A energia do amor

De Agenda Esotérica

Entender como funciona a energia pode precisar de um esforço racional porque não é algo palpável, apesar de ser considerada matéria, mas é algo que exige um sutil exercício de percepção. Sendo que em alguns casos pode ser claramente visível. Basta compreender como funciona nosso organismo interno. Quando há um desequilíbrio de forças dentro de nós, logo nos sentimos mal. Na realidade, não nos damos conta que a todo momento dentro de nosso corpo, órgãos e aparelhos estão em movimento influenciando nossas ações. O sangue que corre em nossas veias tem uma energia pois está em movimento constante. O coração que bate, os nervos que sentem, os olhos que enxergam e uma série de outros movimentos também têm uma energia. E tudo isso vai influenciar o seu equilíbrio externo e consequentemente, atingir as pessoas que estão próximas.

Essa energia que circula dentro e fora do nosso corpo e dá vida às nossas ações, é a mesma que permeia o universo organizando os corpos celestes dos sistemas orbitais. Ela é tão intrínseca à criação que seria impossível imaginar a vida sem ela. É também a mesma que influencia o relacionamento entre homens e mulheres. Mas para que haja um equilíbrio, cada um tem que desempenhar a sua função. A briga pela igualdade dos direitos (o movimento feminista que objetiva direitos iguais para ambos os sexos) ajudou bastante às mulheres, e também aos homens, a perceberem que a completude vem das diferenças. Assim como o Tao, em que os opostos se complementam, a mulher e o homem também.

A interação entre as duas forças, a positiva - masculina, e a negativa - feminina, não acontece só na dimensão que envolve nossos espíritos mas também em nosso corpo físico e na própria natureza. Analisando os ciclos, que através dos seus movimentos proporcionam o equilíbrio, vemos o quanto tudo está interligado no universo. E o quanto tudo foi feito para funcionar, sem parar. O movimento é a alma da Criação.

Por exemplo, uma montanha que representa a força masculina, vai irrigar as terras mais baixas e os vales, que receberão a água dos rios. As terras baixas e os vales representam a força feminina. Numa analogia, o feminino é aquele que é capaz de abrigar a vida dentro de si, de fecundá-la. Enquanto que o masculino é o que jorra sua energia acumulada. Ao masculino, cabe o lado mais forte enquanto que ao feminino, cabe o papel de receptor da energia.

Talvez o grande desafio do homem e da mulher nas batalhas que travaram pela conquista de seus espaços, esteja nessa sabedoria. A teoria que dá a cada ser o seu devido valor em igual proporção, está certa. Mas foi deturpada pela prática que tornou ambos desiguais. Onde o homem achou que por ser mais forte deveria dominar, e a mulher, por ter caráter de receptora, aceitar tudo que viesse de seu oposto.

Quando a mulher descobriu que os direitos eram iguais para os dois, foi à luta. Mas esqueceu que o seu papel na raça humana precisava de um parceiro que a fizesse entrar em contato com a sua verdadeira essência. Uma terra precisa ser fecundada porque esta é a sua natureza, o seu propósito. E o par da mulher é o seu oposto. É aquele que lhe dá o que ela não tem. A mulher não é a força que gera energia. A mulher é a força que recebe a energia, que a acolhe. Com essa consciência, o par das forças opostas se completa e vive a plenitude da sabedoria.

Maria Cecile Azambuja

Vistas