sábado, 10 de julho de 2010

Hella, a Deusa do Inferno

É a rainha monstruosa do além-mundo nórdico. Foi seu nome que deu origem à palavra inglesa hell, inferno.

Na mitologia nórdica, Hella foi banida por Odin para as profundezas do mundo subterrâneo formado por gelo e fogo vulcânico. A parte que lhe cabia neste submundo foi dado o nome de Helheim.

O lar desta deusa era o palácio Slitcold, que significa chuva de granizo, e de onde ela governava as almas de homens ou mulheres que tinham morrido ou de velhice ou por acidente ou por doença.

Lá, Hella recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões. E era para esse mundo subterrâneo que todos os mortos se dirigiam. Com exceção daqueles que morriam em combate e que eram levados para as Walquírias.

Metade do corpo de Hella era de uma linda mulher e a outra parte, um corpo terrível em decomposição.

Mas ela não era boa e nem má. Era simplesmente justa.

As tribos germânicas a chamavam de Holda, ou Bertha e acreditavam que ela acompanhava Odin na "Caça-Selvagem" para recolher as almas errantes e levá-las para recuperação em seus reinos, à espera de uma nova encarnação.

Na mitologia primitiva, antes de ser banida por Odin, Hella era a deusa da Terra, mãe boa e benéfica, sustentadora do fatigado e do faminto. Talvez por isso seja também identificada com Artêmis e pode agora ajudar-nos a obter coragem e força em nossas batalhas, mesmo que estejamos cansados.

A imagem veio daqui.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os Sentidos e a Yoga.

Você sabia que a visão é o sentido mais usado por nós no cotidiano?

Imagine-se andando numa floresta. Sessenta por cento de sua atenção estará no que você vê. Trinta por cento estará na audição, 5% no olfato e 5% nos outros sentidos.

Essa proporção vai variar ao longo da caminhada, ao longo do dia e também de acordo com as circunstâncias do momento.

Você pode também focar a sua atenção num sentido em detrimento dos outros. Por exemplo, ao ler um bom livro é provável que você nem escute o telefone tocar.

E quando entramos nesse estágio de esquecimento do mundo externo ao ponto de pararmos de analisar as informações dos outros sentidos, o chamamos de Pratyahara, palavra sânscrita que define um estado de distração.

Na verdade estamos falando de Yoga. E um dos objetivos dessa prática é o desenvolvimento da atenção voluntária.

Isso torna possível a modificação de condicionamentos presentes em nosso físico que tenham sido provocados seja por sobrecarga física, estresse emocional ou até espiritual.

Esses condicionamentos, sejam eles fisiológicos, sociais ou espirituais também podem ser criados ou excluídos de nós através da prática da Yoga.

A Pratyahara é o quinto estágio no qual o discípulo, que já passou pelos anteriores, está apto a praticar a abstração dos sentidos externos.

Para quem puder e quiser conhecer um pouco mais sobre Yoga hoje tem uma palestra intitulada A contribuição do Yoga no equilibrio psico-espiritual no Instituto Vita Continua. Mais informações aqui.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Pão Sagrado.

A feitura do pão na história da humanidade é muito antiga. Há indícios arqueológicos de que foi o primeiro alimento processado por mãos humanas a partir de uma matéria prima natural.

E ele está presente em praticamente todas as culturas antigas do Oriente Médio sendo que muitos povos o tinham como um alimento sagrado. Um presente dos deuses.

A Bíblia, por exemplo, tanto no Antigo como no Novo testamento, cita o pão. E para os cristãos até hoje ele representa o corpo de Cristo. Não é à toa que faz parte da oração mais famosa do mundo, o Pai Nosso (... o pão nosso de cada dia...).

É da tradição católica que teve origem a data que homenageia o padeiro. Foi instituído em 1955 pelo II Congresso Nacional de Panificação o dia de Santa Isabel de Portugal, dia 8 de julho, como sendo também o dia do padeiro.

Santa Isabel era rainha de Portugal tendo reputação de santa já em vida por ter sido muito piedosa, passando grande parte do seu tempo em oração e ajuda aos pobres. Conta a lenda que ela costumava distribuir pães aos menos favorecidos, escondida do Rei.

Mas um dia foi surpreendida pelo soberano que quis saber o que carregava no saiote. D. Isabel exclamou: São rosas! E o Rei desconfiado argumentou: Rosas no inverno! E pediu para vê-las. A Rainha expôs o conteúdo do saiote e nele haviam rosas ao invés de pães.

Hoje também existe em Portugal a Parada das Moças. Evento em que elas carregam cestos com pães enfeitados com flores. Acredita-se que com esta oferenda os espíritos das doenças seriam aplacados e afastados pelo resto do ano.

O Brasil só conheceu o pão no século XIX com os imigrantes portugueses e italianos. Antes do pão se usava o beiju de tapioca, a farofa, o pirão escaldado ou a massa de farinha de mandioca feita no caldo de peixe ou de carne.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Festival das Estrelas.

Conta uma antiga lenda japonesa que a princesa Orihime era uma excelente tecelã em seu reino, próximo à Via Láctea. Ela que tecia as roupas das divindades com os fios do arco-íris.

O rei, preocupado com a excessiva dedicação da filha, ordenou que ela desse passeios diários para se distrair. Ela então colocava o seu manto mágico e descia até a terra.

Em uma dessas vezes, quando a princesa estava se banhando num lago, o pastor Kengyu a viu e encantado com sua beleza escondeu seu manto. Sem o manto Orihime não pôde voltar para seu reino mas ao ver o pastor também se apaixonou.

Com o passar do tempo a princesa começou a sentir falta de suas tarefas antigas de tecelã. Até que um dia viu os passarinhos bicando algo no telhado. Era o seu manto mágico. Inconformada com a traição do amado e a saudade de sua vida anterior, ela veste o manto e sobe para cima das nuvens.

O pastor faz uma torre de bambus e consegue alcançar o reino de Orihime. Mas para ficar com a princesa ele passa por uma série de provas até que na última ele fracassa. Abre uma das melancias celestiais que não deveriam ser abertas. Desta fruta jorra uma enorme quantidade de água, tal qual um rio turbulento, que arrasta o pastor para bem longe da princesa e do seu reino.

Os deuses condoídos com o que acontecera com o casal lhes dão uma oportunidade de se encontrarem pelo menos uma vez no ano. É quando no dia sete do sétimo mês uma ponte de passarinhos se forma e os dois podem ficar juntos. Eles são representados pelas estrelas Vega e Altair, quando vistas muito próximas uma da outra.

O festival que celebra essa história chama-se Tanabata e teve início na Corte Imperial no século IX. Mas a popularização deste evento aconteceu mesmo em 1946 com o objetivo de incentivar o povo japonês a ter forças para reconstituir o País após a guerra.

Naquele ano, apesar de todas as dificuldades, incluindo a falta de alimentos, os enfeites foram pendurados em bambus e erguidos em vários pontos da cidade. Foram 52 bambus em Sendai, capital da província de Miyagui. No ano seguinte, com a visita do Imperador, este número subiu para 5.000.

Atualmente é uma das maiores festas populares do Japão. E aqui no Brasil também se comemora o Festival das Estrelas. Ele acontece todo ano na Praça da Liberdade, em São Paulo.

As pessoas escrevem seus desejos em tiras de papel colorido onde cada cor representa o que se deseja. Depois amarram-se esses papeis em feixes de bambu para que os desejos se tornem realidade. Confira a programação para o festival das estrelas deste ano aqui.

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Mestres Ascencionados.

Esse termo surgiu pela primeira vez no século XIX nas obras de Helena Blavatsky.

Se refere a um grupo de seres que após diversas encarnações na Terra teriam alcançado grande evolução espiritual. E de acordo com a hierarquia cósmica, os Mestres estariam entre Deus e os Anjos.

O trabalho destes Mestres seria o de despertar a consciência crística em cada um de nós. Eles auxiliariam a humanidade a se libertar da Roda dos Samsaras ou Ciclo das reencarnações.

É como se eles regessem e guiassem a humanidade no caminho do bem e da justiça auxiliando-a no desenvolvimento de maior consciência planetária e global.

Os Mestres estão relacionados com os 7 raios da criação que compõe o arco-íris. E cada raio tem o seu mestre e a sua virtude. São eles:

El Morya -- ARCANJO MIGUEL: Primeiro Raio, cor azul-cobalto

Kuthumi ou Lanto ou Confucio -- ARCANJO JOFIEL: Segundo Raio, cor Dourado

Paulo Veneziano ou Rowena -- ARCANJO SAMUEL: Terceiro Raio, cor rosa

Serapis Bey -- ARCANJO GABRIEL: Quarto Raio, cor branca

Hilarion -- ARCANJO RAFAEL: Quinto Raio, cor verde-esmeralda

Jesus ou Nada -- ARCANJO URIEL: Sexto Raio, cor púrpura-dourado ou Rubi

Saint Germain -- ARCANJO EZEQUIEL: Sétimo Raio, cor violeta


Estamos vivendo o período do sétimo raio, regido pelo Mestre Saint Germain, que já estaria atuando sobre o Planeta Terra. É a chamada Era de Aquário.

Se você quiser conhecer um pouco mais sobre os Mestres Ascencionados, hoje tem uma palestra no Clube Naval, do Rio de Janeiro, sobre eles. Confira aqui.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Deus do Amor.

Angus Mac Oc é o Deus da juventude, do amor e da beleza na mitologia Celta. De acordo com a tradição, no dia 5 de julho, Angus reparte entre os mortais suas qualidades. Mas só para os merecedores.

Possuía uma harpa dourada da qual saía uma música de irresistível doçura. E seus beijos se transformavam em pássaros que levavam as mensagens de amor.

Conta a lenda que Angus se apaixonou por uma moça que vira apenas em sonhos. Na busca para encontrá-la a descobre num lago junto com outras 150 jovens sendo que se destacava das demais por ser a mais alta. Ela era filha de um sidh, habitante das colinas imaginadas como o lar de um povo sobrenatural de espíritos da natureza.

Mas a moça era vítima de um encanto que a fazia se transformar em cisne a cada dois anos. Durante um ano permanecia mulher e no ano seguinte se transformava em cisne.

Para poder se casar com ela, Angus teria que se transformar em cisne também no ritual celta de Samhain, que celebra a morte e o renascimento. E assim o fez.

Foi para o lago onde sua amada estava e enquanto ela se transformava em cisne, junto com as outras jovens, ele também se transformava. Juntos voaram ao redor do lago por 3 vezes cantando uma melodia que fez o mundo adormecer por 3 dias e 3 noites.

Mas lembre-se, a juventude não é eterna. E nem a beleza que ela proporciona. Mas o amor sim. Ele resiste sempre à morte e ao renascimento.

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domingo, 4 de julho de 2010

A Paz Augusta.

Hoje celebra-se a Deusa Pax, guardiã da harmonia, prosperidade e grandeza. Para os romanos, esta Deusa era uma bela jovem sempre com um cetro em suas mãos mostrando soberania e uma cornucópia com frutos.

A expressão Paz Augusta se refere a um período da história de Roma em que se perdurou a paz por mais de dois séculos.

Essa época teve origem alguns anos antes da Era Cristã quando o então Imperador de Roma, Cesar Augusto, venceu seus adversários e expandiu as fronteiras do Império. Ao regressar à Roma, o Senado mandou erigir um monumento em sua homenagem: o Altar da Paz, que foi construído no Campo de Marte, Deus da Guerra.

O reinado de César Augusto, fundou as bases de um regime que perdurou 250 anos.

Após a morte do Imperador no ano 14 desta Era, dois de seus nomes, César e Augusto, se conveteram em títulos permanentes dos governantes do império pelos próximos 400 anos. Assim com os títuos zar (Tzar em russo, dado aos imperadores Bizantinos) e káiser (alemão) são derivados do nome / título César e continuaram até o século XX.

O culto ao Divino Augusto foi até o século IV quando o cristianismo se tornou a religião oficial do império.

Vale lembrar que o governo de César Augusto se deu entre os anos 27 a.C. e 14 d.C. Foram 41 anos de paz cívica e prosperidade constante. Ele criou o primeiro exército permanente e a marinha de guerra de Roma, e colocou as legiões ao longo das fronteiras do império. Também reformou as finanças romanas e os sistemas fiscais entre outros feitos. O nome do oitavo mês do calendário gregoriano, agosto, foi em sua homenagem.

Seu nome na infância foi Cayo Octavio Turino. Depois da adoção testamentária de seu tio avô, Julio César, passou a chamar-se Cayo Julio César Octaviano. E quando se tornou o Imperador, o Senado lhe deu o nome de Cesar Augusto. Augusto é um título religioso que não denotava autoridade política, mas que lhe conferia um status sagrado, quase divino. Segundo o contexto sócio-religioso da época, o título simbolizava a autoridade de Octavio sobre a humanidade, e transcendia qualquer definição de seu estado constitucional.

sábado, 3 de julho de 2010

Corpo que fala.


Você sabia que o corpo fala? Nossa cabeça, nosso tronco, membros e cada órgão interno recebe impulsos nervosos do nosso cérebro. São as nossas emoções.

Se analisarmos os movimentos do corpo ou o funcionamento de cada órgão vemos que carregamos diferentes sentimentos para diferentes movimentos do corpo. O desejo de expressar uma opinião faz com que abramos a boca, por exemplo.

Mas existem também desejos inconscientes que fazem com que o cérebro impulsione energia para mover ou mobilizar partes do corpo. E há uma infinidade de reações nervosas que causam doenças.

Abaixo segue uma lista indicando a parte doente do corpo e a que está ligado para se achar um “antídoto”.

Local da doença -> Significado

Cabeça = razão / retenção de emoções
Tumores = pensamentos negativos coagulados
Enxaqueca = orgulho muito forte
Derrame cerebral = temperamento difícil /tensão/comportamento rígido
Epilepsia = perda do controle dos sentimentos
Ouvidos = recusa em ouvir determinada pessoa
Nariz = tendência egocêntrica e presunçosa
Gripes = revolta contra pensamentos contrários ao seu
Garganta = sentimentos contrariados
Coluna vertebral = simboliza nossas raízes genealógicas
Articulações = simbolizam a gratidão no relacionamento
Artrite = coração cheio de críticas e ressentimentos
Hérnia de disco = indecisão quanto à sua vida
Braços = ambição, trabalho, desejo de realização profissional
Mãos = as experiências da vida / o que alcançamos para nós
Dedos = acusação a alguém que lhe causou algum dano
Unhas = proteção
Pernas = simbolizam o caminho
Pés = compreensão de nós mesmos, da vida e do outro
Pele = proteção da nossa individualidade
Músculos = pensamentos fracos e sem expressão
Obesidade = forma inconsciente de proteção contra o externo
Hemorragia = saída e perda de alegria
Dor = simboliza falta de amparo Fadiga = falta de carinho e amor pelo que está fazendo
Febre = atrito com pessoas próximas
Coração = representa sentimentos de perdas
Intestinos = apego
Ânus = busca da liberdade do passado/coisas desagradáveis
Útero = criatividade e relacionamento conjungal
Órgãos sexuais = relacionamento amoroso
Pulmões = ansiedade de viver, crítica, agressão e repulsa
Estômago = como assimilamos e digerimos idéias
Rins = filtro das emoções em relação ao futuro
Pâncreas = falta de doçura na vida
Fígado = mágoas e ressentimentos

Significados extraídos do livro Linguagem do Corpo, de Cristina Cairo. Editora Mercuryo.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Nostradamus no Século XXI.

Desde a Antiguidade o futuro sempre intrigou o homem. E muitos foram os caminhos pelos quais se buscou respostas. Nessa trajetória temos o oráculo de Delfos, os transes xamânicos, as bolas de cristal, as cartas, os mapas, os pêndulos entre outros meios... e até mesmo o próprio homem.

Um dos mais conhecidos visionários dos últimos tempos foi Nostradamus. Ele nasceu no Sul da França em 1503, numa família de judeus. Mas quando nostradamus fez 9 anos, todos se converteram ao catolicismo.

Desde cedo, Nostradamus demonstrou interesse pela matemática e astrologia. Aos 15 anos entrou para a faculdade em Avignon. Três anos depois teve que sair de lá por causa de uma epidemia de peste negra. Resolveu então ir em busca de ervas medicinais. Foram mais de oito anos viajando onde ajudou também a cuidar das vítimas da peste.

Alguns pesquisadores dizem que Nostradamus tinha grandes poderes de cura. Era solícito para com os doentes e generoso com os pobres.

Quando voltou terminou o curso de medicina. Depois se casou por volta de 1531 e teve dois filhos. Em 1537, sua esposa e filhos foram mortos pela peste negra e ele resolve viajar pela França e pela Itália.

Se casou de novo em 1545 com uma viúva. Tiveram 3 filhos e 3 filhas.

Com seu conhecimento sobre o ocultismo e com a sua habilidade de prever o futuro lançou uma série de almanaques anuais, sendo o primeiro lançado em 1550. No início, quando lançou o livro As Profecias, muitas pessoas começaram a achar que ele era um demônio e passram a chamá-lo de herege.

Mas outras classes sociais gostavam das suas centúrias. Diziam que elas inspiravam profeciais espirituais. Seu livro chamou a atenção de Catarina de Médicis, esposa de Henrique II, da França. Ele passou a assessorá-la, e a seus descendentes, com previsões astrológicas.

As Profecias de Nostradamus descrevem acontecimentos como as grandes guerras e desgraças ocorridas no Ocidente, entre outros. Mas a linguagem usada no texto é sempre confusa, obscura e sujeita a diferentes interpretações. E sempre é feita após a ocorrência de um fato.

Mas com relação a uma predição de si mesmo, ele foi muito claro. Ele próprio anteviu sua morte. Em 1566, no dia primeiro de julho, Nostradamus disse ao seu secretário Jean: “Você não me achará vivo ao amanhecer”. E no dia seguinte, dia 2, foi encontrado morto próximo de sua cama e de um banquinho.

De qualquer forma, ele gerou um impacto em milhões de pessoas que vêm tendo contato com seus escritos. São quase 500 anos de influência. Antes da virada do século XX para o XXI, Nostradamus foi muito falado. Mas o único grande acontecimento após essa data, foi o 11 de setembro de 2001. E há controvérsias se alguma profecia se referia a este evento.

Agora resta-nos aguardar o predito 2012. Pena que só vamos saber depois que nada mais há para se fazer.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Imperador e as Dríades.

Hoje tem início julho, o sétimo mês do ano. Mas nem sempre foi assim. Julho já se chamou quintilis e era o quinto mês no Calendário Romano. Assim como setembro, que era o sétimo mês, outubro o oitavo e assim por diante.

Em 46 a.C., Júlio César, então Imperador de Roma, decidiu reorganizar esse calendário. Ele não queria que o ano se iniciasse numa estação de frio, como acontecia. O calendário daquela época tinha como primeiro mês, março. O imperador passou a considerar o início do ano dois meses antes de março e assim fez o ano começar por janeiro.

Com isso, o ano 46 a.C. ficou conhecido como o Ano da Confusão pois as pessoas estavam acostumadas a ver o ano terminar em fevereiro. Os dias dos meses também foram fixados em 30 e 31 e fevereiro em 29, que a cada três anos teria 30 dias.

O Calendário Juliano, como ficou conhecido, vigorou por 1.600 anos sendo substituído pelo Gregoriano em 1582. Mas bem antes disso, em 8 d.C., o imperador Augusto fez algumas mudanças no calendário corrigindo os pequenos erros de alinhamento de dias nos anos bissextos e determinou que estes ocorressem de quatro em quatro anos. O senado romano mais tarde resolveu homenageá-lo substituindo o nome do mês sextilius para augusto.

Julho era um mês muito importante na Grécia. Era quando celebravam-se as Olimpíadas, famosas competições de atletismo, dança e música. E no Egito, comemorava-se neste mês o casamento de Ísis e Osíris.

É o mês também das dríades, que quer dizer ninfas das árvores na mitologia grega. Conta-se que cada dríade nascia junto com uma determinada árvore da qual ela exalava. Esses seres viviam nas árvores ou próximos a elas. E quando a sua árvore era cortada ou morta, a dríade também morria. Diz-se também que na tradição celta, estas ninfas emprestavam seus poderes aos druidas.

E é em julho, no calendário dos druidas, que se procura usar a energia criativa para realizar novos projetos. Dedique-se então a avaliar suas realizações e a criar projetos novos. Assim como os atletas que nas olímpiadas competem para mostrar do que são capazes e como Ísis e Osíris que se uniram para empreender um novo começo em suas vidas.

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