O Enigma do Homem

De Agenda Esotérica

Revisão de 21:10, 25 Setembro 2007; Agenda Esoterica (Talk | contribs)
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Mal foi anunciada a descoberta do mapa do DNA e as pessoas já estão pensando em clonar cães e gatos. Nos EUA, um casal investiu US$ 2,3 milhões numa pesquisa de clonagem para perpetuar a sua cadela vira-lata. E por que não se outros animais já entraram no esquema como rãs (primeiro animal clonado em 1952), ovelhas, macacos, bezerros e ratos de laboratório. Há quem seja contra porque garante que o temperamento desses novos seres não será igual ao do original. Quem é a favor, acredita que é uma forma de estimular ainda mais as pesquisas científicas.

Se a empreitada da vira-lata der certo, será meio caminho andado para os cientistas replicarem mamíferos em extinção. Além disso, o livro do genoma trouxe uma promessa importante: a cura para o câncer, que deve acontecer dentro de um período de dez anos de pesquisas. Outra promessa, é a de que será possível evitar que bebês já nasçam com doenças.

Mas o economista norte-americano Jeremy Rifikins, faz um alerta em seu mais recente livro, "O Século da Biotecnologia", a respeito dessa nova eugenia que está surgindo. -(Eugenia é a ciência que estuda as condições mais propícias à reprodução e melhoramento da raça humana. Foi muito condenada e ainda é em virtude do genocídio que Hitler cometeu na busca por uma raça pura). Mas a eugenia de hoje tem um fundo comercial, segundo o escritor. Se dirige a pais que desejam gerar filhos saudáveis. Só que o tiro pode sair pela culatra. Pais podem arquitetar filhos sob medida e estes, virem a se tornar produtos de engenharia dando início a uma geração de subclasses genéticas.

Rifikin defende que a descoberta do código genético, tanto dos homens quanto de qualquer ser vivo, seja administrada por todas as nações. Como a Antártida o é. E ainda, profetiza dizendo que a maior riqueza do século 21 será o gene, como os metais foram no século 17 e o petróleo no século 20. Se assim for, estaremos em vantagem porque o Brasil possui a maior diversidade genética do mundo.

Seguindo o gancho da descoberta do genoma humano, lembrei que há três anos entrevistei um executivo de empresa que recebia mensagens mediúnicas a respeito da reintegração do nosso planeta com o resto do cosmos. Segundo as mensagens, retomaríamos nossa convivência interplanetária, perdida há milênios, por termos aderido à rebelião de Lúcifer quando duvidamos da existência divina. O executivo Rogério de Almeida, como se chama o médium em questão, contou muitas histórias e possíveis verdades a respeito de nosso passado e pretenso futuro. Dentre todas, umas dignas de roteiro para uma nova saga de Jornada nas Estrelas, a história de dois planetas do sistema Epsilon Eridani me chamou a atenção. Seus habitantes, na busca por uma igualdade entre si, acabaram acarretando um problema só mesmo de outro mundo: a mesmice genética. Eles haviam se rebelado contra a diversidade energética. Queriam que todos tivessem a mesma postura íntima. Ignoravam a desigualdade dos seres por preferências ou méritos próprios de existência contrariando uma lei que diz que cada conquista, cada esforço, tem o seu devido valor fazendo com que o Ser tenha o seu marco evolutivo distinto dos demais. Numa espécie de socialismo tresloucado, diz Rogério, os habitantes passaram a fazer certos testes para desenvolver a igualdade existencial. O desafio foi tamanho que não se impuseram limites.

Ao longo do tempo, adquiriram problemas seríssimos. A mesmice vibratória tornou todos parecidos física e espiritualmente. Nestes dois mundos em questão, não mais existia a diversidade nas aparências, nas emoções e até nas posturas adotadas nas relações entre os seres, no que atraía cada um deles ou em seus sentimentos de afinidade, tão fartos aqui na Terra. Isto ocasionou uma implosão existencial pois pararam de evoluir. Até que chegaram a um impasse que nenhum outro planeta do seu sistema pôde ajudá-los pois o nível vibracional já estava muito baixo. No entanto, é aqui, na Terra, que reside a única condição genética capaz de tirá-los dessa mesmice. Por isso aguardam nossa reintegração cósmica.

Estes habitantes, apesar de serem evoluídos, utilizaram de forma destrutiva seus conhecimentos. Precisam ter acesso à nossa diversidade genética e em troca, prometem nos auxiliar em outros campos do conhecimento. Só resta saber se, quando esta reintegração acontecer, saberemos aproveitar as lições dos mais experientes no assunto.

Maria Cecile Azambuja

Publicado no Jornal Praia Rio / 2000

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