Mostrando postagens com marcador Utopia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Utopia. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de março de 2013

Os 7 Inimigos do Cérebro.


O Dr. Leandro Teles, neurologista da Universidade de São Paulo (USP), enumerou 7 hábitos que alteram o funcionamento e justificam lapsos ou redução de produtividade. Teles explica, que o funcionamento cerebral não é linear e, como todo sistema complexo, ele é sujeito a falhas e a imperfeições. Por isso cabe a cada um reconhecer na sua vida os determinantes da baixa eficiência, tornando o sistema mais confiável. 

1. Falta de sono: O hábito de dormir pouco pode atrapalhar o processo cerebral, uma vez que é durante o sono que o cérebro consolida as memórias do dia que passou, organiza o pensamento e exercita a criatividade (sabe os sonhos? Então). Além disso, prepara o cérebro para as atividades do dia seguinte. Por isso, quando dormimos mal o rendimento cai logo no dia seguinte, ocorrendo o declínio franco da concentração, da memória e alterações intensas do humor.

2. Sedentarismo: A atividade física age no sistema nervoso central reduzindo a ansiedade, derrubando os níveis de cortisol e adrenalina, estimulando a formação de redes dentro do hipocampo (região responsável pela memorização) e melhorando o sono. Ou seja, a falta dela remete aos mesmos problemas de falta de sono, que comprometem a atividade cerebral de semelhante maneira

3. Rotina: Pode não parecer óbvio, mas a rotina é um inimigo importantíssimo. Ela automatiza os processos mentais e, dessa maneira, realizamos diversas atividades sem perceber e deixamos de pensar, perdendo uma chance de exercitar os neurônios. Trabalhos repetitivos, relações interpessoais que caíram na mesmice, falta de projetos, planos, metas, tudo isso leva a uma preguiça cognitiva. Por isso sempre somos estimulados a buscar coisas novas, desafios: para alimentar o cérebro de vivencias intelectualmente mais interessantes.

4. Sobrecarga mental: A privação de estímulos que a rotina provoca é tão prejudicial quanto a sobrecarga de informações. O cérebro tem uma capacidade limitada de lidar com afazeres simultâneos e se ultrapassarmos essa capacidade, teremos consequências: esquecimentos, desatenção e baixa no rendimento. Portanto, faça cada coisa no seu tempo e se desconecte do mundo ao resolver problemas importantes e específicos.

5. Ansiedade: A ansiedade cria pressão antecipatória para eventos posteriores, um dimensionamento patológico do grau de complicação, etc. Os ansiosos são frequentemente desatentos e cometem lapsos pois estão projetando sua mente para o futuro e não estão focados no presente. O ideal é combater a ansiedade com medidas comportamentais.

6. Desorganização: Você facilita muito o trabalho cognitivo se for uma pessoa organizada. Trabalhar em ambientes apropriados, gerenciar o tempo, estipular prioridade, delegar tarefas com inteligência, manter um certo padrão aonde guarda as coisas, o jeito que destaca o que é mais relevante, manter a fácil aceso aquilo que é usado com maior urgência ou frequência, etc. Tudo isso libera seu cérebro para se engajar no processo cognitivo superior, como a criatividade, raciocínio lógico, previsão de resultados, etc.

7. Vícios e alimentos: Reduza o consumo de álcool e nicotina e tenha cuidado com medicamentos para tontura, náuseas, relaxantes musculares e remédios para dormir sem orientação médica (eles podem atrapalhar todo o processo mental). Evite o excesso de estimulantes como cafeína, pois o exagero pode até deixa-lo ligado, mas, paradoxalmente, mais desfocado e menos produtivo. Evite excessos alimentares, coma várias vezes ao dia e prefira alimentos de fácil digestão. Também evite trabalhar e estudar com fome.  Ou seja, evite os excessos, quaisquer que eles sejam.

Fonte:Yahoo Notícias.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Dia do Esperanto.


O Esperanto é uma das primeiras línguas planejadas e construídas com a intenção de servir como língua franca internacional, para toda a população mundial. O dia 15 de dezembro foi escolhido como o Dia do Esperanto, em homenagem à data de nascimento de seu criador, o médico polaco Ludwik Lejzer Zamenhof.

Zamenhof viva em Białystok, que na época pertencia ao Império Russo, atualmente Polônia. Nessa cidade, moravam muitos povos que falavam línguas diferentes, e isso dificultava a compreensão. Era um sonho desde criança criar uma língua neutra comum a todos. Quando adolescente fez a primeira versão do Esperanto. Mas seu pai queria que ele primeiro se tornasse médico.  Zamenhof foi estudar medicina em Moscovo e quanto retornou à terra natal descobriu que seu pai havia queimado seus manuscritos. Reescreveu tudo, fazendo novas alterações e a 16 de julho publicou o primeiro livro. Escrito em russo, continha 16 regras gramaticais, pronúncia, alguns exercícios e um pequeno vocabulário. Logo depois, foi lançado em alemão, polonês e francês. 

O número de falantes foi crescendo e em 1905 aconteceu o primeiro Congresso Universal de Esperanto, na França, com quase mil pessoas.  Em 1906, foi fundo no Brasil o primeiro grupo esperantista, o Suda Stelaro, em Campinas.

As duas Grandes Guerras fez o movimento do Esperanto recuar pois os esperantistas eram perseguidos por Hitler e Stalin.  Mas findada a segunda guerra, o Esperanto reergue-se e em 1954, a UNESCO reconheceu o seu valor para a educação, ciência e cultura. Em 1985, a UNESCO recomendou novamente a difusão do Esperanto. Com o advento da internet, a língua se popularizou ganhando uma nova força.

O Esperanto é uma língua construída, que não está relacionada genealogicamente a nenhuma língua étnica. A fonologia, gramática, vocabulário e semântica se baseiam nas línguas indo-europeias ocidentais. Os fonemas são eslavos, assim como muito da semântica, enquanto o vocabulário deriva de línguas românicas, mas com uma pequena contribuição de línguas germânicas e de  palavras de várias outras línguas. 

O Esperanto parece ter sido uma das primeiras tentativas de se globalizar o mundo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Pequeno Príncipe e o Mundo.

No clássico "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, um aviador francês cai no deserto do Saara e se vê perdido no meio do nada. De repente surge um menino vestido de príncipe para lhe fazer companhia. O menino pede que lhe desenhe um carneiro. O convívio dos dois acaba sendo um refúgio para o aviador pois o menino revela vir de outro planeta a procura dos homens e também de novos amigos.
Veja algumas frases do livro:

“O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.”

“É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.”

“E gosto, a noite, de escutar as estrelas.”

“Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo”

“Amem quem vos comanda. Mas sem lhes dizer.”

“O que nos salva é dar um passo e outro ainda.”

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Natureza dos Ciclos.

Todos os ciclos têm um início, que é o nascimento; um meio, o crescimento e um fim, a morte.

Os inícios são sempre desafiadores. É a parte mais crítica dos ciclos de aprendizado. Mas à medida que o processo vai se desenvolvendo, adquire-se conhecimento e tudo tende a fluir.

Tem uma frase que ilustra bem isso: “escuro e nebuloso é o início de todas as coisas, menos o seu fim.”

Procure lembrar-se que todo dia é um ciclo de vida e morte, de segurar e soltar. E tudo que chega até nós, vem para nos ajudar. Então, quanto menos gostamos de uma coisa, mais essa coisa tem para nos ensinar. Só que se lutarmos contra esse aprendizado, nós estamos perdendo energia. Ou melhor, estamos capitalizando energia para ela e aumentando o seu poder também.

Mas se aceitamos sem muitas restrições, aprendemos com ele e assim podemos receber poder e energia para que uma solução se manifeste.

A verdade é que nossa mente está sempre tão cheia preocupações e de pensamentos irrelevantes que não damos espaço para percebermos as lições que chegam até nós.

Pense: há sempre uma solução simples para qualquer problema. Mas se você não consegue descobri-la, possivelmente é porque seus pensamentos são complexos demais.

A imagem veio daqui.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Santo dos Políticos.

Quando ouvimos o nome Thomas More, a primeira associação que nos vem à cabeça é o seu livro mais célebre: Utopia. Muito raro alguém comenta: foi um santo homem. Ou melhor: é um santo.

Mas é a pura verdade. É um santo. Foi canonizado em 1935 pelo Papa Pio XI.

Não chegou a ser padre mas morou quatro anos num mosteiro. O suficiente para decidir-se pelo matrimônio. Tinha muito bom humor, era caseiro e dedicado à família.

Usava por baixo de suas roupas uma camisa cilício, especie de cinto de martírio que possui arames para mortificação do corpo.

Mas a sua santidade não teve origem só nessa penitência. Nem no fato de levantar-se todos os dias para rezar e estudar às duas horas da madrugada e assim ficar até às sete horas da manhã, quando ia à missa.

Thomas More nasceu em Londres, na Inglaterra, em 1478. Aquariano, foi homem de estado, diplomata, escritor, advogado e juiz. Ocupou vários cargos públicos, e em especial, o de Chanceler do Reino de Henrique VIII da Inglaterra.

Tudo começou quando Henrique VIII fundou o anglicanismo, religião oficial da Inglaterra, para poder se casar de novo contrariando todas as leis da Igreja que se baseiam no Evangelho, e que reconhece a indissolubilidade do matrimônio.

More era católico fervoroso e não aceitou a nova religião. Pediu demissão de seu cargo e não foi à coroação de Ana Bolena, nova esposa do rei, e por isso não prestou juramento de fidelidade aos descendentes do casal. Por esse motivo, Henrique VIII condenou More à prisão perpétua e depois à morte por crime de alta traição. Foi decapitado em 1535.

A sua execução foi considerada uma das mais graves e injustas sentenças aplicadas pelo Estado contra um homem de honra. No momento da execução suplicou aos presentes que orassem pelo monarca e disse que "morro como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."

Pela sua fidelidade à Igreja é à própria consciência, More foi considerado um mártir e assim chegou à canonização. Ele representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário.

No ano 2000, São Thomas More foi declarado "Patrono dos Estadistas e Políticos" pelo Papa João Paulo II. Viveu a sua intensa vida pública com humildade simples, caracterizada pelo proverbial «bom humor» que sempre manteve, mesmo na iminência da morte. É considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento.

Tinha profunda paixão pela verdade. O homem não pode separar-se de Deus, nem a política da moral, eis a luz que iluminou a sua consciência.

Oração para pedir o bom humor.

Senhor, dai-me uma boa digestão e também algo para digerir.
Daí-me a saúde do corpo e o bom humor necessário para mantê-la.
Daí-me senhor, uma alma simples que saiba aproveitar tudo aquilo que é bom e que nunca se assuste diante do mal, mas, pelo contrário, encontre sempre uma maneira de pôr cada coisa no seu lugar.
Daí-me uma alma que não conheça o tédio, as murmurações, as mágoas e as lamentações; e não permiti que me preocupe excessivamente com aquela coisa complicada demais que se chama “eu”.
Daí-me senhor, o senso do bom humor.
Concedei-me a graça de apreciar tudo o que é divertido para descobrir na vida um pouco de alegria e também para partilhá-la com os outros.

Amém.

São Thomas More.