domingo, 10 de fevereiro de 2013

União Fraternal.


“Procurando guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz.” – Paulo. (Efésios, 4:3.)
 
À frente de teus olhos, mil caminhos se descerram, cada vez que te lembras de fixar a vanguarda distante.
São milhões de sendas que marginam a tua. Não olvides a estrada que te é própria e avança, destemeroso.
Estimarias, talvez, que todas as rotas se subordinassem à tua e reportas-te à união, como se os demais viajores da vida devessem gravitar ao redor de teus passos...
Une-te aos outros, sem exigir que os outros se unam a ti.
Procura o que seja útil e belo, santo e sublime e segue adiante...
A nascente busca o regato, o regato procura o rio e o rio liga-se ao mar.
Não nos esqueçamos de que a unidade espiritual é serviço básico da paz.
Observas o irmão que se devota às crianças?
Reparas o companheiro que se dispôs a ajudar aos doentes?
Identificas o cuidado daquele que se fez o amigo dos velhos e dos jovens?
Assinalas o esforço de quem se consagrou ao aprimoramento do solo ou à educação dos animais?
Aprecias o serviço daquele que se converteu em doutrinador na extensão do bem?
Honra a cada um deles, com o teu gesto de compreensão e serenidade, convencido de que só pelas raízes do entendimento pode sustentar-se a árvore da união fraterna, que todos ambicionamos robusta e farta.
Não admitas que os outros estejam enxergando a vida através de teus olhos.
A evolução é escada infinita. Cada qual abrange a paisagem de acordo com o degrau em que se coloca.
Aproxima-te de cada servidor do bem, oferecendo-lhe o melhor que puderes, e ele te responderá com a sua melhor parte.
A guerra é sempre o fruto venenoso da violência.
A contenda estéril é resultado da imposição.
A união fraternal é o sonho sublime da alma humana, entretanto, não se realizará sem que nos respeitemos uns aos outros, cultivando a harmonia, à face do ambiente que fomos chamados a servir. Somente alcançaremos semelhante realização “procurando guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz”.

Fonte Viva. Chico Xavier ditado pelo espírito Emmanuel.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Diante do Senhor.


“Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.” – Jesus. (João, 8:43.)

A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.
Fazer todo o bem possível, ainda quando os males sejam crescentes e numerosos.
Emprestar sem exigir retribuição.
Desculpar incessantemente.
Amar os próprios adversários.
Ajudar aos caluniadores e aos maus.
Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.
Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores.
Crêem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis divinas. A preocupação da posse lhes absorve a existência.
Reclamam o ouro do solo, o pão do celeiro, o linho usável, o equilíbrio da carne, o prazer dos sentidos e a consideração social, com tamanha volúpia que não se recordam da posição de simples usufrutuários do mundo em que se encontram e nunca refletem na transitoriedade de todos os patrimônios materiais, cuja função única é a de lhes proporcionar adequado clima ao trabalho na caridade e na luz, para engrandecimento do espírito eterno.
Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.
Percebem, mas não ouvem.
Informam-se, mas não entendem.
Nesse campo de contradições, temos sempre respeitáveis personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos.
Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis.
São preciosas estações de serviço aproveitável, com o equipamento, porém, ocupado em atividades mais ou menos inúteis.
Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio de resíduos da Terra, para receber-lhe, em espírito e verdade, a palavra divina.
Fonte Viva. Chico Xavier ditado pelo espírito Emmanuel.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Autolibertação.


“... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.” – Paulo. (1ª Epístola a Timóteo, 6:7.)

Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do “eu”, começa o teu curso de autolibertação, aprendendo a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”.
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração.
Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, “nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele”.

Fonte Viva. Chico Xavier ditado pelo espírito Emmanuel.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Na Cruz.


“Ele salvou a muitos e a si mesmo não pôde salvar-se.” – (Mateus, 27:42.)

Sim, ele redimira a muitos...
Estendera o amor e a verdade, a paz e a luz, levantara enfermos e ressuscitara mortos.
Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.
Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de Redentor e Rei, a queda era enorme...
Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.
Era o Salvador e não se salvava.
Era o Justo e padecia a suprema injustiça.
Jazia o Senhor flagelado e vencido.
Para o consenso humano era a extrema perda.
Caíra, todavia, na cruz.
Sangrando, mas de pé.
Supliciado, mas de braços abertos.
Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.
Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao Amor.
Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em glória divina. Pendera-lhe a fronte, empastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à luz do sol, ao hálito de um jardim.
Convertia-se a derrota escura em vitória resplandecente. Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.
Assim também ocorre no círculo de nossas vidas. Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores. Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a cruz, em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da eterna ressurreição.

Fonte Viva. Chico Xavier ditado pelo espírito Emmanuel.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Santa Doroteia, Santa das Flores.


Hoje é dia de Santa Doroteia. Também conhecida como a Santa das Flores.
Nascida em Cesareia, na Capadócia, foi martirizada por ser cristã no ano de 304 a.C. Segue uma oração desta Santa:

Santa Dorotéia, que conservastes com cuidado o lírio da pureza, obtende a bondade do Senhor, de conservar íntegra em nosso coração a virtude da castidade, para possuir contigo a alegria do Paraíso (Glória ao Pai).
Santa Dorotéia, que com o exemplo e a palavra conservastes o Evangelho as tuas irmãs, conceda-nos a graça de sermos mensageiras de Deus, capazes de anunciar Sua Palavra com amor aos irmãos, para conduzi-los à estrada da justiça e da santidade.
Gloriosa Mártir Santa Dorotéia, que do céu mandaste um cesto de frutos e flores ao seu perseguidor Teófilo, e ele, experimentando no íntimo da alma a tua bondade e a tua glória, se converteu ao cristianismo, obtende-nos a graça de vivermos fielmente o nosso batismo, anunciando à todos a fé e, levar assim, o nosso atributo para realizar na terra a paz e o amor.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fé em Deus.


A fé em Deus não te arredará das provas inevitáveis, mas te investirá na força devida para suportá-las;

não te afastará os obstáculos do caminho, entretanto, doar-te-á a significação de cada um deles, para que recebas, em silêncio, a mensagem de que são portadores;

não te retirará dos desenganos e decepções que o mundo te propicie, mas auxiliar-te-á a extrair deles mais luz ao próprio discernimento;


não impedirá o afastamento dos companheiros a que mais te afeiçoas, nos encargos que te marcam a vida, todavia, conceder-te-á energias e recursos para substituí-los, até que surjam outros cooperadores decididos a apoiar-te;


não te livrará da enfermidade de que ainda precises, no entanto, iluminar-te-á o entendimento para que lhe assimiles o recado salutar;


não te desligará do parente difícil, porém, ajudar-te-á a aceitá-lo e compreendê-lo em teu próprio benefício;


não te proibirá as quedas prováveis nas trilhas da existência, no entanto, ensinar-te-á, através da própria dor, onde se encontram as situações que te cabe evitar, em auxílio a ti mesmo;


não te demitirá dos problemas que, porventura, te ameacem a paz, contudo, dar-te-á serenidade para resolvê-los com segurança;


não te buscará nos labirintos de ilusão, nos quais talvez hajas penetrado, impensadamente, entretanto, clarear-te-á o raciocínio para te libertares;


a fé em Deus, por fim, não te mudará os quadros exteriores de luta, mas infundir-te-á paciência a fim de que compreendas em todos eles os degraus de elevação, de que necessitas, para escalar os cimos da vida imperecível. 


(Livro: Amigo. de Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier)
Enviado por Sérgio Rodrigues.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Santo Anjo.


Santo Anjo do Senhor,

meu zeloso guardador,

se a ti me confiou a piedade divina,

sempre me rege,

me guarda, me governa

me ilumina.

Amém.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

I Coríntios 16.

1.     Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.
2.     No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.
3.     E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém.
4.     E, se valer a pena que eu também vá, irão comigo.
5.     Irei, porém, ter convosco depois de ter passado pela macedônia (porque tenho de passar pela macedônia).
6.     E bem pode ser que fique convosco, e passe também o inverno, para que me acompanheis aonde quer que eu for.
7.     Porque não vos quero agora ver de passagem, mas espero ficar convosco algum tempo, se o Senhor o permitir.
8.     Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes;
9.     Porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários.
10.  E, se Timóteo for, vede que esteja sem temor convosco; porque trabalha na obra do Senhor, como eu também.
11.  Portanto, ninguém o despreze, mas acompanhai-o em paz, para que venha ter comigo; pois o espero com os irmãos.
12.  E, acerca do irmão Apolo, roguei-lhe muito que fosse com os irmãos ter convosco, mas, na verdade, não teve vontade de ir agora; irá, porém, quando se lhe oferecer boa ocasião.
13.  Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos.
14.  Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.
15.  Agora vos rogo, irmãos (sabeis que a família de Estéfanas é as primícias da Acaia, e que se tem dedicado ao ministério dos santos),
16.  Que também vos sujeiteis aos tais, e a todo aquele que auxilia na obra e trabalha.
17.  Folgo, porém, com a vinda de Estéfanas, de Fortunato e de Acaico; porque estes supriram o que da vossa parte me faltava.
18.  Porque recrearam o meu espírito e o vosso. Reconhecei, pois, aos tais.
19.  As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor áqüila e Priscila, com a igreja que está em sua casa.
20.  Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
21.  Saudação da minha própria mão, de Paulo.
22.  Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Maranata!
23.  A graça do Senhor Jesus Cristo seja convosco.
24.  O meu amor seja com todos vós em Cristo Jesus. Amém.
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Lenda das Sereias.

Hoje é dia de Yemanjá, rainha do mar. Deixo abaixo a letra de uma música sobre as sereias do mar que já esteve na voz de Clara Nunes e Marisa Monte. 

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar


Mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante


Olha o canto da sereia
Ialaó, oquê, ialoá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com as doces melodias
Os madrigais vão despertar


Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz, ela semeia


Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor


Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e Yemanjá
São rainhas do mar


Letra de Vicente/Dionel/Veloso

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

I Coríntios 15.

1.     Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
2.     Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
3.     Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4.     E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
5.     E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.
6.     Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.
7.     Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos.
8.     E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo.
9.     Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.
10.  Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
11.  Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido.
12.  Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
13.  E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.
14.  E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
15.  E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.
16.  Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
17.  E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18.  E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
19.  Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
20.  Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
21.  Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
22.  Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
23.  Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
24.  Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
25.  Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.
26.  Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.
27.  Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
28.  E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
29.  Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?
30.  Por que estamos nós também a toda a hora em perigo?
31.  Eu protesto que cada dia morro, gloriando-me em vós, irmãos, por Cristo Jesus nosso Senhor.
32.  Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.
33.  Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.
34.  Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.
35.  Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?
36.  Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.
37.  E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.
38.  Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.
39.  Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves.
40.  E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.
41.  Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
42.  Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
43.  Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
44.  Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
45.  Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.
46.  Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
47.  O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
48.  Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
49.  E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.
50.  E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
51.  Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
52.  Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53.  Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
54.  E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
55.  Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
56.  Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57.  Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
58.  Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.