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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Atargatis, Deusa Síria.

Hoje era dia da celebração de Atargatis, a deusa síria do céu, do mar, da chuva e da vegetação.

Era uma deusa poderosa com atributos complexos. Como deusa celeste, surgia cercada de águias, viajando sobre as nuvens. Como regente do mar, uma deusa serpente ou peixe. E ainda, a deusa fertilizadora da chuva, com a água vindo das nuvens e das estrelas.

Conta uma lenda antiga que Atargatis desceu do céu como um ovo, do qual surgiu uma linda deusa sereia. E por ser considerada como Mãe dos Peixes, os sírios se recusavam a comer peixes ou pombos, que eram considerados animais sagrados.

Leia também Hécate, a Deusa Negra.

A figura veio daqui.

sábado, 30 de julho de 2011

Quimera e Utopia.

A Quimera é uma figura mitológica caracterizada por uma aparência híbrida de partes de dois ou mais animais. Originalmente, a Quimera era considerada sagrada e os animais que a compunham eram: o leão, a cabra e a serpente. Eles simbolizavam o ano dividido em três partes: a primavera, o verão e o inverno.

Quando surgiu o patriarcado, a Quimera passou a ser a representação do mal e do perigo. Por isso, teria sido morta pelo herói grego Belerofonte.

De acordo com o mito, a Quimera teve origem na Anatólia durante o século VII a.C. A versão mais difundida era a de um monstruoso produto da união entre Equidna, um ser metade mulher e metade serpente, e o gigante Tífon. Também há lendas que a fazem filha de Hidra de Lerna e do Leão da Neméia, que foram mortos por Hérculos. A Quimera teria sido criada pelo rei de Cária e tempos depois teria passado a assolar esse reino e o de Lícia também bafejando fogo incessantemente. Até que Belerofonte, montado num cavalo alado, o Pégaso, consegue matá-la.

A Quimera passou a ser um termo que alude a qualquer composição fantástica, absurda e monstruosa. O sentido da palavra Quimera é além de utopia, produto da imaginação, sonho ou fantasia.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Alice no País das Maravilhas.

Em 4 de julho de 1865 era publicado "Alice no País das Maravilhas". Escrito pelo professor de matemática, o inglês Charles Lutwidge Dodgson, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, o livro conta as aventuras de uma menina chamada Alice num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas. Ela chega até esse mundo ao cair numa toca de coelho. A história revela uma lógica do absurdo, característica dos sonhos.

O livro é repleto de alusões satíricas, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também traz referências lingüísticas e matemáticas através de enigmas, que contribuíram para a sua popularidade.

A história de Alice pode ser interpretada de várias maneiras. Uma delas diz respeito a representação da fase da adolescência. A relação está nas diversas mudanças de tamanho e a confusão que isso causa em Alice, que a fazem dizer que já não sabe mais quem ela é após tantas transformações.

A história surgiu quando numa tarde em 1862, durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa, Charles na companhia de um amigo, quis entreter as filhas do então Vice-Chanceler da Universidade de Oxford e decano da Igreja de Cristo. As três irmãs se chamavam Lorina Charlotte, Edith Mary e Alice Pleasance. Grande parte das aventuras foi inspirada nos edifícios de Oxford e na Igreja de Cristo. Por exemplo, o Buraco do Coelho simbolizava as escadas na parte de trás do salão principal dessa Igreja.

Dois anos depois, com a finalidade de dar à Alice a história transcrita no papel, Charles fez um manuscrito e o nomeou "Alice Debaixo da Terra". Mais tarde influenciado por amigos, acrescentou algumas cenas e publicou o livro com o título que conhecemos hoje: Alice no País das Maravilhas.

A qualidade da impressão da primeira versão não ficou boa. Foi logo feita outra tiragem que se esgotou rapidamente. Oscar Wilde e a Rainha Vitória estavam entre seus leitores. Enquanto vivo, Charles pôde presenciar a venda de 180 mil cópias. Até hoje, foi traduzido para mais de 125 línguas. Só na língua inglesa foram 100 edições.

Em 1998 foi leiloado um exemplar da primeira impressão do livro, a que fora rejeitada, no valor de 1,5 milhão de dólares.

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