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sábado, 21 de março de 2026

Nowruz: o Ano Novo Persa

Em 21 de março de 2026, o mundo volta seus olhos para uma celebração milenar que atravessa fronteiras, culturas e séculos: o Nowruz. Também chamado de Ano Novo Persa, ele marca a chegada da primavera no hemisfério norte e acontece no equinócio vernal, momento em que dia e noite se equilibram. O próprio nome “Nowruz” significa “novo dia”.

Mais do que uma virada no calendário, o Nowruz representa renovação. É uma festa associada ao recomeço, à limpeza do que passou e à abertura de um novo ciclo. Celebrado há mais de 3 mil anos, ele permanece vivo em diversas regiões do mundo, especialmente no Oriente Médio, Ásia Central, Cáucaso, Bálcãs e áreas ligadas historicamente à cultura persa. Hoje, é celebrado por mais de 300 milhões de pessoas.

A data também foi reconhecida oficialmente no cenário internacional. A UNESCO inscreveu o Nowruz como patrimônio cultural imaterial da humanidade, destacando seu valor como tradição viva compartilhada por diferentes povos. Já a ONU reconhece 21 de março como o Dia Internacional do Nowruz.

Entre os costumes mais conhecidos da celebração está a preparação da casa, a reunião familiar, a mesa simbólica com elementos que evocam prosperidade, saúde, luz, fertilidade e abundância, além de rituais que reafirmam esperança, reconciliação e continuidade da vida. O Nowruz não fala apenas de um novo ano: ele fala da coragem de florescer outra vez.

Em tempos de pressa, ruído e exaustão, o Nowruz nos lembra de algo antigo e essencial: recomeçar não é apagar o passado, mas honrar a travessia e abrir espaço para o que quer nascer. Há anos que começam no calendário. Outros começam dentro da alma.

Neste 21 de março, o Nowruz surge como convite silencioso: limpar, alinhar, renovar. Deixar morrer o inverno interior. E permitir que a vida, mais uma vez, encontre passagem.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Faravahar, Deus Persa.

Faravahar é como chamam Ahura Mazda, o Deus supremo dos persas.

É o símbolo do desejo humano de alcançar a união com o Divino. Também pode ser interpretado como a representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte.

A figura simboliza a vontade própria em dois momentos: uma de suas mãos apontando para algo representa as aspirações da alma humana enquanto que a outra mão, segurando um anel, representa a realeza e o ciclo do nascimento, morte e renascimento.

O Faravahar, ou Ferohar, é um dos símbolos mais conhecidos do Zoroastrismo, religião monoteísta fundada na Antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, ou Zoroastro, segundo os gregos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fadas, Anjos ou Peris.

Na mitologia Persa, e também nos povos do Irã, Peris seriam os descendentes dos anjos caídos. Aqueles a quem teria sido negado o paraíso, até que fizessem penitência.

Em algumas fontes são descritos como agentes do mal e em outras, são benévolos. Seriam eles seres alados como fadas ou anjos. Criaturas angelicais com uma leveza aérea que dificilmente pode ser expressa em palavras. O aspecto é belo e gracioso.

Segundo a mitologia, esses seres habitam os raios da Lua e alimentam-se do néctar das flores.