terça-feira, 10 de abril de 2012

A Dança do Sol.

O povo celta acreditava que no dia de hoje, o Sol dançava nos primeiros momentos da alvorada.

Tanto que na Irlanda, os celtas costumavam acordar bem cedo para ver os primeiros raios de sol dançarem sobre a superfície da água. Podia ser sobre a água dos rios, lagos, ou até mesmo sobre uma vasilha com água colocada para essa finalidade.

Ao olhar para o reflexo dos raios do sol, os celtas também esperavam encontrar algum presságio para suas vidas. Hoje é um bom dia para buscar nos raios do sol, refletidos numa superfície aquosa, algum recado da natureza. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Espaço Universal.

Do Livro dos Espíritos: Livro I : As Causas Primárias - Capítulo 2 – Elementos Gerais do Universo.


IV – Espaço Universal.

35. O espaço universal é infinito ou limitado?

— Infinito. Supõe limites para ele: o que haveria além ? Isto confunde a tua razão, bem o sei, e, no entanto, a razão te diz que não pode ser de outra maneira. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas; não é na vossa pequena esfera que o podeis compreender(1).

Comentário de Kardec: Supondo-se um limite para o espaço, qualquer que seja a distância a que o pensamento possa concebê-lo, a razão diz que, além desse limite, há alguma coisa. E assim, pouco a pouco, até o infinito, porque essa alguma coisa, mesmo que fosse o vazio absoluto, ainda seria espaço.

36. O vazio absoluto existe em alguma parte do espaço universal?

— Não, nada é vazio. O que é vazio para ti, está ocupado por uma matéria que escapa aos teus sentidos e aos teus instrumentos(2).

(1) As variações de tratamento, ora na segunda pessoa do singular, ora na segunda pessoa do plural, correspondem aos momentos em que o Espírito se referia ao interlocutor, pessoalmente, a todos os presentes, ou ainda a toda a Humanidade. (N. do T.)

(2) Todos estes princípios estão hoje comprovados pela investigação científica, mesmo no campo do mais ortodoxo materialismo. Veja-se o livro El Cosmos y sus siete cstudus, de Vasiliev c Staniukovich, Editorial Paz, Moscou, tradução castelhana. (N. do T.)

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

domingo, 8 de abril de 2012

Oração de Páscoa.

Ó Cristo Ressuscitado, da morte vencedor, por tua vida e teu amor, mostraste a nós a face do Senhor.

Por tua Páscoa o céu à terra uniste e o encontro com DEUS a todos nós permitiste.

Por ti, Ressuscitado, os filhos da luz nascem para a vida eterna e abrem-se para os que crêem as portas do reino dos céus.

De ti recebemos a vida que possuis em plenitude pois nossa morte foi redimida pela tua e em tua ressurreição nossa vida ressurge e se ilumina. 


Volta a nós, ó nossa Páscoa, teu semblante redivivo e permita que, sob teu constante olhar, sejamos renovados por atitudes de ressurreição e alcancemos graça, paz, saúde e felicidade para contigo nos revestir de amor e imortalidade. 


A ti, inefável doçura e nossa eterna vida, o poder e a glória por todos os séculos.

Amém! 



FELIZ PÁSCOA para todos!!

sábado, 7 de abril de 2012

Divja Davojke, Espíritos Bons.

Hoje, nos países eslavos, reverenciavam-se os Divja Davojke. Eram os espíritos benevolentes que moravam nas grutas, florestas, campos, jardins ou nas casas. 

Conta a lenda que eles ajudavam as mulheres nas tarefas caseiras. Eram ótimos na limpeza da casa, no preparo das refeições e também no moer dos grãos ou fiação da lã.

E como jamais se cansavam, eram vistos como espíritos protetores. Dessa forma, todos os anos eles eram reverenciados com pão, mel, queijo, bolo de fubá. Moedas e vinho também eram do agrado deles. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta Feira e a Deusa Vênus.

A Sexta-feira é regida pela deusa Vênus, o planeta do amor, e o Arcanjo relacionado a esse dia da semana é o Anael, que promove a harmonia, a paz e também o amor.

Anael proporciona tranqüilidade na família, reconciliação de casais e equilíbrio interior.

Se o seu desejo é reconciliação entre casais, o Salmo indicado é o 97.

Para obter harmonia na família, o indicado é o 114.

E se o desejo é obter equilíbrio, utilize o Salmo 114 e 67.

A vela que aproxima esse anjo é a de cor rosa.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Deusa Kwannon.

Hoje no Japão se reverencia a deusa Kwannon. Ela é o equivalente a deusa chinesa Kwan Yin.

Nesse dia, costuma-se fazer uma homenagem aos ancestrais com oferendas de flores, velas de cor violeta e incenso de lótus.

Os devotos de Kwannon pedem bênçãos de proteção para o amor e para a saúde. Também pedem que lhe confiram sabedoria para seguir a vida.

Antigamente, era costume escrever os pedidos em rolos de papel de arroz para depois colocá-los nos altares de seus templos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Propriedade da Matéria.

Do Livro dos Espíritos: Livro I : As Causas Primárias - Capítulo 2 – Elementos Gerais do Universo.


III – Propriedade da Matéria.

29. A ponderabilidade é atributo essencial da matéria?

— Da matéria como entendeis, sim; mas não da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que forma esse fluido é imponderável para vós, mas nem por isso deixa de ser o princípio da vossa matéria ponderável.

Comentário de Kardec: A ponderabilidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, da mesma maneira que não há alto nem baixo.

30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?

— De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais como corpos simples não são verdadeiros elementos, mas transformação da matéria primitiva.

31. De onde provém as diferentes propriedades da matéria?

— Das modificações que as moléculas elementares sofrem, ao se unirem, e em determinadas circunstâncias.

32. De acordo com isso, o sabor, o odor, as cores, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos, não seriam mais do que modificações de uma única e mesma substância primitiva?

— Sim, sem dúvida, e só existem pela disposição dos órgãos destinados a percebê-las.

Comentário de Kardec: Esse princípio é demonstrado pelo fato de nem todos perceberem as qualidades dos corpos da mesma maneira: enquanto um acha uma coisa agradável ao gosto, o outro a acha má; uns vêem azul o que os outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.

33. A mesma matéria elementar é suscetível de passar por todas as modificações e adquirir todas as propriedades?

— Sim, e é isso que deveis entender, quando dizemos que tudo está em tudo(1).

Comentário de Kardec: O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos simples não são mais do que modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade, em que nos encontramos ainda, de remontar de outra maneira, que não pelo pensamento, a essa matéria, esses corpos são para nós verdadeiros elementos, e podemos, sem maiores conseqüências, considerá-los assim até nova ordem.

33 – a) Essa teoria não parece dar razão à opinião dos que não admitem, para a matéria, mais do que dois elementos essenciais: a força e o movimento, entendendo que todas as outras propriedades não são senão efeitos secundários, que variam segundo a intensidade da força e a direção do movimento?

— Essa opinião é exata. Falta acrescentar que, também, segundo a disposição das moléculas, como se vê, por exemplo, num corpo opaco que pode tornar-se transparente e vice-versa.

34. As moléculas têm uma forma determinada?

— Sem dúvida que as moléculas têm uma forma, mas não a podeis apreciar.

34 – a) Essa forma é constante ou variável?

Constante para as moléculas elementares primitivas, mas variável para as moléculas secundárias, que são aglomerações das primeiras. Isso que chamais molécula está longe da molécula elementar.

(1) Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores, que consiste em se dar, pela vontade, a uma substancia qualquer, à água, por exemplo, as mais diversas propriedades: um gosto determinado, e mesmo as qualidades ativas de outras substâncias. Só havendo um elemento primitivo, e as modificações dos diferentes corpos sendo apenas modificações desse elemento, resulta que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Uma modificação análoga pode produzir-se pela ação magnética, dirigida pela vontade. Assim, a água, que é formada de uma parte de oxigênio e duas de hidrogênio, torna-se corrosiva, se duplicarmos a proporção do oxigênio.



Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Abril Wicca.

O nome do mês de Abril deriva da deusa grega Afrodite, a Vênus romana.

O nome anglo-saxão deste mês era Easter Monath, que até hoje é mantido na palavra “Easter” (páscoa). Reverenciava-se a deusa da primavera e da fertilidade, Eostre.

A última noite deste mês é uma data muito importante na tradição Wicca: celebra-se o sabá Beltane, reencenando o casamento sagrado da deusa da terra com o deus da vegetação.

A pedra natal de abril é o diamante.

Fonte: Almanaque Wicca – 2012.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Deuses Solares Celtas.

As antigas celebrações celtas para os deuses solares eram realizadas no dia de hoje. Eram eles as deusas Aine e Brighid e os deuses Bel e Lleu.

Os símbolos que esses deuses traziam eram a suástica ou a cruz solar, o Triskelion, que é o símbolo da tríade, e os círculos que representavam o ciclo solar, a renovação da vida e o poder de transmutação.

Além de saudar os deuses, as pessoas também faziam uma espécie de descarrego das energias da última estação, já que é inverno no hemisfério norte. Solicitavam aos deuses que os resíduos do inverno fossem queimados nas fogueiras feitas com madeiras sagradas. Costumava-se confeccionar bonecos de palha, representando a estação, para jogá-los nos rios consagrados a estas divindades.

Hoje é um bom dia para pedir às energias solares que queimem resíduos de energias que não nos servem mais.

domingo, 1 de abril de 2012

Blathnat, a Pequena Flor.

Hoje, na Irlanda, celebrava-se a deusa da sexualidade e da morte, Blathnat. Também era conhecida como a “pequena flor”. Ela fora uma das nove flores criadas através de uma magia realizada com o caldeirão mágico.

Em uma das lendas, Blathnat era filha de Midir, o rei do Mundo Subterrâneo. E conta o mito, que o reino de seu pai fora invadido por guerreiros do Ramo Vermelho de Ulster, liderados por Cu roi e Chulainn Cu. No ataque, Blathnat, vários animais e o caldeirão mágico foram capturados.

Mas a Deusa se apaixona por Chulainn e o amor é recíproco. Numa disputa para ver quem casa com Blathnar, Roi é quem ganha. Inconformada, trai seu marido armando para que seus inimigos o matem. Ela joga leite no Rio Finglas como sinal de que Roi está em casa sozinho. Ele então é morto pelo próprio irmão Chulainn.

Um dos discípulos de Roi, resolve vingar seu mestre. Ele consegue levar Blathnat para o penhasco e se joga de lá com ela.

Blathnat é a versão da deusa galesa Blodeuwedd e também um padrão de tricot muito usado em meias.