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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Nossa Senhora do Pilar

Hoje, 12 de outubro, celebramos Nossa Senhora do Pilar, uma das devoções marianas mais antigas do cristianismo.

Segundo uma antiga tradição, por volta do ano 40 d.C., o apóstolo São Tiago Maior encontrava-se na região da atual Espanha anunciando o Evangelho. Diante das dificuldades da missão, teria recebido uma visita extraordinária da Virgem Maria às margens do rio Ebro, em Saragoça.

Maria teria aparecido sobre uma coluna, ou pilar, encorajando o apóstolo a continuar sua missão e pedindo que naquele lugar fosse erguido um espaço dedicado à fé.

Existe ainda um detalhe muito especial nessa tradição: Maria ainda estaria viva em Jerusalém quando essa manifestação aconteceu. Por isso, Nossa Senhora do Pilar é frequentemente apresentada como a primeira aparição mariana da história.

O pilar permaneceu como símbolo de firmeza, sustentação e perseverança. Espiritualmente, sua imagem nos recorda aquilo que permanece de pé mesmo quando surgem o medo, o cansaço e a incerteza.

Séculos depois, a devoção cresceu e tornou Saragoça um dos grandes centros marianos do mundo. A atual Basílica de Nossa Senhora do Pilar conserva a coluna associada à tradição e recebe peregrinos de diferentes lugares.

Para além da história, a mensagem do Pilar continua atual:

quando a caminhada parece difícil, é preciso reencontrar aquilo que nos sustenta.

Que Nossa Senhora do Pilar nos inspire a permanecer firmes em nossos propósitos, fortalecer a fé e continuar caminhando mesmo quando ainda não conseguimos enxergar os frutos de nossos esforços.

Nossa Senhora do Pilar, rogai por nós.

Agenda Esotérica

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Margery Kempe e o livro de uma mística medieval

Margery Kempe foi uma mulher inglesa que viveu entre os séculos XIV e XV e se tornou uma das figuras mais singulares da espiritualidade medieval. Nascida por volta de 1373, em Bishop’s Lynn, atual King’s Lynn, na Inglaterra, ela foi esposa, mãe e peregrina, mas ficou conhecida principalmente por suas experiências religiosas intensas e pelo relato que deixou sobre sua própria vida. 

Sua história foi registrada em The Book of Margery Kempe, obra ditada por ela a escribas na década de 1430. O manuscrito descreve suas experiências espirituais, visões, orações, conflitos interiores e peregrinações a importantes lugares religiosos, incluindo a Terra Santa e Santiago de Compostela. 

Uma das primeiras autobiografias em inglês

O livro de Margery é frequentemente considerado a mais antiga autobiografia conhecida escrita em língua inglesa. Como ela própria não escrevia, sua história foi transmitida oralmente e registrada por outras pessoas. Ainda assim, a narrativa preserva de maneira incomum sua voz, seus sentimentos e sua interpretação das experiências que viveu.

O texto chama atenção porque apresenta o mundo medieval a partir da perspectiva de uma mulher leiga profundamente dedicada à vida espiritual. Margery não era freira e vivia em meio às responsabilidades familiares e sociais de sua época, o que torna seu relato ainda mais particular.

Visões e experiências espirituais

Margery relata momentos de intensa devoção, visões de Cristo e experiências interiores que interpretava como manifestações divinas. Também ficou conhecida por chorar de forma espontânea durante orações e celebrações religiosas, especialmente ao meditar sobre a paixão de Cristo.

Para ela, essas lágrimas estavam ligadas a uma profunda experiência de compaixão e proximidade com o sagrado. Nem todos ao seu redor compreendiam esse comportamento, e seu livro também registra críticas, desconfianças e dificuldades que enfrentou por causa de sua forma tão intensa de viver a fé.

Uma peregrina medieval

Margery realizou longas peregrinações em uma época em que viajar era difícil e perigoso. Passou por lugares como Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela, encontrando religiosos, peregrinos e diferentes comunidades cristãs ao longo do caminho. Seu livro, por isso, também oferece um retrato fascinante da vida religiosa e cotidiana da Europa medieval. 

Um livro perdido durante séculos

A obra de Margery praticamente desapareceu por centenas de anos. A única cópia completa conhecida do manuscrito foi redescoberta em 1934 e hoje pertence à British Library. O manuscrito existente foi produzido aproximadamente entre 1445 e 1450.

A redescoberta permitiu que Margery Kempe recuperasse seu lugar na história da literatura e da espiritualidade cristã medieval.

Uma voz espiritual que atravessou os séculos

The Book of Margery Kempe não apresenta apenas acontecimentos externos. É sobretudo o relato de alguém tentando compreender sua relação com Deus, suas emoções, seus sofrimentos e sua própria missão espiritual.

Séculos depois, sua história continua interessante justamente por mostrar uma espiritualidade profundamente pessoal. Entre peregrinações, dúvidas, lágrimas e experiências místicas, Margery deixou registrado algo raro para sua época: a maneira como uma mulher comum entendia sua própria caminhada interior.

Agenda Esotérica

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora Aparecida.

Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

No dia 4 de julho de 1980, então Papa João Paulo II, em sua viagem apostólica ao Brasil, visitou a Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida e fez a seguinte oração dedicada à Virgem:

Nossa Senhora Aparecida!

Neste momento tão solene, tão excepcional, quero abrir diante de Vós, ó Mãe, o coração deste povo, no meio do qual quisestes morar de um modo tão especial – como no meio de outras nações e povos – assim como no meio daquela nação da qual eu sou filho. Desejo abrir diante de Vós o coração da Igreja e o coração do mundo ao qual esta Igreja foi enviada pelo vosso Filho. Desejo abrir-Vos também o meu coração.

Nossa Senhora Aparecida! Mulher revelada por Deus, que haveríeis de esmagar a cabeça da serpente (cf. Gên 3,15) na vossa Conceição Imaculada! Eleita desde toda a eternidade para ser a Mãe do Verbo Eterno, o qual, pela anunciação do Anjo, foi concebido no vosso seio virginal como Filho do Homem e verdadeiro Homem!

Unida mais estreitamente ao mistério da redenção do homem e do mundo, ao pé da cruz, no Calvário!

Dada como Mãe a todos os homens, sobre o Calvário, na pessoa de João, Apóstolo e Evangelista!

Dada como Mãe a toda a Igreja, desde a comunidade que se preparava para a vinca do Espírito Santo, à comunidade de todos os que peregrinam sobre a terra, no decorrer da história dos povos e nações, dos países e continentes, das épocas e gerações! ...

Maria! Eu Vos saúdo e Vos digo “Ave” neste santuário, onde a Igreja do Brasil Vos ama, Vos venera e Vos invoca como Aparecida, como revelada e dada particularmente a ele! Como sua Mãe e Padroeira! Como Medianeira e Advogada junto ao Filho de quem sois Mãe! Como modelo de todas as almas possuidoras da verdadeira sabedoria e, ao mesmo tempo, da simplicidade da criança e daquela entranhada confiança que supera toda fraqueza e sofrimento!

Quero confiar-Vos de modo particular, este Povo e esta Igreja, todo este Brasil, grande e hospitaleiro, todos os vossos filhos e filhas, com todos os seu problemas a angústias, trabalhos e alegrias. Quero fazê-lo como Sucessor de Pedro e Pastor da Igreja universal, entrando nesta herança de veneração e amor, de dedicação e confiança que, desde séculos, fez parte da Igreja do Brasil e de quantos a formam, sem olhar as diferenças de origem, raça ou posição social, e onde quer que habitem neste imenso país. Todos eles, em este momento, voltados para Fortaleza, se interrogam: para onde vais?

O Mãe! Fazei que a Igreja seja para este povo brasileiro sacramento de salvação e sinal da unidade de todos os homens, irmãos e irmãs de adopção do vosso Filho e filhos do Pai do Céu!

O Mãe! Fazei que esta Igreja, e exemplo de Cristo, servindo constantemente o homem, seja a defensora de todos, em particular dos pobres e necessitados, dos socialmente marginalizados e espoliados. Fazei que a Igreja do Brasil esteja sempre a serviço da justiça entre os homens e contribua ao mesmo tempo para o bem comum de todos e para a paz social.

O Mãe! Abri os corações dos homens e dai a todos a compreensão de que somente no espírito do Evangelho e seguindo o Mandamento do Amor e as bem-aventuranças do Sermão da Montanha será possível construir um mundo mais humano, no qual será valorizada verdadeiramente a dignidade de todos os homens.

O Mãe! Dai à Igreja, que nesta terra brasileira realizou no passado uma grande obra de evangelização e cuja história é rica de experiências, que, com novo zelo e amor pela missão recebida de Cristo, realize as suas tarefas de hoje.

Concedei-lhe para este fim numerosas vocações sacerdotais e religiosas, para que todo o Povo de Deus possa beneficiar-se do ministério dos dispensadores da Eucaristia e das testemunhas do Evangelho.

O Mãe! Acolhei em vosso coração todas as famílias brasileiras! Acolhei os adultos e os anciãos, os jovens e as crianças! Acolhei também os doentes e todos aqueles que vivem na solidão!

Acolhei os trabalhadores do campo e da indústria, os intelectuais nas escolas e universidades, os funcionários de todas as instituições. Protegei-os a todos!

Não cesseis, ó Virgem Aparecida, pela vossa mesma presença, de manifestar nesta terra que o Amor é mais forte que a morte, mais poderoso que o pecado! Não cesseis de mostrar-nos Deus, que amou tanto o mundo, a ponto de entregar o seu Filho Unigênito, para que nenhum de nós pereça, mas tenha a vida eterna! (cf. Jo 3,16). Amém.

Fonte: www.vatican.va

Leia sobre a história de Nossa Senhora Aparecida.

 A imagem 1 veio daqui.
As imagens 2 e 3 vieram daqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Deusa Eslava Mokosh.

Mokosh era a deusa eslava da fertilidade da terra e da água. É uma das divindades mais antigas da Europa. Seu culto existiu até o século XVI, na Sérvia. Mas era conhecida por toda a Romênia, Rússia, Polônia, Tchecoslováquia e na Ucrânia.

Ela era regente do céu e da terra. Protegia animais aquáticos e a pesca. Seu nome quer dizer “mãe de boa sorte”.

Mokosh era simbolizada por pedras em forma de seios. No mito, acreditava-se que a chuva era o leite que saía deles. Quando chegava a época da seca, as pessoas faziam peregrinação às pedras da Deusa e pediam por saúde, sorte e prosperidade.

Na Rússia, seu nome foi adaptado para Mokushka, que significa espíritos femininos que ficam à noite tecendo em teares invisíveis na casa das pessoas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ix Chel, Deusa Maia.

Hoje se homenageava Ix Chel, a deusa Maia da Cura. Era também chamada de Deusa da Lua, da Fertilidade, da Procriação e das Profecias. E também de Deusa do Arco-íris.

Ix Chel era venerada na América Central e na Ilha das Mulheres, na península de Yucatan, no México.

Conta o mito, que um Deus poderoso chamado Itzama, criou o mundo e se casou com Ix Chel. Dessa união nasceram os deuses Yum Kaax, deus do Milho, e Ek Chuah, deus da Guerra. Suas filhas eram as deusas das águas, da noite e do paraíso.

É representada na figura de uma anciã derramando um jarro cheio de água sobre a terra ou também na figura de uma linda e sedutora mulher.

O templo de Ix Chel ficava na ilha Dcuzamil, da província de Ecab, hoje Cuzumel. Muitos peregrinos acorriam ao templo de Ixtel não só em busca de proteção tanto na gravidez quanto no parto mas também em busca de previsões sobre o futuro ou de uma cura física.

A libélula é seu animal especial. Ainda de acordo com o mito, quando Ix Chel foi quase morta pelo avô, por tornar-se amante do Sol, uma libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora de Lourdes.

A primeira aparição de Nossa Senhora de Lourdes, na França, aconteceu no dia 11 de fevereiro de 1858. A camponesa Bernadette Soubirous, de 14 anos, teria visto uma dama numa gruta no momento em que fora recolher lenha com a irmã e uma amiga.

Para atravessar a água junto à gruta, a menina tirara os sapatos e as meias. E de repente ouviu o som de duas rajadas de vento sem que nenhuma árvore ou arbusto tivesse se mexido. Bernadette viu uma luz na gruta e o que parecia uma menina, pela imagem ser tão pequena quanto ela, vestida de branco com uma faixa azul na cintura e um rosário nas mãos em oração, e aos pés dela, rosas de ouro amarelo.

Três dias depois, Bernadette voltou à gruta levando água benta para utilizar na aparição. A visão inclinou a cabeça agradecendo. A menina voltou outras vezes à gruta e numa delas, a aparição pediu que Bernadette cavasse um buraco na terra e bebesse a água da nascente que achou. A notícia se espalhou e em poucos dias essa água foi dada à pessoas doentes. Sete delas ficaram curadas sem nenhuma outra explicação aparente. O Governo francês decidiu vedar a gruta. Mas em 4 de outubro o Imperador Napoleão III interveio e a reabriu a gruta.

Durante esse tempo que a gruta ficou vedada, Bernadette conseguia entrar nela por outro caminho e em uma de suas visitas, a aparição disse-lhe que se chamava Imaculada Conceição e pedia para que se rezasse pelos pecadores e convidou também os fiéis à penitência. Essas aparições aconteceram até os dezessete anos de Bernadette.

O culto mariano de Lourdes, junto com o de Fátima, é um dos mais frequentados no mundo e ao qual viajam milhões de peregrinos todos os anos. Diz-se que o maior dos milagres de Nossa Senhora de Lourdes é a paz de espírito.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Peregrino e um caminho.

O ato de peregrinar é muito antigo. Ocorre desde os tempos mais remotos quando predominavam os costumes ou ritos pagãos.

Ficou caracterizado por uma jornada que um devoto realiza para chegar até um local considerado sagrado pela sua religião. As primeiras peregrinações do Cristianismo datam do início do século IV e tinham por destino Roma e a Terra Santa.

A existência desses andarilhos fez surgir na Idade Média as Cruzadas, tropas militares que tinham como objetivo reconquistar as terras sagradas que foram tomadas por povos de outras religiões. A saber, os muçulmanos.

Também haviam os peregrinos pagadores de promessas alheias. Muito solicitados na fase medieval por famílias abastadas que lhes contratavam para em nome delas percorrerem os caminhos sagrados e assim consumar uma promessa, fazer um pedido ou agradecer uma dádiva.

Ainda hoje existe quem se disponha a fazer uma peregrinação para pagar promessas alheias. É só fazer uma busca na internet.

Peregrino também é uma denominação simbólica daquele indivíduo que ingressa ou persiste numa senda ascensional. E também pode referir-se à nossa “parte imortal” que sobrevive ao corpo e ao tempo terrenos. Essa “parte” é como se fosse nosso núcleo.

Talvez por isso todo caminho, seja ele sagrado ou real, desperte no peregrino uma experiência maior de autoconhecimento. A verdade é que muitos realizam essa empreitada em busca de respostas, intuições e/ou motivações. A peregrinação acaba dando ao caminho um sentido e valor que só é descoberto por aquele que o executa.

A peregrinação também pode nos ser imposta pela vida. Há quem seja levado a trilhar alamedas que não escolheu. Mas não se engane, nenhum caminho é perdido ou te leva a lugar nenhum. E nem existem atalhos nessa jornada quando nos dispomos a vivê-la.

A palavra de ordem do peregrino é avançar, mesmo que ele não saiba o por quê. Talvez encontremos a resposta na origem do nome. Em latim, peregrino quer apenas dizer “aquele que atravessa os campos”.

E para quem quer se aventurar como peregrino mas não pode fazer um caminho real no momento, existe um jogo de autoconhecimento chamado Trilha do Peregrino que visa facilitar a busca por respostas, intuições e motivações.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.