Os Mistérios do Rei Arthur
De Agenda Esotérica
OS MISTÉRIOS DO REI ARTHUR Diz a lenda: "em um lugar da Bretanha, conhecido por Camelot, existiu uma vez um rei poderoso chamado Arthur. Na sua corte brilhava um grupo de cavaleiros que se reuniam em torno de uma grande mesa: a távola redonda. Naquele tempo e naquela terra ocorriam prodígios e maravilhas sem conta."
Do Rei Arthur e seus cavaleiros surgiu uma engenhosa mitologia que vem alimentando a fantasia de muitas gerações, através dos séculos, até os dias de hoje. Suas aventuras inspiraram histórias em quadrinhos, livros e uma série de filmes, sendo "Excalibur" o mais famoso.
Mas o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda teriam realmente existido? Ou tudo não passa de uma lenda popular que atravessou mais de dez séculos?
Não existem dados históricos que garantam a existência do mitológico rei. Tudo o que há são suposições.
Uma das teorias afirma que a mitologia do Rei Arthur foi criada na Grã Bretanha do século XII para reagir patrioticamente às façanhas de Carlos Magno. Assim, Arthur seria um herói bretão à altura do famoso general francês.
O certo é que se encontram semelhanças entre a história de Arthur e a mitologia grega. Segundo a lenda, o valente Uther Pendrágon, nobre da região conhecida como Cornualha, se apaixonou pela esposa do duque de Garlois. Esta paixão despertou o ódio e a guerra foi declarada. Com a ajuda do mago Merlin, Uther tomou a aparência do duque para seduzir a rainha Igraine.
Na mesma noite de amor o duque morreu na batalha e desta união nasceu o bastardo Arthur. Na mitologia grega, Zeus assumiu a aparência de anfitrião, esposo da bela Alcmena, e desta união nasceu Hércules.
A Inglaterra se encontrava perdida em batalhas por não haver unidade entre os reinos.
Aí nasce o mito da espada Excalibur, que pode ser considerado o início da lenda artúrica.
Segundo a profecia, aquele que conseguisse retirar a espada da pedra seria, por direito, o rei de toda a Inglaterra.
Um torneio foi organizado e diversos cavaleiros tentaram retirar a espada sem sucesso. Arthur, um simples escudeiro, retirou Excalibur encravada na pedra, provando ser, por direito divino, o rei da Inglaterra.
Arthur teria instalado sua corte em Camelot. Os cavaleiros do rei se reuniam em torno de uma mesa redonda, desenhada pelo mago Merlin para que todos pudessem se posicionar democraticamente. A Távola Redonda simbolizava a coletividade, coesão e irmandade militar. Arthur e seus cavaleiros lutaram contra os invasores saxões, fato que o elevou a categoria de herói.
Uns contam que o rei sempre teve a ajuda do mago Merlin. Outros afirmam que Arthur levava nos ombros a cruz de Jesus Cristo.
Mas o mago Merlin teria realmente existido?
A história do rei Arthur mantém uma estreita relação com várias outras lendas relacionadas com o número doze: os trabalhos de Hércules, os Apóstolos de Cristo, os signos do zodíaco e os cavaleiros da Távola Redonda.
Os cavaleiros do Rei Arthur também tiveram sua importância. Sir Lancelot representava a amizade e a fidelidade ao rei, mas acabou traindo Arthur com a bela rainha Guinevere, fato que influenciou os romances cavaleirescos na literatura medieval. Percival seria o cavaleiro místico, aquele que foi criado longe da maldade do homem. Não é por acaso que foi ele o cavaleiro que encontrou o Santo Graal, outro mito que faz parte das lendas artúricas.
A busca pelo cálice sagrado, o que conteria o sangue de Jesus Cristo, tornou-se um símbolo medieval que atravessou os séculos e inspirou filmes como "Indiana Jones, a última cruzada". No filme, um dos cavaleiros de Arthur é o guardião do Santo Graal.
Até a morte de Arthur está envolta em mistérios. As duas teorias que existem só concordam em uma única coisa: Arthur teria sido ferido na batalha de Camlann, tendo sido traído pelo próprio filho Mordred. Em uma das versões, os dois teriam morrido na batalha. Em outra, Arthur teria sido levado para a ilha de Avalon, onde teria sido curado pela fada Morgana e voltaria a reinar anos mais tarde.
Na primeira versão, antes de morrer, Arthur pede a Percival que atire a espada Excalibur no lago. Segundo a fábula, a dama do lago se ergue das águas para segurar a espada e guardá-la até que outro rei possa governar novamente.
Dessa maneira a lenda do rei Arthur se transformou num enorme corpo narrativo, cheio de fatos históricos não registrados. Mas que a memória popular sente como verdadeiros, acrescentando elementos e acontecimentos imaginários, como castelos, fadas, florestas encantadas... O mistério sempre esteve presente e a imaginação coletiva faz parte do repertório folclórico e cultural de todos os povos.
Enviado por Bruno Pacheco, jornalista.
