sábado, 22 de fevereiro de 2014

Santa Margarida de Cortona.


Hoje é dia de Santa Margarida de Cortona. 

Nascida em Alviano, na Itália, em 1247, ficou órfã de mãe ainda criança. O pai se casou novamente e ela sofreu nas mãos de sua madrasta. Quando adolescente, viveu uma vida mundana de prazeres e luxúria. Foi amante de um nobre rico. Até que um dia, Margarida caiu em si e se arrependeu da vida que levava. Voltou para casa de seu pai e chamou a atenção de todos quando foi à missa com uma corda amarrada ao pescoço para mostrar o arrependimento do passado.

Se entregou a uma vida religiosa e se impôs severas penitências.
Faleceu no dia 22 de fevereiro de 1297 e foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1728.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Para gerenciar pensamentos.

Para desacelerar o pensamento e proteger a emoção, algumas técnicas são muito importantes. A primeira é não ser o agiota da emoção. O agiota é aquele que empresta a juros altos e cobra caro a fatura. A pessoa se doa aos amigos, filhos, aos parceiros e pressiona para que os outros gravitem em sua órbita, por exemplo. Já o autoagiota é aquele que cobra de si mesmo. Além dito, devemos fazer a mesa redonda do “eu”. Ou seja, o nosso eu tem que conversar com os nossos fantasmas. Nosso “eu” deve duvidar, criticar o estado de ansiedade e passividade do “eu”, determinando que esse “eu” assuma a sua história, confrontando tudo o que nos perturba. Temos que praticar a técnica do DCD todo dia: duvidar, criticar e determinar para que possamos construir uma história verdadeiramente inteligente ao longo da nossa existência.
Trechos da entrevista feita por Andréia Martins com Augusto Cury, autor do livro: Ansiedade: como enfrentar o mal do século, para o Almanaque Saraiva.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ansiedade X Estresse.

Toda pessoa que vai fazer uma prova que sonha, que deseja novas conquistas, vai desenvolver uma ansiedade normal, que acelera o coração e aumenta a frequência pulmonar, pois toda a dinâmica do metabolismo acompanha essa motivação. Isso é o que eu chamo de ansiedade vital, que é normal. Mas quando ela ultrapassa os limites, essa ansiedade produz sintomas que contraem a criatividade, evitam o relaxamento, deixando de ser uma ansiedade motivadora para ser uma ansiedade controladora e asfixiante, que começa a produzir o estresse, que não é apenas um movimento tenso da emoção, mas também se reflete no corpo.
Trecho da entrevista feita por Andréia Martins com Augusto Cury, autor do livro: Ansiedade: como enfrentar o mal do século, para o Almanaque Saraiva.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O Eu Sabotador.

O eu sabotador é aquele que não relaxa nunca. Cobra-se excessivamente e aumenta os níveis de exigência para ser feliz. Uma pessoa que se cobra excessivamente está apta a trabalhar numa financeira, mas não a ter uma bela história de amor consigo. Hoje nós estamos convictos de que estabelecer metas é diferente de autocobrança. Uma pessoa que se autopune constantemente contrai a sua criatividade, a ousadia e a capacidade de fazer a diferença no teatro social. A mente humana pode ser encarada como uma grande empresa, a única que não  pode falir, porque, se não, todo o resto desmorona. O seu “eu” deve ser líder da sua mente. Ninguém vai ser um líder brilhante se não o for no universo psíquico.
Trecho da entrevista feita por Andréia Martins com Augusto Cury, autor do livro: Ansiedade: como enfrentar o mal do século, para o Almanaque Saraiva.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Crianças e a Ansiedade.

As crianças, a partir dos primeiros anos, são muito estimuladas, principalmente pela TV e pelos aparatos eletrônicos. Tudo isso é registrado pelo RAM (Registro Automático da Memória), saturando o centro da memória humana e estimulando um fenômeno inconsciente chamado autofluxo. Ele é o copiloto da aeronave mental. Faz uma varredura na memória, produz imagens mentais, pensamentos e fantasias. Mas quando nós o superestimulamos com informações, imagens e sons, o fenômeno do autofluxo provoca a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado). É muito triste saber que uma criança de 7 anos de idade tem mais informações do que um imperador romano no auge de Roma, mais informações até do  que Platão, Sócrates, Pitágoras.
Trecho da entrevista feita por Andréia Martins com Augusto Cury, autor do livro: Ansiedade: como enfrentar o mal do século, para o Almanaque Saraiva.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Memória e o Excesso de Informação.

As informações estão no córtex cerebral, mas muitas não são utilizadas como conhecimento. São tijolos inúteis, pelo menos boa parte delas, como o conhecimento que não é transformado em experiência ou a experiência não é trabalhada como função complexa da inteligência. Esse excesso de informação não tem sido capaz de gerar mentes brilhantes, pensadores altruístas e solidários. Pelo contrário, tem estressado a mente humana num nível nunca antes visto, contraindo a criatividade, a consciência crítica e a capacidade de elaborar um pensamento complexo.
Trecho da entrevista feita por Andréia Martins com Augusto Cury, autor do livro: Ansiedade: como enfrentar o mal do século, para o Almanaque Saraiva.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ansiedade, Mal do Século.

O grande mal do século é a ansiedade, devido à Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Ela atinge quantidades absurdas, 70%, 80% ou mais da população em geral, desde crianças e adolescentes até adultos.
A nossa sociedade chegou a esse nível de ansiedade devido ao excesso de trabalho, de atividade intelectual, de preocupação e, em destaque, o excesso de informação.
No passado, o número de informações se duplicava a cada dois ou três séculos, hoje isso ocorre a cada ano. Esse excesso de informação é registrado por um fenômeno chamado RAM – Registro Automático da Memória.
O excesso de informação satura o centro do córtex cerebral, o centro da memória, levando a uma hiperconstrução de pensamento e desenvolvendo uma série de sintomas como dores musculares, dores de cabeça, irritabilidade, sofrimento por antecipação, fadiga ao acordar, déficit de concentração e de memória. Há pessoas que literalmente carregam seu corpo. Esses sintomas são avisos do nosso corpo para que a gente mude o estilo de vida.
A SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado) tem abarcado pessoas de todos os níveis, em todos os países e de todas as culturas. Mas algumas profissões afetam mais as pessoas, como aquelas em que o trabalho intelectual é mais intenso, como jornalistas, médicos e psiquiatras.
Trechos da entrevista feita por Andréia Martins com Augusto Cury, autor do livro: Ansiedade: como enfrentar o mal do século, para o Almanaque Saraiva.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Arado.

“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” – (Lucas, 9:62.)

Aqui, vemos Jesus utilizar na edificação do Reino Divino um dos mais belos símbolos.
Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens. Poderia reportar-se às leis do mundo, aos deveres sociais, aos textos da profecia, mas prefere fixar o ensinamento em bases mais simples.
O arado é aparelho de todos os tempos. É pesado, demanda esforço de colaboração entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a terra para que produza. Constrói o berço das sementeiras e, à sua passagem, o terreno cede para que a chuva, o sol e os adubos sejam convenientemente aproveitados.
É necessário, pois, que o discípulo sincero tome lições com o Divino Cultivador, abraçando-se ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele retirar as mãos, de modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.
Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito, no sol de amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença.
Examinemos tudo isto e reflitamos no símbolo de Jesus.
Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve esquecer que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos.

Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Pensa um Pouco.


“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” – Jesus. (João, 10:25.)
 
É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier. 
 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mãos à Obra.

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“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 14:26.)

A igreja de Corinto lutava com certas dificuldades mais fortes, quando Paulo lhe escreveu a observação aqui transcrita.
O conteúdo da carta apreciava diversos problemas espirituais dos companheiros do Peloponeso, mas podemos insular o versículo e aplicá-lo a certas situações dos novos agrupamentos cristãos, formados no ambiente do Espiritismo, na revivescência do Evangelho.
Quase sempre notamos intensa preocupação nos trabalhadores, por novidades em fenomenologia e revelação.
Alguns núcleos costumam paralisar atividades quando não dispõem de médiuns adestrados.
Por quê?
Médium algum solucionará, em definitivo, o problema fundamental da iluminação dos companheiros.
Nossa tarefa espiritual seria absurda se estivesse circunscrita à freqüência mecânica de muitos, a um centro qualquer, simplesmente para assinalarem o esforço de alguns poucos.
Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a todos e que é imprescindível se movimente cada qual no serviço edificante que lhe compete. Ninguém alegue ausência de novidades, quando vultosas concessões da esfera superior aguardam a firme decisão do aprendiz de boa-vontade, no sentido de conhecer a vida e elevar-se.
Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar e de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da luz, no aperfeiçoamento indispensável.

Fonte: Pão Nosso, Emmanuel por Chico Xavier.