Mostrando postagens com marcador Emmanuel por Chico Xavier. Espiritismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emmanuel por Chico Xavier. Espiritismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de novembro de 2014

Canais da Vida.

É verdade que te martirizas, à frente da morte, na Terra, mormente quando a morte surge, a ceifar-te os entes caros.
Aflitiva é a contemplação dos que partem do mundo, em nossos braços, quando nos achamos no mundo, muita vez a nos endereçarem angustioso olhar, como a pedir-nos mais vida no corpo físico, sem que nos possamos arredar da impossibilidade de fazê-lo.
Profundamente constrangedora é a mágoa de sentir-lhes as mãos desfalecentes em nossas mãos ansiosas, na despedida.
Entretanto, pensa neles, os companheiros que partem, na condição de viajores amados que te deixam provavelmente carregando consigo indagações muito mais agudas do que aquelas que se te estacam no coração.
Reflete nisso e não lhes agraves a dor.
Muitos deles se afastam marcados por impositivos urgentes de reajuste.
Compelidos a se arrancarem de hábitos longamente estabelecidos, quase sempre oscilam ante os chamamentos da rotina terrestre e as exigências de renovação da Vida Espiritual. E isso lhes custa empeços e problemas para as readaptações necessárias.
Mentaliza-os na condição de criaturas queridas, em refazimento para que se afeiçoem, sem maiores deloongas aos encargos novos que os aguardam.
Abençoa-os com as tuas melhores recordações, porque a lembrança ou a palavra alcançam a todos eles, com endereço exato.
Compadece-te dos supostos mortos e abstém-te de sobretaxar-lhes as preocupações com o pranto da angústia.
Em vez disso, dá-lhes a cobertura afetiva, cumprindo tanto quanto possível, os deveres que estimariam ainda continuar a satisfazer.
Eles estão em outras faixas de vivência, mas não irremediavelmente distantes.
São amigos que te antecederam na inevitável viagem para a Vida Maior, a te rogarem auxílio, a fim de se retornarem no próprio equilíbrio, ante o desempenho das novas tarefas que abracem.
Não olvides: converte a saudade em oração de esperança e envia-lhes os teus pensamentos de compreensão e de paz.
Ampara-os agora para que te amparem depois.
Emmanuel.
Do Livro: Canais da Vida. CEU. Psicografia Francisco C. Xavier

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Rendamos Graças.


“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:18).

A pedra segura.
O espinho previne.
O fel remedeia.
O fogo refunde.
O lixo fertiliza.
O temporal purifica a atmosfera.
O sofrimento redime.
A enfermidade adverte.
O sacrifício enriquece a vida.
A morte renova sempre.
Aprendamos, assim, a louvar o dia pelas bênçãos que nos confere.
Bom é o calor que modifica, bom é o frio que conserva.
A alegria que estimula é irmã da dor que aperfeiçoa.
Roguemos à Providência Celeste suficiente luz para que nossos olhos identifiquem o celeiro da graça em que nos encontramos.
É a cegueira íntima que nos faz tropeçar em obstáculos, onde só existe o favor divino.
E, sobretudo, ao enunciar um desejo nobre, preparemo-nos a recolher as lições que nos cabe aproveitar, a fim de realizá-lo segundo os propósitos superiores que nos regem os destinos.
Não nos espantem dificuldades ou imprevistos dolorosos.
Nem sempre o Socorro de Cima surge em forma de manjar celeste.
Comumente, aparece na feição de recurso menos desejável. Lembremo-nos, porém, de que o homem sob o perigo de afogamento, nas águas profundas que cobrem o abismo, por vezes só consegue ser salvo ao preço de rudes golpes.
Rendamos graças, pois, por todas as experiências do caminho evolutivo, na santificante procura da Vontade Divina, em Jesus-Cristo, Nosso Senhor.