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quinta-feira, 5 de março de 2026

Ayida-Wedo e o Arco que Sustenta o Céu

Na tradição do Vodou haitiano, Ayida-Weddo é a serpente-arco-íris que envolve o mundo e sustenta o equilíbrio entre as forças visíveis e invisíveis.

O início de março carrega energia de reorganização e Ayida-Wedo fala exatamente sobre isso: continuidade após a tensão.

Companheira de Damballah, o pai celeste, ela representa a ponte entre céu e terra, espírito e matéria.

Ayida-Wedo simboliza: Reconciliação, União dos opostos, Renovação após ruptura, Proteção que envolve, não confronta. Não corta, mas contorna.

Hoje, a pergunta é simples:

O que em você precisa ser reconciliado?
Que tensão pode se transformar em ponte?

A serpente do arco não é ameaça. É sustentação, pois nem toda força precisa ser rígida.

domingo, 20 de novembro de 2011

Mawu e os Voduns.

Hoje é dia de Mawu, o Ser Supremo dos povos Ewe-Fon, da África Ocidental, que teria criado a terra e os seres vivos que nela habitam.

O deus co-autor dessa criação é Lissá. Juntos, tiveram 9 Voduns.

Do primeiro parto, Mawu teve os gêmeos Sakapatá e deu a eles o seu domínio.

Depois veio Sô, que era macho e fêmea ao mesmo tempo. Por ser muito parecido com o pai, ficou no céu, governando os elementos e o clima.

No terceiro parto, deu à luz a um casal de gêmeos Agbê e Naeté. A eles foi concedido o domínio de Hu, o mar, que refresca a terra.

Na quarta concepção, teve Agué, que ficou de cuidar das plantas e dos animais sobre a terra.

Gu, foi o quinto, e tinha o corpo feito de pedra e no lugar da cabeça tinha uma lâmina. Ele ficou encarregado de auxiliar os homens a dominar o mundo para garantir sucesso e felicidade para todos.

Djó, era a atmosfera. Não era nem homem nem mulher. Ele quem separou o Céu da Terra e deu trajes invisíveis aos seus irmãos.

O caçula é chamado de Legba e permaneceu junto com Mawu, agarrado aos seus pés.

Mawu é representada muitas vezes como uma anciã caminhando apoiada a um cajado na mão direia. Um de seus símbolos é a lua crescente.

Quando Vodun tem a inicial maiúscula, significa religião. Quando é minúscula, são os espíritos centrais da religião. A religião Vodun é monoteísta tradicional da costa da África Ocidental, da Nigéria a Gana. Os povos Ewe são do Togo e de Gana e os Fon são do Benin e da Nigéria.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Mitologia Africana.

Como hoje o Brasil está voltado para a África, primeiro jogo que a seleção brasileira vai participar nesta Copa de 2010, vou falar sobre a mitologia africana.

Essa mitologia é muito diversificada tendo em vista a extensão do território africano. E a maioria das religiões tradicionais africanas são transmitidas oralmente dificultando assim o seu estudo. Alguns peritos já começaram a reconstruir o pensamento original dessas tradições. Mas há ainda muitas que são tribais e compostas por povos pré-tecnológicos.

As religiões tradicionais envolvem ensinamentos, práticas e rituais que dão estrutura às sociedades nativas da África. Às vezes dentro de uma mesma comunidade pode haver diferenças de percepções do sobrenatural. Mas estão dizendo a mesma coisa.

Seus seguidores reconhecem a existência de um Deus Supremo ou Demiurgo, que criou o Universo. E quase todas as histórias referem-se a um Deus, ou o filho de Deus, que uma vez tendo vivido entre os homens foi ofendido por eles e assim, retirou-se (o Deus) para os céus.

Uma parte dessa mitologia atravessou o Atlântico com os africanos escravizados e tornou-se uma mitologia mestiça nas religiões afro-americanas, afro-cubanas e afro-brasileiras.

Dentre as mitologias cito a Fon Daomeana que cultua o Vodu, a Congo e a Yorubá, dos Orixás. Esta última é onde se encontra a gênese de religiões como Santeria, Candomblé, Quimbanda, Umbanda, Batuque entre outras.

O que existe em comum a todas elas são os orixás. O que as difere é a maneira de como se pratica esse culto.

Confira alguns orixás e seus atributos:
* Exu, Orixá- guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
* Ogum, Orixá do ferro, guerra, e tecnologia.
* Oxóssi, Orixá da caça e da fartura.
* Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
* Oxumarê, Orixá da chuva e do arco-íris.
* Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger
* Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro e amor.
* Yemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana.
* Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte.

Mas dentre as mitologias dos povos africanos, há uma curiosa. É a mitologia de Akan, um grupo étnico e linguístico da África Ocidental, que tem como divindade um espírito humano, descrito como uma aranha, ou uma combinação dos dois.

Se é lenda, alucinação, verdade religiosa, já não importa. O fato é que a força de algumas dessas mitologias africanas chegaram às Américas e ganharam espaço na vida e na cultura de outros povos. Influenciaram e ainda influenciam gerações de seguidores constituindo assim uma nova identidade para antigas tradições.

A imagem 1 veio daqui.
A imagem 2 veio daqui.