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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rio+20 – Água.

Até 2100, mundo terá dez vezes mais secas. O fenômeno já é intensificado pelas mudanças climáticas do planeta, mas também por fatores diretamente ligados à ação humana, como desmatamento, ocupação irregular da terra e aumento populacional.

As conseqüências: escassez de água e alimentos.

Na região do Sahel, na África, há 13 milhões de pessoas diretametne afetadas.

A atual seca do nordeste brasileiro é considerada a pior dos últimos 50 anos.

- Secas produzem grandes perdas econômicas e, por isso, matam mais do que qualquer outro desastre natural, afirmou Mohammed Bazza, da Agência das Nações Unidas.

Só um país tem uma política nacional de prevenção, alerta e mitigação de secas: a Austrália.

Até 2050 teremos 9 bilhões de pessoas: teremos que produzir 70% mais comida, fazer mais, com menos recursos naturais, como água.

Fonte: O Globo.

sábado, 16 de junho de 2012

Rio+20.


"O mundo mudou muito nos últimos 20 anos, mas avançamos muito menos no que diz respeito a perseguir objetivos de sustentabilidade ambiental. Saímos da zona de segurança."

"No pilar social houve mais avanços. Ainda estamos distantes em termos de redução de pobreza, fome, desigualdade de gênero. Temos um grande crescimento do PIB, mas um crescimento equivalente da desigualdade. Ainda assim, outros indicadores apontam algumas melhoras, como a desnutrição."

"A Rio+20 não é uma reunião anual de convenção do clima ou da biodiversidade. É uma reunião de tomada de decisão política, de grandes estadistas, que deve pensar o desenvolvimento do planeta como um todo. Se atingir esses objetivos, terá cumprido seu papel."

"Há uma expectativa muito grande de que ela sirva para quebrar a inércia de que nos encontramos. A ciência da vez mais aponta os riscos futuros e presentes, o estado do planeta. A angústia aumentou, mas não aumentaram as ações para reduzir o risco."

"A Rio+20 tem a obrigação de quebrar a inércia e causar grande profunda reflexão. "

Carlos Nobre: secretário de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fonte: O Globo, dia 16/06/12