criança causava repulsa pois possuía uma membrana esbranquiçada e também a impedia de enxergar. Os pais dela estavam visitando o convento quando Macrina convidou-os a cear com ela prometendo que lhes daria depois o remédio para a cura da menina. Após o jantar, e já distante do convento, o pai lembrou que esqueceu de pegar o tal remédio prometido. E quando ele estava prestes a voltar para o convento, eis que sua esposa olha para a filha e vê que o remédio já havia sido dado.  

Com Macrina, nasceu o ideal ascético cristão feminino de mulheres consagradas à Cristo e comprometidas com um cânon. Sua mãe, Santa Emília, faleceu no ano 375 e tornou-se padroeira da viuvez, sendo venerada nas igrejas orientais da Rüssia e da Grécia. Santa Macrina, a Jovem, morreu com 53 anos de idade, no ano 380. Sua festa litúrgica é comemorada dia 19 de julho.

sábado, 18 de julho de 2020

Entre Falsas Vozes


Se a preguiça te pede: “Descansa!”, responde-lhe com algum acréscimo de esforço no trabalho que espera por teu concurso.
 
Se a vaidade te afirma: “Ninguém existe maior que tu!”, retribui com a humildade, reconhecendo que não passamos de meros servidores da vida entre os nossos irmãos de luta.

Se o orgulho te diz: “Não cedas!”, aprende a esquecer-te, auxiliando sempre.

Se o ciúme te segreda aos ouvidos: “A posse é tua!”, guarda silêncio em tua alma e procura entender que o amor e o bem são bênçãos do Céu extensivas a todos.

Se o egoísmo te aconselha: “Retém!”, abre as tuas mãos e distribui a bondade com os que te cercam.

Se a revolta te assevera: “Reage e reivindica os teus direitos!”, aguarda a Justiça Divina, trabalhando e servindo com mais abnegação.

Se a maldade te sugere: “Vinga-te”, considera que mais vale amparar constantemente o companheiro, quanto temos sido auxiliados por Jesus, a fim de que o amor fulgure em nossas vidas.

Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser.

Surgem, cada dia, invariáveis, na forma da intriga ou da maledicência, da leviandade ou da indisciplina, induzindo-nos a cerrar o coração contra a consciência.

Se aceitamos Jesus em nosso roteiro, ouçamos o que nos diz o seu ensinamento e apliquemo-nos à prática de Suas lições sublimes.

Olvidemos as insinuações da ignorância e da treva, da crueldade e da má fé, que nos enrijecem o sentimento e, de coração unido à Vontade do Mestre, vendo a vida por seus olhos e ouvindo os nossos irmãos através de seus ouvidos, estaremos realmente habituados à posição de intérpretes do seu Infinito Amor em qualquer parte.

Emmanuel 

Psicografada por Francisco Candido Xavier.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

O Selo da Paz



No trânsito da vida, quando te apareçam entraves e fracassos, não te esqueças de que a paciência é o passaporte suscetível de assegurar-te livre passagem através de todas as dificuldades e travessias.

Se estás doente, não será com o desespero que aproveitarás o remédio que se te administra.

Se experimentaste algum desgosto, a irritação não te afastará do íntimo a sombra.

Se sofreste prejuízos de ordem material, não será parando em acusações e gritaria que conseguirás a restauração dos próprios recursos.

Se atravessas incompreensões em família, de modo algum te livrarás de semelhantes atropelos, multiplicando reclamações e exigências.

Se essa ou aquela pessoa querida se te mostra perturbada, a ponto de ferir-te, não será martelando-lhe o crânio que lhe traçarás o processo da cura.

Cultivando paciência, no cotidiano, transportarás contigo a força capaz de vencer todos os obstáculos que, porventura, te agridam a existência.

E isso acontece porque as Leis de Deus marcaram a paciência, na condição de selo da paz.


Emmanuel 

Psicografada por Francisco Candido Xavier.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Conversas

Onde estiveres, anota:
Se surgem lutas e crises
Com momentos infelizes
De verbo candente e vão,
Escuta com paciência,
Ajuda, ampara, abençoa
E lança a palavra boa
Que anule a perturbação.

Opiniões, confidências, diálogos, comentários,
- São forças de efeitos vários
Que se ampliam a granel;
Há palavras que são flores,
Outras recordam espinhos
Nos lares e nos caminhos
Espalhando fogo e fel.

Estende luz e esperança,
Fala no bem quando fales,
Que a Terra já tem por males
Penúria, tristeza e dor;
Jesus nos pede a palavra
Para entender e servir,
A fim de erguer no porvir
O Reino de Paz e Amor.


Maria Dolares 

Psicografada por Francisco Candido Xavier.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

As Bruxas Ancestrais

Para despertar seu lado mágico, se conecte com as Bruxas Ancestrais. Eddie van Feu sugere um ritual. Fazer um chá de camomila e adoçá-lo com mel. Acender uma vela branca e um incenso. Depois passar a xícara na chama da vela e dizer:

“Que a luz que aqui brilha
Ilumine meu caminho
Ilumine meu coração
Ilumine minha mente
E afaste toda a ilusão!
Que a magia desperte!
Assim seja, assim se faça!
Assim seja, assim se faça!
Assim seja, assim se faça!” 

Relaxe olhando para a chama da vela e respire fundo. Feche os olhos, tome o chá e deixe sua mente e coração se encherem de luz. As mensagens podem chegar em sonhos. 

Fonte: Almanaque Wicca. Ed. Pensamento.



A imagem veio daqui.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Santa Índia de Nova York

Santa Kateri (Caterina) Tekakwitha é a primeira índia norte-americana a ser venerada na Igreja Católica. Ela nasceu em 1656 em Ossernenon, Confederação Iroquois, onde atualmente é Auriesville, uma aldeia que fica a nordeste da cidade de Glen, no Condado de Montgomery, em Nova York. 
Quando criança, foi a única de sua família a sobreviver à varíola. Seu pai era um chefe moicano e sua mãe, uma índia cristianizada. Após ficar órfã, foi morar com um tio e se aprofundou na religião de sua falecida mãe. Aos 19 anos, entrou em contato com missionários jesuítas do Canadá e um ano depois, recebeu o batismo católico romano. Não quis se casar, preferindo fazer voto de castidade. Após a sua morte, aos 24 anos de idade, vários milagres foram atribuídos a ela. Ficou conhecida pela sua castidade e pelo hábito de se mortificar. Suas atribuições são os lírios, a tartaruga e o Santo Rosário. 
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 1980, e canonizada em 21 de outubro de 2012, na Basílica de São Pedro pelo Papa Bento XVI. Sua festa litúrgica é 14 de julho nos Estados Unidos e 17 de abril em outros países.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Santa Teresa de Jesus dos Andes

Teresa de Jesus dos Andes foi uma monja carmelita chilena. Nasceu dia 13 de julho de 1900 batizada com o nome de Juana Fernandez Solar. Desde os seus três anos de idade já demonstrava seu apreço pelas coisas divinas. E aos sete, aprendeu a rezar o Rosário se comprometendo a fazê-lo diariamente. Aos 15 anos foi estudar num internato e se destacou pela piedade e zelo apostólico. 

Com a alma sempre entretida com algo, Juanita tinha visões místicas. Mas também chegou a ser vista orando elevada no ar cerca de 30 centímetros do chão. Nem seus braços ou joelhos estavam apoiados no oratório. 

Após ler sobre a vida de Santa Teresinha, Juanita compreendeu que devia ser carmelita. E isso se confirmou após ter uma visão em que Jesus lhe pedia para ser uma carmelita. Então, em maio de 1919, ela ingressou no Carmelo de Los Andes demonstrando muita alegria. No Carmelo se tornou Irmã Teresa de Jesus.

Na sexta-feira Santa do ano seguinte, sentiu-se mal e febril. Foi para seu quarto e de lá não mais saiu. Fez a profissão religiosa e recebeu os últimos sacramentos. Ao final do dia 12 de abril de 1920, ela faleceu. Nessa mesma hora, a freira do colégio interno que ela havia estudado teve uma visão. A viu deitada e ao lado dela um anjo com um dardo que lhe trespassava o coração. e logo depois ouviu a frase: morre de amor. 

No dia 21 de março, de 1993, Irmã Teresa de Jesus foi canonizada pelo Papa João Paulo II, na Basílica de São Pedro. Sua festa litúrgica acontece no dia 13 de julho. Ela é padroeira dos jovens da América Latina e a alegria é seu principal atributo.