O Dia Nacional da Mulher foi instituído em 1980 através da Lei nº 6.791. A escolha da data é uma homenagem ao dia de nascimento, 30 de abril, da enfermeira brasileira que liderou o movimento feminista no Brasil, Jerônima Mesquita.
Nascida em Leopoldina, Minas Gerais, Jerônima nasceu
no ano de 1880. Casou-se aos 17 anos, teve um filho e pediu a separação aos 20.
Uma decisão que, para a época, era vista como um escândalo. Era um período em
que o divórcio sequer era permitido, enfrentando não apenas a estrutura legal,
mas o peso social de uma escolha considerada inaceitável.
Quando a I Guerra Mundial eclodiu, ela estava na
França. Ingressou como voluntária da Cruz Vermelha de Paris e depois serviu à
Cruz Vermelha suíça. Por ter trabalhado como enfermeira, na Europa, durante a
guerra, conheceu o movimento escoteiro. E ao regressar para seu país de
origem, fundou a Associação das Girl Guides do Brasil (primeiro nome da
Federação de Bandeirantes do Brasil), em 1919.
O Movimento Bandeirante trazia a proposta de uma educação
pioneira, por acreditar na importância da mulher em assumir um papel mais
atuante nas mudanças da sociedade.
No Brasil, Jerônima participou da fundação da Cruz
Vermelha, organização que dava assistência aos doentes e refugiados; dos
Pequenos Jornaleiros, entidade para meninos órfãos ou carentes e da Pró-Matre, instituição
para gestantes carentes.
Foi também uma das fundadoras da Federação Brasileira
pelo Progresso Feminino (FBPF) em 1922 e uma das pioneiras na luta pelo
direito ao voto feminino, participando ativamente do movimento sufragista de
1932. Com Bertha Lutz e Maria Eugênia, em 14 de agosto de 1934, lançaram um
manifesto à nação, chamado de Manifesto feminista.
Em 1947, ao lado de um grupo de companheiras fundou o
Conselho Nacional de Mulheres (Rio de Janeiro).
Dedicou sua vida ao Bandeirantismo e foi homenageada
com o título de Chefe Fundadora do Movimento Bandeirante brasileiro.
Seu legado passa por conquistas que fizeram a
diferença na vida das mulheres, além do direito ao voto, como mudanças nas leis
de família, acesso a métodos contraceptivos e legislação de proteção contra a
violência.
Jerônima Mesquita faleceu em 10 de dezembro de 1972,
com 92 anos de idade.

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